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Ferrari joga pesado com a FIA

Nos últimos dias eu me dediquei a deixar o mundo político da Formula 1 em espera em nome do que aconteceu na pista. Mas hoje foi impossível evitar o tema em face do anúncio de que a Ferrari decidiu, em alta instância, que poderá retirar-se da F1 se a FIA não recuar do seu plano de dividir a Formula 1 em duas categorias distintas, “baseadas em um regulamento técnico arbitrário e em parâmetros econômicos.”

Obviamente, a orgulhosa Ferrari está agora pagando para ver até onde Max Mosley acredita em suas próprias palavras, quando afirma que a “Formula 1 sobreviveria sem a Ferrari”.

A questão foi posta para debate aqui e a maioria esmagadora de comentaristas no F1 Around acredita que Max foi longe demais com a sua assertiva.

Não apenas quem comenta aqui tem a mesma opinião, mas também Bernie Ecclestone, Lewis Hamilton, Nick Heidfeld, Fernando Alonso e outros personagens do show. A Ferrari faz parte do Etos da F1, do seu DNA e identidade. A existência de uma categoria sem a equipe italiana teria muito do seu valor comercial e esportivo esvaziado.

A “Scuderia”, claro, sabe também do valor da F1 para o seu negócio e o movimento é uma ação calculada do alto do seu papel como líder da FOTA (Organização das Equipes de Formula 1), que será seguida em uma reação em cadeia pelas outras grandes montadoras (exceto talvez pela politicamente enfraquecida McLaren). A ação das outras montadoras já foi prenunciada pela Toyota no final de semana passado, e já recebe apoio velado de outras, como a BMW e Renault — e das independentes Red Bull e Williams.

A discordância sobre um regulamento duplo é, no entanto, um engenhoso jogo de cena, com uma guerra fratricida por poder e proventos — gerados pela mídia que cobre a categoria ao redor do mundo — desenrolando-se sob um tênue pano de fundo.

Max Mosley certamente sabe que se inexiste a imagem de uma Formula 1 sem a equipe de Maranello, tão pouco se constrói hoje, no imaginário do público, uma Formula 1 moderna sem as grandes marcas.

Elas trouxeram, como nunca, poder, riqueza e prestígio aos donos da marca “Formula 1” (CVC Partners /Bernie Ecclestone) e ao próprio Mosley. A perspectiva de que abandonem a categoria seria o ensaio para uma implosão do esporte como o conhecemos hoje.

Na esfera comercial, por exemplo, o afastamento da Ferrari seria uma catástrofe. Dados econômicos históricos mostram que em 2005, quando a equipe “rossa” enfrentou uma das suas piores temporadas da década, o negócio Formula 1 infligiu um prejuízo de 20% aos operadores de turismo ligados à F1 na Europa. Sem a equipe o cenário seria de tragédia em escala para todo o negócio F1.

Se sem a Ferrari o negócio iria mal, sem as outras grandes fabricantes seria ainda pior. Existem estimativas que calculam em 30% a venda de ingressos estimulada pelo apelo das grandes marcas.

Tendo o ano de 2007 como base, verificou-se que o público de Formula presente nas arquibancadas recuou em 40%. Mesmo com o apoio do super bicampeão Fernando Alonso, o GP da Espanha teve um público de 90.000 pessoas, um fracasso se considerado o ano passado, quando mesmo com um carro muito inferior ao seu real potencial, Fernando levou 135.000 pessoas às arquibancadas de Barcelona.

Com Max Mosley lutando do outro lado do ring, temos que reconhecer que o modelo de negócios da F1 como o conhecemos hoje é inviável a longo prazo e ele tem relativa razão em propor um teto orçamentário e forçar a sua agenda orçamentária e regulatória aos limites do suportável por equipes e suas proprietárias, fragilizadas  por perdas monstruosas no mercado automobilístico.

A Toyota teve perdas de US$ 7 bilhões; a Mercedes-Benz de US$ 1.86 bilhão; a Renault recuou em 22% as suas vendas no primeiro quarto desse ano; a BMW perdeu em vendas US$ 73.7 milhões; e a Honda despediu-se melancolicamente ao final do ano, prenunciado o cenário dantesco que testemunhamos hoje.

Por mais que a F1 seja uma poderosa ferramenta em termos de promoção de seus produtos e exposição de sua marca, as grandes fábricas têm preocupações mais prementes que organizar um complexo campeonato de automobilismo, que necessita de infra-estrutura regulatória, comercial, técnica, logística e promocional — algo já muito bem desenvolvido e plenamente funcional nas mãos de Bernie Ecclestone e da FIA.

Num eventual e improvável cenário distópico de ruptura, o que fariam a FIA e a FOTA?

A FIA poderia travestir um dos seus campeonatos de monopostos padrão com a marca F1, sendo a GP2 a categoria favorita que, além de pertencer ao CVC Partners, tem similaridades técnicas e competitivas com a F1.

Não precisa dizer que um campeonato que prescindisse de Ferrari e McLaren, de propriedade das grandes marcas, e de Fernando Alonso e Lewis Hamilton, contratados dessas grandes equipes, seriam um retumbante fracasso comercial e competitivo.

Já para as grandes fabricantes sob governança da FOTA, a solução mais imediata para competir, indicam os “talking heads” e colunistas especializados, seria a A1GP, que tem a Ferrari como principal fornecedora tecnológica e a Michelin, como fornecedora de pneus.

O mais importante em adquirir a A1GP é que a categoria tem uma ampla infra-estrutura comercial e logística pronta e aprovada pela FIA. As equipes teriam à disposição circuitos como Mugello, Kyalami, Portimão, Surfers’ Paradise, Zandvoort, Brands Hatch e Sepang para competir, com possibilidades de estender-se até Interlagos, Laguna Seca, Montreal e India e, o mais importante, com plenas condições de competir em Mônaco — a jóia da coroa da F1.

Nesse momento, a A1GP tem uma sofisticada infra-estrutura midiática em planejamento, com operações de TV em alta-definição com contratos firmados com 160 países e possibilidades de uma maior exploração da internet como valioso canal de interação entre fãs e a categoria — além de contratos de merchandising em andamento.

O cenário desenhado acima delineia uma grande relação simbiótica entre as equipes de Formula 1 e também a FIA e, assim como no passado, quando a Ferrari foi agraciada com um acordo especial para permanecer na categoria, é provável que haja um duplo recuo entre equipes e FIA e elas cheguem a um acordo na próxima reunião. O único problema é que nesse meio tempo, os esforços despendidos nessa luta entre a FIA e a Ferrari/FOTA geraram má publicidade, afetando a integridade e credibilidade do esporte frente ao público e patrocinadores.

O movimento político da Ferrari foi o mais poderoso feito por um dos grandes “players” da categoria em 60 anos de F1, talvez bancada pelos seus balancetes, que indicam que a Ferrari, com a sua divisão de carros esportivos, teve um sensível aumento em suas vendas perante os números do anos passado (2008: US$ 54 milhões < 2009: : US$ 59 milhões).

Se houver um recuo da FIA, será a prova final do enfraquecimento de Max Mosley e de seus métodos ditatoriais de liderança — mesmo que haja um tom de benfeitoria em suas tentavas de sanear financeiramente a F1. Seria o momento certo para se questionar como Max é capaz de deixar o esporte, e as equipes que pagam a conta, serem predadas por Bernie Ecclestone e seus sócios, o CVC Partners. Seria também o momento exato para se apresentar um novo candidato à presidência da FIA, que defendesse os interesses da própria FOTA.

Discussão

30 comentários sobre “Ferrari joga pesado com a FIA

  1. Becken,

    Torço para que no final dessa novela, a FIA venha com uma conversinha mole, dizendo da união de todos, e que repensando o melhor para a F1 aprovaram um teto maior que esses R$ 150 milhões, com a concordância de todas as equipes.

    Sendo assim lhe pergunto: Que teto estaria a Ferrari e demais equipes dispostas a aceitar? Que valor seria ideal para iniciar uma agenda progressiva para adequação de custos? O teto em si não é o problema, mas sim o seu valor e a divisão absurda entre quem o aceita ou não.

    Outro ponto: O famigerado regulamento de quem ganha mais é campeão, foi muito bem detonado juridicamente, uma vez que a forma como o mesmo foi imposto para esse ano não atendia ao próprio regulamento da FIA (não precisou nem brigar). A forma arbitrária como Mosley está a empurrar goela abaixo esse tetinho orçamentário, como benesses para quem o adotar, também não passa nem de longe pelas formas legais e estatutárias da FIA. Estaria a Ferrari apostando, além de todas as armas muito bem expostas pelo post, também em uma vitória judicial?

    Sei não, mas tenho para mim que Mosley está com um pé na cova e outro na casca de banana, exatamente por conta de seus próprios atos. O que seria MARAVILHOSO para a F1.

    Abraço.

    Publicado por Iomau | 13/05/2009, 2:46 pm
  2. A FIA, segundo Max, não teme qualquer ação da Ferrari pois a mudança de regulamento técnico não configuraria “instabilidade” nas regras, algo que parece constar como uma cláusula no acordo entre Ferrair e FIA.

    Se isso não configura, eu não sei mais o que é preciso…

    Agora sobre o teto, bem talvez algo em torno de US$ 150 a 200 milhões fosse algo razoável, mais ou menos o orçamento de Williams e Red Bull em 2008, o que não devalorizaria o valor das grande fábricas e manteria as equipes independentes no jogo…

    Publicado por Becken Lima | 13/05/2009, 3:00 pm
  3. Eu ainda acho que nao vai passar teto nenhum. Acho impossivel de se por em pratica a supervisao dos gastos.

    A ferrari e algumas outras equipes ja disseram que nao vao aceitar sobre hipotese alguma auditores dentro das fabricas revirando seus livros fiscais.

    se nao tiver auditoria séria ai o Teto orçamentário nada será alem de uma fantasia..

    Acho que a reducao de custos tem de ser feita, baseada como fizeram em relacao ao congelamento de motores, fixação do número de jogos de pneus, congelamento dos motores, so coisas desse tipo que podem ser feitas.

    Publicado por Cláudio Cardoso | 13/05/2009, 3:16 pm
  4. Eu acho que o ideal era a FOTA e Max chegarem a um acordo de valor para teto completo por outro acordo sobre a sucessão da FIA (o outro grande ponto da discussão toda que ninguém parece querer deixar as claras) com um nome que tanto Max quanto a FOTA achem aceitavel. Desta forma o Max pode sair por cima dizendo que fez o que achava necessario para salvar a categoria e as equipes ficavam com um orçamento viavel e um novo presidente da FIA com quem eles pudessem trabalhar.

    Um dos grandes problema do teto nos termos atuais é que é completamente inviavel para Ferrari, Toyota e McLaren se adaptarem a ele na velocidade necessária. Ninguem vai de gastar 400m para gastar 50m de um dia para outro. Outro problema – e razão pela qual a FIA deixou aberta a possibilidade de se correr acima do teto – é que é ilegal exigir que as equipes abram sua contabilidade a FIA. Agora viavel o teto até é, uma das ligas de mais sucesso do mundo (a NBA) mantém um teto para impedir que se forme super equipes, mais simples já que só envolve o salário dos atletas mas localizado numa das areas mais frageis para algo do gênero e todo mundo respeita.

    Publicado por Filipe Furtado | 13/05/2009, 4:06 pm
  5. Becken,
    Eu lamento principalmente pelo lado esportivo da categoria que ficou em um plano inferior.

    Este ano, revaloriza-se o engenheiro (Newey, Brawn & cia), mas o piloto, esse está esquecido.

    Um campeonato mundial de pilotos onde os principais concorrentes do ano passado (Lewis, Massa, Kimi, Kubica, Alonso) estão fora do páreo.

    Turbulências políticas há meses. Algo tem que ser feito para salvar 2010, por isso aprovo o jogo pesado neste momento. Não pode continuar como está.

    1abraço

    Publicado por Henry | 13/05/2009, 4:09 pm
  6. Nao da para comparar NBA com formula 1.

    os custos da NBA sao extremamente faceis de serem monitorados, ja da formula 1 é praticamente impossivel, mesmo com uma auditoria séria é imposssivel dizer ao certo os valores exatos.

    Outro exemplo, salário dos funcionarios, o que impedem que eles ganhem pouco na ferrari f1, e tenham um complemento de salário na ferrari rua ?

    peças a mesma coisa, o que impede de criarem firmas para desenvolver as peças e depois passam o projeto para ferrari f1, e eles so fabricam, que sai inumeras vezes mais barato que a simples confecção da peça.

    SO é possivel monitorar custos, em categorias onde as peças sao padronizadas e todos podem comprar da mesma fabrica, ai fica facil, fora isso é imposssivel

    Publicado por Cláudio Cardoso | 13/05/2009, 4:26 pm
  7. Ops, sai inumeras vezes mais barato voce confeccionar a peça do que fazer inumeros projetos ate dar certo

    Publicado por Cláudio Cardoso | 13/05/2009, 4:27 pm
  8. A Mclaren, e presumo a Ferrari, produzem seus carros esportivos no memso complexo que manufaturam os carros de F1, fica fácil transferir tecnologia e desenvolvimento de uma área para aplica em outra, e isso é só uma das mais inocentes formas de burlar qualquer auditoria…

    Publicado por Becken Lima | 13/05/2009, 4:46 pm
  9. Claudio, eu não discordo de ti, tanto é que destaquei que é muito mais simples lá. Mas como você mesmo disse salários são uma area muito fragil. Não seria dificil para o Cavs colocar parte do salário do Lebron James na conta de algum acordo de publicidade para poder contratar mais um jogador de ponto, mas ninguém faz isso lá. Acho que diz muito sobre a F1 que o seu principio seja de que as equipes vão trapacear no lugar de fazer o melhor com os recursos que recebem.

    Publicado por Filipe Furtado | 13/05/2009, 4:49 pm
  10. Tô começando a fica preocupado. A renault confirma que reconsidera a sua participação no ano que vem sob essas regras:

    http://www.autosport.com/news/report.php/id/75287

    A Ferrari parece decidida a levar a frente sua não participação:

    http://www.autosport.com/news/report.php/id/75288

    Publicado por Becken Lima | 13/05/2009, 4:49 pm
  11. Becken, por isso afirmo que Mosley se colocou numa roubada. Ignorou a força de quem realmente faz o espetáculo e lhe rende $$$. Incluo também aí, os torcedores das equipes que também vêm manifestando apoio a elas. Vai ser obrigado a rever suas imposições.

    Foi muito pouco inteligente o Sr. Mosley. Tremeu e sentiu-se ameaçado pela FOTA, entidade que cresceu muito nos últimos anos. Calculou muito mal o seu ataque.

    Só um cego não enxerga as medidas elaboradas e estudadas pela FOTA, tanto para redução de custos quanto para o aperfeiçoamento esportivo da categoria. A FIA parece andar na contra-mão de tudo isso, como se fosse uma criança pirracenta, sem o mínimo de discernimento e bom senso.

    Só queria saber o que se passa pela cabeça do Bernie. Não me espanto se ele debandar atrás das equipes na hipótese destas correrem em um campeonato paralelo.

    Publicado por Iomau | 13/05/2009, 5:29 pm
  12. A F1 virou Pôker, e Montezemolo parece estar com uma bela mão!

    Publicado por Iomau | 13/05/2009, 5:32 pm
  13. Na realidade, acho essa briga da FIA com a FOTA uma tremenda bobagem. A FIA não é dona do automobilismo mundial. E a FOTA, se quiser, monta uma liga própria e corre do jeito que julgar melhor, sem precisar dividir os lucros com ninguém.

    Sinceramente, não consigo entender por que a FOTA não enfia o pé na bunda da FIA e faz isso de uma vez. Deve ter alguma coisa, mas não consigo imaginar o que é.

    Publicado por Julio Lima | 13/05/2009, 5:42 pm
  14. Deve ter alguma coisa, mas não consigo imaginar o que é…

    Deve ser porque:

    Por mais que a F1 seja uma poderosa ferramenta em termos de promoção de seus produtos e exposição de sua marca, as grandes fábricas têm preocupações mais prementes que organizar um complexo campeonato de automobilismo, que necessita de infra-estrutura regulatória, comercial, técnica, logística e promocional — algo já muito bem desenvolvido e plenamente funcional nas mãos de Bernie Ecclestone e da FIA.

    Trecho do post acima

    Publicado por Becken Lima | 13/05/2009, 5:46 pm
  15. Eu sei que esse foi um post monstro, o maior do F1 Around até aqui, algo impensável em um blog, mas eu precisava sumarizar e cobrir todos os cenários e leituras que fiz de ontem para hoje.

    Ainda assim ficou faltando tópicos importantes que a gente está cobrindo aqui nos comentários…

    Publicado por Becken Lima | 13/05/2009, 5:50 pm
  16. Ô Becken, como você quer que a gente comente se você fala tudo no post, sacanagem.

    Bem uma coisa que venho debatendo aqui no blog é justamente a criação de uma nova categoria, mas com essa luz de uma possivel migração para A1Gp, fica mais fácil imaginar que o ultimo que sair da F1 apaga a luz.

    Já que a Renault aderiu ao bloco dos tô-fora, faltam oficialmente BMW e Mclaren.

    Como já havia dito um teto orçamentário acabaria com os patrocinadores da F1, afinal, (outro exemplo) a Vodafone ia dizer o que ao seu corpo de acionista pagando 60 milhões a Mclaren, quando a equipe gasta 49 mi para se manter viva. A Renault ficará sem a ING no fim do ano, como irá conseguir um novo patrociandor para bancar os 45 mi do banco holandês, se sua conta orçamentaria esta em 49 mi.

    Se a Ferrari cogita correr em qualquer campeonato a coisa pode começar a tomar forma e não ser apenas uma pressão como todos achavamos, o que é para mim uma ótima notícia, porque ja estou de saco cheio das regras absurdas da FIA, que não se mete assim em outras categorias, porque só na F1, não vejo ela ditando regras na A1Gp.

    Quanto a auditoria eu ja li em algum lugar que a FIA ja recuou nesse quesito deixando para as equipes contratar a empresa que quisesse, então a coisa pode começar a flexibilizar nesse quesito. Sobre os sálarios os mesmos não estão incluso no pacotão de uncle Mosley.

    Gostei muito das notícias de hoje e estou contando os dias até dia 29 de maio quando encerram o prazo de inscrição para 2010 e ver que não vamos ter nenhuma das grandes lá.

    Publicado por Claudemir Freire | 13/05/2009, 6:01 pm
  17. Oi Felipe -> Nos Eua a coisa é bem séria. Seria muito facil verificar a questao dos sálarios e contratos de imagem com um simples imposto de renda, tendo em vista que la o pessoal vai em cana mesmo..

    Claudemir ->

    Os salários que nao estao incluidos sao o da alta cupula e dos pilotos apenas, o resto todo conta sim :-)

    Ai ja vimos ne, uma auditoria chapa branca tipo CPI, resumindo ninguem ia apurar nada, logo o teto viraria uma ficção de mau gosto.

    Interessante foi o ultimo paragrafo do comunicado da Ferrari, onde diz que estao cogitando de correr em outras categorias, assim que eu li aquilo pensei logo Campeonato da FOTA.

    Ja esses comunicados todos que aconteceram essa semana, ja devem ser frutos da ultima reuniao da FOTA, e por enquanto eles estao acontecendo em forma de dia apos dia, muito provavelmente ja foi planejado para causar impacto, pois dessa forma todo dia esta em evidencia na mida, e tirando o moral da FIA

    Uma coisa Becken, que talvez possa ser um post, é o Proprio Luca di Montezemolo.

    O que talvez a dupla FIA FOM tenham esquecido que a briga foi com ele, e nao com um simples garagista, vamos a alguns dados.

    1973 entra para Ferrari
    1974 Assistente do Comendador na Ferrari
    1975 Promoção a Diretor de todas Atividades esportivas da FIA
    1977 Diretor Senior da FIAT

    1980 Diretor da empresa de Bebidas CINZANO
    1982 Diretor da Equipe de Iatismo da Azzurra na Amecians Cup

    Ai vem o que pessoal bate na tecla falando que é complexo organizar uma formula 1.

    1985 Presidente do comite organizador da Copa do mundo de 1990.

    1991 Diretor Ferrari

    1996 Contrara a equipe campea e Michael Schumacher

    1997 acumula a Presidencia da Ferrari e da Masserati

    2004 Nomeado Presidente do Sindicato das Industrias da Italia (nao é pouca coisa nao heimmm)

    2004 Presidente da Universidade Internacional de Ciencias Sociais Guido CArli

    2004 Assumi a Presidencia da FIAT conjugando com a Presidencida da Ferrari e fora o resto todo

    Tambem é Vice presidente do Bolgna Futebol.

    2008/2009 Presidente da FOTA

    SO esta faltando ser presidente da Italia…

    Logo vemos, que nao é um garagista qualquer que esta na linha de frente da Briga

    Publicado por Cláudio Cardoso | 13/05/2009, 6:33 pm
  18. Essa achei agora, o Montezemolo em 2004 foi colocado com um dos 50 melhores Managers empresariais do Mundo.

    O cara deve saber o que esta fazendo, melhor que todos nos aqui juntos :-)

    Publicado por Cláudio Cardoso | 13/05/2009, 6:40 pm
  19. Cláudio,
    Também reconheço o histórico de Montezemolo, mas não esqueço que no dia 13 de abril de 2009, ele foi flagorosamente derrotado em Paris, na Corte de Apelações, que julgava o caso dos difusores.

    Já ficou demonstrado que a unidade da FOTA não é exatamente monolítica. Somente a Renault tem ficado sistematicamente ao lado da FERRARI.

    Minha avaliação é que o elemento que melhor joga esse jogo, sempre obtendo resultados dentro de seus objetivos, chama-se BERNIE ECCLESTONE.

    Publicado por Henry | 13/05/2009, 7:04 pm
  20. Uma coisa Becken, que talvez possa ser um post, é o Proprio Luca di Montezemolo.

    E sempre tive a visão, preconceituosa, admito, de que o Luca era o “Capo” do lado negro da Força, mas a minha estima e respeito por ele cresceram muito e mudaram completamente nos últimos meses.

    Publicado por Becken Lima | 13/05/2009, 7:07 pm
  21. Já ficou demonstrado que a unidade da FOTA não é exatamente monolítica. Somente a Renault tem ficado sistematicamente ao lado da FERRARI.

    Para mim a FOTA, e Montezemolo, foram exemplares no caso dos difusores. Separam as questões: o que é interesse corporativos das equipes eo que é de interesse esportivo e técnico.

    Montezemolo ralhou contra as “difusas” regras da FIA, mas não contra a Brawn, Toyota (que tem o vice-presidente da FOTA, o John Howett) e Williams.

    Foi magnânimo e provou que é um líder exemplar até o momento. No fundo, ele sentiu que a FIA e Bernie estão jogando o velho jogo do “Divididir para conquistar” e não entrou na deles.

    Por isso minha admiração por ele.

    Publicado por Becken Lima | 13/05/2009, 7:14 pm
  22. Becken,
    Montezemolo também tem a minha admiração por ter a visão corporativa e a esportiva (essa a que faz mais falta atualmente).

    Publicado por Henry | 13/05/2009, 7:22 pm
  23. Henry

    Mas no caso dos difusores nao tinha o que ser feito ?

    o que ele poderia fazer ? so se ele fosse reu e juiz ao mesmo tempo. :-)

    ali prevaleceu ate o Becken escreveu acima “dividir para conquistar”

    Eu acho que o Bernie é bom jogador, so que quem fez a besteira toda nao foi ele. Inclusive o Bernie ja esta dizendo que precisamos sentar conversar, alguns vao precisar rever conceitos, que nao deve terminar o casamentto Ferrari e F1.

    Ele ja percebeu que a situacao é gravissima, e quem tem tudo a perder sao eles, na verdade principalmente o Bernie, a FIA nem tanto assim, afinal é uma instituição de automobilismo, ja o Bernie é dono da galinha de ovos de ouro.

    Publicado por Cláudio Cardoso | 13/05/2009, 7:26 pm
  24. Henry como assim Monolitica ??? eu que somente Renaul fica ao lado.

    ATe o momento ele tem mais de metade do grid, entao nao é assim como tu ta falando nao..

    Ferrari, Renault, Toro Rosso, Red Bull, Toyota.
    e no provavel BMW e no talvez Mclaren

    faltou quem, Williawns, Brawn, e Force India.

    Acho que na divisao de forças nao ta nada mal heim.
    e para mim nao será surpresa se amanha ou depois tenhamos o comunicado da BMW,

    Publicado por Cláudio Cardoso | 13/05/2009, 7:30 pm
  25. Cláudio,
    Neste momento a divisao de forças nao está nada mal.

    Quando falei sobre a Renault, me refiro ao fato dela sempre acompanhar a Ferrari nas decisões nos últimos tempos. Já, com relação às outras, há oscilações. Não falo só de agora.

    Por exemplo, se a BMW não tivesse ‘batido o pé’ com relação ao KERS, as equipes esperariam uma conjuntura mais propícia para utilizar o tal sistema, ou até não o utilizariam.

    Outro exemplo: logo após a decisão de Paris, houve uma troca de farpas entre Williams e Ferrari. Era a isso que me referia.

    1abraço

    Publicado por Henry | 14/05/2009, 12:11 am
  26. Henry —–>

    O pessoal vai de acordo com os interesses proprios ne? o que nesse caso estao sendo de muitos deles.

    Abraços e bom dia !!

    Publicado por Claudio CArdoso | 14/05/2009, 7:37 am
  27. Bem, a lista de boicote vai aumentando, mas e o lado oposto? Frank Williams já confirmou que, apesar de não estar satisfeito com os rumos para 2010, não vai aderir ao boicote.

    http://autosport.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=as.stories/70912

    http://formula-one.speedtv.com/article/f1-williams-to-submit-2010-entry-by-fia-deadline/

    Mercedes tem adotado um tom mais brando, o que não deixa de ser estranho mesmo com toda a pressão da FIA sobre a McLaren.

    Publicado por Vitor, o de Recife | 14/05/2009, 8:54 am
  28. Vitor –> voce levantou uma questao interessante.

    A lista do boicote vai aumentando, a de apoio a FIA, oficialmente tem apenas uma. a Williawns.

    Publicado por claudio cardoso | 14/05/2009, 10:16 am
  29. Brawn já disse que precisa do teto, então creio que se inscreva. Também acho que a McLaren se inscreve a última coisa que eles precisam no momento é brigar com a FIA oficialmente, mesmo que nos bastidores estejam trabalhando em favor da FOTA.

    Publicado por Filipe Furtado | 14/05/2009, 4:52 pm
  30. I need to contact you by e-mail. Can you help me ?
    Thanks

    Publicado por Alessandro | 11/12/2009, 6:17 am

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