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‘Maurão Negão’, um dos pais do automobilismo brasileiro

FOTO: F1 Racing.uknegãolow(‘MAURÃO NEGÃO: com os capacetes de Ayrton Senna e Luciano Burti, dois pilotos que conheceu bem de perto, muito perto)

Luciano Burti fez ontem em seu Twitter uma breve referência a Attamir Mauro de Oliveira Dias, mais conhecido com “Maurão” ou, simplesmente, o“Negão.”

Mauro é um desses personagens anônimos que vivem na periferia da história do automobilismo brasileiro, um homem simples, mas tão importante a ponto de a prestigiosa F1 Racing inglesa aterrissar no Brasil no fim de outubro decidida a preencher quatro de suas páginas com a história de Mauro contada por ele mesmo.

Mauro foi, simplesmente, o primeiro mecânico de Ayrton Senna no Kart e primeiro professor de parte da elite do automobilismo nacional, como Tony Kanaan, Lucas di Grassi e Rubens Barrichello — além do próprio Luciano Burti.

É irônico — para não dizer trágico — que seja a F1 Racing inglesa o veículo pelo qual eu conheça Mauro que, pela importância no Kart há tantas gerações, deveria ter um belo perfil feito por um desses bons jornalistas especializados.

A F1 Racing inglesa veio aqui e fez uma bela e emocionante matéria e o gancho para fechá-la é uma boa lição:

“Mauro representa o lado da F1 que você não vê: um mundo longe da hospitalidade do Paddock Clube e das conferências de imprensa — ainda que todos procurem pela próxima estrela a estar ali, exatamente no meio dos jornalistas para dar aquela entrevista.”

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Discussão

Um comentário sobre “‘Maurão Negão’, um dos pais do automobilismo brasileiro

  1. Isso demonstra a insensibilidade e incompetência de muitos de nossos jornalistas ditos “especializados” em automobilismo. O pior é que o corporativismo (tão criticado em outras profissões) impera no meio, e, dificilmente um colega cobra do outro as barrigadas ou mediocridade das pautas.

    Ultimamente, a imprensa (primordialmente a escrita, já que quase não temos a televisiva no automobilismo) tem se contentado (com raras exceções como Lívio Oricchio, Felipe Mota e Ico) em reproduzir textos traduzidos de órgãos especializados de fora.

    Não é à tôa que tem pseudo-jornalista que vive de adivinhar quando o Nelson Ângelo Piquet será demitido da Renault (segundo ele com fontes fidedignas), já errou umas 3 ou 4 vezes e ninguém da imprensa sequer deu uma criticada na cara de pau do sujeito (quem adivinha o nome? Começa com Victor e termina com Martins).

    Com isso, o público é quem sofre mais na busca por informações fieis e confiáveis.

    Ainda bem que temos o “F1 Around” (e a contribuição de seus comentaristas) para suprir parte desta lacuna.

    Você Becken e os nossos prezados colegas da seção de comentários (não vou citar nomes para não correr o risco de ser injusto ao esquecer alguém), com limitados meios, fazem um trabalho admirável, e, apesar de pegar no seu pé “de vez em sempre” (principalmente quando o assunto é McLaren, Senna e Hamilton, sua paixões que, na minha opinião, prejudicam um pouco a imparcialidade dos argumentos) e no pé de alguns outros, saibam que merecem meu respeito, admiração e confiança.

    Em síntese: “O F1 Around está dando lição de jornalismo em grande parte de nossos jornalistas”.

    Abraço a todos!!!

    Publicado por Cassius Clay Regazzoni | 30/06/2009, 6:12 pm

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