PRIMEIROS MOVIMENTOS EM BARCELONA
A PISTA
Os testes de sexta feira quase sempre são inconclusivos. Há uma aclimatação natural dos carros à pista, mesmo que seja a já manjada pista de Barcelona. Ventos, temperatura ambiente, temperatura da pista, emborrachamento do asfalto, humildade, tudo isso somado, tem-se sempre a sensação de que a realidade competitiva das equipes só será revelada mesmo no qualifying de sábado, que mesmo assim tem lá as suas variáveis também.
Algumas equipes reclamaram de falta de tração e algo que explica-se pelo mistura de borracha na pista. Entre os testes da semana passada e as primeiras sessões livres de hoje houve uma corrida de carros esporte que andaram algo em torno de 1000 kms nessa corrida. A mistura das borrachas pode então ter afetado a tração mecânica dos carros.
FERRARI
Óbvio que o domínio das Ferraris nessa sexta é sintomático de que a equipe caminha para o famoso “one two”, ou a dobradinha no domingo, assim como ocorreu no Bahrein. Kimi dominou os dois treinos livres, mas com Felipe ali em seus calcanhares a 0,050 décimos de segundo na primeira sessão e na segunda pegando tráfego pela frente. O prognóstico é de uma duríssima batalha entre os dois na sessão classificatória de amanhã.
A incontestável vitória de Felipe no Bahrein deve ter deixado Kimi um pouco mais sensível à capacidade que tem o brasileiro de ser rápido nos treinos.
RENAULT
A surpresa, como não haveria de ser outra, foi a Renault andar na frente uma boa parte do segundo treino livre, apesar de a Ferrari em seu press report informar que estava com os carros bem pesados, Montmeló veio abaixo com a liderança mesmo que provisória de Alonso durante a segunda sessão. Desconfio que o espanhol e a equipe francesa jogaram para a torcida.
Nelsinho, ao que parece, vai pouco a pouco se aclimatando ao carro e aos finais de semana de muita pressão e pela primeira vez pôs tempo em Alonso.
Apesar de Alonso afirmar que o novo pacote de mudanças do carro, incluindo aí o tal J-DAMPER, ter trazido algo em torno de três décimos para a equipe, ainda não é claro se a Renault deu um passo adiante realmente. Apenas amanhã saberemos de verdade como estará a Renault.
McLAREN
Lewis reclamou do equilíbrio do carro e Heikki teve o câmbio substituído. A McLaren parece estar em uma acentuada curva descendente de performance, incluído aí os seus pilotos. Heikki, como ficou claro no Bahrein, não é o homem da McLaren que traz o extra para casa, e se Lewis for mal, o finlandês fará apenas um bom trabalho. Num campeonato em que as Ferraris parecem ter um carro meio segundo mais rápido e as BMWs em uam curva de performance contrária a da McLaren, ascendente, os ingleses de Wokin precisam de um bom resultado em Montmeló. Falhando na Espanha, fatalmente o campeonato estará nas mãos de Kimi e Felipe.
O RESTO
O maior destaque do “resto” para mim é o francês Sebastien Bourdais. A calma e a capacidade de se ver fora de confusões em corrida, vão lentamente pondo o outro Sebastião, o Vettel, sob pressão. Vettel sempre pareceu para mim over hyped, ou em outras palavras, absolutamente sobrevalorizado.
Apesar de não ser de todo um novato, Bourdais já é o destaque do ano.


Eu ainda acredito nopotencial do Vettel. O problema é que o motor Ferrari não deixa o cara terminar as corridas…