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A HISTÓRIA DA FORMULA 1

A história da Formula 1 – 1ª Parte – 1900/1950

Introdução

Existe melhor maneira de fomentar o amor a Formula 1 do que contando um pouquinho de sua história para os novos aficionados? Não, não existe.

Os textos que aqui contam essa história são breves e resumidos e não pretendem mergulhar com profundidade de detalhes na longa e rica história da categoria, mas sim servir como um guia para que o próprio leitor vá descobrindo por si mesmo, no futuro, o quão rico é o esporte em fatos e acontecimentos.

No futuro, talvez com mais tempo a disposição, eu mergulhe em fatos com mais detalhes.

As fontes primárias usadas foram os textos escritos por Christine Blachford, editora do Sidepodcast, e que fazem parte de uma mini série que aborda a história da Formula 1. A cada semana teremos novo capítulo que cobrirá uma década e assim se seguirá até o ano 2000.

Para iniciar, uma breve passagem pelo automobilismo primitivo pré-1950 — ao automobilismo que viu surgir o lendário Tazio Nuvolari e também novas tecnologias desenvolvidas pela Alemanha de Adolf Hitler.

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A história da Formula 1 – 1ª Parte – 1900/1950

tazioTAZIO NUVOLARI: a primeira grande estrela da história do automobislimo

A Formula 1 moderna e toda a sua história escrita nos livros dos recordes como conhecemos inicia-se em 1950, mas a sua verdadeira essência pode ser traçada desde o fim do século XIX e início do século XX na Europa.

Naquela época as competições envolviam carros pesados, os pilotos eram acompanhados por mecânicos por conta do alto índice de quebras e sa pistas eram simples estradas que singravam o interior da França.

Diante dessas condições, a primeira corrida propriamente dita ocorreu em um trajeto entre Paris e Bordeaux (e a prova chamou-se, adivinhem, Paris-Bordeaux!) que completou a distância de 1200 km. O vencedor levou 48 horas para cobrir tal distância e as maiores velocidades chegaram a “impressionantes” 29.9 milhas por hora.

Em 1901 tivemos a primeira corrida com o nome “Grande Prêmio” em seu título: o Grande Prêmio da França, ocorrido em Le Mans e que cobriu a distância de 700 milhas com picos de velocidades que chegaram a 63 milhas por hora.

Durante a Primeira Guerra Mundial — que envolveu a maioria dos países nos quais o automobilismo estava nascendo — as corridas foram suspensas e muitos dos pilotos dirigiram-se para os Estados Unidos para competir na Indy 500. Logo depois da primeira grande guerra, os Grandes Prêmios começaram a se realizados em Le Mans e Lyon, estabelecendo assim a França como o principal hospedeiro do esporte a motor.

As corridas então espalharam-se pela Europa, com o principado de Mônaco e também a Bélgica hospedando os seus próprios Grandes Prêmios. Àquela época, já havia algumas forças dominantes no esporte, Ferrari Mercedes Benz e Bugatti, que estavam muito a frente de seus competidores em termos tecnológicos.

Pouco antes da Segunda Guerra Mundial o interesse geral em automobilismo decaiu como nunca, muito de acordo com a situação econômica mundial que passava pela grande depressão e também pela restrição imposta pela geografia da guerra naquele momento.

Mesmo com a guerra dificultando a evolução do automobilismo, ainda assim, Adolf Hitler, o principal agente motivador do conflito, foi um dos principais instigadores ao desenvolvimento da tecnologia que acabou sendo utilizada nas corridas, com ambas as grandes marcas alemãs, Audi e Mercedes, sendo beneficiadas por incentivos do governo alemão na época.

Com tais incentivos, os alemães desenvolveram e introduziram novas tecnologias no mundo das corridas, como a pesquisa em aerodinâmica e a mistura de combustíveis. Tais esforços transformaram os alemães na nova força dominante do primitivo automobilismo na época, tirando o poder das mãos de italianos e franceses.

Nesses anos, a grande estrela das corridas era o piloto italiano Tazio Nuvolari, que iniciou sua carreira em motos e era capaz de vencer em qualquer carro que pilotasse. O lendário italiano venceu a primeira corrida que tinha a classificação em seu formato — o Grande Prêmio do Mônaco em 1933 — mas a sua grande conquista foi o Grande Prêmio da Alemanha realizado em Nurburgring em 1935, vencido a bordo de um defasado Alfa Romeo contra os mais avançados carros de competição da época.

Tazio Nuvolari pode ser considerado, então, a primeira grande estrela do automobilismo dentro da tradição como o conhecemos hoje.

(FONTES: Sidepodcast e Wikipedia)

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Discussão

Um comentário sobre “A história da Formula 1 – 1ª Parte – 1900/1950

  1. Becken,
    Queira mandar-lhe um mensagem mas não encontrei endereço de email. Tampouco queria colocar esta mensagem de forma fora de foco em um de seus posts. Mas aqui parece apropriado. Fica o convite para ver uma foto inédita do acidente com Irineu Corrêa em 1935 no circuito da Gávea, tirada pelo meu avô. Está no artigo abaixo:
    http://cariocadorio.wordpress.com/2010/04/12/trampolim-do-diabo/
    Abraço
    João Carlos

    Publicado por cariocadorio | 16/04/2010, 6:40 pm

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