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ARTIGOS, POLÍTICA NA F1

FIA e Ferrari prenunciam mais uma batalha política

(IMAGEM: Ferrari/Divulgaçãoluca1(LUCA: A Ferrari está infeliz com o teto orçamentário da FIA e quando a Ferrari está infeliz…)

A recente troca de correspondências entre dois dos mais poderosos homens da F1 é um ensaio do imbróglio político que a F1 está prestes a assitir nos próximos meses. Luca di Montezemolo alertou a Max Mosley que o recente escopo de regras impostas arbitrariamente pela FIA, que divide a categoria em duas séries, pode ser tecnicamente impraticável, prejudicar a reputação do esporte e confundir a percepção da audiência ao redor do mundo.

A resposta de Max foi ao seu melhor estilo, beligerante e sibilina, relembrando que a F1, como extensão da hoje “inadimplente” indústria automobilística, corre sério risco de entrar em colapso se não acatar esse teto orçamentário imposto pela FIA.

Se olhadas nos detalhes, as regras são uma dura imposição da FIA para obrigar todas as equipes, pertencentes às grandes fábricas ou não, a afiliarem-se ao seu novo regulamento. O orçamento de 59 milhões de dólares seria o suficiente para construir um carro competitivo e a adição de mais alguns bônus (motor sem limitação de giros e a liberdade de inovação aerodinâmica) um ponto final que não deixaria muita escolha para as equipes a não ser juntarem-se a essa F1 formatada por Mosley.

Esse novo embate não é apenas o prelúdio de uma guerra entre as grandes fábricas e a FIA, mas também outra séria ameaça à unidade da Associação das Equipes de Formula 1, a FOTA e põe em rota de colisão os interesses das grandes fábricas e das equipes independentes.

Force India, Willimas, Red Bull, Brawn GP e Toro Rosso, dão boas vindas ao teto orçamentário, o que lhes dará teoricamente a chance de competir de igual para igual com as grandes fábricas. Se 60 milhões de dólares são capazes de financiar uma equipe competitiva, como as equipes pertencentes as grande fábricas justificarão seus orçamentos astronômicos para os seus acionistas?

Se acatadas pelas equipes, essas novas regras serão um xeque-mate na gastança na F1.

O problema é que a Ferrari e, consequentemente, as outras fabricantes, não permanecerão de braços cruzados esperando 2010 chegar. Elas necessitam de mais dinheiro para impor o seu poderio econômico e a carta de Montezemolo é na verdade um aviso à FIA. O poder, afinal, no sentido “stricto” da palavra, os motores que empurram toda a Formula 1, inclusive as independentes, são feitos pelas grandes fábricas. Essa história ainda não teve um ponto final…

Discussão

7 comentários sobre “FIA e Ferrari prenunciam mais uma batalha política

  1. “O esporte poderia sobreviver sem a Ferrari”, disse Mosley ao “Financial Times”.
    …….
    Cena:
    Mad Max e Montezemolo cara a cara.
    Entra O Polêmico, espalma a mão entre o rosto dos dois e desafia:
    Quem for mais macho cospe aqui.

    Publicado por O Polêmico | 02/05/2009, 11:04 am
  2. HAHAHAHAHAHAHAHA, Polêmico, essa foi ótima!!!

    Mais um sinal de senilidade da dupla Ecclestone/Mosley. Acham que podem sobreviver sem a Ferrari? Sem a Mercedes? E a BMW? E… segue a lista.

    O último campeonato monomotor, de chassis padronizados e “powered by Cosworth” foi a finada Champcar. Parecem querer ressussitá-lo sob a logomarca da FIA. E parece que a liga das montadoras vai tomar corpo. Que bom, pois ótimos circuitos (muitos deles clássicos na Europa) estão disponíveis, uma vez que a Fórmula Mosley/Ecclestone só corre nas mesas de bilhar do Tilke.

    F1 tá perdendo a graça…

    Publicado por Vitor, o de Recife | 02/05/2009, 12:00 pm
  3. A F1 pode viver sem a Ferrari e vice versa, mas, como disse bem o Joe Saward, as duas ficariam mais pobres se isso acontecer. Portanto, eu duvido que haja qualquer movimento mais extremo de ambas as partes, haverá uma acomodação natural até 2012, data da próxima neociação comerical entre equipes e FOM.

    A briga é para ver quem cede mais terreno e nesse momento, com a crise financeira, a Ferrari pode até dar um passo atrás…

    Publicado por Becken Lima | 02/05/2009, 12:09 pm
  4. A idéia de baixar os custos é muito interessante, afinal como um teto padrão na teroria todos tem maiores possibilidades de concorrer com as duas maiores equipes da categoria. Mas eu acho que Mosley assim como Bernie querem é na verdade rachar a FOTA, o que vai ser natural com a entrada de novas equipes e algumas outras se bandeando para o lado da FIA e da FOM.

    Publicado por Hugle | 02/05/2009, 12:47 pm
  5. Eu tenho dois grandes problemas com idéias como esta. Um é não curtir que este tipo de decisão seja feito na base de decreto. O outro é que muita gente vai perder o emprego. Agora reduzir os custos da categoria radicalmente não é algo ruim a priori, F1 vive hoje numa bolha absurda e os custos são o que são sem nenhuma necessidade. Se corrigir o orçamento da Williams na era Newey pela inflação desconfio que seria menor do que a equipe tem hoje, sem nem falar dos custos muito menores da Audi e Peugeot nos prototipos (e acho que existe um argumento sério sobre os prototipos franceses serem exemplos maiores de carros de tecnologia de ponta que os carros de F1). Por outro lado ninguém enxuga a sua estrutura na velocidade que o Max quer, deviam ter estabelecido uma escala de uns 3 anos do teto até ele chegar no que a FIA considera ideal.

    Sobre um possivel racha tenho serias duvidas sobre os efeitos (razão pela qual creio que ninguém seriamente quer isso).

    Publicado por Filipe Furtado | 02/05/2009, 5:59 pm
  6. Se uma equipe grande gasta 300, 400, 500 milhões; e uma pequena gasta 30-80 milhões, um teto de 150 milhões iria reduzir a diferença, porém, ainda deixando certa vantagem para as equipes grandes.
    Com certeza já pensaram nisso. Parece que o Hugle tem razão sobre os motivos desse teto.

    Publicado por KBK | 03/05/2009, 7:33 pm
  7. Pessoal, estava procurando algo sobre o F60B, e acabei lendo um post interessante sobre uma possível consequência do novo regulamento para 2010 imposto ditatorialmente por Mosley. A fonte é do site autosport, o português.

    “Para além disso, o empresário inglês não vê com bons olhos as sucessivas investidas de Mosley contra os construtores e, por isso, fez uma aproximação à FOTA, colocando-se do seu lado no caso da cisão com a FIA. A vontade de Mosley impor um tecto orçamental muito baixo – 33 milhões de euros – e estar agora a falar constantemente do motor único para todas as competições – uma loucura pegada – causa desconforto a Ecclestone, que prefere estar com as equipas, mesmo que nem sempre seja fácil lidar com as exigências de elementos mais difíceis, como Briatore, Montezemolo ou até de Adam Parr.”

    O que poderia acontecer quando você está num barco e um insano começa a furar o casco? Você pula antes que afunde.

    Num eventual racha entre FIA e FOTA, não é estranho conceber uma possível união de Bernie Ecclestone com as equipes rebeldes. Seria a nova GP1, nome que, assim como GP2 e GP3 é de registro de Bernie.

    Não sei até que ponto isso seria possível. Ecclestone tem contrato de Commercial Rights Holder com a FIA, se não me engano exatamente até 2010.

    A GP1 é possível. Se cuida Max.

    Publicado por Iomau | 05/05/2009, 10:22 pm

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