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FIA define teto orçamentário, mas…

(IMAGEM: sidepodcast.com no Flickr)fia

A FIA finalmente anunciou hoje sob qual limite orçamentário as equipes de F1 poderão competir em 2010: cerca de US$ 59 milhões, inclusa a liberdade de desenvolvimento técnico. Segundo o “press release” da FIA, aparatos aerodinâmicos móveis (como as asas dianteiras e traseiras) e motores sem limite de rotações, serão as principais áreas a serem exploradas por essas equipes.

Marketing, promoção, salário de pilotos e custos de motores (apenas em 2010 ) permanecem fora desse limite orçamentário.

Esse limite, no entanto, não será obrigatório e os times poderão optar por liberdade orçamentária, mas com amarras regulamentares que limitarão seu desenvolvimento técnico.

A idéia da FIA ao dividir a F1 em praticamente duas categorias, é amalgamar dois conceitos impossíveis no momento: manter a rentabilidade e a saúde financeira da categoria e conservar um dos seus grandes apelos através da história, que é a sua vocação para ser a grande plataforma tecnológica da indústria automobilística.

A medida permitirá que mais companhias estruturem equipes na categoria e que outras com a corda no pescoço sobrevivam. Mas comentando por aqui ontem, o Thiago Leopoldo, sugeriu que a FIA enfrentará problemas para monitorar a cadeia produtiva das equipes atadas ao limite de gastos. A observação do Thiago, no entanto, é só uma em meio a outras dificuldades que a FIA enfrentará para policiar a F1 em 2010.

A entidade terá também a difícil tarefa de fiscalizar o complexo tecnológico das equipes, que podem usar a produção de carros de rua esportivos para transferir desenvolvimento tecnológico para os carros de competição. Outra dúvida é quanto a competência da FIA para fiscalizar dois escopos de regras quando vemos que a controvérsia dos difusores é prova suficiente de que a entidade não consegue ser cristalina nem com a atual. O público médio da F1 pode ser outra vítima, que terá dificuldade para saber sob quais regras seus pilotos e equipes competem e o que é mais vantajoso.

Há o consenso entre os formadores de opinião da F1 de que todas as equipes acabem como signatárias do limite orçamentário, mesmo as extravagantes Ferrari e McLaren. Afinal, estas equipes não têm apenas as melhores instalações para desenvolver e projetar carros de Formula 1, mas também profissionais competentes para pesquisar e maximizar gastos da maneira mais produtiva e eficiente possível.

_______________________________________________________

Junto com o anúncio do teto orçamentário, a FIA confirmou outra mudança para 2010 e fez alguns ajustes no peso dos carros:

BANIMENTO DO REABASTECIMENTO: Para a FIA o fim do reabastecimento poupará gastos, mas na verdade a medida tem como tarefa resolver problemas como o reabastecimento sob período de safety car e também promover maior segurança para pilotos e mecânicos (leia mais a respeito AQUI).

AUMENTO DO PESO MÍNIMO DOS CARROS: Os carros passarão de 605 kg para 620 kg. A medida tenta compensar a desvantagem que pilotos altos e pesados com Robert Kubica, Mark Webber e Adrian Sutil tiveram com a introdução do sistema de recuperação de energia, o KERS esse ano (leia a mais a respeito AQUI).

Discussão

24 comentários sobre “FIA define teto orçamentário, mas…

  1. Esse regulamento ai, é cheio de furo.

    Por exemplo.

    As equipes estao livres para desenvolver o motor. Porem a questao principal, por exemplo o caso da Mercedes e ada Brawn.

    A Brawn nao tem motor para desenvolver, e a Mercedes / Mclaren iriam bancar o custo para a Brawn ficar com verba maior ?

    Sei que 2010 o motor nao esta incluido, mas e 2011 que vai estar incluido?

    e as Peças que sao usadas em conjunto com outras equipes, por exemplo freios. O custo vai ficar para qual equipe ?

    EU sou contador, a outra pergunta é, como fiscalizar inumeras empresas que sao perifericas a principal ?

    Exemplo a Ferrari e a Magneti Marelli ? e ai a Ferrari esta sujeita ao controle da Fiatudo bem, e a Magneti ?

    O Pessoal dos combustiveis e lubrificantes, como que vao obrigar essas gigantes multi nacionais a dizer quanto foi que gastaram para desenvolver os combustiveis e lubrificantes ? quanto foi para o desenvolvimento de rua e quanto foi para Formula 1.

    A Outra pergunta, As equipes que sao pequenas e nem fabricam motores, como elas vao desenvolver eles se nao possuem fabricacao ?

    Se a Ferrari, Maclaren e Renault resolverem nao fornecer motores e fizerem muitos desenvolvimentos neles vao passar a ter vantagem em relacao as outras que usam o motor que so vai sobrar o COswarth, que por mais que tenha livres os giros, nao vai ter saude financeira nem de longe, e menos ainda Knowhow para desenvolver um motor livre melhor que o motor limitado a 18.000 rpm de Ferrari e Mclaren.

    E mais uma coisa a Cosworth ta nessa para ganhar dinheiro, e nao para disputar os custos astronomicos de desenvolvimento que Ferrari e Mercedes podem fazer num motor que possa ser desenvolvido. Se formos ver bem Ferrari e Mercedes, podem tranquilamente gastar mais que o Orçamento inteiro das outras equipes(59 milhoes de reais) somente no desenvolvimento do motor.

    e fora milhoes de outras questoes

    Publicado por Claudio CArdoso | 30/04/2009, 2:48 pm
  2. Ótimos questionamentos, Cláudio. Só mostram o quanto Max é capaz de pôr regras na mesa e não refletir sobre os detalhes…

    Publicado por Becken Lima | 30/04/2009, 3:05 pm
  3. Não conheço muito bem os pormenores políticos da FIA, mas a impressão que passa com essas regras, digamos, no mínimo visionárias demais, é instituir mudanças subtanciais (que com certeza não serão essas) mas serão pautadas sobre as diretrizes e bases da FIA, sob pena de vigorar essas soluções malucas.

    Minha opnião?

    Nada de dois regulamentos, apenas restrição financeira com um outro valor(maior), seja aumentando o montante, seja excluindo alguns itens da lista. E a F1 vai continuar muito cara, e quem não tiver muito dinheiro não terá condições de competir em alto nivel por muito tempo.

    Orçamento da F1 cair p/ 1/4 do valor de um ano para o outro só nos sonhos sadomasoquistas do Max Chicotinho…

    Bom, se nada do que eu falei se confirmar, e a FIA impuser esse baixo teto,todo mundo vai aceitar e a maracutaia vai rolar solta…

    Publicado por Thiago | 30/04/2009, 3:19 pm
  4. Eu disse que ia terminar em 60m com algumas coisas por fora hehe

    Eu ainda duvido que vai rolar as duas categorias. No final vão chegar em algum tipo de acordo e o Max sabe disso por isso está tão mal coberto certas areas.

    Publicado por Filipe Furtado | 30/04/2009, 3:28 pm
  5. Agora o fim do rebastecimento é uma maravilha, ainda mais pra ferrari, pois essa historia de estratégia vai ficar em segundo plano…

    O que vai favorecer as disputas em pista….

    Publicado por Thiago | 30/04/2009, 3:34 pm
  6. E a classificação? vai ter mudar também…

    Publicado por Thiago | 30/04/2009, 3:35 pm
  7. Ok, a merda esta feita.

    Mas eu queria realmente saber o que esta fora ?

    E saber o que as equipes gastam dentro do orçamento atual que no ano que vem vai estar fora.

    Exemplo:

    Salário do Raikonnen de $ 40 mi esta dentro do orçamento de $ 200 mi Ferrari ou seja sobra 160 mi menos 10 do Massa 150, menos uns 30 de desenvolvimento e produção de motores 120 mi, menos 10 de marketing 110,00 mi, menos os pormenores 20 mi, seriam uns 90 mi por ano com o que FIA esta pedindo, ou seja, 31 mi de diferença do limite orçamentário.

    Precisariamos saber exatamente o que esta dentro e o que esta fora, para chegar a um coeficiente e poder fazer as contas corretas.

    Talvez no final ainda fique um 40 a 30 mi pra orçamentos de McLaren, Ferrari e Toyota, mas da Red Bull pra baixo fique na conta que FIA fez de 59 mi.

    É olhar os próximos capitulos pra ver.

    Ah, os numeros são fictícios.

    Publicado por Claudemir Freire | 30/04/2009, 3:50 pm
  8. Sim, Thiago, eu imagino que sim.

    Finalmente veremos que é o melhor piloto em uma volta rápida, sem combustível e com pneus macios…

    Publicado por Becken Lima | 30/04/2009, 3:51 pm
  9. Sálários de pilotos, assim como verba para marketing e divulgação estão fora.

    Agora há algo a se considerar. Os orçamentos estarão sob esse teto no ano que vem. E quanto ao desenvolvimento dos carros do ano para 2010? McLaren, Ferrari e outras já devem estar trabalhando em seu modelos para o ano que vem, se os projetos desse ano naufragarem, elas vão dirigir recursos para 2010 no meio da temporada.

    Como a FIA vai contabilizar o que foi feito em 2010 e já nesse ano?

    Publicado por Becken Lima | 30/04/2009, 3:58 pm
  10. Becken,

    Primeiramente obrigado pela menção. A FIA anunciou a criação de uma comissão de auditoria e a disponibilização de um batalhão de consultores para as equipes afim de esclarecer o regulamento e controlar os investimentos. Além da encomenda de uma série de levantamentos realizados por auditores contábeis sobre o potencial lucrativo, isso mesmo, que pelo 70% das equipes do grid alcançariam sob as novas regras.

    Bravo! Gostaria apenas de saber os dados de que equipe foram utilizados para que tais valores fossem estipulados, pois o que vejo são números mágicos inventados para justificar uma medida para patrocinadores verem.

    Tentaram deixar o quadro do teto orçamentário menos insano excluindo alguns gastos de sua lista (imaginem se uma equipe fosse obrigada a hospedar seus mecânicos nos albergues de SP) mas criou um monstro de proporções inimagináveis no regulamento técnico da categoria.

    Imaginem a série de situações a partir de um caso hipotético:

    1) Que carro seria melhor, a Ferrari 2010 ou a STR 2009 rodando a 20k rpm?

    1a) Independente de qual for a resposta, como um motor Ferrari a 20k rpm poderia durar por mais de uma corrida?

    2) Seria então removido o limite de motores por temporada?

    3) Se não for removido o limite de motores, como a STR poderia modificar o motor, se o mesmo (segundo o que vejo) está contratado sobre leasing com a Ferrari, tendo de ser retornados no fim da temporada?

    4) Ainda que a STR se tornasse dona do motor, como poderia alterar o motor sem estourar o teto orçamentário?

    5) Sabendo que este é um caminho custoso a seguir, a STR deveria optar por dedicar-se a exploração das capacidades aerodinâmicas do carro, como as asas móveis. recordando que nenhuma equipe está usando propriamente as asas móveis em 2009, e Sabendo que as mesmas foram banidas tempos atrás por questões de segurança.

    5a) Se uma equipe que teria recursos para projetar uma asa traseira móvel segura não poderá fazê-lo, como uma equipe sem recursos para tal conseguiria?

    E a lista pode estender-se por Kms….

    ________

    Seguem os links para o regulamento técnico e esportivo propostos para 2010. Vou lê-los com atenção para chegar a conclusões mais precisas sobre as alterações.

    Técnico: http://argent.fia.com/web/fia-public.nsf/839C2B08FE7FE57EC12575A80045896E/$FILE/1-2010%20F1%20TECHNICAL%20REGULATIONS%2030-04-2009.pdf

    Esportivo: http://argent.fia.com/web/fia-public.nsf/769C703CE7A440A4C12575A80044A6C1/$FILE/1-2010%20F1%20SPORTING%20REGULATIONS%2030-04-2009.pdf

    Publicado por Thiago Leopoldo | 30/04/2009, 4:05 pm
  11. Ótimo comentário Cláudio!

    Também nunca entendi como seria possível essa fiscalização de orçamento. Isso é como um certo ditado popular diz: “o diabo está nos detalhes”.

    Publicado por Flavio | 30/04/2009, 4:07 pm
  12. Becken- Essa transição é um problema sério, pois os carros desse ano serão uma grande base pro modelo 2010, no final da conta gastam-se tubos no modelo 2009, usa-se como base pro modelo 2010 e está tudo certo…

    Esse pessoal da FIA deve se achar muito inteligente mesmo…

    Publicado por Thiago | 30/04/2009, 4:09 pm
  13. @Becken Lima

    A FOTA em peso deve repudiar a decisão do Conselho, porém já me agradou muito ver a Williams mostrar-se contra a decisão. A equipe de Frank Williams seria uma das principais beneficiadas por já operar próxima a estes números, e foi uma das equipes que demonstrou apoio a idéia no início. Junto à Force India e Red Bull. A última, aliás, mantém-se calada por enquanto.

    Sobre o desenvolvimento dos carros para 2010 e o controle de seu orçamento, a FIA deixou a claro que entenderá que 50% do orçamento das equipes entre janeiro e dezembro 2009 será destinado ao projeto no novo bólido.

    Publicado por Thiago Leopoldo | 30/04/2009, 4:11 pm
  14. O que a disputa pelo poder e pelo dinheiro não faz ?

    A FIA e a FOTA estão uma queda de braços para ver quem vai ficar com a grana e o poder na categoria. Até agora todos acreditam que de uma forma ou de outra, no final das contas, ambos vão ceder e evitar um racha.

    A FIA/FOM possui a marca F1, todos os contratos com os circuitos e TV´s, além da estrutura e Know How de anos fazendo a coisa acontecer. Em tese eles podem fazer uma F1 mais baratas com equipes oriundas da GP2 por exemplo.

    Entretanto, o público aceitaria uma F1 sem Ferrari, Mclarem, Felipe Massa, Hamilton, Raikkonem, Kubica e Alonso ? O público teria interesse em acompanhar pilotos estranhos em carros desconhecidos ? Os organizadores dos Grand Prêmios, que firmaram contratos milionários com a FOM e a FIA aceitariam receber contra-filé quando pagaram o preço de picanha ????

    Do outro lado a FOTA tem as equipes, entre elas aquelas que de certa forma simbolizam a cetegoria : Ferrari, Mclarem e Willians. Eles também possuem dinheiro, os melhores pilotos, e toda a tecnologia na cosntrução dos carros que fazem a F1 diferente de todas as outras categorias existentes.

    A pergunta que fica para a FOTA é : como organizar um campeonato mundial em um ano, tendo que firmar acordos com autódromos, TVs, patrocinadores, etc, além de vender um novo nome ???

    Acho que no final tudo se acerta, mais quando se trata de dinheiro e poder, até guerras são declaradas e vidas ceifadas, quanto mais um racha numa categoria de corridas de carro.

    Vimos o que aconteceu com a F Indy, que teve um racha em 1996 e nunca mais foi a mesma. O automobilismo americano viu sua principal categoria de monopostos dividida em duas, e no final todos perderam. Uma década de corridas de monopostos jogada fora no maior mercado do mundo.

    O engraçado disto tudo é que no início da década de 80 tivemos uma situação parecida, com uma briga entre a FIA e a FOCA, com inclusive um GP em Sam Marino sem a participação das equipes inglêsas (parece que a Tyrrel correu para poder haver um grid mínimo…não lembro).

    Nessa época o representante das equipes, que lutava para ampliar o poder delas na categoria, era o então dono da Brabahan e presidente da FOCA : Bernie Eclestone.

    Hoje ele está numa guerra parecida, mais do outro lado do front.

    O Bernie virou governo….

    Publicado por Sirlan Pedrosa | 30/04/2009, 4:16 pm
  15. Enfim, o fim dos reabastecimentos. Só isso dará uma outra dinâmica nas corridas e pilotos mais conservadores podem se perder na categoria.

    Publicado por Ylan Marcel | 30/04/2009, 4:18 pm
  16. Certo vamos lá, primeira leitura rápida do regulamento esportivo mostrou que:

    – A pontuação na forma 10, 8, 6, 5, 4, 3, 2 e 1 será mantida.

    – Qualify manterá o formato de Q1, Q2 e Q3; Porém será permitido reabastecimento antes e após cada sessão.

    E em uma leitura superficial do regulamento técnico pude notar que:

    – Alterações técnicas serão confirmadas em 30 de Junho, sem a necessidade do acordo das equipes.

    – Acréscimo no ângulo de ataque permitido (de 6° para 10°) o ajuste de asa para os times dentro do teto orçamentário. Somente para estes, a quantidade de ajustes poderá ser realizada mais de duas vezes por volta.

    – O motor realmente continua o mesmo, apenas o limite de revoluções não está mais restrito a 18K rpm para os times abaixo do teto orçamentário.

    – KERS mais poderoso apenas para os times abaixo do teto orçamentário. Porém dispositivo não poderá ser utilizado quando o veículo estiver operando acima de 300km/h.

    – O mais incrível que vi até agora: carros abaixo do teto orçamentário poderão ter TRAÇÃO NAS QUATRO RODAS!!!

    – Introdução de um percentual opcional de biocombustível na mistura.

    _______________

    A pressão para que todas as equipes adotem o teto é bem grande.

    Publicado por Thiago Leopoldo | 30/04/2009, 5:13 pm
  17. Becken, parece que um comentário meu caiu no filtro anti-spam.

    Publicado por Thiago Leopoldo | 30/04/2009, 5:22 pm
  18. Regulamento confuso, mas que pode se tornar simples devido mais à postura das equipes do que à lucidez de Max Mosley.

    A mim, parece claro que as equipes que mais gastam dinheiro vão se adequar ao teto imposto pela FIA, visando tirar proveito dos benefícios que as equipes que se adequarem a isso poderão aproveitar.

    No entanto, faço duas observações:

    1) O fim do reabastecimento provavelmente trará alterações no Treino de Classificação. Mas caso isso ocorra, veremos os pilotos treinando com tanque cheio ou tanque vazio, e só depois da sessão poderão colocar o combustível para a corrida? Na prática, dá na mesma, mas acredito mais na primeira opção, embora torça pela segunda.

    2) Redução brusca da carga aerodinâmica em 2009. Para 2010, giros do motor ilimitados, fim da manta térmica e do reabastecimento, pneus dianteiros menores e mais estreitos. Você já viu esse filme? É bom reforçarem a tal célula de sobrevivência…

    Publicado por Hugo Becker | 30/04/2009, 8:23 pm
  19. Thiago, mas tem um detalhe ai, para fazer um carro traçao nas quatro rodas, terão que mudar tudo que se aprendeu de formula 1 nos ultimos tempos, e isso vai custar uma fortuna de desenvolvimento.

    Outro coisa, a questao dos carros 2010, nao vao poder começar a fazer agora, tem algum lugar aqui no regulamento que diz que as peças de estoque que sobrarem para o ano que vem, serão computadas como projeto 2010.

    Ja imaginaram um mundial por exemplo com o Hamilton faturando o campeonato na pista, e na semana seguinte a Ferrari levando um contador e provando que 8 bielas foram subfaturadas, e a maclaren estorou o orçamento e com isso perde o campeonato e todos os pontos ?

    Publicado por Claudio CArdoso | 30/04/2009, 8:34 pm
  20. o da tração nas quatro rodas foi demais…
    o risco de acidentes tb me preocupa, hugo becker…
    ou a fota pressiona de novo a fia a rever esse teto orçamentário e deixa dessa de inovações ilimitadas p/ alguns e ferro na bunda de outros e estabelece uma regra só…ou 2010 vai ser decidido no tapetão
    a fia tinha tudo p/ fazer algo muito massa com o teto, e aí fez tudo ficar mais confuso p/ os torcedores e p/ o proprio regulamento
    se houve todo o alarde com o difusor…

    Publicado por Ridson | 30/04/2009, 10:53 pm
  21. Olha, eu acho óbvio que quando o regulamento se tornar oficial vai ficar com todo mundo dentro do teto. No momento acho útil se apontar as questões e furos, mas ninguém precisa se desesperar, a FOTA vai fazer uma contra-proposta e a versão final do regulamento deve sair próximo do fim do campeonato deste ano.

    Sobre os treinos, a FOTA ficou de apresentar um formato novo, mas creio que se mantivermos este (muito bem visto pelas TVs, mas não pelas equipes) o Q3 vai ser feito de tanque vazio não faz sentido faze-lo diferente.

    Publicado por Filipe Furtado | 01/05/2009, 4:25 am
  22. Gente, uma coisa é certa…

    È imposssivel ter um teto orçamentario. Por um motivo muito simples, nao tem como fiscalizar.

    Vai ser igual a lei do brasil que é crime a corrupção.

    Obvio que ninguem ninguem vai cumprir, isso é bonito e valido para campeonatos onde as peças venham de apenas um fornecedor, ai todos tem de comprar do mesmo, os preços das peças sao tabelados e ai nao tem desenvolvimento.

    Agora como colocar um teto, para quem produz, e desenvolve suas proprias peças ?

    E como fiscalizar empresas que vendem as peças para as equipes, essas nao tem nenhum contrato e menos ainda qualquer obrigacao com a FIA, como vao fiscalizar quanto cada uma gastou ??

    Nem em campeonato de Kart isso daria certo, a unica forma mesmo, é so se for um carro padrao, um motor padrao, e ninguem pode colocar peça de fabricação propria.

    Outra coisa que nao acredito é na tal limitacao do tunel de vento. Como ela é feita ? Fica um guardinha la na porta paradinho com o cadeado na porta nao deixando ninguem entrar ???

    E mesmo que seja isso, por exemplo a Ferrari tem a Fiat, o que impede de usarem o Tunel de vento la da FIAT ???

    e quase todas as outras com montadoras tem variosss tuneis de ventos das empresas coligadas que eles poderiam, e sinceramente duuuuvido que nao estao funcionando a 100% do tempo nesse momento que as grandes estao atras.

    Publicado por Cláudio Cardoso | 01/05/2009, 9:21 am
  23. @Cláudio Cardoso

    “Thiago, mas tem um detalhe ai, para fazer um carro traçao nas quatro rodas, terão que mudar tudo que se aprendeu de formula 1 nos ultimos tempos, e isso vai custar uma fortuna de desenvolvimento.”

    Na verdade não.
    Lendo o regulamento técnico você poderá observar que a tração dianteira seria basicamente via KERS. Uma vez que o regulamento estipula que apenas as equipes aderentes ao teto poderiam possuir propulsão em todas as rodas e, também apenas estes, conectar o KERS para ativação e recarga em todas as rodas.

    O que não chega a criar um F1 AWD durante 100% da volta. A limitação para isto está nos 800kj por volta que poderiam ser liberados.

    Publicado por Thiago Leopoldo | 04/05/2009, 12:48 pm

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