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A evolução vertiginosa da Ferrari sob liderança de Stefano Domenicali poderá ser o fator chave na temporada

(IMAGEM: Ferrari/Divulgação) stefano 2(STEFANO: muito criticado, o chefe da Ferrari liderou a sua equipe rumo ao que pode ser uma espetacular volta por cima )

Eu tenho dado considerável atenção à evolução da Ferrari nessa temporada porque, longe da luta pelo título, a equipe italiana promete ser o coringa — o fator de desequilíbrio — na decisão desse campeonato.

Logo após a classificação para o GP da Espanha eu estimava, ao analisar os tempos do Q2, que a Ferrari havia descontado 0.4 décimos de segundo para as equipes tops. Logo depois do GP de Mônaco, usando a mesma mecânica na análise, eu estimava em 0.7 décimos de segundo o salto dos carros vermelhos — o que somava o incrível ganho de 1.1 segundo no espaço de duas corridas.

Stefano Domenicali confirmou os meus números ao mesmo tempo em que cumprimentou o esforço de sua equipe:

Eu não lembro, em outra instância da moderna F1, quando uma equipe encontrou mais de um segundo por volta de performance no espaço de quatro semanas.

Esta é a realidade do que atingimos.

Considere também que esta é a época dos motores congelados e você verá que isso tudo veio dos aspectos aerodinâmicos e técnicos do carro.

— Stefano Domenicali

Extremamente criticado pelos fracassos desse início de temporada — acusado de não ter pulso firme — Stefano deve agora ser celebrado pelo que parece ser uma das mais fabulosas voltas por cima da Formula 1 moderna. O remanejamento do engenheiro de corridas, Luca Baldisseri, realocado na fábrica em Maranello — tendo como função melhorar a logística entre os departamentos de design, produção e operações em pista — talvez tenha direta influência sobre esse salto de qualidade do F60.

Mais rápida e menos errática, é quase certo que a Ferrari vencerá esse ano, já que a curva de evolução da Brawn GP parece estável e menos vigorosa. Mas talvez seja justamente a equipe do líder do campeonato, Jenson Button, que tire grande proveito desse árduo trabalho feito em Maranello.

Nas duas últimas corridas Felipe Massa foi o algoz de Sebastian Vettel, e na Turquia a Ferrari promete mais alguns “upgrades” que, junto com o KERS, podem causar estragos às equipes na ponta da tabela.

Quem entre Red Bull e Brawn GP tiver melhores respostas e resistir a esse avanço a galope do cavalinho rampante nesse segundo terço de temporada, terá meio caminho andado rumo à glória.

A Rede Globo melhorou a transmissão da Formula 1 em 2009?

(IMAGEM: blogdocapelli.com.br) globo(O TIME DA GLOBO em flagrante: Luciano Burti, em destaque, se firma como a grande estrela das transmissões da Rede Globo)

Lutas políticas, mudanças aerodinâmicas, indefinições no regulamento técnico, a briga do difusor, o KERS, o surgimento da Brawn e a derrocada das grandes equipes. Todas essas questões foram desafios complexos que a Rede Globo teve que enfrentar nesse início de 2009 e que acabaram acentuando um pouquinho mais os defeitos da sua transmissão.

A guerra dos difusores foi um exemplo de como o núcleo do jornalismo esportivo, que cobre esportes em geral, não entendeu inteiramente o conceito do difusor. Durante boa parte do tempo os jornais (inclusive o Jornal nacional) e programas esportivos do canal noticiaram que a Brawn tinha difusor e as outras equipes não — ignorando que o difusor é um artefato aerodinâmico comum em todos os carros. A errata mereceu uma reprimenda pública de Galvão Bueno durante a transmissão do GP da Malásia: “cada um na sua.”

Essa questão revela o principal problema da Rede Globo na sua abordagem da F1: falta de tempo.

Sem um programa extra que sirva de gargalo para se noticiar os meandros técnicos, brigas políticas e o gossip da categoria, a equipe de transmissão é obrigada a usar o valioso tempo da hora da corrida, ou da classificação, para atualizar o noticiário para o “Homer Simpson” que está atrás da telinha. Assista os minutos iniciais da segunda fase da classificação para o GP de Mônaco e você verá Galvão Bueno desperdiçando preciosos minutos abordando os bastidores políticos da categoria.

A equipe de transmissão

Galvão Bueno continua odiando Lewis Hamilton e sendo o ponto fraco da transmissão. Esse ano ele foi pego de calça-curta com o KERS e não soube explicar exatamente como funciona ou quais equipes dispunham do sistema. Reginaldo Leme e Luciano Burti resolveram a confusão, mas ficou a impressão definitiva de que Galvão precisa se reciclar.

Outro grande problema de Galvão é a relação paternalista que ele estabelece com os pilotos brasileiros. A Relação com Ayrton Senna chega a ser constrangedora até hoje e ele começa a dar sinais de que o seu convívio com Felipe Massa segue na mesmíssima direção. Qual o problema? O Cassius, comentarista aqui do F1 Around, explica:

Além disso, para os fãs de automobilismo no Brasil (nós), a proximidade de Massa com o “Bufão” [Galvão] das organizações globo é extremamente nociva à sua imagem como esportista, pois o “Bufão” coloca expectativas sobre os ombros dos seus escolhidos que muitas vezes estão longe de seus recursos no momento e infla um “patriotismo” piegas e sem sentido que acaba se virando contra o piloto.

— Cassius Clay Regazzoni

Resta a Reginaldo Leme ser o contraponto à verborrágica explosão de emoção de Galvão, sendo conciso e distanciado em suas análises.

Mas o grande trunfo da Globo continua sendo mesmo Luciano Burti. Além de preciso na informação técnica, Luciano nesse ano arrisca insights e palpites sem medo de errar, mesmo que se prove um equívoco depois. Também me surpreende o quanto ele tornou-se mais articulado e comunicativo nesses últimos anos, arriscando até entradas como repórter.

Já a Mariana Becker, bem… Ela continua com aqueles olhos lindos de morrer.

Ponto positivo em 2009

Há alguns meses atrás sugeri que a Globo poderia seguir o exemplo da BBC na Inglaterra e da RTL na Alemanha e transmitir as corridas pela internet. Esse momento ainda não chegou, mas disponibilizar as corridas e classificações on-line horas depois no globo.com foi um passo importante.

Então, qual a avaliação que vocês fazem da transmissão da Globo? Piorou, melhorou ou manteve-se nos níveis dos anos anteriores? Opiniões são bem vindas na sessão de comentários.

Equipes se inscrevem para 2010. Mas será a inscrição assim tão importante?

FOTA - logoAcaba de sair do forno da Autosport a “novidade” de que as equipes filiadas à FOTA (Associação das Equipes de F1) se inscreveram para o campeonato de Formula 1 do ano que vem.

A assinatura em conjunto, no entanto, está vinculada às seguintes metas a serem negociadas entre FIA e FOTA:

1) Assinatura de um novo Pacto da Concórdia a ser efetuada antes de 12 de junho desse ano — o que assegurará estabilidade gerencial do esporte.

2) O regulamento técnico deve permanecer o mesmo de 2009, com ajustes de acordo com as propostas submetidas à FIA pela própria FOTA.

2a) Todas as equipes filiadas a FOTA devem competir sob o mesmo regulamento que será aceito como um todo.

Algo que eu havia conjecturado há alguns dias atrás é o quanto a inscrição para o campeonato de 2010 tem valor jurídico, que tenha força para comprometer legalmente as equipes com a FIA.

O que eu suspeito é que em termos legais, o comprometimento comercial com a FOM — que por tabela está vinculado às redes de televisão ao redor do mundo — é muito mais importante sob o ponto de vista jurídico e corporativo do que o firmado com a FIA.

Outra suspeita que fica no ar é até onde podemos considerar esse anúncio da FOTA uma derrota da FIA, mas o suspense certamente continuará até a assinatura em conjunto do Pacto da Concórdia em meados de junho. Até lá, nada pode ser considerado efetivo.

Outro ponto positivo é a inscrição da Toyota — o que afasta definitivamente as suspeitas de que a fabricante japonesa se retiraria da categoria em 2010.

Além das equipes filiadas à FOTA, a Prodrive de David Richardson, também submeteu sua inscrição para o campeonato do ano que vem.

Terá sido Mônaco o retorno do velho Kimi Raikkonen?

(IMAGEM: Ferrari/Divulgação) kimi raikkonen   x   felipe massa(THE ICE MAN está de volta? Mal sinal para Felipe Massa…)

Kimi Raikkonen e Felipe Massa é mais uma das equilibradas batalhas de companheiros de equipes nessa temporada. Clique AQUI para ler mais sobre essa briga.

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O blog de F1 mais bem-humorado da internet brasileira

blog de aline rodrigues

Os blogs “engraçadinhos” sobre F1 abundam pela internet nesse momento. Há para todos os gostos e a blogosfera foi de repente invadida por um Tsunami de charges que, com algumas variações, acabam no fim com Rubens Barrichello como principal tema.

Mas qual é realmente o blog de F1 mais bem-humorado e engraçado da blogosfera brasileira? Talvez vocês não conheçam — e eu sugiro que vocês corram até lá para ler — mas o texto mais bem humorado e, principalmente, mais criativo da internet sobre F1, é o de Aline Rodrigues — uma blogueira carioca multimídia de 30 anos, louca pela Williams, mãe, esposa, cunhada, irmã e filha.

Aline consegue a rara proeza de escrever um blog confessional (Ô termozinho kitsch) sobre F1, nos envolvendo no seu dia-dia de mulher ocupada, ajudando a filha com a lição de casa, falando da ida ao cabeleireiro ou discutindo com o maridão o noticiário diário da F1.

A grande vantagem do humor que brota do Lyn Williams, o nome do seu blog, vem do texto. Aline tem estilo e o seu texto mixa, de forma equilibrada, informação com trocadilhos inteligentes e pitadinhas de ironia com muita, muita criatividade com suas analogias.

É humor com bom gosto que lembra o grande Ivan Lessa.

Outro dado importante é que você rapidamente percebe que o humor não é vago, já que Aline entende realmente de F1 — por isso talvez o seu universo criativo seja muito mais amplo quando aborda a categoria com o seu ponto de vista particular. Leia o post “A FOTA é o Carvalho” para entender como se explica a política da F1 no Lyn Williams style e chore de rir.

Se você achar que os posts não são suficientes, não se preocupe, os podcasts são tão bons quantos os textos.

Portanto, pare de ler esse post e vá até lá e descubra você mesmo o mais criativo e bem humorado blog de F1 do Brasil.

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SERVIÇO:

Link: lynwilliams.wordpress.com

A solução ‘Mercedes-Benz’ para o imbróglio entre FIA e equipes

(IMAGEM: McLaren/Divulgação) mercedes(McLaren/Mercedes: finalmente a chance de ilustrar algum post com o lindo e lento MP4/24)

A Mercedes-Benz vem a cada dia estendendo positivamente a sua poderosa influência sobre a Formula 1. A gigante fabricante de carros alemã hoje fornece motores para duas equipes e é dona de outra. Sem a Mercedes, o nascimento e sucesso da Brawn jamais seriam possíveis, e mesmo quando o comando inglês da sua parceira McLaren se viu em apuros, a Mercedes jamais abandonou a equipe e ofereceu suporte público e privado.

Hoje, o TIMES tem mais uma história que ilustra bem o papel de apaziguador e farol que a Mercedes assumiu em uma categoria rachada por brigas e políticas e contendas legais.

Segundo o TIMES, Norbert Haugh, vice-presidente da divisão de esportes da companhia, pode ser o homem a resolver o imbróglio no qual a F1 anda metida nesse momento — a imposição de um teto orçamentário que pode estimular a saída das grande fábricas da categoria.

A Solução de Norbert é simples: seria permitido a todos consumirem até US$ 160 milhões, tendo que, em contrapartida, auxiliar com “know-how” técnico as novas equipes que pretendem entrar na F1. O modelo tem clara inspiração na parceria entre McLaren e Force India.

Esse acordo seria prolongado até 2012, período utilizado para que as equipes se adaptem e finalmente possam operar sob o teto determinado pela FIA hoje, US$ 72 milhões.

Segundo o TIMES, o plano de Norbert tem o consentimento de Max Mosley, principalmente por que permite sobrevida à categoria com a entrada de novas equipes — mesmo que os gastos não diminuam imediatamente.

E vocês, o que acham do plano de Norbert Haugh e da Mercedes-Benz?

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ATUALIZAÇÃO: A Autosport confirma que as negociações seguem nessa direção ditada pela matéria do TIMES:

  1. Os orçamentos seriam reduzidos de forma gradual: US$ 160 para 2010 e US$ 72 milhões para a temporada seguinte.
  2. O suporte técnico às novas equipes estaria centrado em partes padronizadas dos carros e que não fossem diferenciais de performance.

Uma análise do fascinante confronto entre Mark Webber e Sebastian Vettel

(IMAGEM: brawngp.com/Divulgação) mark em monaco(MARK WEBBER: consciente dos limites do RB5 em Mônaco, Mark salvou o final de semana da Red Bull novamente)

Clique AQUI para ler uma análise (é longa, perdoem!) do desempenho dos dois pilotos da Red Bull, uma das mais fortes duplas dessa temporada.

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FOTA desconfia da relação entre Williams e Max Mosley e suspende equipe

(IMAGEM: motorsport.com) adam parr e stefano(PARR e STEFANO no Bahrein discutindo a situação dos difusores)

Clique AQUI para ler mais sobre a suspensão da Williams pela FOTA.

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O difusor da McLaren

A McLaren anda tão ruim das pernas e o MP4/24 é tão ordinário, que publicar fotos com os detalhes do seu difusor não tem lá grande apelo. Ao menos servirá para que vocês comparem com o da Red Bull, postado na segunda-feira.

MCLAREN DIFUSOR 2(IMAGEM: Auto Motor und Sport)

Confronto entre companheiros de equipes — Atualização pós-GP de Mônaco

confronto entre companheiros

O gráfico com o comparativo de performance entre companheiros de equipes foi atualizado e tem uma nova variável para nos divertimos: os tempos do Q2, estágio da classificação em que os carros atingem o pico de desempenho no final de semana e onde não há diferença de peso entre os carros — estão todos em pé de igualdade.

— A grande surpresa do Q2 é o confronto entre Rubens Barrichello e Jenson Button. Rubens vem levando vantagem sobre Jenson (4   x  2), o que espanta de vez a afirmação de que Rubens não é um piloto rápido. Ao que parece, a diferença entre os dois no campeonato está sendo decidida mesmo nos detalhes. Acho que juventude e motivação vem tendo um papel fundamental nesse confronto.

— Outra briga interessante é a que se desenrola nos boxes da Red Bull. Há um aparente equilíbrio até chegar nas posições de classificação, aonde Webber apanha feio de Vettel. O único detalhe é que, entre as 6 corridas do ano, Mark só pode largar mais leve que Sebastian em apenas uma, no GP do Bahrein — o que obviamente influencia na volta final do Q3. Em termos de velocidade pura no Q2, Mark e Sebastian estão totalmente equilibrados: 3   x   3 (mais tarde acessarei o desempenho particular dos dois em um post mais abrangente!), com Mark chegando 4 vezes à frente de Sebastian nas corridas, o que atesta a consistência do australiano.

— Nakajima e Piquet Jr continuam tomando sonoras surras de seus companheiros. Kazuki está zerado, o que me faz lembrar de suas declarações atrevidas no início de 2008: “meu objetivo é bater o Nico.” Gosto do Kazuki, mas ele precisa elevar o seu jogo rapidamente.

— Outro confronto interessante é entre Kubica e Heidfeld. Sem um carro competitivo, Robert parece o mais desmotivado dos dois pilotos da BMW. Números bons quando o tema é velocidade, mas inefetivo quando o assunto é acabar corridas. Ele ocupa a última posição no campeonato de pilotos — zerado — enquanto Nick já marcou 6 pontos.

— Já há boatos que posicionam o polonês ao lado de Lewis Hamilton em 2010  — Lewis que, por sinal, mostra a cada dia o quanto Heikki é ordinário.

— Felipe Massa fez mais uma corrida soberba em Mônaco, mas os números teimam em pô-lo atrás de Kimi, que lentamente vai ampliando a sua vantagem sobre o brasileiro. Desconfio que na Turquia, aonde ninguém da Ferrari venceu lá a não ser Felipe, ele equilibra o confronto com o finlandês.

— De resto, equilíbrio nos boxes de Toro Rosso e Toyota.

A volta olímpica de Jenson revela a sua soberba forma física

run jenson run

Logo após a bandeirada, a Rede Globo precisou cumprir os seus compromissos comerciais e acabou perdendo a cena mais emocionante da temporada até aqui: a volta olímpica de Button pela reta de Mônaco em direção à premiação.

O inglês foi ovacionado pela multidão e efusivamente cumprimentado por integrantes de outras equipes.

Ao longo dos 400 metros entre o Parc Fermé e o pódio real, o homem mostrou outra de suas qualidades: um vigoroso preparo físico — algo que talvez o esteja auxiliando na batalha interna contra o “experiente Rubens”.

Mônaco é uma pista exigente em termos físico. Olhe para o estado de Kimi Raikkonen após a saída do carro e você perceberá facilmente a diferença.

Para se ter uma idéia da soberba forma física do líder do campeonato, basta dizer que ele participará do “London Triathlon”, o maior evento de Triatlo no mundo.

Junto com 11.000 atletas, o piloto cobrirá 1.500 metros de nado, 40 km de ciclismo e 10 km de corrida. Por tabela, o boa-praça Jenson usará o evento para levantar fundos em prol de uma instituição de caridade chamada “Make A Wish,” que auxilia crianças enfermas em processo de recuperação.

Na sua última participação em um evento profissional desse porte, o Nokia Royal Windsor Triathlon, Jenson finalizou a sua prova em 117º entre os 1.624 participantes que completaram a prova. Na sua categoria — Homens 25/29 — ele conseguiu a excelente 14ª colocação, com o tempo de prova de 02:22:43. Para se comparar, o vencedor da prova, Richard Stannard, que completou o seu percurso em 01:53:39.

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(DICA DO VÍDEO: Henry Channel)

Google substituto da Virgin como patrocinador da Brawn GP?

(IMAGEM: brawngp.com/Divulgação)brawn e virgin(VIRGIN no capacete de Jenson: Se Richard Branson demorar, ele perderá um grande negócio na equipe como mais exposição hoje)

Um das notícias que circulou pelo paddockk do GP de Mônaco ontem, reporta que a festiva parceria entre a Brawn GP e a Virgin Co, companhia do excêntrico multi-milionário britânico Richard Branson, pode chegar ao fim mais rápido do que imaginávamos.

A fonte de conflito centra-se no montante da oferta que Branson deseja oferecer à Brawn, que parece reticente diante da quantidade de “sponsors” interessados em expor a marca no carro dominante desse ano — de 20 a 25 companhias, segundo a iTV.

Nick Fry, CEO da Brawn, reconheceu que há uma oferta mais duradoura da Virgin em sua mesa, mas que talvez não seja a melhor à disposição da Brawn no momento.

A Brawn deseja um compromisso de três anos com um patrocinador forte, que possa financiar o desenvolvimento do carro para 2010 — estas são as bases para que a parceria com a Virgin seja selada.

Onde entra o Google nessa? Segundo a GPWeek pós Mônaco, Larry Page, um dos sócios fundadores do poderoso site de buscas, esteve presente em Mônaco como convidado no “Bradn Centre”, motorhome da McLaren. Segundo a revista, Page é amigo de Branson e rumores pelo paddock dariam conta de que o Google substituiria a Virgin como parceira da Brawn.

Branson, por sua vez, foi visto durante quase todo o final de semana na “Energy Station”, motorhome da Red Bull.

Larry Page e Sergey Brin, sócios fundadores do Google, ao menos são curiosos e antenados com o que está acontecendo no mundo ao seu redor— o que poderia justificar o rocambolesco rumor. No início de 2006, vindos do Fórum Econômico Mundial realizado em Davos, eles visitaram o Brasil, interessadíssimos na tecnologia por trás do Etanol brasileiro.

Se o Goolgle entrasse no jogo, seria uma grande notícia para a F1 em geral. A categoria vive de booms em termos de patrocínio. Os cigarros que foram fonte de recursos durante décadas, foram banidos pela política anti-tabagista mundial e as instituições financeiras estão sendo varridas pela crise econômica atual.

A bolha da internet passou pelo menos, o que em tese posiciona o Google, e outras empresas de tecnologia, como financiadores sustentáveis de uma F1 atualmente em crise.

O novo difusor da Red Bull

O acidente de Sebastian Vettel na Saint Devote ontem, acabou deixando os fundilhos do RB5 desguarnecido e amostra. Um fotógrafo não deixou a oportunidade passar e clicou o mais polêmico componente da F1 em 2009.

Apesar desse novo difusor, a Red Bull não foi tão bem como se esperava nas ruas do principado, provando talvez que há muito mais do que um difusor “mágico” empurrando o carro de Ross Brawn.

Um motorzão Mercedes talvez fosse a respostas mais imediata — o que segundo Barrichello, acrescentou muito em termos de dirigibilidade e potência em comparação com o Honda anterior.

Para que vocês possam comparar, segue, abaixo da foto, o vídeo com uma animação do difusor da Brawn GP.

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difusor da Red Bull

O valor do cerebral Ross Brawn

(IMAGEM: brawngp.com/Divulgaçãoross brawn cerebral(ROSS E OS SEUS “MENINOS”: foi o dono da Brawn GP foi quem pôs todas as peças no lugar)

Um dos meus ídolos da crônica esportiva especializada em F1, Clive Allen, tem em seu blog hoje, um belo artigo iluminando o papel do “Cérebro” Ross Brawn na vitoriosa ascensão de Jenson Button ao topo da F1 esse ano.

Para Clive, com um carro vencedor e confiável nas mãos, e um piloto consistente e disciplinado a bordo, Ross é capaz de carregar um campeonato com sua imensa e inteligente capacidade estratégica.

Para Clive, a Brawn de hoje é um redesign da Ferrari de ontem, algo que nem a própria Ferrari de hoje parece capaz de emular:

“[…] Agora que Ross está no comando, repentinamente Button parece invencível, assim como Schumacher costumava ser. Não podemos ignorar o seu estilo fácil, a precisão que o permite estabelecer esses consistentes tempos de volta, sua habilidade para dar ainda mais quando o Mestre da Mente lhe solicita.

Ross é longamente reconhecido como o maior estrategista no pit wall, mas talvez ocorra que não estejamos suficientemente dando o crédito que ele merece. Pode muito bem ser que o “Dream Team” não era um trio, mas uma dupla entre Ross e Michael, sem a necessidade de Jean Todt.

Observando os fiascos da Ferrari em seus boxes dos últimos dois anos, a impressão da infalibilidade de Ross é só reforçada. Algumas das inexplicáveis decisões táticas da Ferrari àquela época, que pareciam estúpidas, provavam-se corretas quando Michael conseguia outra vitória de uma aparente derrota. A diferença é que eles já não têm mais um homem com a visão do que ira acontecer; eles tentam repetir o truque, mas as suas tentativas explodem bem na sua frente.”

— Clive Allen

Com Jenson e Ross, a Brawn parece realmente herdar muito daquela química dos anos de ouro da Ferrari. Eu só acrescentaria mais um ingrediente nessa porção: a enorme capacidade técnica que tem Rubens Barrichello para resolver os “galhos” no set up do BGP 001.

Segundo James Allen, Mônaco foi a segunda corrida consecutiva na qual Rubens deu uma mãozinha para o acerto de Jenson, o que pode ter sido essencial para a sua pole no sábado e conseqüente vitória no domingo.

Para quem ainda duvidava que a escolha de Ross Brawn por Rubens não fora acertada, só agora está percebendo o quanto o homem é pragmaticamente inteligente.

O que significa a inscrição da Williams para 2010

(IMAGEM: williamsf1.com/Divulgaçãobanner_09

Um dia depois de as equipes de F1 exigirem em conjunto que a FIA mantenha em 2010 as mesmas regras técnicas e orçamentárias desse ano, a Williams quebra essa aliança e é a primeira equipe a inscrever-se para a temporada de 2010.

A carta da FOTA, que dá esse ultimato à FIA, foi privada, mas em público, Luca di Montezemolo assegurou a união da FOTA frente o desafio de fazer a FIA recuar com o seu regulamento.

Presumo eu que essa união tivesse, como ponto chave, resoluções em conjunto, inclusive quanto a decisão de inscrever-se para o campeonato do ano que vem.

Podemos até conjecturar em que ponto a inscrição é parte da agenda de rebelião da FOTA, mas o mais interessante é como Adam Parr, CEO da Williams, justificou a sua decisão:

Nós temos — e sempre mantivemos — um contrato com ambas FOM (A Formula One Management, companhia de Bernie Ecclestone que negocia os direitos da F1) e FIA para participar do campeonato mundial de 2008 e 2010.

Fomos totalmente pagos por nossa participação e nos sentimos, moral e legalmente obrigados a esclarecer que participaremos da F1 no futuro como participamos nos últimos 30 anos.

O problema da Williams é que, frente ao desafio de peitar de frente a FIA e a FOM, a equipe tem a situação política e financeira mais frágil de todas. Se você não se recorda, a Williams recebeu um adiantamento de US$ 23 milhões de Bernie Ecclestone no fim da temporada passada — adiantamento providencial que garantiu sobrevida à equipe diante da mega crise que atingiu os mercados financeiros e um de seus principais patrocinadores, o RBS, banco escocês.

Outro ponto interessante é que a inscrição da Williams serve também como laboratório para se confirmar que, a despeito da ameaça da Ferrari, ela pode sim ser obrigada a continuar na F1 ao menos para cumprir suas obrigações contratuais com Bernie Ecclestone — confirmando as suas ameaças na semana passada.

A cada dia esse “tour de force” entre a as equipes e a FIA soa como um grande blefe, com constantes ameaças de ambas as partes que só denigrem a imagem da F1 para patrocinadores e futuros investidores.

No fundo, parece uma imensa guerra de egos que, sinceramente, me irrita a cada dia.

ATUALIZAÇÃO: Um detalhe que eu não mencionei no post, e que certamente também influenciou a decisão da Williams em inscrever-se no campeonato de 2010, é o contrato que a equipe de Frank Williams tem com a FIA para construir os carros da recém criada F2. A Williams está então tão comprometida com a FOM quanto com a FIA.

Vitória consagradora de Hélio Castro Neves nas 500 milhas de Indianápolis

elio castro neves

Eu confesso que não sei os detalhes do processo movido pela justiça americana contra Hélio Castro Neves, mas do pouco que li na imprensa, senti um leve tom de sensacionalismo na cobertura feita pela imprensa no Brasil.

Mas as duas vitórias de Hélio, na corte e agora a pouco na Indy 500, tem muito daquilo que os americanos adoram explorar no seu cinema: a volta por cima, o retorno do herói (ok, estou exagerando com as citações a Joseph Campbel nessa semana).

Você certamente me dirá que os dois eventos são muito diferentes, mas a prova foi, sim, mais emocionante e interessante em termos de puro automobilismo que a da F1 pela manhã. Além da vitória de Hélio, as sucessivas trocas de liderança, muitas ultrapassagens, alguns acidentes (como o de Tony kanaan), a grande corrida de Don Wheldon — vindo da 18ª posição ao pódio em segundo lugar — e a histórica terceira posição de Danica Patrick, foram alguns dos elementos que fizeram a corrida um espetáculo melhor em termos de entretenimento que a prova de Mônaco, dominada do início ao fim por um conjunto de piloto e carro superior ao resto.

Talvez eu tenha me deixado contaminar pelo clímax das últimas voltas com o Hélio na liderança (torci descaradamente por ele durante toda a corrida!), mas e vocês, quem assistiu a prova e o que achou em comparação à prova de F1 pela manhã? Comentem.

Em Mônaco, Ferrari confirma evolução

kimi felipe

Este final de semana em Mônaco foi, certamente, o melhor da Ferrari até aqui na temporada. O final de semana sem erros catastróficos, com um pódio de Kimi Raikkonen e a brava atuação de Felipe Massa, dão boas perspectivas para a torcida brasileira e para os Tifosi ao redor do mundo.

Observando apenas a corrida, você terá a certeza de que a Ferrari evoluiu, mas o interessante em uma leitura gráfica (abaixo) é que se pode  ter uma melhor perspectiva de como a equipe de Felipe Massa vem, corrida a corrida, evoluindo e aproximando-se frenéticamente da Brawn e da Red Bull, as duas melhores equipes do campeonato até aqui.

Desde o fundo do poço que foi a prova na China, a Ferrari vem crescendo vigorosamente, deixando a McLaren para trás com uma linha ascendente de desenvolvimento que a fez ganhar — da China até Mônaco — aproximadamente 0,75 décimos para as melhores equipes na segunda fase da classificação, o Q2.

Outro ponto importante nessa evolução da equipe é a diversidade de circuitos pela qual o F60 vem ganhando terreno, mesmo que não tenhamos mais testes.

As pistas da Espanha (que exigem altos níveis de downforce para equilibrar o carro em curvas de alta velocidade, e a de Mônaco, (que exigem altos níveis de downorce para equilibrar o carro sob frenagem e aceleração) foram os pontos altos da equipe.

Em sua última entrevista a Autosport, Felipe Massa sugeriu que talvez falte ainda um pouquinho de downforce para que eles dêem o pulo do gato. Se a equipe conseguir achar esse pontinho extra de downforce, será talvez o suficiente para colocá-los brigando por vitórias nas próximas corridas.

Q2 FERRAR - POS MONACO

(NOTA: O gráfico acima acessa a velocidade pura da Ferrari no Q2, fase da classificação onde os carros estão no pico de performance no final de semana. Há outros parâmetros para se medir a competitividade das equipes, como a capacidade de impor um ritmo forte com tanque cheio em corrida ou a forma como reagem aos diferentes compostos de pneus providos pela Bridgestone).

Jenson Button domina Mônaco e solidifica liderança no campeonato

jenson wins

Jenson Button estabeleceu agora a pouco, na seletiva pista de Mônaco, a mais dominante das suas cinco vitórias nessa temporada até aqui. Com uma largada limpa e sem agressividade de Kimi Raikkonen materializando-se, Jenson assumiu a liderança e impôs um ritmo frenético sobre Rubens Barrichello.

Mesmo com os compostos de pneus iguais aos de Rubens — os frágeis extra-macios — Jenson conseguiu ainda assim manter um ritmo superior ao de seu companheiro na primeira perna de corrida, talvez ajudado pelo seu suave estilo de pilotagem.

Esse estilo de pilotagem, que parecia uma desvantagem em Mônaco, pode ter sido crucial na briga direta com Rubens.

A Brawn em sua totalidade, mecânicos e estrategistas, também merece uma menção pelo trabalho sem erros, o que prova que a equipe evoluiu desde o início de temporada, quanto fez pit-stops problemáticos, como na Malásia.

MÔNACO, TERRA DE GENTE GRANDE – A desastrosa corrida de Sebastian Vettel provou em definitivo que o alemão tem uma longa estrada até ser considerado o fenômeno que parte da imprensa e fãs ao redor do mundo o julgam. Durante todo o final de semana Sebastian optou por uma estratégia extrema de corrida, largando leve no sábado, mas sem a capacidade de transformar um carro mais leve em pole-position em Mônaco. O seu acidente na Saint Devote — semelhante com o de Lewis Hamilton no sábado — coroou o desastroso final de semana do piloto número um da Red Bull.

Mark Webber, discreto, mas eficiente, foi novamente a medida de uma Red Bull sem o mesmo brilhantismo das corridas anteriores.

FELIPE MASSA, O NOME DA CORRIDA – A agressiva corrida de Felipe Massa foi o grande espetáculo da prova. Felipe foi o homem no limite, arriscando ultrapassagens, pondo o carro de lado e buscando o limite das ruas de Mônaco.

Sua briga estratégica com Kimi Raikkonen pela terceira posição no meio da prova foi um dos pontos altos da prova. Felipe pôs pressão em Kimi durante toda a segunda perna de corrida, sendo parado apenas pelo acidente de Heikki Kovalainen, que fez a Ferrari antecipar a parada de Kimi, deixando Massa em meio ao pesado tráfego.

Em dois circuitos absolutamente distintos — Barcelona com curvas rápidas e Mônaco com curvas lentas — a Ferrari deu sinais de que pode ter dado mais um passo em direção à Brawn, mesmo que nesse momento o campeonato esteja praticamente nas mãos de Button e da Brawn.

FISICHELLA, A ESTRELA DO FUNDÃO, QUASE PONTUA PARA A FORCE INDIA – Giancarlo Fisichella não deu espetáculo, mas o italiano largou em 13º, com o segundo carro mais pesado do grid para fazer apenas uma parada e chegar na 9ª posição, quase marcando o primeiro pontinho da Force India na F1. Foi a consistente estrela do fundão.

McLAREN, CORRIDA PARA ESQUECER – Se Lewis Hamilton teve um frustrante e desapontador final de semana, a McLaren talvez tenha descoberto finalmente que é mais dependente do jovem campeão do que pensa. Em posição para salvar o final de semana da equipe com alguns pontos, Heikki kovalainen perdeu controle do MP4/24 no final da curva da Piscina.

Lewis parecia encaminhar-se para apenas uma parada nos boxes, mas jogou as esperanças de qualquer ponto na corrida ao danificar um bico, o que o obrigou a uma segunda parada.

Mais uma vez o KERS se mostrou útil nas mãos do inglês, que efetivamente fez ultrapassagens em Mônaco, salvando um final de semana para esquecer.

A CORRIDA E A SUPERIORIDADE DE BUTTON COM PNEUS EXTRA-MACIOS: A prova de hoje foi uma das mais interessantes em pista seca que eu já testemunhei. Muito disso, claro, deveu-se a diversidade de estratégias adotadas pelas equipes, que tiveram sérias dificuldades para lidar com os pneus macios no início da prova.

Essa emoção deixa um gosto de artificialidade no ar, ecoando as duras críticas feitas a Bridgestone por Alonso após a prova da Malásia. Mas Jenson Button provou na primeira perna de corrida, com o seu estilo de pilotagem cerebral e mais suave, que é possível, sim, ser competitivo e econômico com a borracha mais macia produzida pela Bridgestone.

A chave para a sua vitória foi a forma como pilotou agressivamente na volta para a pole-position e em como suavizou a abordagem de sua primeira perna de corrida, deixando Barrichello, que tinha o mesmo composto, para trás.

A vitória de Jenson foi uma vitória, sumariamente, cerebral. O homem adquire contornos de campeão a cada prova.

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RESULTADO

monaco corrida

Quem pode parar Jenson Button amanhã?

(IMAGEM: BRAWN GP/Divulgaçãojenson favorito(FAVORITÍSSIMO: só um safety-car ou uma kargada desastrosa podem arruinar o final de semana de Jenson)

A revelação dos pesos dos carros feita pela FIA sempre nos dá a melhor perspectiva do que pode acontecer no dia seguinte, mas também revela, no fundo, quem fez um trabalho digno de elogio na classificação.

O consenso geral é de que Sebastian Vettel perdeu a pole hoje. Ele estava super leve e largará com 16 kg a menos que o pole, com uma previsão de parar 9 voltas antes do inglês. O alemão começa a dar muitas desculpas para as suas atuações abaixo do que o refinado RB5 desenhado por Adrian Newey pode oferecer. Dessa vez, o culpado foi Kazuki Nakajima, da Williams.

Como o Sirlan Pedrosa aponta na sessão de comentários, é Mark Webber quem dá a real dimensão da competitividade da hoje “difusa’ Red Bull em Mônaco — Mark largará com 15 kg a mais de combustível que o piloto número 1 da Red Bull.

Para almejar um pódio, o jovem alemão terá que se superar e arriscar muito em sua largada.

A REAL AMEAÇA A JENSON – Vettel à parte, e Rubens Barrichello entrincheirado na terceira posição, a verdadeira ameaça para Jenson jaz ao seu lado esquerdo, com Kimi Raikkonen da Ferrari alinhado e pronto para dar o bote na largada. O finlandês pôs meio segundo em Felipe Massa tanto no Q2 quanto no Q3 (os dois largam com o mesmo peso) e promete uma largada agressiva, mesmo que o KERS não seja tão efetivo em Mônaco quanto em circuitos de alta velocidade.

Ainda que Kimi pule à frente na Saint Devote, Jenson terá mais duas voltas de combustível para descontar uma diferença que promete ser apertada durante a prova.

LEWIS PODE ATÉ SONHAR COM PONTOS – A estratégia de Lewis Hamilton me surpreendeu. O inglês, que foi jogado da 16ª à última posição pela troca de câmbio, é um dos mais leves para primeira perna de corrida. Mônaco é um circuito curto e que consome menos combustível, deixando o inglês com a estratégia de uma parada em aberta. Ele poderá usar os pneus macios para a primeira perna e os duros para uma longa e segunda última fase de corrida.

Com o KERS, que segundo Felipe Massa, é usado na saída da curva 1, no túnel e na última curva, pode ajudar a vermos o inglês fazer alguma ultrapassagem — um alento para quem foi a grande decepção até aqui desse final de semana.

Sem um safety car para arruinar o seu final de semana amanhã, Jenson Button pode emplacar mais uma estupenda vitória na sua jornada rumo ao título.

Peso dos carros e estimativas de primeiras paradas

grafico com paradas(Fonte: F1fanatic.co.uk/Williams F1 Team)
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