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Kimi no Rali da Finlândia

FOTO: Ferrari/DivulgaçãoKIMI RAIKKONEN(KIMI NO RALI: finlandês pareceu mais relaxado e feliz que nos finais de semana da F1)

No último final de semana Kimi Raikkonen participou pela primeira vez de uma das etapas do mundial de Rali, realizada na Finlândia. Abaixo, segue um curto report com fotos e vídeos do piloto finlandês na competição.

Clique aqui para ler mais sobre a participação de Kimi no rali…

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Não é muito segredo que Kimi Raikkonen pretende dedicar-se aos Ralis quando tiver certeza que o seu tempo na Formula 1 expirou. Mesmo com o abandono em um dos estágios do Rali — depois de um cinematográfico acidente e problemas com a perda de pressão do motor — a experiência pode ser considerada positiva e impressionante para quem compete em Ralis há tão pouco tempo.

O Rali de Finlândia é considerado a mais dura, difícil e rápida etapa do Mundial e Kimi começou a treinar há apenas duas semanas atrás, completando apenas 330 Km de preparação, tendo sido essa a sua primeira experiência sobre uma estrada de cascalho e pedregulhos.

Ele cometeu dois pequenos erros nos estágios 2 e 3, o que lhe custou considerável tempo em comparação ao seu companheiro de equipe, Anton Alén — um piloto de Ralis profissional e estrela ascendente na Finlândia. Entre os estágios 5 e 9 do Rali a vantagem de Alén para Kimi variou entre 2,5 a 4 segundos, mesmo Alén tendo nas mãos um Fiat Punto com alguns cavalos a mais de potência e nova transmissão que o de Kimi.*

Para os fãs de Kimi e para os fãs de Rali ao redor do mundo, a experiência deixou claro que o piloto da Ferrari tem genuíno potencial, e até Tommi Makinen — tetracampeão de Ralis que observou de perto a performance do finlandês — acredita que Kimi “poderia ser campeão se migrasse direto da F1 para os Ralis.”

O mais curioso, no entanto, foi observar alguns vídeos de Kimi no Rali. Ao contrário do nonsense que é a F1, que força a um distanciamento entre pilotos,torcidas e fãs, no Rali o contato é direto e Kimi pareceu à vontade ao se misturar com os fãs que tentaram ajudar a resgatar o seu carro capotado. Mas o mais significativo foram duas entrevistas: uma em que ele relata o andamento do Rali e outra em que fala da experiência de ter competido em uma etapa do campeonato mundial. Nas duas Raikkonen parece muito mais feliz e relaxado do que nos finais de semana de Formula 1 (veja estas entrevistas nos vídeos abaixo).

Pela felicidade demonstrada ao competir no Rali, pode-se arriscar a dizer que Kimi talvez não sinta falta da F1 quando se aposentar — permeada hoje de política e muita egomania —, mas não sei dizer com certeza se esqueceremos o “Ice Man” depois que ele for embora…

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* Relatório baseado em informações de Melanie, leitora do F1fanatic.

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Discussão

15 comentários sobre “Kimi no Rali da Finlândia

  1. BecKen é Tommy Makinen, não?

    Publicado por Leo | 05/08/2009, 2:58 pm
  2. Becken –>

    Como por enquanto parece que nao temos assunto novo na praça. gostaria de deixar uma sugestao para post..

    É até uma duvida que pensei, pensei e eu nao consegui ainda ter a resposta. Provavelmente alguem aqui deva saber.

    Vamos..

    PQ a formula 1 hoje custa muitoo mais que antes ??

    Antes nos tinhamos, pneu para classificacao, Motor para classificacao, Pneu a vontade, teste a vontade com pneus liberados.

    Neguinho vinha ate jacarepagua no autodromo do rio para treinar.

    2 , 3 Motores por Corrida. nao é 2 corridas por motor.

    Nao se tinha os patrocinios com os niveis de valores de hoje.

    Pneus com varios fornecedores, teste pra diabo de pneu.

    PQ os custos entao subiram tanto ?

    Publicado por Claudio Cardoso | 05/08/2009, 3:12 pm
  3. BecKen é Tommy Makinen, não?

    Eu e vc erramos! :)

    Verifiquei no site e errei a grafia por um “N”. Mas ainda assim obrigado, sem o seu olho atento teria permanecido sem o N.

    Abração

    o site:
    http://www.tommimakinen.net/

    Publicado por Becken Lima | 05/08/2009, 3:16 pm
  4. Vou me entrometer na conversa Claudio Cardoso e vou passar a minha visão de o porque tudo esta mais caro no esporte.

    Lavagem de dinheiro meu amigo.

    É a lavanderia mais eficiente do mundo, você faz um balanço esportivo de 240mi de euros (caso Ferrari) não gasta tudo isso, pega aportes de varias empresas em patrocínios, verba compensatória, e algumas coisinhas mais no meio do caminho.

    Para as patrocinadoras entra como incentivo esportivo e é detutível no imposto de renda. E por aí vai. Mas é pura lavagem de dinheiro.

    Exemplo de patrocínio esportivo exacerbado que temos hoje na F1 se não me engano a Phillip Morris paga a Ferrari 60mi de euros por temporada o Santander entrará por módicos 20mi de euros, sem ser o sponsor principal da equipe.

    Na parte técnica ficou mais por imposição da FIA a redução da gastança, para o incentivo a pequenas equipes do que propriamente uma economia unilateral das equipes, se a FIA deixasse eles faziam testes até na lua, usavam toda a borracha que a bridgestone produzisse e vinham ao “Brazil” ficar com as mulatas do RJ, e motores seriam descatáveis a cada teste, treino ou corrida.

    Quanto maior o orçamento de uma equipe mais lavagem pode ser feita.

    Quantos máfiosos, arabese bandidos apóiam o esporte hoje em dia ?

    Kaka vale 50mi de euro ? Onde ? Cristiano Marrentinho Ronaldo 60mi, Ribery 55mi, são exemplos de que hoje o esporte é uma lavanderia de dinheiro de drogas, assassinatos, roubos e vagabundagem em geral.

    Publicado por Claudemir Freire | 05/08/2009, 4:56 pm
  5. Para o Becken, Alan Mclaren e quem mais é fã das flechas de prata.
    Atenção à parte III. Vem coisa nova aí pra Valência.

    Publicado por Leandro Magno | 05/08/2009, 6:26 pm
  6. Vem coisa nova aí pra Valência.

    Sim, updates na suspensão e mais refinamentos na aerodinâmica. Dizem que a suspensão foi o pulo do gato da Red Bull, então…

    A McLaren é realmente uma equipe espetacular. Se eles tivessem começado 1 segundo atrás ao invés de 2,5 estariam brigando pelo título agora…

    Publicado por Becken Lima | 05/08/2009, 6:52 pm
  7. Devemos ter Ferrari contra McLaren de novo em 2010.
    Se a McLaren quiser ganhar o WCC terá q pensar direitinho quem deve ser o companheiro de Hamilton. Massa e Alonso será um dupla muito forte e somarão muitos pontos para os vermelhos.
    Acho q Kubica seria uma boa. O Button tb seria interessante, mas dois ingleses juntos n seria interessante comercialmente, porém se a Mclaren quer mesmo entrar no mercado de carros de rua, seria uma forma interessante de conquistar o mercado britânico de forma absoluta pra depois partir pra ganhar o resto da Europa.

    Publicado por Leandro Magno | 05/08/2009, 7:34 pm
  8. Claudemir –>

    To contigo a respeito de onde vem a grana, e com qual proposito

    Mas o que ainda nao entendi, e´ como justificam que gastam mais, se hj é tudo muiiito mais limitado.

    Falam de voltar para os gastos dos anos 80 /90. Mas porra nos anos 90 era tudo limitado. Lembram do motor honda para o Senna fazer apenas a classificacao ?

    E como hj gasta mais se o motor tem de durar um monte de corridas?

    Fora a gastança dos Pneus, era pneu pra caralhooooooo naquela epoca. Teste entao, PQp, a Ferrari chegou a ter 2 equipes de teste simultaneas andando em pistas diferentes.

    Publicado por claudio cardoso | 05/08/2009, 8:09 pm
  9. Claudio, na minha opiniao tudo tem que se tornar caro para poder constar nos balancos, e é ai que esta o problema e onde a FIA nao quer que as atencoes sejam exageradas.
    Para a lavagem nao chamar tanta atencao, isso nao é exclusividade dela, a FIFA, COI e as federacoes de esportes espalhadas pelo mundo, nao querem que seu negocio seja auditado por governos.

    Publicado por Claudemir Freire | 05/08/2009, 8:32 pm
  10. Claudemir –>

    mas ai nao faz sentido, quando eles inventaram a estoria de auditar com a introducao do teto.

    Publicado por claudio cardoso | 05/08/2009, 9:42 pm
  11. Nunca tinha pensado nisso que o Cláudio falou.
    A única coisa que eu acho que foi inflacionada foram os salários dos pilotos.
    Quando o Piquet fez contrato com a Lótus, no qual recebia 1 milhão de dólares por mês, além de ser o maior contrato havido na categoria, aqueles valores era absurdamente altos. Hoje, segundo dizem, o Alonso ganha 42 milhões. Mas isso, por si só, não justificam os gastos de hoje com tantas limitações em relação ao passado.
    Isso se viu no esporte em geral.
    O Romário foi vendido por US$3.8 milhões . O Zico foi vendido por pouco mais de US$5 milhões de dólares. Imaginem esses caras jogando hoje, quanto valeriam!
    Se eu voltar a jogar (qual o problema, o Schumacher não vai voltar?) é capaz de pagarem uns US$10 milhões por meu passe (eles que não sabem, mas por R$500 mil eu volto feliz)…rsrsrs.
    A sugestão do Cláudio é muito interessante. Merece mesmo um post.
    Abs.

    Publicado por A. Coyote | 06/08/2009, 10:02 am
  12. Claudio não saberia explicar a fundo, mas alguém pode ter lido esse livro que conta como os “causos” acontencem.

    Livro-bomba denuncia lavagem na F-1.

    Sinopse.

    “O Dinheiro Secreto dos Paraísos Fiscais”, publicado na Suíça, aponta escuderias, patrocinadores e Bernie Ecclestone como responsáveis pela evasão de milhões de dólares.

    Genebra – A Fórmula 1, em crise diante da falta de competitividade entre as equipes, sofre mais um duro golpe. Nesta semana, um livro publicado na Suíça, “O Dinheiro Secreto dos Paraísos Fiscais”, aponta que algumas escuderias, patrocinadores e o próprio Bernie Ecclestone, o todo-poderoso da F1, seriam responsáveis pela lavagem de dinheiro e pela evasão de milhões de dólares. “O esporte é um das grandes vias para a evasão fiscal”, afirma um banqueiro entrevistado pelo autor do livro, Sylvan Besson.

    O livro dedica duas páginas apenas para explicar o complexo esquema montado por Ecclestone nos paraísos fiscais para esconder seu lucro com a F1. segundo o livro, a fortuna de Ecclestone estaria avaliada em US$ 3 bilhões. Para evitar ser taxado, uma das empresas que gerencia a F1, a Petara Holdings, está sediada em Jersey, pequena ilha no Canal da Mancha, conhecida como um dos paraísos ficais mais seguros do mundo.

    Ecclestone, apesar de ser inglês, tem seu endereço oficial na pequena cidade de Gstaad, na Suíça, onde o segredo bancário é uma lei inquestionável. Mesmo na Suíça, seus ativos estão em nome de um trust e, em 2001, Ecclestone declarou que teria um patrimônio de apenas US$ 500 mil. Outros personalidades da F1, como Michael Schumacher e Jean Alesi, também vivem, pelo menos oficialmente na Suíça.

    As acusações feitas no livro incluem também as equipes. Entre 1993 e 1996, a Minardi teria escondido cerca de US$ 12 bilhões do fisco italiano. Segundo advogados entrevistados pelo autor do livro, outras equipes, principalmente as de propriedade de famílias, mantém esquemas parecidos. Besson, porém, poupa as grandes equipes, como a Ferrari, das acusações. (essa parte me pareceu corporativismo)

    Esquema – Outro esquema denunciado no livro é a da utilização da F1 para a lavagem de dinheiro de empresas. Em troca de um espaço para o logotipo nos carros, as empresas pagariam fortunas. Apenas uma pequena parte desse dinheiro efetivamente iria para as equipes. O restante seria depositado nas contas dos supostos negociadores dos acordos de patrocínio.

    A parte da Minardi eu não acredito, mas tudo bem…

    Os nossos amigos do RJ que torcem pelo Fluminense devem saber muito bem como a Unimed lava a grana que deposita na conta do clube.

    Publicado por Claudemir Freire | 06/08/2009, 10:41 am
  13. Metendo a colher respeitosamente.
    Há uma coisa que hoje custa muito mais. Os materiais utilizados e a forma de os fabricar e a infraestrutura necessária para manter tudo coordenado.
    Um pouco como quando a Lockheed Martin decidiu fazer o SR-71 o avião espião que todo o mundo conhece, feito de titânio. Na altura, tiveram que montar uma fábrica e descobrir como trabalhar o material, pois ele é tão duro que ferramentas comuns pura e simplesmente não funcionavam.
    O custo foi exorbitante. Mas o avião é practicamente eterno em termos de resistência de material. De facto quanto mais ele voa, mais resistente fica.
    Hoje em dia os processos de fabrico para conseguir ligas da resistência e qualidade que são necessárias naF1 é também muito alto. As condições necessárias são de facto de laboratório espacial. Os metais têm de ter uma pureza e estabilidade incrível e as ligas utilizadas são fórmula de alquimista e segredo bem guardado em muitos casos.
    Por outro lado a infraestrutura informática tem um papel determinante e também muito onerosa já para não falar nos custos fixos desta operações.
    Uma míriade de fabricantes especializados, em outsourcing e pagos a peso de ouro pela inovação e sigilo profissional são também parte da equação do enorme investimento que isso obriga.
    A legião de engenheiros é imensa na pista e na fábrica monitorando em tempo real o carro e seus parâmetros. Tudo é medido. Moldes, balaclavas, fibra de carbono, ligas aeronauticas, máquinas de pantógrafo ligadas a sistemas de CAD/CAM, capazes de esculpir virtualmente qualquer peça…com tolerância de microns.
    O mundo da F1 é hoje muito diferente das décadas de 70,80 e 90.
    O quantum leap tecnológico foi imenso e eles têm á sua disposição ou querem ter, tudo o que lhes permita ganhar décimos de segundo na pista.
    Isso custa uma barbaridade. É um facto real.

    Publicado por Ernesto Sousa | 07/08/2009, 5:33 pm
  14. A tecnologia hoje tem um custo muito maior. Tanto nos materiais como em técnicas de produção.
    Tudo é feito com precisão maior, mais leve e mais resistente.
    O salário dos engenheiros, pesquisas, testes no tunel de vento, teste em simuladores, telemetria.
    São equipes numerosas e altamente qualificadas. Existia antigamente, mas com certeza hoje muito mais evoluído e mais caro.
    Como o Galvão (ou Reginaldo, não lembro) gosta de falar, só o bico já custa mais de 1 milhão.

    Também a inflação obviamente. Creio que uma coreção monetária seria muito relevante nessa questão.

    Publicado por KBK | 07/08/2009, 5:35 pm
  15. Ernesto ->

    Parabens, ja jogou uma luz na questao.

    Alguem sabe dizer quantos funcionarios por exemplo tinha a Ferrari nos anos 80 ?

    Publicado por Claudio CArdoso | 08/08/2009, 2:47 am

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