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BRAWN GP: NÃO É APENAS DIFUSOR QUE EXPLICA SUA FORÇA

(FOTO: F1today.nl)ross-rubens-e-jenson1(ROSS, RUBENS E JENSON: a força do BGP 011 pode ir muito além do seu difusor)

Fernando Alonso sugeriu hoje na Espanha que as chances de outras equipes evitarem um passeio da Brawn nessa temporada, dependem muito do que acontecerá em Paris, dia 14 de Abril, quando a FIA julgará o mérito na questão dos difusores de Brawn GP, Toyota e Williams. Fernando está convicto de que a superioridade da Brawn baseia-se pura e completamente no difusor mágico.

A corrida de Rubens Barrichello, no entanto, revela que a superioridade do modelo BGP 011 pode ir muito além do super difusor. Relatando os pormenores da corrida, Rubens declarou:

“Se alguém acha que o carro é bom apenas por causa do difusor, aquela enorme colisão [na largada] quebrou o difusor completamente, mas ainda assim o carro continuou forte [em desempenho].”

Relatos de Mark Hughes sobre o GP da Austrália, garantem que a “Brawn foi particularmente forte em curvas lentas, onde o benefício natural de um difusor não é tão efetivo quanto em curvas rápidas.”

O cálculo que levava em conta a quantidade de combustível a mais que Jenson Button carregava em seu tanque (+7.5kg = 0.3s) junto com a diferença de 0.6 décimos de segundo imposta pela Brawn sobre a Red Bull na classificação, sugerem que a Brawn está, potencialmente, 0.9 décimos (quase 1 segundo), a frente do concorrente mais próximo.

A BBC entrevistou um engenheiro aerodinâmico em atividade na F1 que explicou, conceitualmente, qual seria, relativamente, a vantagem do difusor da Brawn em termos decimais:

“O tamanho de um difusor definido pelo regulamento quer dizer que ele cria apenas 10% do total de “downforce” de um carro — aproximadamente 120 kg.

Se o difusor vale 7 décimos de segundo, isto implica que eles [a Brawn] estão extraindo mais downforce do seu difusor que qualquer outra equipe. Isto é ridículo!

Eu diria que se você conseguir extrair de um difusor 20 kg a mais que qualquer outra equipe — aproximadamente 0.2s décimos — isto seria incrivelmente bom.”

O jornal inglês, The Guardian, conseguiu um belo furo, entrevistando um dos membros “seniores” do staff da Brawn GP. Além de explicar a a maneira competente com que Ross Brawn gerencia o departamente de aerodinâmica da equipe, a fonte do Guardian sugere também que é o conjunto que faz o carro veloz e não apenas o difusor:

“Algo bom no carro da Brawn é que os concorrentes irão analisar tudo e dizer, ‘isto é o que está fazendo esse carro rápido.’ Mas não é necessariamente “uma coisa” [o difusor]; eles se concentrarão em algo que não é necessariamente o grande diferencial de performance.”

Portanto, mesmo que a FIA escolha pelo banimento do difusor (algo que parece distante a cada dia), pistas indicam que a Brawn ainda assim se manteria competitiva e na briga pelo campeonato.

Segundo James Allen, o time de Ross Brawn tem um orçamento decente para manter-se viva durante a temporada. O dinheiro da Virgin, portanto, pode ajudar na manutenção dessa vantagem diante da feroz evolução que Ferrari, BMW e McLaren terão quando a F1 chegar à Europa.

 

KERS AFETOU DESEMPENHO DA FERRARI NA AUSTRÁLIA?

(FOTO: Ferrari/Divulgação)kimi-para-antes-da-hora1(KIMI PÁRA ANTES DA HORA: desgaste de pneus destruiu estratégia da Ferrari em Melbourne)

Uma das grandes armas da Ferrari nos últimos dois anos foi maneira gentil com que os seus modelos trataram os pneus Bridgestone. Talvez beneficiada por uma longa parceira com a fabricante japonesa, a Ferrari desenvolveu carros que conseguem equilibrar pouca deterioração e performance superior.

O segredo da equipe, (como Fernando Alonso e Pedro de La Rosa discutiam candidamente por e-mail em 2007) era a maneira como ela equilibrava a distribuição de peso dos seus modelos. A adoção do KERS esse ano, no entanto, parece ter afetado um dos grandes segredos da equipe de Felipe Massa — e a corrida na Austrália mostrou isso claramente.

Para entender melhor, é preciso saber que as equipes tendem a produzir carros mais leves do que o limite de peso imposto pelo regulamento, (605kg) e usam o lastro tanto para completar o peso regulamentar quanto para melhorar o equilíbrio dos carros com relação a freios e desgaste de pneus. A adoção do KERS, no entanto, obrigou os engenheiros a usarem as baterias do sistema para simular a função do lastro, mas sem a sua flexibilidade para distribuí-lo ao longo do carro.

No domingo, o problema com os pneus fez então a Ferrari ficar indecisa em sua estratégia de corrida. Com qual composto iniciar a corrida e com qual finalizá-la?

Em entrevista após a corrida, Kimi, Felipe e Stefano Domenicalli alinharam o discurso: a Ferrari não conseguiu fazer nenhum dos compostos, macios ou duros, funcionarem propriamente. Os duros demoravam para aquecer e os macios comportavam-se bem no início de cada perna de corrida, mas desgastavam-se rapidamente após 8 ou 7 voltas, deixando a equipe vulnerável nas duas circunstâncias.

Questionado se os problemas tinham alguma relação com o KERS, Stefano deixou no ar que é algo a se considerar, mas se observarmos o histórico da equipe, é bem provável que o KERS tenha 100% de culpa.

A Bridgestone já avisou que as equipes enfrentarão mais problemas com pneus no próximo fim de semana na Malásia. O nível de desgaste de pneus no asfalto malaio é médio, um nível a menos que no australiano, que era teoricamente mais baixo.

No ano passado, a Ferrari foi muito hábil em resolver seus problemas com os pneus imediatamente após fragorosas derrotas para a McLaren na Alemanha e na China. É o que se espera do time de Maranello, mesmo que com o KERS — e apenas uma semana de intervalo entre uma corrida e outra — a equipe tenha menos flexibilidade para solucionar tais problemas.

Outro fator que pode jogar a favor de Felipe Massa e Kimi Raikkonen é que há uma forte tendência a chover nesse final de semana em Sepang, o que poderia aliviar tais problemas — além do que é em circuitos projetado por Hermann Tilke onde a equipe historicamente obtém  melhores resultados.

A ARMA NÃO TÃO SECRETA DA McLAREN PARA MANTER-SE VIVA NO CAMPEONATO…

(FOTO: Toro Rosso/Divulgação)lewis-e-buemi(LEWIS: persegue uma de suas vítimas)

Especialistas esperam que a McLaren evolua um segundo até a prova da China, daqui a duas semanas e meia, mas Martin Whitmarsh não se engana e prevê mais uma prova difícil na Malásia, no próximo fim de semana:

“Francamente, eu acho que [a prova da] Malásia será dura nesta temporada. Acho que evoluiremos o carro, mas é um circuito técnico, de alta-velocidade e como nos falta “downforce” lá será bem difícil.”

Martin ainda falou Sobre a corrida de Lewis Hamilton:

“A terceira posição, dada a performance do carro, mostra o quão disciplinado é Lewis.  Ele não está acostumado a pilotar de trás do grid assim, mas no geral foi uma grande demonstração do grande campeão que nós temos. Ele fez um grande trabalho para nós hoje.”

Longe da formalidade de Martin Whitmarsh, meu amigo Clive Allen tem uma opinião mais entusiasmada sobre Hamilton:

“…Ele teve a performance que esperamos de um campeão (está ouvindo, Kimi?) e demonstrou a habilidade em corrida que tem sido questionada por muitos de seus críticos até agora. Nada que preocupe os seus detratores — eles estão resmungando sobre as posições que Lewis herdou graças aos abandonos. Eu suspeito que eles cochilavam enquanto Hamilton fazia todas aquelas limpas e precisas ultrapassagens.

Vamos admitir, amigos, “O Hamster” é uma realidade e já respondeu todas as suas dúvidas. Ele pode pilotar no molhado? Humm… sim, ele parece ser o melhor deles quando a pista está molhada. Ele consegue competir em um carro inferior? Bem, vir da 18ª posição para terceiro parece responder à pergunta. Ele é arrogante? Sua congratulação a Button certamente não soa como se fosse.

A equipe de Woking tem então uma arma não tão secreta para ajudar em sua recuperação. O campeão do mundo os manterá na disputa e lhes dará algo pelo que vibrar enquanto evoluem o carro. Ele é bom, muito bom, esse menino, o Hamilton.

 

BRAWN GP CONFIRMA FAVORITISMO E JENSON BUTTON VENCE NA AUSTRÁLIA

(FOTO: Brawn GP/Divulgação)jenson-vence2(OBRADINHA DA BRAWN: vitória convincente e histórica na Austrália)

Como esperado, a Brawn GP completou hoje o seu amplo domínio do Grande Prêmio da Austrália e pôs Jenson Button no ponto mais alto do pódio e Rubens Barrichello em segundo, completando uma dobradinha histórica na F1. Jenson dominou a corrida de ponta a ponta, mas foi escoltado perigosamente por Sebastian Vettel durante quase toda a corrida.

A despeito de sua pobre largada, Rubens Barriclho foi capaz de recuperar-se e completar a dobradinha histórica da equipe, muito ajudado também pela luta kamikaze entre Sebastian Vettel e Robert Kubica há 3 voltas do final, que resultou nos dois pilotos beijando os muros do Circuito Albert Park.

Enquanto o inglês Jenson Button dominava a prova no front, um outro inglês dava show largando em 18º para chegar em 4º. Lewis aproveitou muito bem o sistema de recuperação de energia, o KERS, que junto com a sua já conhecida habilidade para ultrapassagens, deixou um bom número de adversários para trás. A recuperação que lhe rendeu um merecido 3º lugar e 6 pontos no bolso, também foi auxiliada pela penalização a Jarno Trulli, que ultrapassou Lewis sob bandeira amarela, além de colisões na largada e no fim da prova de um período do safety car no meio da corrida. Além da atuação de Lewis, McLaren mostrou um encorajador sinal de vida durante a prova.

Nelsinho Piquet completou o seu frustrante final de semana iniciado na classificação com mais um abandono sem aparente causa mecânica.

Por fim, a certeza de que a Formula 1 mudou, e mudou para melhor. Nem sempre as provas em Melbourne mostram a quantidade de ação e ultrapassagens que vimos hoje. Ultrapassagens, acidentes e batalhas ferozes na pista por posição foram ingredientes que sinalizam para uma emocionante temporada esse ano.

Ver novos vencedores no pódio também é motivo de grande prazer.

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ABAIXO, A ORDEM DE CHEGADA NA AUSTRÁLIA (Atualizada):

1. Jenson Button
2. Rubens Barrichello
3. Lewis Hamilton
4. Timo Glock
5. Fernando Alonso
6. Nico Rosberg
7. Sebastien Buemi
8. Sebastien Bourdais
9. Adrian Sutil
10. Nick Heidfeld
11. Giancarlo Fisichella
12. Jarno Trulli*
13. Mark Webber
14. Sebastian Vettel
15. Robert Kubica
16. Kimi Raikkonen

NÃO FINALIZARAM A CORRIDA:

Felipe Massa
Nelson Piquet Jnr
Kazuki Nakajima
Heikki Kovalainen

*Jarno Trulli recebeu penalização de 25 segundos por ultrapassar Lewis Hamilton sob bandeira amarela.

VETTEL PENALIZADO PELO ACIDENTE COM KUBICA

O alemão Sebastian Vettel assumiu a culpa pelo acidente nas últimas três voltas do GP da Austrália. Como resultado, Sebastian foi multado em 50,000 mil dólares por pilotar o RB5 com três rodas e pôr em risco a segurança dos outros pilotos e receberá uma penalização de dez posições no grid do GP da Malásia, no próximo final de semana.

ABAIXO, O VÍDEO COM O ACIDENTE:

AGORA, A CORRIDA…

(FOTO: Brawn GP/Divulgação)butt_barr_braw_melb_2009_q-470x313(JENSON E RUBENS: eles podem sumir e deixar confusão para trás)

O pleno domínio das duas Brawns na classificação, sugere que, se as duas tomarem a ponta na largada, fatalmente estarão fora do raio de ação do resto do grid em pouca mais de dez voltas e só um safety-car ou problema mecânico para estragar a festa anunciada.

Entretenimento  e ação apenas das Brawns para trás, com o que deve ser uma briga feroz entre as Ferraris, a BMW de Robert Kubica e a Red Bull de Sebastian Vettel.

No extremo oposto às Brawns no grid, duelos explosivos entre Lewis Hamilton, Timo Glock, Jarno Trulli e Fernando Alonso. De todos, Hamilton é o mais leve e certamente progredirá em busca de posições no grid até encontrar o seu Nêmesis espanhol.

A volta de aquecimento será interessante para se observar as equipe equipadas com KERS carregando as baterias para a largada. Já a largada tem grandes chances de acabar com carros sem os monstruosos bicos de 2009, depois de passarem pelo funil que é a primeira curva de Melbourne. Outro ponto a se observar é qual a vantagem que os carros carregados com o KERS terão frente a quem está sem o dispositivo. O botão “push to pass” só pode ser acionado depos de 100 mts depois do ponto zero de largada, mas a vantagem, sugere-se, chega a dois corpos e meio de um carro ao final de uma reta. As McLarens, Renaults, Ferraris e a BMW de Nick Heidfeld serão as equipes a ter essa vantagem na largada.

Portanto, divirtam-se com a corrida e fiquem à vontade para discutí-la na sessão de comentários.

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ABAIXO, A LISTA DE PREVISÃO DE PARADA DE FELIPE FURTADO E A INDICAÇÃO DE QUEM ESTÁ EQUIPADO COM O KERS:

Button – 22
Barrichello – 23
Vettel – 20
Kubica – 17
Rosberg – 20
Massa – 18 (KERS)
Kimi – 19 (KERS)
Webber – 22
Heidefeld – 32(!)(KERS)
Alonso – 29 (KERS)
Nakajima – 30
Kovalainen – 32 (KERS)
Buemi – 27
Piquet – 34 (KERS)
Fisichella – 31
Sutil – 30
Bourdais – 22
Hamilton – 19 (KERS)
Trulli – 21
Glock – 25

 

NOTAS PRÉ CORRIDA – O PROTESTO DA WILLIAMS

(FOTO: Ferrari/Divulgação)mass_ferr_melb_2009-3-470x3121(O F60: Os defletores/retrovisores foram projetados utilizando brechas no regulamento)

A Williams tentou, como o seu protesto formal à FIA, esfregar na cara de Red Bull e Ferrari o mesmo prícípio do qual é vítima na questão dos difusores.

A equipe de Sir Frank Williams interpretou o regulamento e projetou o seu difusor seguindo o mesmo prícípio conceitual pelo qual Ferrari e Red Bull projetaram os seus mini defletores laterais, que estão posicionados em uma área cega, não coberta pelo regulamento técnico de 2009, exatamente igual o ocorrido com os difusores.

O que é mais ou menos legal? Os difusores de Williams Toyota e Brawn GP, ou os defletores laterais de Red Bull e Ferrari? Ao lembrar-nos de toda a choradeira dos últimos dias, talvez devessemos pensar que os difusores sejam ilegais na cabeça de Flávio Briatore e cia, apenas porque rendem mais performance que as pequenas e imperceptíveis peças montadas nas laterais do RB5 e do F60.

A equipe retirou o protesto, mas o seu comunicado no qual anunciava a desistência em seguir adiante, deixou nas entrelinhas o sentido geral pelo qual as equipes discordam.

“A Williams reconhece que há a possibilidade de, nesta área, haver mais de uma interpretação das regras e assim, não sente que seja apropriado proseguir com o protesto.”

A ação foi simples e efetiva. Frank Williams, que sempre foi motivo de admiração, conseguiu subir mais um ponto no meu conceito.

 

NOTAS PRÉ-CORRIDA – PESO DOS CARROS

(FOTO: Brawn GP/Divulgação)butt_braw_melb_2009_q-2-470x313(JENSON: tem tudo para dominar a corrida)

Quem ainda duvidava da Brawn GP começou a sentir quão dura é a realidade. A revelação dos pesos dos carros feita pela FIA a poucas horas da corrida nos dá algumas pistas do real nível de competitividade das equipes. E é nesse ponto que a Brawn GP revela-se, nas palavras de Felipe Massa, em uma outra categoria, muito mais poderosa do que poderíams imaginar. A previsão é de que a equipe faça uma primeira perna de corrida longa, em torno de 22 voltas para Jenson Button e 23 voltas para Rubens Barrichello.

Surprendente é o estado da BMW. A quarta posição alcançada por Robert Kubica é mais efeito pirotécnico do que real performance, com o carro do polonês sendo o mais leve entre os ponteiros. A estimativa para a sua parada é na volta 17.

Esperava-se que a Ferrari fosse o grande desafio à Brawn, mas os dois pilotos da equipe rossa carregam pouco mais de 10 kgs de combustível a menos que os carros de Jenson e Rubens. Ainda assim, as Ferraris foram abismais 0.8 décimos mais lentas os dois carros brancos. Calcula-se que Felipe Massa deva parar na volta 18 e Kimi Raikkonen na 19.

Sebastian Vettel, que, estima-se, irá parar junto com Nico Rosberg na volta 20, prova que a Red Bull tem mais alguns décimos na manga que a Williams.

Nelsinho Piquet, que pilotou de forma canhestra na sua última tentativa no Q1, é o mais pesado de todos os pilotos, comprevisão de parada na volta 34. Essa estratégia que lhe rendeu um pódio na Alemanha no ano passado e que pode render algum fruto em Melbourne, tradicional reduto do safety car.

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OBSERVAÇÃO: com a produtiva colaboração de Filipe Furtado.

BRAWN ARRASA E BUTTON CONQUISTA A PRIMEIRA POLE DO ANO

(FOTO: Cahier Archive)button3-lg(JENSON: Brawn domina classificação inteira e é grande favorita para a corrida, amanhã)

A nova Brawn GP não deu espaço em Melbourne e arrasou a concorrência do Q1 ao Q3. Depois de três anos, Jenson Button conquista uma convincente pole position, a quarta na sua carreira, com mais de 0.3s à frente do brasileiro Rubens Barrichello.

A expectativa de que as equipes devidamente armadas com o polêmico difusor dominariam as três primeiras filas não se concretizou. Da Brawn para baixo as posições ficaram emboladas entre Red Bull, Williams, BMW, Ferrari e Toyota.

Entre os pilotos, o destaque vai para Sebastian Vettel, que parece bem leve, mas foi quem mais aproximou-se da Brawn hoje. Outro destaque vai para Felipe Massa, que lidera entre os pilotos da Ferrari. A Toyota decepcionou, mas Timo Glock merece menção por liderar a sua equipe a frente de Jarno Trulli, um dos mestres do qualifying.

Da décima posição para baixo, fica a expectativa para o duelo particular que poderá ocorrer entre Lewis Hamilton, que vive o seu pesadelo particluar em 15º, e Fernando Alonso 12º, os dois pilotando carros desequilibrados e incompetitivos. Lewis sequer saiu para tentar uma volta no Q2, com um câmbio avariado.

Nelsinho Piquet manteve a sua já usual diferença de 0,4 décimos para Alonso, o que lhe relegou a uma decepcionante 17ª posição.

À margem da disputa em si, vai um destaque para a LG, nova parceira da F1, que incorporou a bateria do KERS aos gráficos na tela de nossos televisores (uma de minhas sugestões há meses atrás). Reginaldo Leme foi preciso e sintetizou bem o conceito do difusor da Brawn: “um difusor com dois andares.”

A Brawn GP dominou de cabo a rabo a classificação e não há outro resultado esperado que não uma dobradinha na corrida de amanhã. A enorme diferença de Rubens Barrichelo para Button, de 0.35s, pode muito bem ser creditada a estratégia de combustível, o que talvez fique evidente depois que a FIA liberar os dados para comparação, transformando assim a disputa pela vitória em um duelo particular entre os dois pilotos da Brawn.

Ao fim, a constatação de que a F1 mudou, pelo menos nesse início de temporada. A mudança, no entanto, em nada fica a dever em emoção às aberturas de temporadas passadas. A classificação foi emocionante e a corrida, com tantas variáveis (KERS, compostos váriados de pneus, estratégias de combustível), pode ser ainda mais fascinante.

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ABAIXO, OS TEMPOS DA CLASSIFICAÇÃO (Atualizados)

1   Jenson Button Brawn
1m26.202s
     
      Rubens Barrichello Brawn
1m26.505s
  2
3   Sebastian Vettel Red Bull Racing
1m26.830s
     
      Robert Kubica BMW
1m26.914s
  4
5   Nico Rosberg Williams
1m26.973s
     
      Felipe Massa Ferrari
1m27.033s
  6
7   Kimi Raikkonen Ferrari
1m27.163s
     
      Mark Webber Red Bull Racing
1m27.246s
  8
9   Nick Heidfeld BMW
1m25.504s
     
      Fernando Alonso Renault
1m25.605s
  10
11   Kazuki Nakajima Williams
1m25.607s
     
      Heikki Kovalainen McLaren
1m25.726s
  12
13   Sebastien Buemi Scuderia Toro Rosso
1m26.503s
     
      Nelson Piquet Jr. Renault
1m26.598s
  14
15   Giancarlo Fisichella Force India
1m26.677s
     
      Adrian Sutil Force India
1m26.742s
  16
17   Sebastien Bourdais Scuderia Toro Rosso
1m26.964s
     
      Lewis Hamilton McLaren
No Time*
  18
19   Jarno Trulli Toyota
1m27.127s**
     
      Timo Glock Toyota
1m26.975s**

*Lewis Hamilton, penalizado por troca de câmbio, perde cinco posições no grid.

** Pilotos da Toyota, desclassifcados por asa traseira flexível, foram desclassificados. Jarno trulli, por ter número de entrada menor que Timo Glock, cai para última posição. 

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PESO DOS CARROS

1.  Jenson Button           664.5kg
2.  Rubens Barrichello      666.5kg
3.  Sebastien Vettel        657kg
4.  Robert Kubica           650kg
5.  Nico Rosberg            657kg
6.  Felipe Massa            654kg
7.  Kimi Raikkonen          655.5kg
8.  Mark Webber             662kg
9.  Nick Heidfeld           691.5kg
10.  Fernando Alonso         680.7kg
11.  Kazuki Nakajima         685.3kg
12.  Heikki Kovalainen       690.6kg
13.  Sebastien Buemi         675.5kg
14.  Nelson Piquet           694.1kg
15.  Giancarlo Fisichella    689kg
16.  Adrian Sutil            684.5kg
17.  Sebastien Bourdais      662.5kg
18.  Lewis Hamilton          655kg
19.  Jarno Trulli            660kg
20.  Timo Glock              670kg

 

AGORA, É PARA VALER!

(FOTO: Ferrari/Divulgação)felipe-massa-em-melbourne(FELIPE RASGA A RETA: conseguirá o brasileiro finalmente um bom resultado em Melbourne?)

A Formula 1 mudou radicalmente em 2009. Depois de passarmos toda essa longa e interminável pré-temporada especulando e lentamente descobrindo essas mudanças, estamos, finalmente, a poucas horas de descobrir qual a real extensão dessa mudança radical, e qual ordem foi estabelecida sob essas mudanças — pelo menos nesse início de mundial.

A “Gangue dos Difusores” parece ter a vantagem nesse momento, graças à coragem de arriscar sob o intenso check up feito nas regras técnicas da Formula 1. Nessa última madrugada essas equipes ditaram o ritmo, mas e agora, na hora da verdade, será que haverá alguma reação das tradicionais donas da Formula 1?

Para aproveitar bem o treino, fiquem atentos aos seguintes tópicos:

  • LEWIS HAMILTON: será a primeira vez que o jovem campeão inglês terá um carro sem o qual possa brigar pelas primeiras posições. Será que ele excederá o limite do carro? Durante a madrugada Lewis reclamou do excesso de trepidação do carro, ele parece visivelmente insatisfeito.
  • McLAREN: Será que a equipe tem mesmo um difusor nos moldes da Brawn GP e ganhará algum décimo usando-o durante a classificação? A McLaren ainda tem estranhos comportamentos, como o fato de Hamilton ter sido constantemente um dos mais rápidos nos setores 1 e 2 durante a madrugada e um dos mais lentos no setor 3. A equipe tem também um dos carros mais rápidos em reta, o que indica que o KERS vem sendo bem aproveitado.
  • BRIGA ENTRE PARCEIROS DE EQUIPE: Mark Webber deixou Vettel para trás nos primeiros treinos livres; Robert Kubica reclamou da falta de aderência na pista, e também ficou atrás de Heidfeld nas duas sessões; Melbourne não uma das pistas preferidas de Felipe Massa e ele também ficou atrás de Kimi Raikkonen. Quem levará a melhor nessa primeira classificação?
  • BMW e o KERS: Nick Heidfeld usará o KERS, mas Robert Kubica não. A BMW será o nosso laboratório para inferirmos quem levará a devida vantagem na complexa relação entre o peso do piloto e o peso do sistema.
  • BRAWN: A Brawn parece sólida e confiante. O temor de que a equipe não poderá rivalizar com as grandes em desenvolvimento por conta do orçamento apertado, já pode até ser descartado. Com dois novos patrocinadores o time de Ross Brawn já pode almejar financiar e manter a sua vantagem ao longo do ano.
  • ESTRATÉGIA DE COMBUSTÍVEL: Se vocês bem lembram, a quantidade de combustível das equipes agora será revelada logo após os treinos. Com alguma estimativa, finalmente saberemos quem parará primeiro e como as equipes administrarão as paradas dos companheiros de equipe.
  • A “GANGUE DO DIFUSOR” CONTRA O RESTO: Será que teremos um grid realmente dividido entre os difusores revolucionários e carros com modelos mais simples? Fiquem de olho.

Dito isso, divirtam-se e aproveitem a classificação.

 

A MINHA PINTURA PREFERIDA

O site do jornal inglês, Daily Telegraph, produziu uma excelente animação para explicar as mudanças conceituais na F1 esse ano. A Animação ficou muito boa, mas o design do carro projetado por eles ficou ainda melhor. Se alguma equipe houvesse adotado uma pintura similar, certamente seria  mais bonita do grid.

ABAIXO, ALGUNS FRAMES DO CARRO

carro-bonito-1carro-bonito-2carro-bonito-3

COMEÇA A FORMULA 1 NA AUSTRÁLIA

(FOTO: Williams/Divulgação)nico(NICO: Williams mostra a cara em Melbourne e Nico já é um dos  favoritos)

Foi uma longa pré-temporada e a Formula 1 voltou com força total durante essa madrugada no Brasil.

Depois dessa longa espera, foi prazeroso ver novamente os carros em pista e constatar, afinal, que eu já me acostumei com eles. Melhor ainda foi ver a linda Williams de Nico Rosberg surpreendendo a todos e liderando com folga as duas sessões de testes, sendo seguida de perto nos tempos agregados apenas por Rubens Barrichello da Brawn GP.

Esses tempos agregados são a melhor maneira de se ter um panorama mais realista desse primeiro dia e é aí que se percebe o domínio da agora chamada “Gangue do Difusor,” que só teve uma pequena intromissão de Mark Webber da Red Bull. A McLaren foi bem na primeira sessão, com Heikki Kovalainen colocando-se em um encorajador 6º e Lewis Hamilton em 18º, dando a pista de que um dos dois talvez esteja sem o KERS, mas juntando os tempos das duas sessões, percebe-se que a equipe precisa melhorar muito para chegar perto da zona de pontuação nesse final de semana.

Os duelos internos é o ingrediente mais fascinante até aqui de se observar. Nick Heidfeld deixou Robert Kubica para trás nas duas sessões. O alemão é o único dos pilotos da BMW a usar o sistema de recuperação de energia, o KERS, o que pode refletir-se no duelo particular com Kubica. Mark Webber, apesar de mais pesado e ainda fora de forma pela recente fratura na perna, deixou Sebastian Vettel para trás na segunda sessão com 0.35 décimos de diferença.

As Ferraris não parecem em total boa forma, mas ainda assim Kimi Raikkonen deixou Felipe Massa 0.3s para trás em um circuito que nunca foi o forte de Felipe.

A Force India é a surpresa agradável, com Adrian Sutil colocando-se em um promissor 10º lugar nos tempos agregados.

Rubens Barrichello, que é o homem do Brasil nesse final de semana, deixou Jenson Button para trás nas duas sessões com margens seguras de mais de 0.2s décimos.

A Renault de Fernando Alonso parece visivelmente atrás e, como de costume, o espanhol já começa fazer carga em sua equipes: “precisamos evoluir mais se quisermos marcar alguns pontos.” Enquanto Fernando pressiona a turma de Briatore que parece só funcionar realmente assim, Nelson Piquet Jr ocupou as últimas posições confortavelmente.

2009 começa promissor e, o melhor, emocionante e imprevisível.

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TEMPOS AGREGADOS

P

PILOTO

EQUIPE

TEMPOS

DIFER.

1

Rosberg

WilliamsF1

1:26.053

137.887 mph

2

Barrichello

Brawn GP

1:26.157

0.104

3

Trulli

Toyota

1:26.350

0.297

4

Webber

Red Bull

1:26.370

0.317

5

Button

Brawn GP

1:26.374

0.321

6

Glock

Toyota

1:26.443

0.390

7

Nakajima

WilliamsF1

1:26.560

0.507

8

Vettel

Red Bull

1:26.740

0.687

9

Raikkonen

Ferrari

1:26.750

0.697

10

Sutil

Force India

1:27.040

0.987

11

Massa

Ferrari

1:27.064

1.011

12

Alonso

Renault

1:27.232

1.179

13

Fisichella

Force India

1:27.282

1.229

14

Heidfeld

BMW

1:27.317

1.264

15

Kubica

BMW

1:27.398

1.345

16

Kovalainen

McLaren

1:27.453

1.400

17

Bourdais

Toro Rosso

1:27.479

1.426

18

Hamilton

McLaren

1:27.813

1.760

19

Piquet

Renault

1:27.828

1.775

20

Buemi

Toro Rosso

1:28.076

2.023

 

DIFERENÇA ENTRE DIFUSORES

diffusers-drawn

Amanhã, atualização desse post.

McLaren procurando especialistas em aerodinâmica?

(O ANÚNCIO: seria o emprego dos sonhos, mas pelo visto terá que trabalhar sob pressão)emprego-na-mclaren

A McLaren pôs um anúncio na “sessão de classificados” no site da revista Austosport procurando especialistas que deveriam suprir as áreas em que a equipe parecem em apuros esse ano.

A equipe procura: especialistas em aerodinâmica, engenheiros com especialidade em dinâmica de fluidos, produtores de modelos em escala e técnicos em túnel de vento.

Se você tem tais especialidades, seria o emprego dos sonhos. Entre em contato por esse email aqui: Catherine.Sparks@haynet.com

A coisa deve estar realmente bem feia lá para os lados de Woking.

Razões por trás da guerra…

OK, eu sei que vocês devem estar cansados da história dos difusores, mas eu gostaria de partilhar alguns míseros pensamentos a respeito do tema com vocês.

Os comentaristas aqui parecem inclinados a acreditar na Brawn GP e, principalmente, propensos a torcer pela equipe nesse final de semana, e a insistência de Renault, Red Bull, Ferrari e agora BMW, em levar a questão a foro superior, parece choradeira de mau perdedor. É e, ao mesmo tempo, não é.

As equipes reclamantes parecem pressionar a FIA para que ela seja cristalina na redação do seu regulamento, enquanto a própria FIA parece enrolada em seus pormenores burocráticos. A culpa maior, portanto, é da FIA, que não teve o cuidado e esmero em ser específica e detalhista em uma das áreas mais críticas e aerodinamicamente  importantes de um carro de F1, responsável por gerar quase 50% de downforce.

Hoje, descobriu-se que a solução adotada pela Brawn GP não é nova, mas herdada da Super Aguri, depois de a Honda absorver parte do staff da dissolvida equipe irmã. A solução do difusor da Toyota também carrega algum DNA da Super Aguri, levado para lá por um dos aerodinamicistas que ficaram sem emprego. A solução da Williams é a mais original de todas. Portanto, não é algo novo e a FIA deveria saber disso também.

Mas o que melhor revela o porquê das equipes estarem em pânico com o difusor da Brawn, é a entrevista de Mário Theissen hoje na Autosport. Segundo o dirigente da BMW, sua equipe tem consciência do quanto de benefícios um difusor como o da Brawn GP pode trazer, mas eles não poderiam adotá-lo já na Malásia. Seria preciso um bom tempo de preparação para isso e, mesmo que a equipe desenvolvesse o seu próprio, com certeza ela não chegaria ao mesmo nível de aperfeiçoamento que o da Brawn.

Em resumo, os adversários de Brawn GP, Williams e Toyota, estão em pânico, pois não tiveram a coragem de arriscar e adotar uma solução como a da Brawn. Um difusor é algo complexo, que se banido, poderia afetar toda a estrutura do carro, jogando fora todo um projeto. A Brawn deve ser recompensada pela esperteza em saber ler e interpretar as regras, encontrando uma brecha preciosa — e também pela coragem ao seguir adiante em seu projeto, algo que parece ter fascinado até a Charlie Whiting, responsável departamento técnico da FIA.

A culpa, portanto, mais uma vez, deve ser depositada somente na conta da FIA e de seus péssimos redatores.

DIFUSOR DA BRAWN GP RECEBE ‘OK’ DA FIA (Equipe fecha seus dos primeiros patrocinadores)

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Os comissários técnicos da FIA, liderados por Jo Bauer, deram um sonoro “OK” para Williams, Toyota e Brawn GP irem adiante com os seus polêmicos difusores. A Autosport revela hoje que os comissários rejeitaram protesto arrolado por Ferrari, Red Bull e Renault.

À noite em Melbourne, a FIA publicou comunicado técnico confirmando a legalidade dos carros.

Espera-se agora que as equipes perdedoras na contenda formulem um apelo contra a decisão dos comissários, o que levará a questão até a corte de apelos da FIA.

Enquanto a Brawn assegura a legalidade do seu diferencial de performance em pista, aparece o primeiro sério patrocinador a bancar a equipe, a fabricante de roupas britânica Henri Lloyd, saudada com prazer por Ross Brawn.

Se os testes foram apenas marketing, definitivamente funcionou, mas vendo a guerra e o barulho em torno do difusor da equipe, é bem provável que a Brawn seja realmente favorita à primeira prova em Melbourne, nesse final de semana.

ATUALIZAÇÃO:

O jornal inglês TIMES, acaba de publicar matéria em seu site assegurando que a Brawn GP tem mais um acordo de patrocínio fechado, agora com o Grupo Virgin, de propriedade do multibilionário britânico, Richard Branson. Branson e seu grupo estiveram envolvidos em rumores sobre a compra da equipe no início desse ano, o que acabou sendo negando dias depois pelo próprio empresário.

Segundo o TIMES, o grupo Virgin seria o patrocinador majoritário da equipe, o que levaria a equipe a pintar o carro de acordo com as cores e a marca do grupo.

O anúncio é iminente e será feito em Melbourne, amanhã (próxima noite aqui no Brasil).

A saga dos difusores

(FOTO: motorsport.com)beawn diffuser(BRAWN: assustadas com o BGP 001, outras equipes pressionam a Brawn)

A poucas horas da abertura do mundial de 2009, a Formula 1 se vê em uma contenda que tem potencial para provocar um belo anticlímax na primeira prova da temporada.

Brawn GP, Toyota e Williams encontraram brechas no novo regulamento e projetaram difusores no limite da legalidade, o que causou reclamações de outras equipes e agora uma ameaça da Red Bull de levar adiante um protesto formal contra os difusores supostamente ilegais.

Toyota e Williams têm um bom precedente para continuar com os seus difusores inalterados, Charlie Whiting, chefe do departamento técnico da FIA, os liberou depois de análise em Barcelona há duas semanas atrás.

No caso da Brawn, a situação parece mais crítica. O projeto parece ser diferente dos de Toyota e Williams, com uma interpretação particular das regras. Meu amigo Livio Oricchio, do Estadão, tem até aqui a melhor explicação técnica do difusor da Brawn:

“A porção final do assoalho é voltada para cima, constituindo o chamado perfil extrator de ar.

Essa curvatura permite que o ar sob o assoalho na parte central do carro aumente sua velocidade de escoamento. Como consequência, passa a gerar menor pressão aerodinâmica. Essa menor pressão embaixo do carro faz com que a pressão que o ar exerce sobre ele aumente.”

Sabe-se até o momento que das três equipes sob suspeita, apenas a Toyota levou um difusor menos radical para a Austrália como prevenção a uma teórica penalização da FIA, o que não aconteceu com Brawn e Williams, equipes com mais restrições orçamentárias.

Segundo a Autosport, há grandes possibilidades de os difusores das três equipes serem aprovados na pré-inspeção amanhã, feita pelo delegado técnico da FIA, Jo Bauer. Tal aprovação permitirá às equipes reclamantes arrolar um protesto formal contra Brawn, Williams e Toyota o que fatalmente levará a contenda até o Tribunal de Apelação da FIA.

A raposa Bernie Ecclestone fez essa semana uma interessante observação que reflete na questão dos difusores:

“Posso pôr uma coisa em sua cabeça, Ross Brawn é o cara que gerencia o comitê técnico [da FOTA] e provavelmente sabe o que acontecerá antes de todas as pessoas [envolvidas], ou está na posição de guiar essas coisas. É um grande conflito de interesses.”

Se a equipe de Ross Brawn ganhar quatro corridas seguidas, fazendo as grande equipes parecerem amadoras, imaginem a pressão que haverá nesse julgamento contra a Brawn GP.

F1 2009: FELIPE MASSA

(FOTO: Ferrari/Divulgação)massa(FELIPE: o brasileiro entra como um dos favoritos em 2009, o que lhe porá como alvo da concorrência)

O que esperar de Felipe Massa em 2009? Sob a liderança de seu engenheiro de corridas, Rob Smedley, o piloto brasileiro passou por uma grande transformação em 2008. De errático e inconstante a cerebral e disciplinado, capaz de fazer uma leitura mais ampla da corrida e do campeonato, além de saber reconhecer as suas próprias limitações.

Ao mesmo tempo em que entra em uma temporada pela primeira vez como favorito ao título, Felipe terá também que administrar a pressão que vem junto com a responsabilidade de agora ser co-líder da Ferrari, ao lado de Kimi Raikkonen.

A sua confiança nunca esteve tão alta, muito em decorrência de a Ferrari depositar finalmente uma enorme confiança em seus ombros, tendo-o agora como um ponto de referência dentro da equipe.

O grande desafio de Felipe, no entanto, não virá de fora, mas de dentro de seu próprio boxe. Kimi Raikkonen, como alerta Stefano Domenicali, preparou-se como nunca para a temporada de 2009. Emagreceu três quilos para o desafio do KERS e parece, segundo as palavras do próprio Stefano, mais determinado que nunca, afinal, a enorme sombra de Fernando Alonso sobre Maranello começa a incomodar o finlandês.

Felipe certamente será alvo de uma  concorrência agora mais preparada, atenta a seus pontos fortes, mas também pronta a explorar os seus pontos mais débeis.

E você, o que espera de Felipe Massa em 2009?

F1 2009: PNEUS SLICKS (Lisos)

(FOTOS: Ferrari/Divulgação)pneus2(LISOS: entre idas e vindas, os pneus slicks voltam para melhorar a F1)

Os pneus slicks voltam esse ano para melhorar o nível de aderência mecânica da Formula 1. Descubra qunado eles foram introduzidos pela primeira vez na F1 e por que a FIA os baniu há mais de uma década.

Clique AQUI para ler o resto da história.

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LENDO OS NÚMEROS

(FOTOS: Ferrari/Divulgação)lendo-os-numeros( O NÚMERO 3: Ferrari dá sinais de que definitivamente confia no brasileiro)

Ontem, finalmente, a FIA publicou a lista definitiva de números para a temporada de 2009.

Na maioria das vezes, temos que admitir, esse é um detalhe que pode ser classificado como perfumaria, mas há algo interessante na lista desse ano.

Na primeira versão publicada em 12 de janeiro, Kimi Raikkonen aparecia com o número 3 e Felipe Massa, em seguida, com o número 4.

Ontem, com a versão definitiva — que também corrigiu os números da Brawn GP — ficamos sabendo que a Ferrari solicitou uma inversão, com Felipe dessa vez numerado com o 3, número de Kimi na primeira versão.

A decisão da Ferrari em “promover” Felipe com a numeração, inferimos, foi consciente e demonstra o cuidado da equipe em sinalizar nesse momento o real status de Felipe no time. Se numerado abaixo de Kimi, a equipe deixaria no ar a impressão de que o brasileiro cumpriria mais uma temporada como segundo piloto.

Além de desejar sinalizar o “staus quo” dentro dos boxes, a equipe talvez queira abastecer o brasileiro não apenas do mesmo equipamento que o finlandês, mas também de apoio e confiança.

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