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Splash n´ Go: um blog muito, muito bom!

splashngo

Se você freqüenta a sessão de comentários desse blog, já deve ter notado a presença constante de um sujeito chamado Daniel Gomes, colaborando, trocando figurinhas e interagindo assiduamente com os outros comentaristas. Eu sugiro a você, então, clicar no nome do Daniel, isso lhe transportará para o seu blog pessoal, o Splash n´ Go.

Por trás da simplicidade visual que você encontrará quando adentrar o Splash n´ Go, há um texto bem escrito, idéias bem articuladas e argumentos sólidos e muito bem pensados — o que em suma define o Splash n´ Go como um dos melhores blogs fora do circuito da mídia “main stream” que cobre a Formula 1 na internet brasileira.

Eu confesso que descobri o blog há bem pouco tempo, mas rapidamente me tornei um visitante constante e leitor assíduo do Daniel, algo que, não tenho dúvida, acontecerá também com você.

Clique AQUI, vá até lá e descubra você mesmo o Splash n´ Go.

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Resenhas sobre outros blogs:

Após prova em Cingapura, Autosport sugeriu que Piquet recebeu instrução codificada

IMAGEM: Renault/Divulgação crashnelson(NELSINHO enfiando no muro)

Eu não sei vocês, mas eu acho o silêncio da Renault até agora algo estranhíssimo. Ok, talvez sob investigação, a equipe não possa expressar-se formalmente, mas que é esquisito, isso é.

Vocês lembram que ontem eu pedi para que ficassem de olho no Livio Orrichio pelas conexões pessoais dentro da Renault? Bem, o Livio sugeriu através de um breve post que “será muito difícil provar” as acusações de que a Renault operou o resultado daquele GP, mas eu andei relendo o que foi escrito logo depois daquela corrida e encontrei este trecho do reporte de Tony Dodgins da Autosport que é muito interessante e que no atual contexto ganha outra interpretação:

“Ninguém em Fuji quis dizer isso no gravador, mas muitas equipes acharam que a Renault planejou cuidadosamente a vitória de Alonso e muitos suspeitaram que Nelsinho Piquet bateu no exato momento em que o safety-car entrasse e balançasse a  corrida em favor de Alonso.

Na volta depois do pit-stop de Fernando, Piquet recebeu uma instrução via rádio: “Vai, Nelson!” [NOTA: o original em inglês é: “Push, Nelson! — “empurrar” em inglês, mas que no contexto linguístico da Formula 1 é intraduzível para o português]. Naquele momento Nelson permanecia preso lá atrás em 16º  atrás da Honda de Barrichello [e com os pneus se degradando em “grainning”], onde estava desde o começo, portanto a instrução não pareceu fazer muito sentindo. Instrução codificada, é que foi sugerido.”

O estrategista de uma equipe com quem falei no Japão explicou [a estratégia do Alonso] dessa maneira: Olhando sob o ponto de vista estatístico, em uma pista como Cingapura, para na volta 12 não é agressivo, é estúpido. É algo que não funcionará.”

— Tony Dodgins na Autosport

Eu fatalmente concordarei com quem disser que não há nada de concreto em uma transmissão de rádio fora de contexto, mas eu imagino que a FIA acabará por basear o seu processo — como já fez inúmeras vezes — também em conjecturas e premissas — algo que será feito depois de identificado algum fato extra ou padrão incomum nas transmissões de rádios e comunicações internas da Renault.

Até lá, claro, vamos esperar que a Renault expresse-se formalmente sobre toda essa história, por que esse silêncio é exasperante.

Sobre o hipotético escândalo na Renault

IMAGEM: Renault/Divulgação alonfla(ALONSO lidera e vence em Cingapura/2008)

Eu confesso que assim como Galvão Bueno hoje, me custa acreditar que Flavio Briatore tenha sido capaz de operar o resultado de uma corrida de forma tão sórdida e maquiavélica como foi sugerido por Reginaldo Leme na transmissão do GP da Bélgica hoje.

Seria preciso um trabalho muito planejado de logística para levar o intento as vias de fato, com participação efetiva de Nelsinho, Alonso, Pat Symonds e de quase toda a equipe para que isso acontecesse.

É estranho também que uma investigação de tal importância tenha escapado da ultra-competente imprensa inglesa, com fontes muito bem ramificadas dentro de todas as equipes — o que seria um baita furo de Reginaldo Leme que, aliás, parece ter surpreendido até a Galvão Bueno…

A imprensa inglesa acordou para a história divulgada por Reginaldo Leme na transmissão de hoje, com Joe Saward em seu blog, e a Autosport dando destaque com breves notas sobre um episódio que, se confirmado, tem potencial para tornar-se o maior escândalo da história da Formula 1.

Eu sugiro que vocês fiquem atentos ao que dirá Livio Oricchio nas próximas horas ou dias. Livio é um dos homens com fortes conexões dentro da Renault e, assim como Reginaldo Leme, ele saberá de coisas que poucos saberão.

Vídeos do GP de Cingapura

Twitada do dia com Nelsinho Piquet

Nelsinho Piquet sendo “solidário” com o seu substituto que abandonou na primeira volta do GP da BélgicaTwitada do dia com Nelsinho Piquet

Kimi vence, mas Giancarlo dá show

IMAGEM: Force India/Divulgação fisishow(GIANCARLO cruza em segundo depois de pressionar Kimi durante toda a corrida)

Com vitória na Bélgica agora a pouco, Kimi Raikkonen trouxe a Ferrari de volta ao caminho da vitória. A equipe não vencia um GP desde o longínquo GP do Brasil dominado por Felipe Massa em outubro de 2008. Kimi também quebrou o seu longo jejum particular, sem ir ao ponto mais alto do pódio desde o GP da Espanha de 2008.

A vitória era cantada desde ontem, mas não se esperava que fosse por uma margem tão apertada e que a Ferrari enfrentasse 41 voltas de resistência e dura pressão da Force India de Giancarlo Fisichella.

Kimi admitiu na coletiva pós-GP que sua “Ferrari não era mais rápida que a Force India de Giancarlo,” o que nos deixa a impressão de que foi o KERS — tanto defensiva quanto ofensivamente — a grande arma do finlandês na Bélgica.

Raikkonen, no entanto, ganhou a corrida nas suas agressivas largada e relargada, tendo que no início rapidamente livrar-se de Rubens Barrichello inerte à sua frente e se dando bem ao utilizar a área de escape para esquivar-se da pequena confusão da primeira curva, saindo livre atrás de Robert Kubica e predando-o na reta após a Eau Rouge. Na relargada, foi fácil para Kimi perseguir físico através da Eau Rouge e sacramentar a ultrapassagem com o KERS na reta seguinte.

Sob o ritmo mais lento do safety car, houve certa equalização de combustível — o que prova o quanto o motor Ferrari é um beberrão — e as estratégias acabaram coincidindo com os dois alternando tempos mais rápidos e parando nas mesmas voltas. Houvesse Giancarlo uma volta a mais de combustível que Kimi na última parada, a história do GP da Bélgica teria sido outra, muito mais chocante.

A vitória é um prêmio justo ao criticado Raikkonen e à Ferrari, que parou o desenvolvimento do F60 para concentra-ser em 2010. Mas é a segunda posição da Force India, liderada brilhantemente por Fisichella hoje, o grande resultado do final de semana e talvez um dos mais significativos na história Formula 1 moderna.

Acidente na largada do GP da Bélgica

Peso dos carros revela favoritismo estratégico de Kimi e Trulli

IMAGEM: Force India/Divulgação fisicoemallya(FISICO e MALLYA comemoram. Velocidade genuína que bateu a Brawn hoje)

Eu nomearia Jarno Trulli favorito para prova de amanhã se Kimi Raikkonen — o atual dono de Spa — não estivesse atrás dele com o KERS e com uma estratégia de primeira perna de corrida similar. Enquanto Kimi é um relógio suiço em termos de ritmo de corrida, Trulli é famoso por sua inconsistência. Além de Trulli, a grande incógnita na trilha de Kimi rumo à vitória é Nick Heidfeld, com a mesma estimativa de parada.

Assustador é ver o peso da Brawn de Rubens Barrichello, mais leves que a Force India. Ele está estratégicamente vulnerável para carros mais pesados logo atrás.

Como imaginávamos na sessão de comentários, a Force India estava leve, mas nem tanto e o primeiro ponto amanhã é uma aposta quase certa.

Será uma corrida emocionante e saber ultrapassar e ser agressivo nesta pista será essencial amanhã. E vocês, como acham que se desenvolverá a corrida e quem é o favorito? Comentem!

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 1.  Fisichella   Force India-Mercedes  648.0  Estimat. de 1ª parada:12
 2.  Trulli       Toyota                656.5  Estimat. de 1ª parada:15
 3.  Heidfeld     BMW-Sauber            655.0  Estimat. de 1ª parada:14
 4.  Barrichello  Brawn-Mercedes        644.5  Estimat. de 1ª parada:11
 5.  Kubica       BMW-Sauber            649.0  Estimat. de 1ª parada:12
 6.  Raikkonen    Ferrari               655.0  Estimat. de 1ª parada:14
 7.  Glock        Toyota                648.5  Estimat. de 1ª parada:12
 8.  Vettel       Red Bull-Renault      662.5  Estimat. de 1ª parada:17
 9.  Webber       Red Bull-Renault      658.0  Estimat. de 1ª parada:15
10.  Rosberg      Williams-Toyota       670.0  Estimat. de 1ª parada:19
11.  Sutil        Force India-Mercedes  678.5* Estimat. de 1ª parada:22
12.  Hamilton     McLaren-Mercedes      693.5* Estimat. de 1ª parada:27
13.  Alonso       Renault               684.4* Estimat. de 1ª parada:24
14.  Button       Brawn-Mercedes        694.2* Estimat. de 1ª parada:27
15.  Kovalainen   McLaren-Mercedes      697.0* Estimat. de 1ª parada:28
16.  Buemi        Toro Rosso-Ferrari    685.0* Estimat. de 1ª parada:24
17.  Alguersuari  Toro Rosso-Ferrari    704.5* Estimat. de 1ª parada:30
18.  Nakajima     Williams-Toyota       706.1* Estimat. de 1ª parada:31
19.  Grosjean     Renault               704.7* Estimat. de 1ª parada:30
20.  Badoer       Ferrari               691.0* Estimat. de 1ª parada:26
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(FONTE: F1FANATIC.CO.UK)

Chocante pole-position para Giancarlo Fisichella na Bélgica

IMAGEM: Force India/Divulgação fisicoonpole(GIANCARLO: o bom e velho italiano manda recado para Luca di Montezemolo…)

Enquanto a disputa pelo título não engrena em termos de emoção, parece que esse é o elemento que fica a encargo dos coadjuvantes esse ano.

Sim, a pole de Giancarlo Fisichella agora há pouco foi chocante e improvável, mas vocês hão de concordar, foi também emocionante. Ela abre boas perspectivas futuras tanto para Giancarlo — a ponto de fazer um acerto dos sonhos com a Ferrari — quanto para a Force India, atolada em dívidas.

A diferença de uma volta ou duas de combustível causa significativo impacto nos tempos de volta em Spa, muito por conta da extensão do circuito. Portanto, é bem provável que haja um suspiro de gasolina no tanque do “Físico”, mas a diferença da sua melhor volta no Q2 para a mais rápida é de apenas 0.16 décimo de segundo, uma pista do quanto o carro foi genuinamento rápido hoje. Vamos aguardar, mas eu imagino que haja também muito braço nessa volta espetacular do bom e velho italiano.

A perspectiva para a corrida, então, é caótica, sendo impossível no momento apontar favoritos ou fazer conjecturas sem que se ponha um olho nos pesos dos carros. A única boa pista é quanto a briga pelo campeonato e nesse ponto Rubens Barrichello é o melhor posicionado, tendo mais uma  bela chance de diminuir a diferença para o mais uma vez vacilante Jenson Button, que larga atrás de um time peso pesado, só Lewis Hamilton e Fernando Alonso.

A McLaren foi ao Paraíso e voltou ao purgatório com a 12ª posição de Lewis hoje, mas temos de relembrar que essa volatilidade na performance das equipes tem sido algo comum durante a temporada, o que parece ser culpa da irregularidade com que a Bridgestone tem provido os compostos de pneus. Quem imaginaria Toyotas, BMWs e uma Force India ocupando as primeiras filas em um grid de Spa há três corridas atrás?

Aguardemos os pesos dos carros então!

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 1.  Fisichella   Force India-Mercedes  (B)  1:45.102  1:44.667  1:46.308
 2.  Trulli       Toyota                (B)  1:45.140  1:44.503  1:46.395
 3.  Heidfeld     BMW-Sauber            (B)  1:45.566  1:44.709  1:46.500
 4.  Barrichello  Brawn-Mercedes        (B)  1:45.237  1:44.834  1:46.513
 5.  Kubica       BMW-Sauber            (B)  1:45.655  1:44.557  1:46.586
 6.  Raikkonen    Ferrari               (B)  1:45.579  1:44.953  1:46.633
 7.  Glock        Toyota                (B)  1:45.450  1:44.877  1:46.677
 8.  Vettel       Red Bull-Renault      (B)  1:45.372  1:44.592  1:46.761
 9.  Webber       Red Bull-Renault      (B)  1:45.350  1:44.924  1:46.788
10.  Rosberg      Williams-Toyota       (B)  1:45.486  1:45.047  1:47.362
11.  Sutil        Force India-Mercedes  (B)  1:45.486  1:45.119
12.  Hamilton     McLaren-Mercedes      (B)  1:45.239  1:45.122
13.  Alonso       Renault               (B)  1:45.767  1:45.136
14.  Button       Brawn-Mercedes        (B)  1:45.707  1:45.251
15.  Kovalainen   McLaren-Mercedes      (B)  1:45.761  1:45.259
16.  Buemi        Toro Rosso-Ferrari    (B)  1:45.705
17.  Alguersuari  Toro Rosso-Ferrari    (B)  1:45.951
18.  Nakajima     Williams-Toyota       (B)  1:46.032
19.  Grosjean     Renault               (B)  1:46.307
20.  Badoer       Ferrari               (B)  1:46.359

Notas pré-classificação para o GP Bélgica

IMAGEM: Renault/Divulgaçãoromã

Nota 1) Lentamente, a virose abandona este “corpitcho”. Sem dores pelas “juntas” fica mais fácil ler, pensar e escrever.

Nota2) Eu estou ansioso pela classificação, mas lendo a discussão na sessão de comentários entre o Claudemir e o Filipe sobre a ordem de poder em Spa, é interessante perceber como essa talvez seja a mais imprevisível sessão classificatória do ano.

Isso, claro, por que há uma série de variáveis para se adicionar à equação:

a) A Red Bull tem o melhor carro, mas Vettel carrega o dilema dos motores com ele e Mark Webber sugere que a vantagem, se há, não deverá ser tão grande.

b) Raikkonen é uma força que jamais deve ser ignorada em Spa.

c) A McLaren tem a energia do KERS, mas tem também agora o primeiro chassi customizado da história da Formula 1, o que lhe permitiu adaptar-se para Spa com um carro mais longo, o que aerodinamicamente beneficia as curvas de alta do circuito. Dez horas de trabalho que os mecânicos passaram fazendo essa adaptação podem tornar Lewis outra força em Spa.

Nota 3) Mas se eu tivesse o melhor carro voando pela Eau Rouge — como parece ser o caso da Red Bull — eu estaria nesse momento debruçado sobre o “Case” Brawn  X  McLaren de uma semana atrás para entender, em detalhes, como Rubens Barrichello e Ross Brawn deixaram dois carros com KERS para trás em Valência. Talvez tenha sido a mais bem estudada e executada estratégia de corrida do ano.

Nota 4) Vocês viram o tempo do Grosjean hoje? Eu posso inferir por isso que Fernando Alonso poderá ser mineiro do GP da Bélgica, “quietin, quietin” e ele pode assustar a concorrência.

Nota 5) Para finalizar, eu vou traduzir parte de uma entrevista de Lewis Hamilton que acabei de ler no Formula1.com:

Pergunta: é seu objetivo vencer aqui?

Lewis: Com certeza eu desejo vencer. Eu venci no ano passado. Se teremos velocidade esse ano, eu não sei no momento.

Button: nervos à flor da pele

IMAGEM: Brawn/Divulgação jensunderpressure(JENSON: ontem ele explodiu contra jornalistas)

Estará Jenson Button finalmente ruindo sob a intensa pressão de ser campeão? Ao menos há bons sinais de que o homem parece em rota de colisão com os próprios nervos nas últimas duas semanas.

Ele confessou que passou as férias de verão da F1 tenso e insone e só conseguiu relaxar após participação no Triátlon e encontrar a namorada e amigos. Na volta das férias, já em Valência, o inglês foi pego em cálculos, analisando matematicamente o caminho mais curto e menos arriscado na sua campanha pelo campeonato. O final de semana em Valência — a bordo do carro mais rápido do grid — foi desastroso, com um erro na classificação e uma performance horrenda na corrida depois de uma largada terrível, o que rendeu um indireto bate-boca via imprensa com Sebastian Vettel por conta da curva que os dois dividiram e em que Jenson passou reto: “eu teria batido ou perdido a asa dianteira.” Vettel devolveu ironicamente: “você não senta no carro para dar voluntariamente a sua posição para quem está atrás.”

Ontem, talvez o ápice dessa tensão, carregada durante semanas, tenha vindo à tona. Perguntado pelo seu desejo de vencer o campeonato o piloto da Brawn explodiu: “Jenson deseja esse título? Esta é uma pergunta ridícula, não é? O que merda eu estou fazendo aqui?”

Logo depois da prova em Valência Button prometeu mais agressividade na classificação e na corrida em Spa, mas o que ele realmente precisará nesse final de semana é relaxar e tentar voltar a ser aquele Button do início do ano quando o BGP 001 era supremo, afinal, Mark Webber já adiantou que nas travadas pistas de Abu Dhabi e Cingapura, o carro da Brawn deve teoricamente dar a Button a vantagem necessária para que ele assegure o seu primeiro título…

Brawn testa barbatana na Bélgica

A Brawn mostrou nos treinos livres de hoje a mais significativa e visível mudança aerodinâmica no BGP 001 desde a estréia da equipe no GP da Austrália. A equipe adotou, apenas no carro de Jenson Button, a famosa barbatana de tubarão já usada por outras equipes no grid.

Terá a nova barbatana alguma influência no desempenho em Spa domingo? Segundo o Vitor, o BGP 001 é um carro tão bem nascido que podem estragá-lo na tentativa de melhorá-lo.

sharkfinn

Com pista seca, Lewis lidera segunda sessão livre na Bélgica

  • 1.  Hamilton     McLaren-Mercedes      (B)  1:47.201                     29
  • 2.  Glock        Toyota                                    (B)  1:47.217  + 0.016  29
  • 3.  Raikkonen    Ferrari                              (B)  1:47.285  + 0.084  26
  • 4.  Webber       Red Bull-Renault             (B)  1:47.329  + 0.128  31
  • 5.  Grosjean     Renault                               (B)  1:47.333  + 0.132  34
  • 6.  Fisichella   Force India-Mercedes  (B)  1:47.506  + 0.305  27
  • 7.  Trulli       Toyota                                     (B)  1:47.559  + 0.358  33
  • 8.  Kubica       BMW-Sauber                      (B)  1:47.578  + 0.377  33
  • 9.  Alguersuari  Toro Rosso-Ferrari    (B)  1:47.579  + 0.378  36
  • 10.  Vettel       Red Bull-Renault             (B)  1:47.602  + 0.401  25
  • 11.  Buemi        Toro Rosso-Ferrari       (B)  1:47.702  + 0.501  38
  • 12.  Kovalainen  McLaren-Mercedes  (B)  1:47.743  + 0.542  33
  • 13.  Sutil        Force India-Mercedes    (B)  1:47.790  + 0.589  29
  • 14.  Alonso       Renault                              (B)  1:47.862  + 0.661  30
  • 15.  Nakajima     Williams-Toyota         (B)  1:47.961  + 0.760  32
  • 16.  Heidfeld     BMW-Sauber                  (B)  1:48.017  + 0.816  30
  • 17.  Button       Brawn-Mercedes           (B)  1:48.125  + 0.924  34
  • 18.  Barrichello  Brawn-Mercedes        (B)  1:48.130  + 0.929  37
  • 19.  Rosberg      Williams-Toyota          (B)  1:48.360  + 1.159  29
  • 20.  Badoer       Ferrari                              (B)  1:49.211  + 2.010  30

Notas pré-GP da Bélgica 1

IMAGEM: Ferrari/Divulgação theniceman(KIMI: The “NICEMAN”)

Me desculpem se o blog parece abandonado nos últimos dias, mas eu contraí uma daquelas viroses desconhecidas que me nocauteou de segunda-feira para cá. Estou sem muito ânimo para ler ou escrever e isso certamente deixará o blog bem lento até o final de semana também.

De qualquer maneira, muito dos temas em pauta foram trazidos de Valência para Spa. Os rumores sobre pilotos mudando de equipe, por exemplo, são tantos e tão desencontrados que não faria muito sentido escrever a respeito. Kubica deseja uma equipe estável, Rosberg sente-se honrado pelo interesse da McLaren, Alonso está muito ativo e em conversações e Kimi diz que “tem um contrato a cumprir em 2010”. Enfim, mais do mesmo…

Uma das coisas interessantes que eu li hoje foi mais um daqueles comunicados arrogantes da Ferrari, listando a longa fila de pilotos que nos últimos dias estiveram no burburinho dos que podem substituir Felipe Massa. Sim, arrogante e desnecessário, mas ao mínimo engraçado e, em certo ponto, reforça a impressão da fidelidade canina que tem a “Famiglia” Ferrari por um de seus membros.

A FOM também liberou o vídeo editado do GP da Europa e é interessante verificar que um dos erros cometidos por Luca Badoer — pisar em cima da linha de saida dos boxes — tem uma parcela de culpa dos boxes da Ferrari que o pediu via rádio, naquele momento crítico, que ele tomasse cuidado com “o tráfego” e meio segundo depois o pediu para manter o ritmo.

No mesmo Formula1.com, na mesma sessão de vídeos, mas na aba das voltas com câmeras onboard, há um interessante vídeo com a volta que deu a pole position ao Lewis e que é o mehor guia de como se usar o KERS que eu vi até aqui.

Interessante também é o fato de alguns dos pilotos indicarem os treinos-livres de amanhã como importantes para se entender quem largará com a vantagem em Spa. Muita gente desmistifica esses treinos livres como inúteis para se entender a forma das equipes no final de semana, mas quem sou eu para contrariar Kimi Raikkonen?

Portanto, fiquem de olho nas duas sessões de amanhã!

Vettel, o destruidor de motores?

IMAGEM: Red Bull/Divulgação vettelenginedestroyer(VETTEL explode motor em Mônaco: sera culpa do alemão ou só incopetência da Renault?)

Um dos grandes mistérios da temporada no momento é a tendência crônica de Sebastian Vettel para destruir os motores Renault. Como tudo na Formula 1, não há qualquer pista concreta do que anda causando as mortes súbitas dos propulsores franceses, e se observadas as estatísticas de uso de motores, a coisa fica ainda mais estranha.

A Renault foi a única equipe a ganhar alguns cavalos de potência esse ano, o que poderia ter causando um problema crônico na linha de produção dos motores, mas isso parece improvável quando se descobre que dos quatro carros empurrados pelos motores franceses — com exceção do de Vettel — nenhum teve qualquer problema.

Será culpa do estilo de pilotagem de Sebastian? Impossível saber dada a eletrônica que minimiza os erros dos pilotos, mas ao menos há um padrão nas falhas: das quatro quebras três ocorreram nos circuitos travados e urbanos, como Mônaco e Valência. Pode ser que Sebastian esteja sendo muito agressivo nas zebras causando vibração excessiva ou talvez seja um simples problema de instalação.

A verdade também é que Vettel já foi desnecessariamente agressivo com o seu equipamento esse ano — como na Turquia quando perdeu a segunda posição para Webber e tentou recuperá-la na última perna de corrida forçando o equipamento enquanto Webber economizava o seu.

Vettel tem agora apenas 4 motores: 2 novos para usar em pistas que tendem a ser estressantes para os motores, como Spa e Monza, onde se permanece sob aceleração plena quase 70% do circuito. Além desses dois novos, há outros dois usados, que têm aproximadamente 1300 km e 800 km de uso.

Será curioso ver que estratégia a Red Bull adotará para minimizar o estrago na luta particular de Vettel pelo campeonato. A equipe pode, por exemplo, ser conservadora e reduzir os RPMs nas próximas corridas — significando uma queda de performance — ou simplesmente usar os dois motores nas próximas três corridas e tomar um penalty de dez posições no grid pelo uso do nono propulsor, provavelmente no Brasil, o que lhe deixaria com um motor razoavelmente saudável para a última prova em Abu Dhabi.

Começo a desconfiar de que não seria tão má idéia a Red Bull daqui a duas corridas começar a concentrar esforços só em Mark Webber na luta pelo campeonato.

Expectativas para o GP da Bélgica

UMA CARONA On Board com Fernando Alonso pelo longo circuito Belga

A Formula 1 deixa o artificial glamour de Valência e sua pista sem identidade e aterrissa direto em um dos circuitos que carrega parte do DNA histórico da categoria. La Source, Eau Rouge, Le Combs, Blanchimont, Rivage… Todos nomes de curvas que fazem eco na memória do fã de longa época da categoria.

Clique AQUI e veja abaixo a nossa pauta de discussão nesses dias que precedem uma das mais tradicionais corridas da temporada…

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Brawn pretende manter Rubens Barrichello e assegura futuro na Formula 1 com novo patrocínio e com os motores Mercedes

brawndeal

Uau… hoje é um dia especial para quem torce para a Brawn GP e para Rubens Barrichello. Os dois homens que comandam a equipe, Nick Fry e Ross Brawn, deram entrevistas para a Autosport e garantiram que:

— Não há motivos para não permanecer com os dois pilotos;

— Há 99% de chances de a parceria com a Mercedes-Benz continuar e…

— …A equipe garantiu um grande patrocinador que assegurará a longo prazo o futuro da equipe;

— A Virgin não estará com a equipe no ano que vem.

Na mesma entrevista, Fry assegurou que esse novo “sponsor’ majoritário será revelado no lançamento do novo carro.

Quanto a provável renovação de Barrichello, é bem óbvio que a sua convincente vitória no domingo deve ter definitivamente convencido os dois CEO´s de que o homem além de um belo background técnico tem ainda muita velocidade e, claro, devem estar pensando no quão Rubens será uma vez mais útil em 2010 — uma temporada que poderá ter ainda menos testes que essa atual e ainda mais desafios a ser resolver com novas regras técnicas adotadas como a redimensão do tanque de combustível.

E vocês, o que acham da permanência de Rubens Barrichello na Formula 1 por mais um ano?

Fisichella: uma solução para a Ferrari?

IMAGEM: Force India/Divulgaçãogiancarlotoferrari (GIANCARLO: mais um na lista de prováveis substitutos de Felipe Massa)

A “Auto Motor und Sport,” prestigiosa publicação especializada alemã, está ventilando que Giancarlo Fisichella pode ser a solução para o dilema que enfrenta a Ferrari com o afastamento de Felipe Massa e a pobre performance do seu substituto, o piloto de testes Luca Badoer.

Os rumores que circulam pelo paddock podem ser parte de um intrincando acerto que envolveria as pesadas dívidas da Force India com a Ferrari — sua fornecedora de motores em 2008 — e o suposto destino de Giancarlo em 2010: a própria Ferrari, mas no papel de piloto de testes em substituição ao hoje sob pressão Luca Badoer.

Preenchendo o lugar vago de Giancarlo na Force India entraria o reserva Vitantonio Liuzzi, piloto italiano que tem um contrato em vigor com a Force India.

Antonio Lobato, comentarista da TV espanhola e “chapa” de Fernando Alonso, confirmou a mesma história em seu blog, mas com uma variável, que seria Vitali Petrov, hoje na GP2, sentando no carro da Force India no lugar de Fisichella.

Sim, rumor é o que não falta nesse momento na Formula 1, mas seria uma solução satisfatória e hábil, um piloto em atividade e competitivo que acabaria por satisfazer a torcida italiana e a exigente e crítica imprensa especializada mundo afora, frustrada com o fato de que Schumacher definitivamente não volta em 2009.

A disputa pelo campeonato: análise

EVOLUÇÃO  EM PONTOS NA TEMPORADA

O início arrasador de Jenson Button nessa temporada é o suficiente até aqui para mantê-lo folgado na liderança do campeonato e ainda carregar a chama de favorito, mas a vitória de Rubens Barrichello ontem deve ter acendido a luz amarela na cabeça do inglês.

Com a vitória Rubens assegura o direito de estender a sua luta pessoal e independente pelo campeonato ao mínimo pelas próximas 3 ou 4 corridas. Button, portanto, ainda terá que caminhar com as próprias pernas se quiser vencer o campeonato antes de Abu Dhabi, a última prova da temporada.

A queda de performance de Button

Outro problema para Jenson é a sua recente e vertiginosa queda de performance, tanto na classificação quanto na corrida nas últimas cinco provas. Do GP da Inglaterra até ontem ele marcou 11 pontos, o que lhe dá a média de 2,75 por corrida. Mesmo com a quebra na Hungria, Rubens Barrichello tem a significativa média de 4,75 pontos nas últimas quatro corridas, Mark Webber 6 pontos e Sebastian Vettel 4,5 pontos — mesmo em meio a uma terrível maré de azar e incompetência da Renault, a fornecedora de motores da Red Bull.

A única explicação para essa queda de rendimento de Button são as extensivas mudanças e reversão de setup que a Brawn fez no BGP 001 da Inglaterra até Valência.

Se Rubens hipoteticamente continuasse a tirar essa diferença de 2.5 pontos por corrida até a última prova do ano, ele descontaria 15 pontos de Jenson, insuficientes diante dos 18 que o inglês mantém a seu favor nesse momento. A pergunta então é: quando Jenson Button sofrerá algum problema de confiabilidade, algo que nocauteou Rubens na Turquia e na Hungria? As leis da probabilidade jogam contra Button nesse momento.

A situação na Red Bull

No outro lado do ringue a briga interna na Red Bull vem sendo drasticamente afetada pela problemática relação “íntima” de Vettel com os motores Renault. Dos quatro carros empurrados pelos propulsores franceses no grid o de Sebastian teve duas quebras consecutivas no mesmo final de semana e já há quem questione se o estilo de pilotagem de Sebastian talvez não seja o culpado. Duvido, mas é estranho acontecer em apenas um carro entre quatro no grid…

Em 11 corridas Sebastian perdeu os motores 1, 4, 5 e 7. Os de número 3 e 5 já foram utilizados em três corridas, além do número 2 em mais duas. O alemão tem à sua disposição para as últimas seis provas quatro motores já usados  e dois novos e pode sofrer uma queda de performance ao poupar motores daqui em diante. Mark Webber, portanto, tem a melhor mão de jogo dentro da escuderia austríaca…

Jenson ainda é favorito, mas…

Estatisticamente, Mark Webber é quem tem a melhor média de descontos de pontos para Jenson — 3,25 — o que lhe daria 19,5 pontos ao fim do campeonato, o suficiente para ser campeão, mas com o que parece ser o ressurgimento da Brawn no campeonato, é Rubens quem tem a melhor oportunidade, pela proximidade do adversário e pelo carro.

Sim, Jenson ainda é o favorito, mas ele ainda terá que remar um pouco mais para ganhar esse campeonato. Se Rubens não tivesse problemas de câmbio na largada da Turquia ou de suspensão na Hungria, o inglês estaria sob pressão um pouco mais intensa.

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MEDIA DE PONTOS

POSIÇÕES DE LARGADA

Reação à vitória de Rubens Barrichello no Brasil

IMAGEM: Brawn/Divulgação champaingsupernova

Abaixo, a opinião dos mais populares jornalistas especializados em automobilismo no Brasil:

“…E conquistou a 100ª vitória de um piloto do país na F-1. Está em boas mãos, a marca histórica. Rubens é um sobrevivente, um cara batalhador, que pode não ser brilhante, fenomenal, mas tem seu nome assegurado na história da categoria pela longevidade e por algumas atuações dignas de lembrança de todos que gostam de corridas.”

— Flavio Gomes – Site Grande Prêmio

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“Numa corrida monótona e sonolenta, provavelmente a menos emocionante do ano, Rubens Barrichello salvou o dia. Voltou a vencer depois de cinco anos com uma performace soberba, a melhor em muito tempo.

Não que Barrichello tenha sido genial como já foi em corridas recheadas de ultrapassagens, como na Alemanha em 2000 ou na Inglaterra em 2003. Mas, dentro das características do circuito de rua de Valência, pouco propício a ultrapassagens, ele foi perfeito dentro da estratégia que a equipe delimitou.”

— Ivan Capelli – Blogueiro especializado em Automobilismo

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“Por algum motivo, justiça talvez, sempre achei que a centésima vitória brasileira na F-1 deveria ser do Barrichello. Um cara que tanto ralou, que há tanto tempo está por lá, que vive uma temporada ao mesmo tempo tão boa mas tão angustiante. E foi.”

— Fábio Seixas – Folha de São Paulo

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“(Barrichello) Tem 37 anos, verdade, mas não entrou na curva descendente ainda, apesar de esta ser sua 17.ª temporada na Fórmula 1 e ter disputado 279 GPs. O que é isso senão paixão pela velocidade, resultante de motivação rara, atenção ao preparo físico e muita dedicação a sua atividade de piloto profissional? Vai gostar assim da Fórmula 1 lá na China!”

— Livio Oricchio – Estado de São Paulo

Galeria com fotos da vitória de Rubens Barrichello e a 100ª do Brasil na Formula 1

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