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A CLASSIFICAÇÃO SERÁ CRÍTICA

(MASSA: o brasileiro está tranquilo – Foto: iTV-f1.com)

Após o término da segunda sessão de treinos livres agora à tarde, Lewis Hamilton saiu de seu carro, tirou as luvas e as arremessou longe, no que pareceu uma reação emocional e tensa. Problemas para acertar as McLarens nesse final de semana? É o que parece…

O inglês teve um desempenho páreo com Felipe Massa durante a manhã e enquanto Fernando Alonso estabelecia o melhor tempo do dia na sessão da tarde, Lewis ficava apenas em 9º e Heikki em 15º, com várias fritadas de pneus no trecho mais truncado de Interlagos.

Após a segunda sessão, Ron Dennis e Norbert Haugh minimizaram o desempenho pobre da equipe à tarde, esclarecendo que a equipe teve um enfoque mais conservador hoje, carregando mais combustível e concentrando-se na preparação para a corrida no domingo.

Lewis confirmou o discurso dos chefes da equipe, “o meu carro estava extremamente rápido, apesar do tempo frio, o que tornou a pista bem escorregadia”, falou o piloto da McLaren…

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ELE É APENAS UM IDIOTA

Lewis Hamilton tem sido vítima de constantes abusos ao longo desses dois anos de Formula 1. Toda ação que fomente algum abuso contra o inglês deveria ser combatida, como fez ontem a FIA, ao condenar publicamente os criadores de um site que permite que o piloto inglês seja vítima de manifestações racistas, principalmente de espanhóis.

Este sujeito aí em cima (a quem não se deve mostrar o rosto para não o oferecer os quinze minutos de fama que ele tanto deseja) é um exemplo de como alguns torcedores tem potencial para transferir a idiotia tão comum nos estádios de futebol para as pistas de Formula 1.

Desejar que Hamilton seja vítima de um acidente não é apenas digno de mal gosto ou inoportuno, é um ato absolutamente bizarro se considerarmos que a Formula 1 é um esporte de riscos e que sofrer um acidente pode custar ferimentos graves, ou mesmo a vida de alguém.

Infelizmente ninguém fotografou a reação de Robert Kubica ao cartaz, que condenou a atitude do “torcedor brasileiro” com o polegar para baixo em reprovação.

 

MASSA LIDERA PRIMEIROS TREINOS LIVRES

A PINTURA DE LEWIS

(ACIMA, o quadro, detalhes e na última foto, Ian Cook, o artista)

(FOTO: Southbanksteven)

O quadro de Lewis Hamilton, que faz parte de uma ação de marketing da Reebok, foi finalizado hoje pelo artista inglês baseado em Birmingham, Ian Cook. A pintura, composta com carrinhos de controle remoto ao invés de pincéis, foi disposta próxima a um dos cartões postais de Londres, a Tower Bridge, e ficará lá até domingo, dia 2 de novembro.

E O MOTOR DO HAMILTON?

(LEWIS e FELIPE: Tranquilos antes da grande decisão – FOTO: iTV)

O tema central desde que Lewis Hamilton venceu na China e diminuiu consideravelmente as chances de Felipe Massa ser campeão no Brasil é o motor da sua Mclaren, que será usado pela segunda vez em Interlagos. A ordem nesses últimos dias é secar o motor do inglês e a expectativa geral é que o propulsor quebre ou que a McLaren o ponha em um módulo de segurança a fim de garantir que Lewis chegue ao final da prova e garanta o seu título.

O problema é que a estatística (Oh, maldita estatística) está francamente a favor do inglês e de sua equipe. Ele jamais abandonou uma corrida por problemas de motor desde que entrou em uma Mclaren nesses dois anos, e se fôssemos levar em conta as malditas estatísticas, a probabilidade de um motor Ferrari ficar pelo caminho são mais realistas que as de um Mercedes.

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AS GAROTAS DO GRID DE INTERLAGOS

Clique na imagem para aumentar – Fotos de Almeida Rocha/Folha Imagem

As mentes por trás de Felipe Massa e Lewis Hamilton

– Foto: VIEW IMAGE)

(MASSA E HAMILTON com os seus engenheiros de corrida

Você talvez jamais tenha ouvido falar em Rob Smedley ou Phill Prew, mas esses dois personagens têm mais influência no desenrolar no campeonato de Formula 1 desse ano do que você jamais poderia imaginar.

Smedley e Prew são os engenheiros de corrida de Felipe Massa e Lewis Hamilton e exercem direta influência no desempenho dos dois pilotos tanto em pista quanto fora dela.

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O TROFÉU DE DOMINGO JÁ É DA MERCEDES

(FOTO: Márcio Fernandes/AE)

O belo troféu que será entregue ao vencedor do Grande Prêmio do Brasil de Formula 1no próximo domingo tem a beleza e o toque artístico que faltou em alguns troféus ao longo do ano. O troféu entregue Lewis Hamilton no Grande Prêmio da Alemanha não era nada mais nada menos que a logomarca do banco Santander e o que lhe foi entregue no pódio de Xangai desmilinguiu-se nas suas mãos logo em seguida.

Quem assina o belo troféu é o super talentoso arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer, que inspirou a sua obra nas colunas do Palácio da Alvorada. Apesar da clara inspiração, há muita gente achando que o troféu “é a cara” da logomarca da Mercedes Benz, fornecedora de motores e sócia da McLaren de Lewis Hamilton.

Será que Niemeyer está prenunciado alguma coisa?

A NAMORADA DO CHEFE

Esta “criatura” aí em cima, vestida de mecânica da McLaren, é a venezuelana Dayana Mendonza, Miss Universo. Segundo relatos do paddock, ela andou se engraçando com o divorciado Ron Dennis na festa de encerramento do Grande Prêmio de Cingapura.

CLICK DO DIA

(FOTO: iTV)

(FOTO: Red Bull)

(FOTO: Red Bull)

(FOTO: Red Bull)

(FOTO: Flavio Gomes)

(FOTO: Bruno Terrena/Grande Prêmio)

Flávio Gomes e Bruno Terrena, clicaram o carro de David Coulthard sendo montado com uma pintura nova, que faz parte das homenagens ao piloto escocês que fará a sua última corrida em Interlagos. A Pintura também faz parte de uma ação que divulgará uma campanha de caridade chamada Wings for Life, que a Red Bull patrocina.

INTERLAGOS: NOSSA JÓIA RARA

S do SENNA – Foto RBP Designer no Flickr)

Eu sou um dos poucos a defender os circuitos criados por Hermann Tilke. Não porque sejam esses circuitos os reais culpados pela falta de ultrapassagens na Formula 1, mas porque é obvio que a falta de entretenimento nas corridas é culpa da própria FIA e não do arquiteto alemão.

Os circuitos de Herman Tilke oferecem de tudo, desde curvas desafiadoras, como a curva 8 de Istanbul Park, até as perfeitas acomodações para o público, para a imprensa e as equipes. Mas faltam alguns ingredientes essenciais nesses grandes e vazios palácios modernos dedicados ao automobilismo: alma, história, identidade, pedigree.

É nesse ponto que Interlagos, com toda a dificuldade estrutural que lhe rodeia, é valioso…

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PADRONIZAÇÃO DE MOTORES LEVARIA FERRARI A RECONSIDERAR SUA PRESENÇA NA FORMULA 1

(REUNIÃO DA FOTA: Todas as equipes unidas, finalmente – FOTO: iTV)

No espaço de apenas um dia o movimento da FIA pela padronização dos motores na Formula 1 foi definitivamente implodido.  Primeiro pela negativa da equipe com o maior orçamento da categoria, a Toyota, que reiterou através do presidente da equipe, John Howett, que a introdução de uma regra que padronizasse os motores seria razão suficiente para a equipe deixar a Formula 1.

Apesar de sua importância global no mercado automobilístico, a Toyota é vista como uma equipe menor na Formula 1 e um eventual abandono não afetaria a categoria em termos de auto-exposição e marketing.

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CARROS DE COMPETIÇÃO NO FUTURO

Os organizadores do LA Auto Show pediram aos melhoresdesigners do mundo no setor aumobilístico um prospecto do que deverá ser, no ponto de vista deles, a aparência dos carros de competição em 2025.

O resultado é que há muita beleza futurística nos projetos, mas na Formula 1 a função geralmente se sobrepõe à forma. O último elemento a ser pensado em uma competição tecnológica tão renhida é beleza ou elegância. Seja feio, mas eficiente, é o mantra das equipes.

  • Foto 1: Projeto da General Motos
  • Foto 2: Projeto da Mercedes

SCHUMACHER CONFIRMA ANÁLISE DO F1AROUND

(SCHUMACHER em entrevista para a BBC da Inglaterra: “Lewis pode bater os meu recordes”)

O post escrito na sexta-feira, que analisava a evolução do carro da Ferrari ao longo desse ano, foi muito bem recebido por alguns leitores, inclusive por alguns ilustres, como o Ron Groo.

Depois de ter a grande satisfação em ver esses leitores opinando a respeito, foi muito gratificante ler a entrevista de Michael Schumacher dada à BBC hoje, confirmando a análise de que o desenvolvimento da Ferrari acabou prejudicando o seus pilotos em momentos diferentes da temporada, inclusive com a equipe “involuindo” o F2008 para que ele fosse melhor adaptável ao estilo de pilotagem de Kimi Raikkonen:

“Eles (a Ferrari) tiveram que protegê-lo de muitas maneiras e no meio da temporada houve desenvolvimentos feitos no carro e Kimi simplesmente não se adaptou a eles.”

“No momento em que voltamos atrás nessas mudanças, nós o pusemos novamente em competitivos tempos de volta.”

“Kimi está apenas em seu segundo ano conosco e ele ainda está em um período de transição. Felipe já está na equipe há muito tempo. Infelizmente nós temos que eenfrentar esses problemas.”

Senna estaria orgulhoso

Depois de penar no purgatório da segunda divisão do campeonato brasileiro, o Corinthians dá a volta por cima e retorna à elite do futebol brasileiro.

Não é por acaso que o maior piloto da história do automobilismo brasileiro tenha sido corintiano. Todas as qualidades inerentes ao espírito do time estavam presentes em Ayrton: garra, determinação, coragem, dedicação e senso de comprometimento com o que faz.

Parabéns Corinthians.

FERRARI ERROU NO DESENVIMENTO DO SEU CARRO EM 2008? (Aviso: post longo)

(FOTO: CAHIER/ARCHIVE)

(TIFOSI NA CHINA: Desilusão após a vitória de Lewis)

O que aconteceu com a Ferrari na China? Como é possível que a equipe tenha o carro mais rápido em um fim de semana e cinco dias depois seja completamente destroçada por Lewis Hamilton?

Na última sexta-feira, pouco antes da classificação, eu sugeria que a combinação de compostos duros levados pela Bridgestone e o clima ameno de Xangai, provavelmente jogaria nas mãos de Lewis uma pequena vantagem que o permitiria ser mais competitivo que as Ferraris, uma situação muito semelhante com a ocorrida na Alemanha. E aconteceu como previsto.

Após a corrida, Stefano Domenicalli não concordou que os pneus e a temperatura ambiente (“Estava mais quente em Xangai”) tenham sido o calcanhar de Aquiles da Ferrari na China, mas me assusta que o dirigente italiano não entenda por completo o que acontece com o seu carro: Continuar lendo

MÁ NOTÍCIA PARA FELIPE MASSA

O CPTEC (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o INPE) é onde se pode prever com mais exatidão as condições climáticas no Brasil.

Dando uma pequena olhada na previsão do tempo para o final de semana de corrida no Brasil, eu acabei verificando que as temperaturas e condição do tempo para o final de semana provavelmente não favorecerão a Ferrari.

Haverá 80% de condições de chover no dia da classificação e a temperatura esperada para a hora do treino estará em volta de 27 graus.

No dia da corrida teremos 40% de chances de chuva, com temperaturas mais baixas que as de sábado na hora da corrida, por volta de 24 graus.

Não é novidade escrever aqui que essas temperaturas são perfeitas para a McLaren explorar os seus pneus e daí extrair mais performance. A Bridgestone trará esse ano para Interlagos, os médios e macios, compostos mais duros que os do anos passado, macios e super macios.

No ano passado, a Ferrari dominou a corrida sob uma temperatura de 36º graus, combinada com a uma a temperatura da pista que chegou a 58º graus. Um cenário bem diferente do que pode apresentar-se para a corrida do Brasil esse ano daqui a uma semana e meia.

ABAIXO, O GRÁFICO COM AS CONDIÇÕES CLIMÁTICAS E TEMPERATURAS PARA O FINAL DE SEMANA DE CORRIDA NO BRASIL.

A FERRARI TENTA DESCOBRIR UM NOVO LEWIS HAMILTON

(MICHELE ALBORETO: O último italiano a vencer uma corrida a bordo de uma Ferrari)

A Ferrari oferecerá uma oportunidade de ouro aos três primeiros colocados da Formula 3 italiana, Mirko Bortolotti, Edoardo Piscopo e Salvatore Cicatelli. A Notícia parece desimportante, mas no fundo ela revela mais uma vez o impacto da chegada de Lewis Hamilton à categoria.

Durante décadas, houve uma sina de que Enzo Ferrari não desejava ver um italiano morrer em um dos seus carros vermelhos. Mas é irônico que a equipe mais famosa da Formula 1, detentora  de grandes recursos, não tenha investido em talentos promissores nas últimas décadas tanto quanto investe em seus carros.

Mesmo o automobilismo italiano não revela um piloto da casa que seja valioso a ponto de vencer campeonatos pilotando uma Ferrari. Pilotos como Giancarlo Fisichella ou Jarno Trulli foram grandes promessas no início de suas carreiras, demonstrando grande potencial, mas incapazes de transformar esse potencial em títulos e em uma era de dominância italiana entre os pilotos. A conseqüência é que esses pilotos  jamais foram vistos como reais merecedores de uma oportunidade na Ferrari.

O último piloto italiano a bordo de uma Ferrari a vencer um campeonato foi Alberto Ascari, em uma primitiva Formula 1, nos longínquos anos de 1952 e 1953. O último piloto italiano a levar um carro Ferrari à bandeirada final foi Michele Alboreto em 1985.

A tentativa de capacitar Valentino Rossi, oferecendo-lhe testes algumas temporadas atrás, foi uma interessante tentativa de trazer sangue italiano para a equipe, mas os testes acabaram não oferecendo resultados satisfatórios nem para a Ferrari nem para Rossi.

Ironicamente, a maior descoberta do automobilismo italiano nos últimos anos foi o polonês Robert Kubica, que foi obrigado a sair de sua terra natal, a Polônia, aonde inexistia uma estrutura automobilística organizada que permitisse sua evolução como piloto.

A Ferrari procura então emular a McLaren, que investiu algo em torno de US$ 10 milhões na formação de Lewis Hamilton, valor que agora parece irrisório diante do retorno do inglês em competitividade e muito além em termos financeiros.

A verdade é que depois da experiência mais do que satisfatória iniciada por Ron Dennis, seguida por grande parte das equipes hoje, a equipe italiana procura agora um clone do piloto inglês, mas com pedigree italiano.

(FOTO: Cahier Archive)

O NOVO CIRCUITO DE ABU DHABI

Há exato um ano da prova, os organizadores da prova de Abu Dhabi revelam ilustrações e maquetes do novo Yas Marina Circuit.

MICHAEL SCHUMACHER E A FERRARI ELOGIAM LEWIS HAMILTON

Na semana entre o Grande Prêmio do Japão e da China, Lewis Hamilton foi duramente criticado por uma boa parcela dos pilotos da Formula 1.

Depois da vitória acachapante em Xangai, reina agora certo silencio a respeito do piloto da McLaren, a vitória foi sem dúvida a melhor resposta às críticas, mas outros personagens, bem “insuspeitos”, elogiaram o brilhante inglês.

Logo depois da corrida, falando para o canal inglês de televisão, iTV,  Rob Smedley, engenheiro de corrida de Felipe Massa, não teve vergonha em sugerir que Lewis é o mais rápido piloto da Formula atual:

Massa não foi tão mal, mas nós ficamos um pouco à sombra da McLaren, especialmente de Lewis. Eu tiro o meu chapéu para o garoto; ele fez uma grande, grande corrida, sem erros e venceu com mais de 16 segundos de vantagem, ou algo assim.

Você pode perguntar-se ao que isso se deve: a McLaren é o carro mais rápido, ou Lewis é apenas o piloto mais rápido? Se você olhar para ele comparado com o pobre e velho Kovalainen, ele o deixou na sombra nesse fim de semana.

Para a BBC inglesa, Michael Schumacher fez uma declaração absurdamente elogiosa ao inglês, algo muito difícil de se arrancar de Schumacher sobre qualquer piloto:

“Eu realmente coloco Lewis num nível muito alto, porque o que ele fez, em tão pouco tempo, é impressionante, inacreditável. Não preciso falar muito. Basta ver o que ele fez com Alonso, no ano passado, e como ele se mantém sempre entre os mais rápidos, com muita constância.”

 

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