ANTICLIMAX
A pseudo vitória de Max Mosley na assembléia excepcional da FIA ontem esconde uma triste derrota para o dirigente: apenas os Clubes de Automóveis dos países do leste europeu, da África, e dos países emergentes deram um voto de confiança ao Presidente da FIA, algo que em um cálculo grosseiro, não chega a 5% do total dos membros afiliados a Federação Internacional de Automobilismo. Votaram em Max federações anãs e alienadas da discussão central em torno da incapacidade de Max gerir uma organização. É uma vitória, mas sem legitimidade alguma.
O fato é que Max não serve hoje nem para representar a sim mesmo em uma simples festa beneficente da esposa de seu ex-amigo, Bernie Ecclestone, quanto mais para representar a Formula 1 como esporte ou a Formula 1 como negócio viável.
O processo de ontem no fundo serviu para que Max tivesse a prerrogativa para dar um fim a si mesmo, o que convenhamos é o mínimo que se poderia esperar de um sujeito que sempre viveu pela espada e hoje morre pela mesmíssima espada. Max, ao fim, preserva algum fio de dignidade.
De ontem para hoje, um de seus grandes aliados, Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari, tacitamente pediu o seu afastamento:
“Eu acredito que ele deveria entender que às vezes é necessário dizer “Eu preciso deixar este cargo por questões de credibilidade”
Montezemolo é conhecido na Itália por ser uma raposa política. Não há uma declaração sua que não seja ponderada e que esconda por atrás seus próprios interesses.
Durante anos a equipe de Montezemolo se beneficiou parasitariamente da relação próxima com a FIA, e o temor de Montezemolo nesse momento é que por conta do escândalo de Mosley a FIA entre em colapso e seja substituída por outra entidade, como por exemplo, a antiga FISA, deixando a Ferrari politicamente isolada.
A declaração do dirigente italiano tem como alvo fortalecer a FIA e não Mosley. Para a Ferrari será sempre interessante uma FIA forte, com ou sem Max.
Queremos post! Queremos post!
“é o Felipe, papai?”