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FIA define teto orçamentário, mas…

(IMAGEM: sidepodcast.com no Flickr)fia

A FIA finalmente anunciou hoje sob qual limite orçamentário as equipes de F1 poderão competir em 2010: cerca de US$ 59 milhões, inclusa a liberdade de desenvolvimento técnico. Segundo o “press release” da FIA, aparatos aerodinâmicos móveis (como as asas dianteiras e traseiras) e motores sem limite de rotações, serão as principais áreas a serem exploradas por essas equipes.

Marketing, promoção, salário de pilotos e custos de motores (apenas em 2010 ) permanecem fora desse limite orçamentário.

Esse limite, no entanto, não será obrigatório e os times poderão optar por liberdade orçamentária, mas com amarras regulamentares que limitarão seu desenvolvimento técnico.

A idéia da FIA ao dividir a F1 em praticamente duas categorias, é amalgamar dois conceitos impossíveis no momento: manter a rentabilidade e a saúde financeira da categoria e conservar um dos seus grandes apelos através da história, que é a sua vocação para ser a grande plataforma tecnológica da indústria automobilística.

A medida permitirá que mais companhias estruturem equipes na categoria e que outras com a corda no pescoço sobrevivam. Mas comentando por aqui ontem, o Thiago Leopoldo, sugeriu que a FIA enfrentará problemas para monitorar a cadeia produtiva das equipes atadas ao limite de gastos. A observação do Thiago, no entanto, é só uma em meio a outras dificuldades que a FIA enfrentará para policiar a F1 em 2010.

A entidade terá também a difícil tarefa de fiscalizar o complexo tecnológico das equipes, que podem usar a produção de carros de rua esportivos para transferir desenvolvimento tecnológico para os carros de competição. Outra dúvida é quanto a competência da FIA para fiscalizar dois escopos de regras quando vemos que a controvérsia dos difusores é prova suficiente de que a entidade não consegue ser cristalina nem com a atual. O público médio da F1 pode ser outra vítima, que terá dificuldade para saber sob quais regras seus pilotos e equipes competem e o que é mais vantajoso.

Há o consenso entre os formadores de opinião da F1 de que todas as equipes acabem como signatárias do limite orçamentário, mesmo as extravagantes Ferrari e McLaren. Afinal, estas equipes não têm apenas as melhores instalações para desenvolver e projetar carros de Formula 1, mas também profissionais competentes para pesquisar e maximizar gastos da maneira mais produtiva e eficiente possível.

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Junto com o anúncio do teto orçamentário, a FIA confirmou outra mudança para 2010 e fez alguns ajustes no peso dos carros:

BANIMENTO DO REABASTECIMENTO: Para a FIA o fim do reabastecimento poupará gastos, mas na verdade a medida tem como tarefa resolver problemas como o reabastecimento sob período de safety car e também promover maior segurança para pilotos e mecânicos (leia mais a respeito AQUI).

AUMENTO DO PESO MÍNIMO DOS CARROS: Os carros passarão de 605 kg para 620 kg. A medida tenta compensar a desvantagem que pilotos altos e pesados com Robert Kubica, Mark Webber e Adrian Sutil tiveram com a introdução do sistema de recuperação de energia, o KERS esse ano (leia a mais a respeito AQUI).

Para vocês que estão fora do Brasil…

(IMAGEM: Mr Lovebucket no Flickr)senna-in-london(MURAL de Ayrton Senna na periferia sul de Londres)

Desde que a audiência do F1 Around cresceu, o site vem sendo visitado por alguns leitores ao redor do mundo. Alguns eu até sei aonde vivem, como o Fernando Piccione, que está no México (diante do alarmismo da gripe suína, aqui vai a minha preocupação com Fernando: dê notícias, por favor!); pelo que pude constatar o “Filho do Vento” está na França e Ingryd Lamas, editora do simpático Athena Grand Prix, em Londres, Inglaterra

O caso de Ingryd é interessante. Ela está na Inglaterra estudando Design Gráfico e atenta ao que rola no país que é considerado a Meca da Formula 1.

Ingrid visitou o Science Museum, Museu de Ciências inglês que tem uma exposição importante e necessária, relatando o impacto da tecnologia da F1 nas nossas vidinhas ordinárias. A exposição prova, afinal, que a F1 não é apenas grid girls, testosterona e extravagâncias. A visita rendeu um post e fotos bem interessantes que vocês podem ver AQUI.

Ingrid tem um blog para contas as suas experiências, mas e vocês que andam desfilando suas brasileirices em outros países, que tal contar como a Formula 1 é vista no país onde você mora?

Aqui vão algumas idéias para estimular a criatividade:

  • Você pode relatar qual o impacto da Formula 1 no país em que você está;
  • Como é a cobertura de televisão;
  • Contar quais pilotos são reconhecidos como ídolos por aí;

Ou simplesmente qual a sua ligação emocional com a F1 explicando como a categoria lhe faz lembrar o Brasil. Só não vale dizer que sente saudades do Galvão Bueno…

Fique à vontade na sessão de comentários para relatar suas experiências.

Decisão de hoje é um passo importante nas relações entre FIA e McLaren

(IMAGEM: JAMD.com)martin-e-richard(McLAREN SEM DENNIS: mas muito mais leve com Martin Whitmarsh e Richard Lapthorne)

Amanhã a FIA anunciará sob qual teto orçamentário parte das equipes competirão em 2010. Na saída da audiência na qual a suspensão da McLaren foi suspensa, Max Mosley deu a pista de que o valor estará pouco acima dos US$ 44 milhões propostos inicialmente.

A decisão de amanhã será de suma importância para a sobrevida de algumas equipes na F1 hoje e para o ingresso de outras, que esperam apenas essa decisão para fazer seus anúncios. Fiquemos atentos, então.

Sobre a decisão tomada pela FIA hoje no que concerne a McLaren, ela foi muito bem recebida por quem opina com substância sobre a categoria, jornalistas e ex-profissionais do circo — e também por parte do público que expressa a sua opinião por fóruns e blogs. A sessão de comentários aqui, um pouco esvaziada, seguiu a mesma tendência.

Ao que parece, o público mais ativo de F1, que verbaliza o que pensa, é maduro o suficiente para entender o quanto a decisão de hoje foi importante para manter o esporte estável e saudável nesse momento.

A McLaren não foi apenas penalizada com a perda dos pontos na Austrália, mas também com a larga cobertura de todo a controvérsia que certamente denegriu ainda mais a sua reputação no campo esportivo e corporativo. O custo humano, como bem lembra James Allen em seu blog, foi altíssimo, com o afastamento de Ron Dennis e a perda definitiva de Dave Ryan, leal funcionário da equipe por décadas.

O positivo de toda a história, tanto para a McLaren quanto para a própria Formula 1, é que a decisão foi um passo positivo nas relações entre a McLaren e a FIA. Martin Whitmarsh se mostrou um inteligente articulador de bastidores, que ao invés de ir para o confronto com Mosley, trouxe a FIA para o seu lado na admissão de culpa, faxina interna e posterior desculpa. De incompetente em um primeiro momento, ele passou a salvador em outro.

Martin faz parte de uma nova geração de chefes de equipe e ele tem ciêncai de que durante muitos anos a Formula 1 teve em suas fileiras personagens altamente beligerantes, como o próprio Ron Dennis e também Jean Todt. Jamais poderemos negar o que esses homens conquistaram ao longo desses anos, mas o preço foi o crescimento de animosidades políticas e esportivas que em alguns momentos deixaram a categoria refém de seus caprichos.

Acima da preferência particular de cada um de nós, reside a admiração comum pela Formula 1. A decisão de hoje não foi um passo importante apenas para o futuro da McLaren, mas para a Formula 1 como um todo.

 

A inspiradora Brawn

A simplicidade da pintura e do design do carro da Brawn GP inspirou o Designer inglês Chris Labrooy, que aplicou as cores e formas do carro em objetos insuspeitos, como uma torradeira e um ferro de passar roupa. O atento Chris não esqueceu o polêmico difusor, que dá um toque final e bem humorado às peças.

Você está livre para fazer “criativas” analogias entre os “utensílios domésticos Brawn” e o que a equipe vem fazendo com suas rivais no campeonato até aqui.

torradeira-brawn

ferro-de-passar

 

McLaren escapa sem penas de julgamento da FIA

A Autosport acaba de publicar a nota com a decisão do Conselho mundial da FIA que suspenderia a McLaren por três corridas em face da tentativa de manipular os comissários do GP da Austrália e por ato prejudicial contra o piloto da Toyota, Jarno Trulli.

A sentença foi suspensa diante da admissão das ofensas feitas pela McLaren e do seu esclarecimento de que há uma mudança de ‘cultura’ dentro da equipe.

A nota da FIA:

Considerando a maneira honesta e aberta com a qual o chefe da McLaren Sr Martin Whitmarsh se portou diante do WMSC (Conselho Mundial de Automobilismo) e a mudança de cultura que ele esclareceu ter sido feita em sua organisação, o WMSC decidiu suspender a aplicação da penalidade que considerou ser aplicada.

A penalização seria a suspensão da equipe de três corridas do campeonato da FIA de Formula 1. A pena será aplicada apenas se fatos emergirem no que concerne o caso ou se dentro de 12 meses, houver futuras violações da equipe do artigo 151c do código esportivo internacional.

Em bom Português e sem o jargão jurídico, deu resultado as desculpas de Lewis, a demissão de Dave Ryan e sobretudo o total afastamento de Ron Dennis da equipe, além do intenso de trabalho de bastidores feito por Martin Witmarsh junto a Max Mosley e Alan Donnelly.

Em bom Português e sem o jargão jurídico, deu resultado as desculpas de Lewis, a demissão de Dave Ryan e sobretudo o total afastamento de Ron Dennis da equipe, além do intenso trabalho de bastidores feito por Martin Witmarsh junto a Max Mosley e Alan Donnelly.

Bom para o campeonato que está finalmente livre de mais um episódio politicamente negativo; ótimo para Lewis Hamilton que pode recuperar parte de sua reputação e muito melhor ainda para Martin Whitmarsh, que conseguiu recuperar-se muito bem depois de ser acusado de incompetente e não ter total controle das ações de seus comandados.

MAIS UM MOTIVO PARA A FIA PEGAR LEVE COM A McLAREN AMANHÃ.

(IMAGEM: JAMD.com)daimler-capos(BOARD DE DIRETORES da Daimler na conferêncai anual de imprensa em Stuttgart)

O site do Financial Times tem uma assustadora matéria hoje reportando que a Daimler, companhia irmã da Mercedes-Benz, e sócia majoritária da McLaren, teve um mega prejuízo de US$ 1.86 bilhões no primeiro quadrimestre desse ano.

A crise atingiu em cheio a companhia que no mesmo período em 2008, teve ganhos de US$ 3 bilhões. O prejuízo não parará por aí e a projeção do acúmulo de perdas no segundo quarto do ano é de US$ 5 bilhões.

Eu não tenho a mínima dúvida de que Max Mosley e Bernie Ecclestone devem estar atentos e lendo esse balancete provisório da Daimler nesse momento.

Definitivamente, esta não é a melhor hora para contrariar a poderosa Mercedes jogando pesado contra uma de suas companhias na F1.

 

O QUE A McLAREN ENFRENTARÁ AMANHÃ EM PARIS

(IMAGEM: zimbio.com)whit-laph-donne(E NAS INSTALAÇÕES DA McLAREN NO  BAHREIN: Richard Lapthorne, novo presidente do McLaren Group, conversa com Alan Donnelly, braço direito de Max Mosley, e com martin Whitmarsh, Chefe de Equipe da McLaren)

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Amanhã, em Paris, a FIA decidirá o destino de Lewis Hamilton e da McLaren nessa temporada. A equipe e o piloto enfrentarão acusações pela tentativa de manipular os comissários do GP da Austrália e por ato prejudicial contra o piloto da Toyota, Jarno Trulli

Com a guerra dos difusores e o excitante campeonato que se desenrola, o assunto esfriou nos últimos dias, mas algumas pistas sugerem que a equipe poderá ser punida, mas não com a gravidade que se sugeriu no calor do momento, como um afastamento da equipe e do piloto por algumas corridas ou mesmo um banimento da F1.

A própria desculpa pública feita por Lewis na Malásia, pareceu arrefecer a ira da FIA, com a entidade admitindo em seu comunicado que o piloto foi manipulado pelo diretor esportivo, Dave Ryan, que acompanhou Lewis a sala dos comissários. A minha impressão é que a desclassificação do GP da Austrália permanecerá como a pena retroativa imposta ao piloto.

Se Lewis pagou pelo erro, fica em suspense que sanções a sua equipe enfrentará. Martin Whitmarsh vem sendo visto todos os finais de semana de corrida acompanhado de Allan Donelly, braço direito de Max Mosley em reuniões privadas, talvez construindo um acerto em favor da equipe e da integridade da própria FIA e também do esporte.

Outro fator que pode ajudar a suavizar a pena, é o afastamento auto imposto por Ron Dennis de todas as suas atividades operacionais ligadas à McLaren Racing, o que certamente agradou a Max Mosley, seu desafeto.

Obviamente, eu sou cínico o suficiente a ponto de conjecturar que a FIA também tem os seus interesses na manutenção da McLaren/MERCEDES e de Lewis na F1 durante toda a temporada.

Primeiro, a entidade está ciente da má publicidade que seria banir o atual campeão do mundo, mesmo que por algumas corridas. Max e Bernie têm exata noção do irresistível status e apelo global de Lewis na audiência global da F1. O inglês é hoje o único piloto em atividade na F1 a ser reconhecido nos Estados Unidos. Nem Fernando Alonso goza desse status hoje. Outro sinal de maciça popularidade é a recente pesquisa feita pela revista F1 Racing em parceria com a seguradora ING, que o apontou como o piloto mais popular da categoria (27%), milhas à frente do resto.

Paralelamente, a Mercedes-Benz, que hoje detém 40% das ações da McLaren, é muito mais poderosa no cenário da F1 hoje do que há dois anos atrás, quando da eclosão do caso de espionagem envolvendo funcionários de Ferrari e McLaren. Essa poderosa Mercedes fornece hoje motores para três equipes na F1, inclusive para a sensação do campeonato até aqui, a Brawn GP.

Não foram raras as vezes em que vimos a FIA agir em nome de seus próprios interesses comerciais, mas por vias tortas, talvez a entidade acerte em punir o criminoso com uma pena de acordo com o crime, mantendo o esporte estável em um momento de certa volatilidade econômica ao redor do mundo. Uma multa ou remoção de alguns pontos no campeonato de construtores é o que podemos esperar amanhã, na Place de La Concorde.

O DESMAIO DE FERNANDO E A MALDIÇÃO DO KERS

(IMAGEM: gettyimage)alonso-desmaia(FERNANDO CAI: bicampeão sofreu sem água e com temperaturas de  65ºC em seu cockpit)

O bicampeão espanhol Fernando Alonso sofreu uma leve queda de pressão e perdeu os sentidos por alguns segundos logo após o final da corrida no Bahrein. A prova foi disputada no ar seco do deserto e sob temperaturas médias de 36º a 38ºC graus, com o cockpit de Alonso chegando a absurda temperatura de 65ºC. Um problema no seu reservatório de água o fez passar parte da corrida sem hidratar-se, o que pode ter causado o mal-súbito.

Não há como ter certeza, mas fica a suspeita de que Fernando talvez tenha sido vítima de sua intensa preparação feita na pré-temporada, que teve como objetivo perder peso e ajudar a equipe a ter mais flexibilidade para instalar no R29 o sistema de recuperação de energia, o KERS.

Quanto menor o peso do piloto, melhores as chances de cada equipe distribuí-lo equilibrada e eficientemente no carro através do lastro, que é mais flexível e eficiente e pode ser instalado em qualquer ponto do carro.

Este é o primeiro impacto, mesmo que não diretamente, do complexo sistema no desempenho de um dos pilotos e há grande preocupação quanto a segurança de mecânicos e comissários ao lidarem com os carros.

O KERS parece ser a grande maldição da F1 no momento e a sugestão de Flávio Briatore de que a FOTA procurará banir o sistema em 2010 encontra eco nas palavras do presidente da entidade, Luca di Montezemolo:

“KERS representa muito dinheiro. O sistema representa algo que foi introduzido para estabelecer uma ligação entre a Formula 1 e pesquisas avançadas para carros de rua em termos de energia, de tecnologia [ambientalmente ] limpa e em termos de inovação. Então, nós imediatamente desenvolvemos o KERS, mesmo que o KERS significasse muito dinheiro [gasto], problema com segurança e com confiabilidade; mesmo que significasse projetar um carro completamente diferente — como fez a McLaren e outras equipes.”

Não sou engenheiro, mas o que diz a minha confusa intuição em tudo o que leio sobre o tema, é que o KERS foi a principal causa na queda de performance de McLaren, BMW e Ferrari em 2009. Se você não sabe, as equipes são como escolas de engenharia, com filosofias e métodos próprios, o que significa que algumas tiveram que abandonar conceitos importantes para trás, como a mágica da relação de peso do chassi com os pneus para poder instalar o KERS em seus carros.

Há provas não muito consistentes, admito, de que o sistema tem prejudicado algumas equipes, como a Renault, por exemplo. Alonso andou sem o sistema na Malásia e teve um desempenho superior ao mostrado no Bahrein ontem, quando estava com o sistema. Toyota, Brawn GP, Williams e Red Bull, os melhores carros nesse momento, nenhum deles tem o sistema embarcado, o que dá mais uma pista de que talvez o KERS seja o grande equívoco da FIA em 2009.

Em Barcelona as equipes mostrarão grandes atualizações em seus carros, não será surpresa se uma delas anunciar que abandonará o sistema esse ano.

 

CORRIDA DESENVOLVIMENTISTA

grafico-desenvolvimentista2

Nessa manhã de ressaca, pós GP do Bahrein, a discussão entre os chefes de equipe concentra-se no nível de desenvolvimento de suas equipes e também das rivais.

John Howett, presidente da Toyota, parece nesse momento paranóico com o que McLaren e Ferrari poderão fazer na fase européia, que iniciará no próximo GP da Espanha. John tem razão. Mesmo longe de seu quartel-general, o que certamente afetou um pouco a sua logística, a McLaren foi quem mais demonstrou fôlego e capacidade de evoluir um carro concebido com sérios problemas aerodinâmicos.

Se você observou bem o nível de Ferrari, BMW e McLaren durante essas quatro corridas, talvez os resultados em pista falem por si, mas ao acessar os tempos do Q2, a segunda fase da classificação no sábado quando os carros atingem o pico de desempenho no final de semana, as diferenças revelam pequenas nuances.

A instalação do difusor provisório pareceu fundamental para a equipe de Lewis Hamilton recuperar terreno, mas o que impressiona é o dado fornecido por Martin Whitmarsh, de que a equipe fez 12 pequenas modificações técnicas do GP da China para o do Bahrein.

Ao invés de concentrar esforços em uma grande atualização para Barcelona, como Ferrari e BMW, o plano de desenvolvimento passo a passo pareceu o melhor enfoque até aqui. Depois do Bahrein a equipe encontra-se na quarta posição no mundial de construtores e a sétima no de pilotos, com Lewis a 22 pontos do líder, o que lhe dá esperanças de ainda lutar pelo campeonato.

O meu primitivo gráfico acima mostra que nas duas primeiras corridas da temporada, a McLaren tinha a monstruosa diferença que variava entre 0.9 décimos e 1 segundo separando-a da “Super Brawn”. Com o difusor provisório e mais outros pequenos “updates” ela descontou 4 décimos na China. Domingo, mais dois décimos foram limados em relação à Red Bull, a equipe mais rápida no Q2 do Bahrein.

A Ferrari, que parece mal das pernas esperando um carro praticamente novo para Barcelona, não parece tão mal das pernas assim quando se observa seu desempenho no Q2. Ela acompanha a curva de crescimento da McLaren de forma menos incisiva, mas mantém uma tendência, o que é encorajador para Felipe Massa.

A BMW talvez seja o grande exemplo de uma equipe estagnada, que afundou sob a agilidade de McLaren e, em menor extensão, de Ferrari. Toyota, Red Bull e Brawn devem ficar de olho e acelerar seus processos desenvolvimento, porque esse estado de coisas não permanecerá imutável por muito tempo.

Rubens Barrichello sob artilharia

(FOTO: Formula1.com)rubens-e-nelson(BARRICHELLO atrás de Piquet: dando motivos para seus críticos)

O assunto no Brasil depois da prova do Bahrein, em fóruns e blogs, é a briga por posições entre Nelson Piquet Jr e Rubens Barrichello. Pressionado por estar sob uma arriscada estratégia de corrida com três paradas, Rubens precisava pilotar sempre no limite, de preferência com pista livre a sua frente para tirar vantagem de um carro mais leve.

Rubens explicou a sua situação da seguinte maneira:

“Eu perdi muito tempo atrás de Piquet depois de minha primeira parada, o que foi uma pena pois isso comprometeu meu plano de corrida.

Nós estávamos em uma estratégia de três paradas e tomamos a decisão de vir para os boxes pouco antes do planejado para a minha segunda parada, pis eu estava sendo segurado por Hamilton.”

O que Barrichello não deixou explícito é que durante parte do tempo que permaneceu preso atrás de Nelson, ele gesticulava como se o piloto da Renault fosse um retardatário e não alguém que brigasse efetivamente por posições.

Cassius, que costumeiramente comenta aqui no F1 Around, e que geralmente carrega nos adjetivos em críticas a Barrichello, foi preciso, e até “light”, na avaliação de porquê Nelson não deveria dar a mínima bola para a reclamação gestual de Barrichello:

“(…) Se você está em uma corrida de carros, com exceção feita a seu companheiro de equipe (e somente se ele tiver uma estratégia ou condições melhores que a sua), é inteligente e é sua obrigação segurar todos os pilotos que estiverem atrás de você o máximo possível, seja para ajudar seu companheiro, seja para esperar por uma chance advinda de uma casualidade (safety car, mudança de tempo, acidentes entre os pilotos que vão à sua frente). Sob nenhuma hipótese você deve entregar sua posição, uma vez que essa pode ser a diferença entre um vitória ou uma derrota, entre somar ou não somar pontos. Isso é o princípio mais básico em corridas de automóveis (…)”

Cassius foi exato sem que se precise adicionar mais ao que ele escreveu.

Como sempre, Barrichello oferece munição gratuíta para que seus detratores carreguem nas tintas contra ele.

Não sei se alguém teve a mesma percepção que a minha — dêem os seus relatos, por favor — mas tenho a nítida impressão de que, mesmo Rubens sendo o vice-líder do campeonato e pilotando um dos melhores carros do grid — a Rede Globo concentra a sua cobertura, sumariamente, em Felipe Massa. Por quê, eu não tenho a mínima idéia.

JENSON BUTTON, BRILHANTE NO BAHREIN

(FOTO: Formula1.com)jenson-brilhante-ultrapassa-lewis1(JENSON BUTTON provou que tem qualidades de campeão do mundo hoje no Bahrein)

Se alguém ainda tem dúvida de que Jenson Button não tem pinta de campeão, a dúvida talvez tenha se dissipado hoje com a sua atuação brilhante em meio ao deserto do Bahrein. Jenson foi agressivo no momento e na medida exata e sua ultrapassagem sobre Lewis lhe deu a posição e oportunidade necessária para usar de seu BGP 001 que parece soberano em ritmo de corrida.

Como eu havia sugerido no post anterior, a largada foi crítica para o resultado final da prova. Lewis fez o que lhe era esperado, e utilizou-se de seu KERS para ganhar as posições de Vettel e Button. A recuperação de Jenson em cima de Lewis provou-se preponderante para a sua recuperação na prova — recuperação não seguida por Sebastian, que permaneceu atrás do mais lento MP4/24 de Lewis durante toda a primeira perna de corrida do inglês.

Sebastian, que fora supremo há uma semana atrás sob a chuva na China, pareceu errático e pilotando visivelmente no limite do seu RB5. Em pista seca, nem Sebastian nem a Red Bull parecem no mesmo nível.

As duas Toyotas que ocuparam a primeira fila variaram de desempenho. O pole Jarno Trulli perdeu a primeira posção para Timo Glick, mas manteve-se constante até a primeira parada nos boxes. A breve primeira fase de corrida de Timo provou-se estrategicamente falha e após sua parada o alemão voltou embolado no tráfego, finalizando sua prova em sétimo. Duas voltas depois de Timo, Jarno parou, o que foi decisivo para que completasse o pódio.

LEWIS HAMILTON: Lewis, o melhor entre o resto, fez uma prova correta, agressiva na largada e limpa na sua tocada durante toda a corrida, o que demonstra que grande parte dos seus erros na molhada prova da China, foram mesmo produto de pouco “downforce” gerado por seu carro congenitamente defeituoso. Sua vantagem em pontos sobre Heikki vai ampliando-se e a percepção de quem é melhor, alarga-se a cada prova.

FERRARI: discreto, mas eficiente, Kimi Raikkonen largou sensivelmente mais pesado que os “top 5”, o que foi o suficiente para tirar a Ferrari do zero nessa temporada. Enquanto Kimi passava despercebido, Felipe Massa era espremido na largada, parava nos boxes e fazia uma corrida frustrante depois. Ao menos a equipe mostrou-se menos suscetível a problemas com sua confiabilidade, um dos seus pontos fracos nessa temporada.

NELSON PIQUET: o brasileiro não marcou pontos, mas a sua largada foi estupenda, uma das melhores da prova. Piquet evoluiu cinco posições durante a corrida, não cometeu erros, foi corajoso em brigas com a Force India e principalmente com Rubens Barrichello que, inexplicavelmente, reclamou de Nelson em uma briga genuína por posições. O desempenho de hoje talvez seja a chance de Nelson recuperar parte de sua confiança como piloto, muito abalada nos últimos dias.

POR FIM, A CORRIDA: a dispersão dos carros ao longo da pista durante a prova, produziu a mais chata corrida até agora em 2009. Os carros dispersaram-se pelo longo e largo circuito do Bahrein, dando a sensação de que a overdose de disputa das três primeiras corridas, foi gerada artificialmente pela chuva e “safety-car”.

Essa dispersão e afastamento entre os carros, gerou também falta de disputa direta por ultrapassagens do meio para o final da prova, tanto no pelotão da frente quanto no de trás.

A prova de Barcelona será mais um desafio para se provar que essa F1 mudou para melhor como entretenimento.

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jenson-brilhante

A LARGADA NO BAHREIN SERÁ DECISIVA

(FOTO: Ferrari/Divulgação)84079077KR137_F1_Grand_Prix(SEBASTIAN: o alemão terá que largar muito bem para vencer no Bahrein)

Uma rápida leitura dos pesos dos carros, sugere que Sebastian Vettel pode estar em uma posição privilegiada para a corrida de amanhã. Mas a volta da pole de Jarno Trulli foi tão devastadoramente perfeita — 0.65 décimos a frente de Vettel — que é bem provável que se os dois piloto tivesse com o mesmo nível de combustível, Trulli ainda assim sairia com a primeira posição do grid no bolso ontem.

A classificação foi importante, mas será a largada o momento mais crítico do GP do Bahrein. Para que Sebastian transforme sua pequena vantagem estratégica (estar mais longo na primeira perna de corrida) em uma sonora vitória amanhã, será preciso que ele ao mínimo tome a segunda posição de Timo Glock, um piloto extremamente combativo quando uma posição está em jogo. Além de ter que deixar Timo para trás, o piloto da Red Bull terá que resistir à McLaren de Lewis, devidamente armada com o KERS, uma arma bem útil para se conquistar posições nas primeiras curvas das corridas desse ano.

O composto de pneus que as equipes programarão para a primeira perna de corrida é outra variável que pode desempenhar um papel importante. O.7 décimos de diferença a favor do composto mais macio é uma vantagem significativa. Com o nível de desgaste menor que na Austrália, é provável que as equipes da primeira fila optem todas pelos compostos mais macios. Mais “delicada” com seus pneus, a Brawn pode levar alguma vantagem, enquanto a Red Bull de Vettel pode ser mais afetada, como vimos no GP da Austrália.

Se Lewis e a McLaren parecem fortes nesse final de semana — metendo-se no grupo das “top 5” — você, fã da equipe e do piloto, continue cauteloso. O próprio Lewis fez questão de esclarecer que o potencial mostrado ontem na classificação, deve-se muito a falta de curvas de alta velocidade do circuito, o que deixa o carro menos dependente de “downforce”, (algo essencial em curvas de alta), e mascaram parte do problema congênito do MP4/24. Um pódio é possível, mas dependerá de sorte e, principalmente, que Lewis mantenha um ritmo louco do início ao fim da prova.

As Ferraris serão divertidas de se assistir. Com “Saint Luca Di Montezemolo” nos boxes, a equipe certamente não abusará de estratégias estapafúrdias para constranger o todo poderoso presidente da Ferrari. A expectativa, portanto, é de um final de semana conservador, mas que ainda pode causar pequenos deslizes, como o ocorrido com Kimi na classificação, ou os ainda insolúveis problemas de confiabilidade que podem tornar-se mais críticos sob o intenso calor do deserto.

A melhor arma da Ferrari esse ano, Felipe Massa, brigará por pontos em uma briga de foices com o sempre combativo Alonso, Heikki Kovalainen, Nico Rosberg e, possivelmente, Mark Webber. O australiano deverá ser o piloto do dia, largando leve e das últimas posições, ele calgará posições rapidamente a bordo do seu indomável e poderoso RB5.

Sobre a corrida, finalmente teremos uma pista seca para mesurar o real nível das equipes, apesar do risco mínimo de um nevoeiro de poeira. Rezem também para que as largas áreas de escape finalmente nos deixem livre do famigerado “safety-car”.

Além de ficar atento com Webber, eu dedicarei especial atenção ao nosso Nelsinho Piquet, que parece ter perdido, miseravelmente, toda a sua confiança como piloto de Formula 1.

COLEÇÃO ‘ECCLESTONE – HERANÇA DOS GRANDE PRÊMIOS’

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Peso dos carros, frases do dia e um erro de avaliação da Ferrari

(FOTO: Ferrari/Divulgação)kimi-e-pneus(KIMI: equipe não confiou em sua avaliação das condições da pista hoje)

Como bem observa meu amigo Filipe Furtado, a Ferrari continua na sua boa e velha rotina de cometer erros em momentos críticos e de extrema pressão quando os carros estão na pista. Kimi Raikkonen revelou logo depois da classificação de hoje que: “não queria sair pela segunda vez [no Q2], mas a equipe me pediu para sair novamente, então desperdiçamos um jogo de pneus [extra-macios].”

Obviamente a equipe ficou ansiosa e temeu cometer o mesmo erro do GP da Austrália, quando Felipe Massa e seu engenheiro avaliaram que a sua primeira saída no início da primeira fase da classificação era suficiente para lhe assegurar passagem para a próxima fase. Com a pista melhorando o nível de aderência, Felipe viu-se sendo empurrado para as últimas posições.

Hoje, o erro de avaliação talvez tenha sido não confiar na opinião de Kimi, quem melhor poderia dar o testemunho de como evoluiu a aderência da pista durante as duas primeiras fases da classificação. Kimi não poderia esperar nada mais que a ultima posição do Q3.

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Abaixo, frases do dia, peso dos carros e projeção de paradas:

JENSON BUTTON sobre a posição da Brawn para a corrida:

“Nós não estamos tão fortes em comparação com o resto das equipes e não temos a velocidade que tínhamos nas primeiras corridas. Será uma corrida difícil amanhã — não será um passeio no parque. No momento, não temos a velocidade de Red Bulls e Toyotas.”

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LEWIS HAMILTON sobre o seu carro e suas perspectivas para amanhã:

“Senti o carro melhor nesse final de semana, mesmo que não tenhamos feitos muitas atualizações. Foi divertido pilotá-lo e espero por mais algumas evoluções no futuro. Será interessante ver o que os outros caras estão fazendo lá na frente, mas nós podemos lutar por algumas posições na frente.”

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FERNANDO ALONSO sobre suas perspectivas para amanhã:

“Eu acho que a 5ª ou 6ª posições é o máximo que podemos realmente esperar [no final da corrida]. Temos quase total certeza de que os carros que temos à nossa frente são mais rápidos que nós. Por isso não podemos derrotá-los. (…) Eu acho que a Mclaren deu um passo à frente essa semana e Hamilton foi rápido no Q1 e Q2 também. Então, não foi surpresa vê-lo na nossa frente no Q3. Provavelmente ele está mais pesado [com mais combustível] que nós.”

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PESO DOS CARROS E PROJEÇÃO PARA PARADAS

Grid classif piloto Peso comb. (kg) 1ª parada (projeção)
1 1 Jarno Trulli 648.5 43.5 12
2 2 Timo Glock 643 38 10
3 3 Sebastian Vettel 659 54 15
4 4 Jenson Button 652.5 47.5 13
5 5 Lewis Hamilton 652.5 47.5 13
6 6 Rubens Barrichello 649 44 12
7 7 Fernando Alonso 650.5 45.5 12
8 8 Felipe Massa 664.5 59.5 17
9 9 Nico Rosberg 670.5 65.5 19
10 10 Kimi Raikkonen 671.5 66.5 20
11 11 Heikki Kovalainen 678.5 73.5 22
12 12 Kazuki Nakajima 680.9 75.9 23
13 13 Robert Kubica 698.6 93.6 29
14 14 Nick Heidfeld 696.3 91.3 28
15 15 Nelson Piquet Jnr 677.6 72.6 22
16 17 Sebastien Buemi 678.5 73.5 22
17 18 Giancarlo Fisichella 652 47 13
18 19 Mark Webber 656 51 14
19 16 Adrian Sutil 679 74 22
20 20 Sebastien Bourdais 667.5 62.5 18
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BAHREIN – CLASSIFICAÇÃO – TRULLI PÕE A TOYOTA NO TOPO

(FOTO: Toyota/Divulgação)jarno-pole(JARNO POLE: mais um pole position diferente em 2009)

O rei da volta lançada, o italiano Jarno Trulli, acaba de conquistar a pole position para o GP do Bahrein. Jarno foi 3 décimos de segundo mais rápido que o seu companheiro de equipe, Timo Glock, que fecha a primeira fila para a Toyota.

Sebastian Vettel colocou-se logo atrás das duas Toyotas, a 5.5 décimos de diferença, com Jenson Button da Brawn GP ao seu lado na segunda fila.

A boa surpresa do treino foi a 5ª colocação de Lewis Hamilton da McLaren, fechando a fila ao lado de Jenson, um indicativo talvez de que a McLaren de Lewis esteja em uma agressiva estratégia para a primeira perna de corrida amanhã, carregando pouco combustível.

O aniversariante do dia, Felipe Massa, lidera a Ferrari rumo a desesperada busca pelo primeiro pontinho da temporada com a 8ª posição do grid. Kimi fechou o Q3 na décima posição.

Destaques para mais um erro de Nelson Piquet, que parece muito suscetível a pressão. O brasileiro uma vez mais não passou da seunda fase da classificação. Heikki Kovalainen volta a sua má forma e parece nesse momento ser muito mais afetado que Lewis pela falta de competitividade do MP4/24. O finlandês não foi além da segunda fase da classificação.

No decorrer do dia, com o anúncio dos pesos dos carros feito pela FIA, teremos melhor percepção de quem estará mais bem posicionado em termos de estratégia para a corrida de amanhã.

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ATUALIZAÇÃO 1: Adrian Sutil da Force India foi penalizado e perderá três posições por bloquear Mark Webber na primeira fase da classiicação.

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BAHREIN: TREINO 3 – TIMO É PRIMEIRO

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VENTOS PODEM LEVAR NEVOEIRO DE POEIRA AO GP DO BAHREIN NO DOMINGO

(FOTO: Ferrari/Divulgação)sandstorm-ferrari-light1(BAHREIN em Feereiro: empestades de areia izeram equipe postergar testes)

O GulF Daily News, diário local do Reino do Bahrein, indica que a região sob a qual localiza-se o circuito está sob alerta de uma tempestade de areia nesse final de semana de corrida. A previsão de velocidade do vento estará entre 15 e 20 Kt (nós), o que tecnicamente não configura uma tempestade de areia, mas pode, ainda assim, produzir um nevoeiro de poeira com possibilidades de manifestar-se a qualquer hora do domingo.

O grande temor de uma tempestade de areia é pelaa impossibilidade de se oferecer condições para remoção rápida e ágil feridos, via helicóptero.

Não custa relembrar que uma tempestade de areia no começo de Fevereiro interrompeu testes de BMW, Toyota e Ferrari. As sessões que tiveram que ser postergadas por mais meia semana depois de sucessivas interrupções por falta de visibilidade.

Se houver qualquer influência do clima sobre uma possível interrupção ou cancelamento da prova, Bernie Ecclestone deveria começar a ser, no mínimo, questionado a respeito desse calendário de 2009 que não levou em conta o impacto do clima ao redor do mundo no campeonato. O GP da Malásia, iniciado às 17:00hs locais — muito próximo do crepúsculo malaio — e cancelado sem ser completado por conta de uma intensa chuva sazonal, ainda não foi devidamente digerido pela comunidade de fãs e apreciadores da F1 ao redor do mundo.

ESPECULAÇÕES SOBRE PIQUET JR

(FOTO: Renault/Divulgação)o-drama-de-piquet(NELSON: especulações sobre o seu futuro aumentam)

Há muita especulação nesse momento respeito do futuro de Nelson Piquet na Formula 1. Tudo começou com uma matéria no diário esportivo espanhol AS, especulando que uma cláusula no contrato de Piquet vincularia a sua permanência na equipe ao seu desempenho. Nelson teria supostamente três corridas para virar o jogo a seu favor.

Hoje, dois pesos pesados do jornalismo especializado em F1, com atuação dentro do paddock, informam que o piloto brasileiro está sob intensa pressão para entregar resultados e conseguir algum suspiro e sobrevida na categoria. O super jornalista Joe Saward, um dos sujeitos mais bem informados do paddock, escreveu hoje em seu blog:

“…Mais tarde eu trombei com um figurão da Renault para me informar sobre a performance da equipe esse ano. O difusor novo, disse ele, é o grande salto de desempenho visto em 10 anos na equipe. Ele reconhece que isto faria uma grande diferença. Nós também discutimos o futuro de Nelson Piquet Jr, que será bem curto se as coisas não evoluírem dramaticamente…”

James Allen é outro que foi a cata de informações sobre Nelson. Para James, Nelson terá um momento crítico amanhã, sendo crucial sua passagem para o último estágio da classificação. Há na equipe a consciência de que Nelson não teria desculpas para andar 0.9 décimos abaixo do tempo de Alonso contando com um carro rigorosamente igual ao do bicampeão, tanto em termos de atualização aerodinâmica quanto de nível de combustível.

Hoje, na coletiva para os jornalistas brasileiros, Nelson parecia uma vez mais para baixo, mas racionalizou o apoio que vem recebendo de Flávio Briatore até aqui:

“Sinto o apoio da equipe. O Flavio [Briatore] não está sendo o que sempre foi. Ele está tentando ignorar completamente os problemas, não ser ele nessas horas, pois, normalmente, ele estoura. Está sendo até bom para ele aprender a se controlar e me dar espaço, sem criar turbulência e atrapalhar.”

A entrevista tem um tom até comovente, com Nelson parecendo ter nos jornalistas e na conversa com eles uma oportunidade para desabafar sobre os problemas e dificuldades que enfrenta com o carro e com a extrema pressão que pesa sob os seus ombros nesse momento.

Para James Allen, se Nelson falhar nas próximas corridas, o piloto mais cotado para substituí-lo é o francês Romain Grosjean.

BAHREIN DIA 2 – FRASES DO DIA

(FOTO: Toyota/Divulgação)toyota-tyres(PNEUS: a Bridgestone espera que os extra-macios durem mais que na Austrália)

LEWIS HAMILTON sobre o seu futuro na McLaren:

“Eu estou aqui, me divertindo e não abandonarei minha equipe quando as coisas tornam-se difíceis. Passamos por tempos bons e difíceis juntos e estou feliz onde estou. Temos um longo caminho a percorrer e espero ficar por aqui durante muito, muito tempo.

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FELIPE MASSA sobre os pneus e seu carro:

“Os pneus mais duros são difíceis de usar [ele talvez queira dizer que falta aderência!], enquanto os macios parecem ser os melhores, não apenas em termos de performance, mas também em termos de distância [de corrida]. O KERS ajuda: sem ele eu certmante estari amais lento.”

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HIROHIDE HAMASHIMA da Bridgestone sobre os pneus:

“Esperamos que os pneus extra-macios sejam mais duráveis do que anteriormente, e que também ajudem a melhorar os tempos. Os [compostos] médios demorarão até atingir seus melhores tempos, mas serão bem duráveis. Hoje, os extra-macios conseguiram tempos na primeira volta lançada e o médio entre a terceira e quarta voltas. Acho que teremos opções para diferentes estratégias nesse final de semana de corrida.”

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NORBERT HAUGH sobre o futuro da Mercedes-Benz na F1:

“Algumas pessoas sugeriram que a Mercedes está saindo da F1. Não, a Mercedes não está de saída. Claro que todos que são honestos estão avaliando a situação [da crise econômica mundial], é apenas isto. Temos confirmação [do comprometimento da Mercedes coma F1] e estou feliz a respeito de nossas atividades [na categoria].

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*JOE SAWARD sobre a Renault e o futuro de Nelson Ângelo Piquet:

“…Mais tarde eu trombei com um figurão da Renault para me informar sobre a performance da equipe esse ano. O difusor novo, disse ele, é o grande salto de desempenho visto em 10 anos na equipe. Ele reconhece que isto faria uma grande diferença. Nós também discutimos o futuro de Nelson Piquet Jr, que será bem curto se as coisas não evoluírem dramaticamente…”

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(* Editor do site Grandprix.com, ele talvez seja o mais bem informado jornalista da Formula 1 nomomento)

LUCA DI MONTEZEMOLO APARECERÁ NO BAHREIN PARA APOIAR A FERRARI

A situação na Ferrari anda tão complicada, que o Presidente da equipe, Luca di Montezemolo, estará presente domingo no Bahrein para acompanhar a corrida. Segundo porta voz da equipe, o presidente da Ferrari — e da FOTA — deseja demonstrar solidariedade nesse momento complicado pelo qual passa a equipe de Felipe Massa.

Sem maiores atualizações no F60 desde o GP da China, a equipe espera que nada mude nesse final de semana em termos de desempenho e resultado. A dúvida persiste se usam ou não o sistema de recuperação de energia, o KERS, nos dois carros, além de o F60 não extrair alta performance de nenhum dos compostos de pneus levados para o Bahrein.

 

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