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Brinde exclusivo no F1 Around

tamaraMesmo que a troca de correspondência entre FIA e FOTA tenha dado a impressão de algum movimento hoje, de fato, nada de realmente relevante aconteceu. Os portais fizeram o seu trabalho em reportar os comunicados, mas os blogs mais importantes do mundo, e a mídia menos robótica, parece definitivamente cansada da salada política da F1 e tratou de preparar o espírito dos leitores para o GP do final de semana.

James Allen reportou o aplicativo para iPHone; Keith Collantine relembrou os seus 20 anos de dedicação à F1 e Clive Allen escreveu inspiradamente sobre suas reminiscências do GP Britânico. Os posts de Keith e Clive são duas pequenas obras primas e eu expressamente recomendo a leitura.

O humilde F1 Around seguiu no mesmo tom e tratou das homenagens que Lewis Hamilton e Jenson Button farão a seu público através do design de seus capacetes.

A única nota que possa ter alguma relevância para o conhecimento de vocês — dentro do atual cenário de guerra política — talvez seja o montante de investimento que as equipes fazem na Formula 1.

Isso exige uma pergunta retórica: Vocês sabem, por acaso, quanto sai do bolso da Ferrari para investir na Formula 1?

A resposta é zero, nada, niente. De acordo com a Autosport, meus amigos, a equipe de Maranello é a única a fechar suas contas no azul — algo talvez ajudado pelo acordo especial que tem com FIA e FOM (companhia detentora dos diretos comerciais da Formula 1 e que distribui os proventos às equipes).

O mesmo não pode ser dito de:

Mercedes-Benz……………… Déficit de: US$ 70 milhões

BMW………………………………Déficit de: US$ 210 milhões

Renault ………………………….Déficit de: US$ 42 milhões

Toyota……………………………Déficit de: US$ 168 milhões

Passada a informação, eu ansiosamente espero pela corrida no final de semana, mesmo sabendo que a sexta-feira talvez (ainda duvido) possa ser o Apocalipse de uma hecatombe a acontecer em 2010.

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Discussão

6 comentários sobre “Brinde exclusivo no F1 Around

  1. Renault ………………………….Déficit de: US$ 42 milhões

    “Quatro dos cinco patrocinadores brasileiros que estiveram presentes na transmissão do Grande Prêmio de Fórmula 1 pela Rede Globo em 2008 repetirão a dose no próximo ano, com exceção da Tim, que será substituída por Mastercard. As cotas de patrocínio, no valor de R$ 53 milhões cada, foram definidas na noite desta segunda-feira (20). Banco Real, Petrobras, Renault, Nova Schin renovaram os contratos com a emissora, que juntos com o firmado pela rede de cartões de crédito totalizam R$ 265 milhões.”

    Ou seja 42 mi de dolares não é prejuízo, é gasto de marketing, sendo que só no Brasil para exibir seus carros nos comerciais da Globo a Renault paga 53 mi de reais, e pagam muito mais em markenting ao redor do mundo, quando na F1 sai bem mais barato.

    Ou esses números estão completamente errados ou não existe prejuizos na F1.

    Publicado por Claudemir Freire | 18/06/2009, 11:05 am
  2. Claudemir, concordo que caso estes numeros sejam exatos no minimo Renault e Mercedes não perdem dinheiro. A questão é só saber se este calculo já não inclui um valor X de retorno de imagem.

    Publicado por Filipe Furtado | 18/06/2009, 11:21 am
  3. A questão é só saber se este calculo já não inclui um valor X de retorno de imagem.

    Não há esses detalhes, infelizmente.

    Ou seja 42 mi de dolares não é prejuízo, é gasto de marketing

    Interessante que um dos grandes problemas — fundamentais, aliás — da publicidade é incapacidade de quem paga a conta aferir o retorno de investimento, mas eu acho que os números são realistas, especificamente para equipes de F1.

    A Renault ou a Chevrolet, mesmo no Brasil, são gigantes corporativas, o que não é o caso de uma equipe de Formula 1. $ 42 milhões de prejuizo, mesmo que jogados na vala comum do “gasto com marketing” eu acho que é um senhor prejuizo quando o objetivo de qualquer atividade (a não ser blogueiro :) é dar lucro…

    Aí surge o problema principal, que é quando os donos das equipes olham para o balancete e vêem o quanto o CVC e Bernie Ecclestone levam no bolso — metade de tudo, sugerem boatos — quando são eles que investem e têm prejuizo real ao invés de ter lucro liquído. Esse é o problema… :)

    Publicado por Becken Lima | 18/06/2009, 11:38 am
  4. Bem não posso falar do público senil, mas quantas vezes foram citados os nomes Toyota, Renault e Mercedes em sites especializados ?

    Ao redor do mundo quando o narrador fala Renault, Red Bull e Toyota o quanto essas empresas tem de retorno de marketing gratuito ?

    Sabemos que em matéria de aferição de retorno fica quase que impossível aferir o quão realmente isso vale. Mas a 15 anos atrás quando não se vendia carro Renault no Brasil, todos nós sabiamos que os caras faziam os melhores motores da categoria, batendo os também os não montados no Brasil Honda e o Zetec da Ford, então é nesse retorno quase sub-liminar que estou me referindo ao
    prejuizo apresentado.

    Pedir 50 mi de dolares para um conselho adminitrativo com base em numeros de marketing espontâneo não das coisas mais complicadas, mais complicado é convencer eles de que isso existe.

    Publicado por Claudemir Freire | 18/06/2009, 2:05 pm
  5. Ao redor do mundo quando o narrador fala Renault, Red Bull e Toyota o quanto essas empresas tem de retorno de marketing gratuito?

    Very true…

    Mas é interessante que quando eu era criança, eu amava os carros da Brabham por que o meu ídolo e do meu pai, o Piquet, os pilotava.

    Eles vinham, bem explícitos na carenagem, um PARMALAT gigante, mas eu, do baixo da minha infância, não tinha a mínima idéia do que era “Parmalat”, afinal não havia os produtos da companhia naquela década de 80 em que estávamos comercialmente fechados para o mundo… Um exemplo bom da exposição global gerado pela F1 em tempos em que o termo Globalização deveria ter outro conceito…

    Outra coisa, será que é porque a Red Bull não compra nenhuma cota que a Globo chama a equipe de RBR?

    Publicado por Becken Lima | 18/06/2009, 2:13 pm
  6. Eu não sei porque raios a Globo não chama a Red Bull de Red Bull, a cota da F1 na area de bebidas é da Schin e eles não são tão idiotas como os caras da Ambev ou elitistas como os da Coca-Cola.

    Boa lembrança da Parmalat, eu nem sábia que diacho era aquilo no carro e tinha ainda a FILA que era pior ainda.

    Publicado por Claudemir Freire | 18/06/2009, 3:03 pm

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