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COMO DERROTAR A FERRARI

(COM MAIS DOIS DÉCIMOS ELES PODEM VENCER A FERRARI)

Eu, como antiferrarista convicto (confesso), esperava que a Ferrari, muito mais italiana agora, degringolasse em erros esse ano. Sim, a coisa realmente aconteceu como haveria de ser, mas o que eu não esperava era que a McLaren fosse até mais errática que os italianos e se perdesse numa quantidade sem fim de erros grotescos e incidentes com o seu primeiro piloto e também com o segundo.

Somando todos os pontos das últimas temporadas, a conclusão é interessante:

Lewis Hamilton: 109+38=147
Kimi Raikkonen: 110+35=145
Felipe Massa: 94+38=132

Em 18 meses de Formula 1 Lewis Hamilton foi o piloto que mais pontuou, mas obviamente não nos momentos chaves do campeonato, muito pelo contrário. E foi a sua instabilidade que o fez perder o titulo em 2007 e é ela que nesse momento o põe em quarto no campeonato, não pontuando nas duas últimas corridas.

A Ferrari, como pôde ser constatado na França, diminuiu a diferença que tinha para a McLaren em circuitos como Canadá e Mônaco, os que o MP4/23 melhor se adapta, e ampliou a vantagem para a McLaren na França e possivelmente na Inglaterra, aonde o F2008 parece imbatível.

A Esperança nesse momento para o campeonato é que Lewis Hamilton tenha razão quanto as melhorias que a equipe implementou em seu carro, testadas nos últimos três dias em Silverstone, testes que serviram como preparação para o GP da Inglaterra daqui a uma semana e meia.

Eu tenho esperanças, mas a experiência das últimas oito corridas dizem o contrário.

A questão nesse momento, a qual deve arrancar mais alguns dos poucos cabelos de Ron Dennis é, como se combate um carro 1,5 décimos mais rápido como é F2008 da Ferrari? A resposta mais obvia seria: maximizar os dois pontos fracos da Ferrari hoje que são:

1º) A sua política de não favorecimento a um piloto específico, algo que faz com que a equipe não centre as ações em apenas um piloto e tenha que promover uma luta branca entre os dois até que um se sobressaia.

2º) Aproveitar todas as chances que surgem com os erros italianos.

No fundo, a melhor maneira de se combater o F2008 é ser centrado, organizado e focado em um objetivo usando o máximo de recursos que se tem.

Revendo as últimas oito corridas eu começo a questionar a capacidade de Lewis Hamilton e Ron Dennis de fazerem o trabalho e começo a pensar que a equipe ideal para derrotar a Ferrari seria a BMW de Mario Theissen. Principalmente pela maneira como os seus pilotos trabalham, cada um em pólo diferente em seus estilos de pilotagem, algo que favoreceu a pilotagem de Nick Heidfeld em 2007 com o F1.07 e esse ano favorece a Robert Kubitza com o nervoso F1.08. Esse fato que permite à equipe centre energia e recursos em apenas um piloto. Além disso, Robert parece infinitamente mais focado apenas em pilotar, longe da orgia midiática sob a qual Lewis parece nesse momento estar imerso.

Ainda há flutuando por Maranello muitos inputs, ou muitas das melhores qualidades de Schumacher, Ross Brawn e Jean Todt. Qualidades que a fizeram a melhor equipe dos últimos anos.

Para isso, o Super Mario precisava obviamente encontrar no fundo de seu bolso os dois ou três décimos de segundo para concluir o trabalho, algo que eu espero eles encontrem nas próximas corridas.

Se a atenção da McLaren se voltasse apenas para Heikky Kovalainen, eu diria que a consistente corrida apresentada na França foi um bom sinal, mas o finlandês ainda tem quase metade dos pontos de Lewis para mostrar que pode ser campeão e ele parece surgir como opção em ritmo de corrida apenas quando Lewis tem algum problema de percurso. Por tudo isso começo a ter dúvidas quanto a maneira como Ron Dennis gerencia a sua política de pilotos, dando o mesmo equipamento e chances iguais aos dois.

Eu sei que foi essa mesma política que permitiu o surgimento do talento bruto de Lewis, mas penso que nesse momento Ron deveria olhar para trás, para a era Schumacher, e usá-la como um case de estudo para entender como se domina um esporte por tantos anos.

O QUE FARÁ LEWIS DOMINGO?

Lewis Hamilton adora os holofotes. Seja ganhando, seja perdendo, ele parece sempre chamar para si, mesmo que involuntariamente, todas as atenções.

O mundo inteiro está de olho na estratégia que ele adotará domingo para ao menos pontuar. Respondendo a Augusto Baena, comentarista do BLOG do Ed Gorman, refleti sobre a possível estratégia que a McLaren e Lewis adotarão nesse fim de semana, na tentativa de minimizar o estrago que o constrangedor acidente de Lewis faria no campeonato como um todo:

“SOBRE A ESTRATÉGIA DE LEWIS EM MAGNY COURS

…Qualquer coisa pode acontecer e Lewis pode, como no Canadá, entrar na traseira de alguém de novo, afinal ele precisa se arriscar ainda mais. Mas Lewis tem uma ótima largada, você há de concordar:

AUSTRÁLIA = manteve a posição (POLE)

SEPANG = + 4 posições

BAHREIN = um desastre

BARCELONA = + 1 posição

TURQUIA = + 1 posição

MÔNACO = +1 posição

CANADÁ = manteve a posição (POLE)

PRIMEIRO: Sua estratégia deveria ser de 3 pit stops, com pouco combustível em todos as partes da corrida, como ele fez na Turquia. Pôr Alonso em LEVE+PESADO+LEVE foi um erro da McLaren no último ano. Lewis mostrou na Turquia que o MP4/23 tem um ótimo desempenho mais leve e o pit Lane curto é uma vantagem que Alonso não explorou em 2007.

SEGUNDO: fazer uma sessão de classificação para ficar na primeira fila que com a penalização o levará para 11º ou 12º. É realista dizer que Lewis, assim como Alonso em 2007, pode ganhar 3 ou 4 posições na largada. Estando leve com a estratégia de três paradas, Lewis ainda poderia ultrapassar 3 ou 4 carros no hairpin. A McLaren nesse momento da temporada tem as melhores marcas de velocidade em reta e Lewis já mostrou que é um dos melhores “ultrapassadores” do grid.

Alonso perdeu muito tempo atrás de Nick Heidefeld em 2007 e isso pode tambémm acontecer com Lewis se ele encontrar Trulli ou Alonso pelo caminho, mas estando leve eu confio muito em sua habilidade para ultrapassar. É só recordar em 2006 na GP2, quando ele foi capaz de recuperar 11 posições na corrida da Turquia.

A melhor formula para ele se recuperar seria:

ESTRATÉGIA DE 3 pit stops + Uma agressiva abordagem na primeira parte da corrida, ultrapassando quantos carros forem possíveis no hairpin + maximizar o tamanho curto do pit Lane em Magny Cours, que permite uma entrada e saída rápida dos boxes.

É realista dizer que ele pode acabar em 5º ou 4º, mas o inglês terá que trabalhar duramente para isso. O Bom, para a corrida, é que com isso ele nos oferecerá um espetáculo no domingo.

PROFISSÃO: COMENTARISTA DE BLOG

Na última semana quase não postei. A verdade é que estive “comentado” em BLOGs por aí mais do que trabalhando no meu próprio.

A experiência de comentar às vezes é mais interessante do que simplesmente postar em meu próprio BLOG, algo que eu desconfio tem muito haver com a falta de interatividade por aqui, um pouco frustrante, confesso.

Nos últimos dias houve um “excesso” de comentaristas por aqui, presenças, aliás, muito bem vinda, o que me fez recarregar as baterias e ter vontade novamente de postar. Um obrigado ao Aderson, à Priscila e ao Ribeiro.

Costumeiramente eu comento em quatro BLOGs com mais freqüência:

BLOG DO LIVIO (Brasil)

F1FANATIC (Inglaterra)

ED GORMAN´S BLOG (Inglaterra)

QUIERO BRIATORE (Espanha)

Comentando ás vezes você interage com gente inteligente e muito bem informada, o que acaba dando a oportunidade de desenvolver insights interessantes. Há também o lado chato da coisa quando às vezes você acaba envolvido em arranca-rabos intermináveis, tentando provar um ponto de vista e isso pode descambar para um clima desagradável de animosidade e em um blog que não lhe pertence.

Mas se por ventura a discussão é sadia e transforma-se em um saudável “mind game” ou jogo de mentes, quem é blogueiro como eu, acaba por produzir conteúdo simplesmente comentando por aí.

Selecionei dois comentários, um no F1fanatics e outro do Blog do Ed Gorman, que tem uma estrutura interessante, muito parecida com um post, e que pode figurar aqui, no F1AROUND.

À tarde, depois de traduzi-los, posto-os por aqui.

OS VERDADEIROS VENCEDORES DO CANADÁ

Há muito tempo uma escuderia além de Ferrari ou McLaren, não vencia um grande prêmio. Louros para Robert Kubitza, que agradeceu solenemente a Lewis Hamilton, que foi capaz de, depois da incontestável vitória em Mônaco, cometer um dos mais constrangedores erros na história da Formula 1 e despachar, ao mesmo tempo da corrida, ele e Kimi Raikkonen.

Foi Kubitza quem recebeu a bandeirada final, mas os verdadeiros vencedores no Canadá foram o Dr. Mario Theisen e o veterano Nick Heildfeld.

O Dr Theissen por cumprir, bem antes da metade do campeonato, o principal objetivo da equipe esse ano, uma vitória.

A cada meta estabelecida, a sua organizada equipe reage cumprindo à risca os planos traçados pelo Dr, Theissen. O dirigente alemão já pode ser considerado a principal estrela da equipe, apesar de ter em Kubitza um valente, agressivo e centrado piloto, capaz de durante sete corridas não cometer um erro sequer e pilotar como um veterano, assumindo assim a liderança do campeonato.

O Dr. Mario parece conjugar o perfeccionismo de Ron Dennis e a objetividade de Flávio Briatore, com a vantagem de parecer muito mais inteligente e menos esperto que o italiano da Renault.

Já Nick Heidfeld cumpriu a risca o seu papel circunstancial de segundo piloto e não dificultou a passagem de Kubitza rumo a vitória, com o bônus de segurar Alonso, levando o espanhol (naquele momento a principal ameaça à vitória da equipe alemã) ao erro. Nick luta bravamente com uma incapacidade crônica que tem de aquecer os seus pneus para uma volta rápida e isso o faz regularmente largar para uma estratégia mais conservadora, com mais gasolina, estratégia que no Canadá poderia lhe dar a vitória, se desejasse assim lutar por ela.

Nick deixou Robert passar e com isso cimenta a sua permanência na equipe, cultivando uma harmonia já de alguns anos. Heidfeld é gregário e Alonso que, cogita-se, poderia substituí-lo já em 2009, não. O espanhol parece mais centrado em seus objetivos pessoais e sua chegada na BMW poderia trazer bons e produtivos inputs, mas também poderia tumultuar o ambiente, até o presente momento, competitivo, mas tranqüilo.

Roberto ganhou a corrida com méritos, mas os nomes da BMW no Canadá foram Nick Heidfeld e o Dr. Mario Theissen.

ANTICLIMAX

A pseudo vitória de Max Mosley na assembléia excepcional da FIA ontem esconde uma triste derrota para o dirigente: apenas os Clubes de Automóveis dos países do leste europeu, da África, e dos países emergentes deram um voto de confiança ao Presidente da FIA, algo que em um cálculo grosseiro, não chega a 5% do total dos membros afiliados a Federação Internacional de Automobilismo. Votaram em Max federações anãs e alienadas da discussão central em torno da incapacidade de Max gerir uma organização. É uma vitória, mas sem legitimidade alguma.

O fato é que Max não serve hoje nem para representar a sim mesmo em uma simples festa beneficente da esposa de seu ex-amigo, Bernie Ecclestone, quanto mais para representar a Formula 1 como esporte ou a Formula 1 como negócio viável.

O processo de ontem no fundo serviu para que Max tivesse a prerrogativa para dar um fim a si mesmo, o que convenhamos é o mínimo que se poderia esperar de um sujeito que sempre viveu pela espada e hoje morre pela mesmíssima espada. Max, ao fim, preserva algum fio de dignidade.

De ontem para hoje, um de seus grandes aliados, Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari, tacitamente pediu o seu afastamento:

“Eu acredito que ele deveria entender que às vezes é necessário dizer “Eu preciso deixar este cargo por questões de credibilidade”

Montezemolo é conhecido na Itália por ser uma raposa política. Não há uma declaração sua que não seja ponderada e que esconda por atrás seus próprios interesses.

Durante anos a equipe de Montezemolo se beneficiou parasitariamente da relação próxima com a FIA, e o temor de Montezemolo nesse momento é que por conta do escândalo de Mosley a FIA entre em colapso e seja substituída por outra entidade, como por exemplo, a antiga FISA, deixando a Ferrari politicamente isolada.

A declaração do dirigente italiano tem como alvo fortalecer a FIA e não Mosley. Para a Ferrari será sempre interessante uma FIA forte, com ou sem Max.

UM MISTÉRIO CHAMADO KIMI RAIKKONEN

(KIMI NA FERRARI – Pilotando o carro mais rápido da Formula 1 hoje)

Duas das mais quentes fofocas do paddock no momento parecem ter uma interessante interligação. A Primeira, que na verdade nunca foi assim tão quente e sigilosa, é sobre um pré-acordo entre Fernando Alonso e a Ferrari, fato que até a inexperiente Mariana Becker da REDE GLOBO, reportou durante a corrida de Mônaco. A segunda e mais interessante é sobre uma prematura aposentadoria do atual campeão mundial, Kimi Raikkonen, caso ele vença o seu segundo título na seqüência.

As fofocas são circunstanciais, vão e vem, mas Kimi parece nessa temporada longe de sua melhor forma e motivação. Alguns dirão, mas ele venceu duas corridas esse ano, e eu lhes direi que ele tem o melhor carro do grid. É sua obrigação vencer. Lewis Hamilton pilota uma McLaren quase dois décimos de segundo menos rápida por volta que a Ferrari do finlandês e mesmo assim venceu tantas corridas quanto ele esse ano e no momento é o líder do campeonato.

O fato é que Kimi apresenta todos os sinais de uma evolutiva desmotivação. O finlandês sempre deixou claro adorar a Formula 1, mas odiar o que está em torno da categoria, os eventos promocionais e outras compromissos oficiais, como a constante obrigação em manter a imagem limpa diante de fãs e patrocinadores.

Todo o teatro e misancene do mundo da Formula 1 atual parecem roubar em muito o prazer que o finlandês tem de apenas sentar em seu carro guiar. Tudo que não seja corrida o entediam mais e mais a cada dia.

Quando eu volto e relembro alguns momentos da carreira do Kimi na McLaren, o que eu percebo é que o Kimi atual parece uma sombra do que ele foi há quatro cinco anos atrás, quando pilotava um dos carros de Ron Dennis.

Eu me recordo precisamente de duas de suas corridas memoráveis do finlandês.

– Austrália em 2003: Ele se classificou em 15º, liderou a corrida, foi penalizado e ainda assim chegou em terceiro

– No Japão em 2005: Ele se classificou em 17º e simplesmente venceu a corrida, com o adendo de uma ultrapassagem no Fisichela que é uma das melhores dos últimos dez anos na Formula 1.

Havia uma interessante impressão a respeito do Kimi na época de seu prematuro surgimento. Ele era aquele piloto ainda verde e selvagem, com muito da personalidade matadora de Ayrton Senna, mas com muito menos arrogância. Kimi era o oposto do cerebral Schumacher em pista: o alemão foi o melhor “ultrapassador” em boxes da Formula 1, enquanto o finlandês, contrariamente, era capaz de fazer o trabalho sujo na pista, roda a roda, dando espetáculo.

O que é o Kimi hoje? Um burocrata pilotando uma poderosa Ferrari, que é um carro dois décimos de segundo mais rápido que o do inglês Lewis Hamilton.

Após o GP da Hungria em 2007 vencido por Lewis, Kimi deixou claro na coletiva de imprensa o quanto esteve entediado durante toda a corrida, ali, atrás do inglês. Abertamente, Kimi declara achar impossível fazer ultrapassagens na Formula 1 moderna. O problema nessa argumentação é que Lewis Hamilton, em Monza em 2007, em cima dele mesmo; Fernando Alonso em 2007 na França sobre o Nick Heidfeld; Nick Heidfeld sobre Fernando Alonso e Mark Webber (ao mesmo tempo!) em Sepang; e Lewis Hamilton novamente em Istanbul esse ano, todos eles provam que Kimi está errado. É possível ainda se ultrapassar na Formula 1, sim. E o pior, nenhum desses pilotos tem o super carro que Raikkonen tem nas mãos, mas todos eles parecem mais motivados e famintos por vencer que o finlandês.

Há quatro anos atrás, na época da McLaren, talvez Felipe Massa não desse tanto trabalho quanto vem dando ao finlandês esse ano e em 2007. Na prova dos Estados Unidos do ano passado, enquanto o Fernando Alonso lutava com todas as forças contra um Lewis decidido a vencer, Raikkonen se contentava em mostrar o bico do carro para o brasileiro no fim da grande reta.

Fuji, em 2007, talvez tenha sido um dos únicos momentos em que pudemos vislumbrar um pouco daquele seu brilho que vimos na Mclaren. E só. O resto foram vitórias burocráticas, pilotando o melhor carro, tendo como o seu ápice a vitória no Brasil, em que ele foi visivelmente ajudado por Felipe Massa na conquista de seu primeiro título.

Formula 1 não é apenas um campeonato de estatísticas, é entretenimento também, tanto para o público como também para os pilotos. Kimi parece entediado com a Formula 1, louco para correr em alguns Ralis, emulando um de seus heróis, o seu conterrâneo Ari Vatanen, campeão de Rali.

O problema para quem como eu adora a Formula 1 é entender que se o Kimi deseja mais emoção, por que simplesmente ele não corre para extrair da própria Formula 1 esse leque de emoção que lhe daria mais motivação? A resposta para mim é simples: a sede por “adrenalina” do Kimi, o desejo de emoção dele, se choca com o comprometimento que ele tem com os dólares que a Ferrari lhe paga. Kimi não se arrisca simplesmente porque é bem pago. E quando tenta, as suas corridas se transformam no caos que ele protagonizou em Mônaco e na Austrália, constrangimentos demais para um campeão mundial.

Há muitos boatos paralelos sobre a indolência do Kimi, sobre seu profundo desinteresse em liderar uma equipe, em trabalhar arduamente na melhoria de uma equipe e de um carro ou mesmo em se dedicar a marcar o seu nome em uma era da categoria como o piloto dominante. Tudo isso me soa como desprezo a Formula 1 e aos valores que a sustentam como a principal categoria do automobilismo mundial.

Enquanto Alonso se debatia como podia na rede de Lewis Hamilton, lutando até as últimas conseqüências contra a sua reputação de bicampeão arranhada, mas ao fim caindo de pé, a certeza sobre Kimi no lugar de Alonso é que ele não daria à mínima.

Para mim, não lugar na Formula 1 para indolência ou para a futilidade. A Formula não deve ser vista como apenas um hobbie para os pilotos ou mesmo um esporte radical. Há algo de muito profundo em caras que arriscam o seu pescoço, orgulho e ambição pessoal a 320 km/h.

Kimi Raikkonen, com a sua indiferença e milhões de dólares no bolso é hoje o chato mais veloz da Formula 1.

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