A CAMPANHA “FORA MAX” CONTINUA
O F1around está preparando-se para ser a qualquer momento processado por Max Mosley. Martin Brundle e o TIMES foram, porque não o F1around?
Mas se o processo nunca bater à minha porta, algo que daria enorme credibilidade e publicidade, ao menos tenho o orgulho de ser dos poucos que declararam bravamente estar absolutamente a favor da deposição de Max Mosley, por vias retas ou tortas (confesso um prazeroso sadismo ao perceber que a saída de Max se dará pelas vias tortas mesmo).
Tenho que admitir certa decepção com a cobertura que os ditos “jornalistas especializados” tem feito de todo o processo envolvendo Mosley no Brasil.
A decepção não se restringe apenas a falta de posicionamento dos jornalistas. O mais triste é perceber como uma história tão saborosa, um fato jornalístico tão interessante e cheio de pormenores e detalhes, vai escapando pelo ralo da cobertura jornalística da Formula 1 brasileira.
Há na história todos os ingredientes de um livro de suspense de Grahamm Greene, inclusive os dilema morais, o cinismo, a sordidez e misérias humanas. E claro, há a intriga e a conspiração como o fio condutor que sustenta a história até o fim.
Por isso tenho obtido mais prazer ao ler e entender sobre conspiração armada para depor Mosley do que até mesmo ao ver as corridas, que vem repetindo nessa temporada as já costumeiras, desinteressantes e soníferas procissões dos últimos três ou quatro anos. Depois das duas primeiras curvas a corrida já está mais ou menos decidida, com uma variação ou outra após as paradas de Box.
Nunca em todos esses anos acompanhando a Formula 1 busquei tanto entender os bastidores e cenário político da Formula 1 quanto nos últimos dois anos. As conspirações e entourages políticos envolvendo Ron Dennis, Max Mosley, Ferrari, Mclaren, Renault e mais alguns outros, foram fundamentais para o background e quantidade de informação que adquiri de bastidores nos últimos meses.
É uma pena que a imprensa especializada brasileira que cobre a Formula 1 não perceba o potencial jornalístico dessas tantas história e restrinja-se, mal a mal, à cobertura apenas dos pilotos brasileiros.
Para alguns o que acontece na pista é o mais importante. Eu até poderia concordar, mas o triste é saber que cada vez mais os bastidores da Formula 1 determinam quem vence ou quem perde no esporte.
Quem sabe se com Max Mosley fora definitivamente, a Formula 1 não torne-se novamente tão imprevisível quanto era a 15 ou 20anos atrás? Eu assim espero…