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ARTIGOS

Será que houve conflito de interesses na escolha da Manor Grand Prix?

Manor Grand Prix(CDG: Projeto de Nick Wirth, designer da novíssima Manor Grand Prix e também sócio de Max Mosleyna antiga Simtek)

Não há muita dúvida de que a grande surpresa na lista da FIA é a presença da Manor Grand Prix e ausência de companhias que, por sua bem fundada estrutura, tinha quase certa a presença na F1 no ano que vem. Segundo o seu chefe John Booth, a equipe tem hoje uma estrutura que excede as necessidades da F3 e já tem um carro projetado para usar os motores Cosworth.

Mas a pergunta no ar é: “quem raios é a Manor Grans Prix? Portais de automobilismo estão nesse momento informando o mais óbvio sobre a equipe: que foi fundada pelo ex-piloto britânico John Booth e que fez Lewis Hamilton campeão na F3.

O importante, no entanto, não é John Booth na equação, mas o designer da equipe, Nick Wirth.

Wirth tem uma relação muitíssimo próxima de Max Mosley iniciada quando o engenheiro/designer trabalhou na antiga March, que tinha Max como um dos sócios. Quando a March foi vendida para Akira Akagi da Leiton House em 1989, Nick foi indicado a Max por Mark Herd, filho do proprietário da March. Naquela época, Max procurava um sócio com background técnico para investir em alta tecnologia para esportes a motor e encontrou em Wirth o parceiro ideal. Dessa união surgia em agosto de 1989 a Simtek Research Ltd (acrônimo de Simulation Technology) que depois também tornou-se equipe de F1 entre 1993 e 1995.

Por meio das relações de Max dentro do mundo da F1 e do automobilismo em geral, a Simtek chegou a ter clientes importantes, como a Ligier e a BMW, para quem, segundo rumores, a companhia chegou a desenhar um carro para um projeto que não seguiu adiante.

Mas o projeto mais “interessante” de Nick Wirth, foi mesmo a CDG (Centreline Downwash Generating), a proposta pessoal de Max Mosley para as regras que pretendiam estimular mais ultrapassagens na F1 (a imagem aqui acima que ilustra esse post). Depois de testes em túneis de vento chegou-se a conclusão de que a idéia estava condenada e como consequência temos essa aerodinâmica atual dos carros de 2009, que foi de fato científicamente pesquisada e desenvolvida pelas próprias equipes de Formula 1.

Tenho absoluta certeza de que a Manor Grand Prix e Nick Wirth não nos brindarão com uma ideia tão “inovadora” quanto essa asa traseira no seu projeto de 2010, mas resta a dúvida sobre quais fundamentos Max Mosley aprovou a sua inscrição tendo-se em conta a aparente sustentabilidade de Epsilon Euskadi e Prodrive.

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Discussão

6 comentários sobre “Será que houve conflito de interesses na escolha da Manor Grand Prix?

  1. Ora, Tony George tem uma equipe na sua categoria, a Vision; Mosley agora tem a sua equipe na que ele julga ser a sua categoria: a Manor. :p

    Publicado por Vitor, o de Recife | 12/06/2009, 2:11 pm
  2. Nossa! Então os carros poderiam ter sido bem mais feios?

    Publicado por Luiz Carlos Silva | 12/06/2009, 2:40 pm
  3. Mosley agora tem a sua equipe na que ele julga ser a sua categoria: a Manor. :p

    Não sei como funciona na IRL, mas há uma certa ponposidade na forma como a FIA escolhe as suas equipes, mas pelo que eu entedi nas entrelinhas, a escolha final fica mesmo nas maõs de Max:

    Once we had formed an opinion of the serious contenders we asked them to come to London to be questioned face to face by the due diligence team. Then a short summary report on the top five was sent to the FIA President.

    A FIA é um órgão mundial com funções acima da esfera do esporte a motor e se Max mexeu os seus pauzinhos…

    Publicado por Becken Lima | 12/06/2009, 2:42 pm
  4. Nossa! Então os carros poderiam ter sido bem mais feios?

    Pois é, estamos reclamando quando deveríamso estar agradecendo a Deus… rsrsrsr

    Publicado por Becken Lima | 12/06/2009, 2:43 pm
  5. E a Vision não toma o lugar de ninguém, já que não existe limite na IRL.

    Publicado por Filipe Furtado | 12/06/2009, 5:26 pm
  6. Claro que comparar Tony George e Mosley não passa de brincadeira. Na IRL, as incrições são bem mais simples; fora o fato de não haver limite, há menos dificuldades no que se refere a montar um time nos EUA, que é bem mais fácil do que na F1: custos em geral bem mais baixos, chassis e motores únicos, a possibilidade de por apenas um carro para correr, etc.

    A escolha de Mosley pela Manor é mais um “recado” do Mad Max: quem está comigo “está ao lado da força”; quem está fora, aguente as consequencias.

    Publicado por Vitor, o de Recife | 12/06/2009, 7:22 pm

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