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NICK HEIDFELD QUASE CONFIRMADO NA BMW PARA 2009

Há dois posts atrás eu pensava sobre a necessidade da Formula 1 respeitar contratos, uma forma útil e simples de refletir uma imagem melhor diante de seus fãs. No bolo dos contratos que eu achava que deveriam ser confirmados esse ano, estava o de Nick Heidfeld, um piloto pelo qual eu tenho uma enorme simpatia.

Em entrevista hoje para a Autosport hoje Nick deixou quase óbvio que a sua situação na BMW é segura e tranquila para o ano que vem:

PERGUNTA: Você está relaxado a respeito do seu futuro?

RESPOSTA: “Sim. Agora eu estou. Eu tive problemas, mas nós conseguimos contorná-los e eu estou feliz de como as coisas estou indo agora. É preciso dizer que o suporte que eu tive durante estas semanas e meses da equipe foi muito bom, e isso me ajudou a entender que eles estão comigo.”

Durante meses leram-se rumores infundados ligando Fernando Alonso a BMW, e diante da até aqui sofrida temporada de Nick, no confronto direto com Robert Kubitza, os rumores tomaram ainda mais força e forma.

No entanto, as três convincentes atuações de Nick, um pódio na Inglaterra, um quarto lugar na Alemanha, além de sua ajuda crucial na vitória de Robert no Canadá, deixaram-no a apenas 7 pontos de Robert e 17 do líder Lewis. O melhor desses bons resultados é que Heidfeld emergiu mais confiante de que a BMW jamais abandonaria a sua fidelidade e experiência, mesmo desistindo do talentoso Fernando Alonso.

A BMW tem hoje na média a dupla de pilotos mais equilibrada e talentosa do grid, um interessante mix que une a experiência e habilidade de Heidfeld com a velocidade e agressividade de Robert Kubitza. Com a renovação do contrato quase certa, fica claro que mesmo que Fernando Alonso seja hoje o piloto mais completo da Formula 1, a BMW não precisa dele para vencer.

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O QUE FAZ VOCÊ GOSTAR DE FORMULA 1?

Há mais ou menos um mês e meio, o jornalista do TIMES, Ed Gorman, fez em seu BLOG uma interessante pesquisa com os seus leitores para escolher qual o melhor piloto de Formula 1 da atualidade. O Resultado, que trouxe no topo da lista de seus leitores Fernando Alonso, não foi obviamente surpresa para ninguém. Alonso tem hoje, sem dúvida, a melhor combinação entre experiência, velocidade, capacidade técnica e estratégica. O resultado final, com os cinco melhores, acabou assim:

1º FERNANDO ALONSO
2 º KIMI RAIKKONEN
3 º ROBERT KUBICA
4 º LEWIS HAMILTON
5 º FELIPE MASSA

Resultado justo para o homem que ousou destronar Michael Schumacher nos últimos anos de Formula 1 do alemão.

Com a temporada chegando a sua metade, o F1fanatic de Keith Collantine acabou elegendo os melhores pilotos da primeira metade temporada, encerrada com o GP Britânico. Robert Kubitza, pela excelente performance média nessa primeira parte da temporada com um carro menos competitivo que McLaren e Ferrari acabou encabeçando a lista de Keith. O resultado com os cinco melhores acabou assim:

1º ROBERT KUBICA
2 º KIMI RAIKKONEN
3 º LEWIS HAMILTON
4 º FELIPE MASSA
5 º FERNANDO ALONSO

O problema para mim, no caso do melhor da primeira metade da temporada foi no caso de Lewis Hamilton e Kimi Raikkonen. Cheguei a opinar no BLOG de Manuel Gomez que preferia ver Lewis como melhor da temporada pela simples fato de que eu não me guiava pela média de desempenho em corridas, mas na verdade pela quantidade de emoção que um piloto era capaz de proporcionar a uma corrida, além óbvio da capacidade competitiva desse piloto. Jordi de La Rosa, um dos leitores de Manuel acabou por me condenar, acusando-me de pouco objetivo em meu julgamento. Sob a argumentação do meu amigo Jordy, acabei por capitular e lhe conceder a razão.

Observando o título do post e também o texto, que até aqui parece um pouco confuso, você incidental ou mesmo costumeiro leitor, perguntará o que tem a ver essas eleições com a motivação central que faz os fãs de Formula 1 adorarem o esporte como questiona o título? A questão, no entanto motiva uma outra questão: Qual é o piloto que traz emoção genuína a Formula 1 hoje?

Eu duvido muito que você discorde que o jovem Lewis Hamilton é “o cara” nesse momento!

A verdade é que para mim a questão sobre quem é o melhor parece mais complexa do que a simples e tediosa enumeração de estatísticas. Para mim a Formula 1, como qualquer esporte, deve ser pensada também como o supra-sumo do entretenimento que compete pela atenção do telespectador com o cinema, programas gerais de televisão ou mesmo outros esportes.

E no que toca esse ponto, entretenimento, melhor “entertainer” do que Ayrton Senna a Formula 1 moderna ainda não viu. Para Schumacher deixo-o com a benevolência particular ao assumir que ele talvez tenha sido o piloto que melhor entendeu a Formula 1 em dada época e usou todo o esse conhecimento para dominá-la completamente durante tantos anos. Mas mesmo com tantos números a favor do alemão, o “entertainer” Senna ainda está no meu panteão particular.

O nosso “entartainer” atual, Lewis Hamilton, simplesmente destroçou a Ferrari nas duas últimas corridas de maneira tão espetacular que uma corrida depois da eleição de Keith Collantine, parece heresia não pô-lo como o melhor piloto da temporada até aqui.

E observando atentamente a decepcionante corrida de Fernando Alonso em contraste com a vitória espetacular e demolidora de Lewis no domingo, não tenho dúvidas de que até o reinado de Alonso pode estar severamente ameaçado se o espanhol não encontrar um bom carro nos próximos anos.

SOBRE CONTRATOS

O dirigente da Red Bull, Christian Horner, nos deu hoje uma boa lição de como a mentalidade da Formula 1 pode estar em um bem vindo processo de mudança. Horner, ao lado de seu novo piloto para 2009, Sebastian Vettel, confirmou que o jovem piloto foi a escolha natural para equipe, bem de acordo com a natureza e filosofia da Red Bull.

Houve durante algum tempo o rumor de que a Red Bull teria como prerrogativa máxima contratar Fernando Alonso, que é posto pelos seus fãs em qualquer equipe que possa novamente o levar de volta a ponta do grid, mas a atitude da Red Bull, promovendo um jovem piloto formado na casa desde s as categorias de formação, é louvável.

Willy Weber, o empresário de Michael Schumacher, vem propagando nos últimos dias irresponsáveis rumores de que a McLaren estaria à beira de contratar Nico Rosberg para o assento de Heikki Kovalainen, mas a McLaren agiu rápidamente e negou toda a história por meio de Martin Whitmarsh.

A esperança agora é que tanto a BMW quanto a Ferrari confirmem seus pilotos para 2009.

É uma pena para quem ama a Formula 1 ver o talento de Fernando Alonso desperdiçado no desapontador R28 da Renault, mas nem ele pode estar acima dos acordos da Formula 1. A decisão da Red Bull, da BMW e, espera-se, da Ferrari, confirmando seus pilotos para 2009, é um bom sinal de que contratos respeitados é uma boa maneira de mudar a imagem cínica que a Formula 1 tem cultivado nos últimos tempos.

LEWIS: VITÓRIA ESPETACULAR EM SILVERSTONE

(LEWIS agradece às nuvens sobre Silverstone)

O que esta temporada tem nos ensinado em definitivo é a não alimentar nossas certezas absolutas a respeito de nada nem de ninguém. Em uma corrida Felipe Massa parece ter atingido um novo nível em sua pilotagem, mais maduro e centrado como piloto. Em outro ele fracassa na simples tarefa manter o carro na pista molhada, como na Inglaterra no domingo passado.

Em outra corrida Lewis Hamilton enche a traseira de Kimi nos boxes num erro tido como um dos mais estúpidos na Formula 1 moderna, mas duas corridas depois ele vence de forma devastadora o Grande Prêmio da Inglaterra, chegando a 1m8.577s de diferença do segundo colocado, estabelecendo a segunda maior margem da história, depois da vitória de Damon Hill em 1995, vencida com uma vantagem de duas voltas para o segundo colocado, Olivier Panis.

Além da margem absurda, Lewis estabeleceu ainda uma das mais belas vitórias na Formula 1 nos últimos 15 anos, talvez desde a de Senna em Donnington Park em 1993, tendo paralelo apenas com a de Rubens Barrichello em 2000, na Alemanha.

Enquanto Kimi Raikkonen rodopiava duas vezes, Felipe Massa cinco, Heikky Kovalainen duas, Lewis seguiu intocável e controlado, mostrando uma das tocadas mais seguras sob chuva em toda a corrida e, ainda assim, andando em certos momento da corrida no mesmo ritmo de Barrichello que estava com pneus para pista extremamente molhada e não os intermediários do MP/4-23 do inglês.

Em 27 corridas desde que entrou na Formula 1, Lewis já enfrentou cinco corridas com asfalto molhado e venceu 3 delas, tendo algo como 60% de aproveitamento. É cedo para fazer tal afirmativa, como eu mesmo lembrei no início desse post, mas Lewis já pode ser considerado o melhor piloto da Formula 1 sobre asfalto molhado ao lado de Rubens Barrichello e o fato de não termos mais controle de tração só reforça a sensação.

Uma vitória histórica; demolidora diante dos erros grosseiros de Kimi, Felipe massa e de todo o pit wall da Ferrari; em sua casa e sob a enorme pressão dos fãs e da imprensa local, ultrapassando todos os seus adversário na pista, como há muito não se via na Formula 1. Era só o que o jovem inglês precisava para voltar à briga do campeonato como líder e melhor, muito mais confiante.

ASSISTINDO A FORMULA 1 NA INTERNET

(ATUALIZAÇÃO: Para obter mais links e dicas de onde e como acompanhar a Formula 1, CLICK AQUI.)

Hoje, pela manhã, vi a segunda sessão dos treinos livres pelo live feed da iTV inglesa via internet.

Não há narração, locutor, nem comentarista. Apenas o som dos motores, dos mecânicos nos boxes, dos pilotos conversando com os mecânicos, das comunicações via rádio entre os pilotos e os seus engenheiros de corrida e também dos alto falantes do próprio circuito ecoando pela pista em inglês. Em outra tela do meu desktop eu tenho o live timing com o tempos de cada piloto in loco, com os tempos e parciais de cada piloto in loco e simultâneo, disponibilizado pelo site Formula1.com.

Que me desculpem vocês que adoram o Galvão Bueno e acham que ele trás emoção a uma transmissão de Formula 1.

Com essa experiência que eu estou tendo nesse momento eu definitivamente cheguei à conclusão de que Galvão Bueno não faz nada a não ser atrapalhar uma transmissão de Formula 1.

Não há nada mais emocionante do que ouvir os motores e eu mesmo inferir o que está acontecendo, sem ter o blá, blá, blá do Galvão atrapalhando o meu raciocínio.

Em Sepang, por exemplo, eu tinha certeza de que o Lewis havia batido na traseira de Alonso, e não do Nelsinho, como ele teimou em dizer até o fechamento da transmissão.

Na primeira parada do Lewis em Mônaco eu sabia, porque era algo óbvio, que o Lewis havia posto combustível ate a tampa e assim teria grandes chances de vencer a corrida. O Galvão só foi descobrir isso quando o Lewis já tinha garantido a vitória.

Galvão atrapalha as valiosas e escassas análises de Luciano Burti. O ex piloto de testes da Ferrari é um privilégio que deveria ser mais explorados em prol dos telespectadores. Galvão é por vezes grosseiro com Reginaldo Leme, um dos melhores e mais ponderados comentaristas de automobilismo no Brasil.

A Pergunta é: para quê eu, e mais milhões de telespectadores, precisam de um sujeito gritando histericamente, insuflando um patriotismo roto e pueril todo o tempo quando o que eu desejo, e o que o público precisa, na verdade é entender melhor a corrida?

Em incursão pelos melhores blogs de Formula 1 do Brasil não foi surpresa perceber que os leitores que também são telespectadores, mas que também é massa crítica, condenaram e ridicularizaram a última e constrangedora atuação de Galvão Bueno no GP da França, em que ele mais uma vez alimentou de maneira incompreensível o ódio ao piloto inglês Lewis Hamilton.

Até quando a GLOBO permitirá que uma corrida de Formula 1 seja uma palhaçada como têm sido ás últimas, para mim é um mistério.

Caso você, leitor costumeiro ou mesmo você que esbarrou nesse texto por acaso, esteja lendo, eu suponho que tenha Internet em banda larga em casa. Se a tem, faça o que eu fiz hoje e livre-se definitivamente de Galvão Bueno. O kit anti-Galvão, com os links, está abaixo. Experimente!

A Formula 1 sem Galvão Bueno jamais será a mesma para você novamente e eu lhe garanto que seré bem melhor.

SERVIÇO

O sinal ao vivo:

http://www.vshare.tv/live/209730/zabava1

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Parciais com os tempos dos pilotos (é necesserário registro):

www.formula1.com/services/live_timing/

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Comentários ao vivo, do site da AUTSPORT:

http://live.autosport.com/

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Rádio com transmissão ao vivo:

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/home/index.asp

OBRIGADO, DAVID

(COULTHARD – No meio de mais duas gerações)

O anúncio feito hoje pelo próprio Coulthard, de que se aposentará ao final do ano, me dá a certeza de que esse escocês deixará saudade. Não por que Coulthard tenha talento suficiente como piloto e deixaria como herança aulas de pilotagem memoráveis ou mesmo títulos. Obviamente não será por isso.

A verdade é que a bravura de David Coulthard está explicita mais na maneira como ele encara o mundo da Formula 1 em si, falando sobre tudo e todos com suficiente coragem e sinceridade, do que no que ele pôde produzir de fato dentro de um carro em todos esses anos.

David escudou Mika Hakkinen em seus dois títulos na McLaren, venceu treze corridas, foi o maior marcador de pontos entre os pilotos britânicos ao longo de uma extensa carreira e encarou Michael Schumacher de frente em muitas corridas.

Nos últimos anos, pilotando para a RED BULL demonstrou enorme profissionalismo e uma grande capacidade de motivação, mesmo com 37 anos.

Coulthard é hoje entre os pilotos uma espécie de ponte viva entre uma das mais brilhantes gerações da Formula 1 de todos os tempos, que teve Senna, Mansell e Prost, e a mais nova geração de talentosos pilotos, como Lewis Hamilton, Nico Rosberg e Robert Kubitza.

Das treze vitórias de Coulthard poucas são memoráveis ou históricas, mas a imagem que ficará imprensa em nossa mente será de sua salutar rebeldia diante de qualquer ícone da Formula 1, mesmo Michael Schumacher.

Só pelo seu desrespeitoso dedo do meio em riste mostrado para Schumacher em um certo domingo em Magny Cours, eu posso dizer que a carreira desse escocês valeu à pena.

Obrigado, David.

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