//
você está lendo...
ARTIGOS

Pacto da Concórdia é parcialmente revelado

Imagem: FOTA/DivulgaçãoFOTA picture

O influente jornalista especializado em automobilismo Heikki Kulta — o Livio Oricchio finlandês — revelou ontem no diário Turun Sanomat da Finlândia trechos do acordo esportivo/comercial firmado nos últimos dias entre as equipes de Formula 1, a FIA e a FOM, a companhia detentora dos direitos comerciais da categoria.

Kulta revela que:

  • As equipes serão obrigadas garantir ao menos 20 carros no grid.
  • Se necessário, uma equipe fornecerá um Terceiro Carro para preencher o grid. Não será permitido a esse carro marcar pontos nos campeonatos de construtores e pilotos, mas também…
  • …Se este Carro finalizar uma corrida na zona de pontuação, os carros que chegarem imediatamente atrás terão sua pontuação afetada pela posição desse Terceiro Carro.
  • Equipes que utilizarem esse Terceiro Carro terão um acréscimo de 20% no limite do orçamento para essa corrida.
  • As superlicensas para os pilotos ficarão mais baratas: de 1.609 € + 440 € por ponto.
  • As equipes garantem que não haverá um campeonato alternativo até 2012

Agora o trecho mais importante:

  • Seja Ari Vatanen ou Jean Todt, o presidente da FIA terá menos influência sobre os regulamentos técnico e esportivo, que deverá ser aprovado através de um Grupo de Trabalho Técnico e comissão da FIA.
  • Apenas uma decisão majoritária e em conjunto entre as equipes poderá mudar as regras.
  • Apenas a Ferrari terá o direito a veto diante de qualquer proposta de mudança nos dois regulamentos.

Se a substância da matéria de Heikki Kulta for confirmada pela FIA nos próximos dias, não há a mínima dúvida de que as equipes demoliram Max Mosley nessa última batalha…

Anúncios

Discussão

26 comentários sobre “Pacto da Concórdia é parcialmente revelado

  1. Se a substância da matéria de Heikki Kulta for confirmada pela FIA nos próximos dias, não há a mínima dúvida de que as equipes demoliram Max Mosley nessa última batalha…

    Com certeza, Becken. Eles fizeram Mosley cair feio do ringue… Mas será que isso ajudaria ou atrapalharia a eleição de Todt?
    É um tópico a se pensar…

    Abraço!

    Publicado por Willian | 07/08/2009, 7:41 am
  2. Acho interessante a cláusula do terceiro carro. De uma certa forma, uma Ferrari que queira inscrever um bólido em, vamos supor que Interlagos é a última prova do ano, com intenções de garantir o título a um dos seus pilotos, prejudicando os outros, mesmo que não leve pontos, é uma forma de um construtor ou um dirigente com poucos escrúpulos (Flávio Briatore, por exemplo) usar isso só para “lixar” a concorrência e levar o seu piloto a ganhar o título. Em suma, essa cláusula, a ser verdadeira, não vai agradar aos fãs.

    Quanto ao resto, é o que dizes: é a derrota do “Mad Max” em toda a linha. E digo mais, é o campeonato que a FOTA queria dentro da FIA!

    Publicado por Speeder_76 | 07/08/2009, 8:07 am
  3. Speeder_76

    “# As equipes serão obrigadas garantir ao menos 20 carros no grid.
    # Se necessário, uma equipe fornecerá um Terceiro Carro para preencher o grid.”

    Nesse caso do 3º carro é apenas se não tiver os 20 carros no grid, então a teoria da conspiração passaria por mais equipes saindo de fininho do campeonato pra que isso possa acontecer. E claro, nenhuma equipe vai abrir mão do direito de correr pra favorecer a outra em colocar um 3º carro.

    Só uma coisa achei boa nisso, a Toyota, Mercedes, Renault e Red Bull’s não vão poder abandonar o barco até 2012, de resto vai ficar tudo como já é.

    Publicado por Claudemir Freire | 07/08/2009, 8:47 am
  4. Não gostei do 3º carro “café-com-leite”. O cara corre mas não é pra valer? Só pra atrapalhar os outros? Não seria mais simples computar os pontos dos dois carros melhor colocados de cada equipe para os construtores e contar normalmente o de pilotos? FIA ou Fota, os caras gostam de complicar…

    Publicado por Vitor, o de Recife | 07/08/2009, 8:56 am
  5. Concordo quando o Speeder disse que é o campeonato que a FOTA queria dentro da FIA, mas ainda há idéias magníficas a serem vistas, como a história dos preços de ingressos, sistema de pontuação, etc… Praticamente nos livramos da FIA, agora só falta dar adeus ao tio Bernie (e que ele leve o Tilke junto com ele).

    Sobre o 3º carro, seria lindo ver todos os times com 3 carros um grid de 39 carros, mas só 3 equipes devem ter dinheiro pra isso (Ferrari, McLaren e Red Bull… e eu não sei se o Dietrich ia colocar um 3º carro pra Toro Rosso). Talvez, se um dia a Fórmula 1 se tornar rentável, nós veremos um 3º carro…

    Considerando que é um desejo da Ferrari, não é impossivel.

    Mas péra aí…

    “# Apenas uma decisão majoritária e em conjunto entre as equipes poderá mudar as regras.
    # Apenas a Ferrari terá o direito a veto diante de qualquer proposta de mudança nos dois regulamentos.”

    Qualquer mudança não necessitaria da aprovação da Ferrari, de qualquer forma, segundo o primeiro item? Isso já não anularia o segundo? Quem é que veta uma mudança aprovada por si mesmo? Digamos que, segundo o primeiro item, todas as equipes tem poder de veto…

    Não reparem se eu disse uma besteira, mas eu não entendo muito dessas coisas…

    Abraço!

    Publicado por Guilherme Teixeira | 07/08/2009, 9:47 am
  6. Creio q a Fota se formou tendo em vista a facilidade q as equipes teriam para impor suas vontades no momento da assinatura do Pacto.
    Além de conseguirem o q queriam, ainda levaram de brinde a queda do Mosley.
    A greve é ainda a arma mais forte de qq sindicato.
    Onde se lê “greve”, leia-se: Ameaça de formar um campeonato a parte. E, onde se lê “sindicato”, leia-se: Fota.
    Marx deve estar regojizante este ano: Estatização da GM na América e agora mais um grande “sindicato” derruba o “patrão”.
    Mas, tô curioso mesmo é com a situação do Kers.
    A Williams não quer abrir mão dele, nem a Ferrarri e nem a Merdeces; mas as últimas duas deve favores aos demais membros da Fota, q não o querem.
    Esse deve ser um ponto q está pegando, pois pra abolir o Kers deve haver unanimidade.
    Deve ser um ponto q vai rachar a Fota, mas ela n precisa existir mais, afinal já cumpriu seu papel com nota 10 e com louvor, não é mesmo?

    Publicado por Leandro Magno | 07/08/2009, 10:18 am
  7. Guilherme –>

    Perfeita e brilhante observação sua a respeito da contradicao !!

    Publicado por Claudio Cardoso | 07/08/2009, 10:22 am
  8. Guilherme,
    Decisão majoritária é a decisão da maioria e a Ferrari pode n estar entre a maioria.
    Caso n esteja e caso queira vetar, os vermelhos podem exercer esse direito posteriormente.
    Se 8 equipes concordarem com uma um decisão, 5 não e a Ferrari estiver entre essas 5, temos a situação prevista no segundo “parágrafo”.
    Eu disse “podem” vetar, pois um veto provoca desgaste político em alguns casos.

    Publicado por Leandro Magno | 07/08/2009, 10:37 am
  9. Claudio e Guilherme, não vejo contradição.

    “# Apenas uma decisão “MAJORITARIA” e em conjunto entre as equipes poderá mudar as regras.

    Se a maioria das equipes for a favor e Williams estiver contra, a regra vai valer
    Se a Ferrari for contra …..

    Eu interpreto “em conjunto entre as equipes” que elas devem participar da discussão …

    Publicado por Filho do vento | 07/08/2009, 10:38 am
  10. De qualquer forma este poder de veto exclusivo da Ferrari é estranho. Não seria uma manobra para rachar mais ainda a FOTA?

    Publicado por Vitor, o de Recife | 07/08/2009, 10:58 am
  11. Um exemplo: imaginem Todt como presidente da FIA. Em uma corrida uma atuação “polêmica” de comissários de um GP qualquer decide a favor da Ferrari. Pronto! Independente de verdade ou não, terá início uma série de acusações de favorecimento à Scuderia: “Fiarrari”, imparcialidade de Todt, etc. Quero ver até quando o que restou da Fota se manterá unida…

    Mosley deixou um belo cavalo de tróia.

    Publicado por Vitor, o de Recife | 07/08/2009, 11:07 am
  12. Amigos é o mesmo pacto que sempre existiu em anos anteriores com esse poder de veto sendo unica e exclusivamente da Ferrari.

    O Filho do Vento colocou o paragrafo como ele é.

    Se houver uma votação para aprovar uma nova regra ficaria assim :

    12 equipes votam a favor da volta do ABS, a Mclaren é contra.

    Vence as 12, e a Mclaren tem acatar, e pronto.

    12 equipes votam a favor da volta do ABS, a Ferrari é contra.

    Vence a Ferrari e as demais tem que aceitar, acabou, finito.

    Sempre foi assim, até mesmo as regras unilaterais que a FIA poderia impor sofreria o mesmo poder de veto da Ferrari.

    Vitor, o de Recife, quanto a questão de pista, nem precisa de pacto de concórdia para favorecer a Ferrari, isso já é pratica comum na F1. Fiscais e diretores de provas sabem que é sempre a favor dos vermelhos.

    Publicado por Claudemir Freire | 07/08/2009, 11:30 am
  13. Mosley deixou um belo cavalo de tróia.

    Eu presumo que os trechos que enfraquecem a influência do presidente da FIA sobre as mudanças de regras e vetos técnicos não tem a mão do Mosley e deve mesmo ser uma prerrogativa das equipes/FOTA

    Publicado por Becken Lima | 07/08/2009, 11:32 am
  14. É Becken,… a Ferrari conseguiu o que queria desde 2007: poder.

    1) Com a sucessão de Mosley e a categoria “entregue” às montadoras, equipes de garagistas e megaempresários, como Sir. Frank, Ross Brawn e Dietrich Mateschitz estão ameaçadas.

    Um passado recente nos mostra que o 9º lugar de um certo Aguri Suzuki “incomodou bastante” o 8º lugar de seu “primo rico”, no mundial de 2007.
    Com menos de 1/5 da verba disponível ao “primo rico” em 2008, Aguri “agonizou” até maio, quando então anunciou sua saída da categoria alegando “crise financeira” e falta de patrocínio.
    (A Honda? O que fez? Absolutamente nada! Os ultra-nacionalistas nipônicos “assistiram” seu time B sucumbir enquanto “queimavam” um orçamento próximo a 500 milhões de dólares!!!! Verdadeiro absurdo!!!)

    Por causa dessa “máfia” aí, daqui a pouco interlagos pode ser riscado do calendário, já que “o Brasil não é país de xeique” e tampouco investe pesado na F1.

    Abraço.

    Publicado por Antonio | 07/08/2009, 11:34 am
  15. Eu li errado.

    Eu li que as mudanças tinham de ser aprovadas em unanimidade e nao em maioria.

    Ai realmente a clausula de veto faz sentido…

    Foi mal ai..

    Publicado por claudio cardoso | 07/08/2009, 12:53 pm
  16. Caros e nobres colegas,

    Definitivamente, nós, os adoradores da F1, temos de entender que F1 não é esporte, F1 é entreterimento.

    Diferente de outras modalidades de competição, onde o que manda é a aplicação tática e técnica das equipes ou dos atletas que se confrontam, na F1, por essência, os competidores não têm as mesmas chances independente de suas habilidades ou competências.

    Para que um embate entre atletas seja denominado esporte, durante a competição, os competidores devem ter exatamente as mesmas condições de disputá-la. Exemplo: No futebol, independente de um time ser formado por 11 Kakás e o outro por 11 Dungas, durante o jogo, a bola é a mesma, as chuteiras são iguais (tá, um é Nike a outra adidas, mas as duas só servem para o jogador correr no gramado e chutar a bola) e os uniformes são iguais, portanto, as chances são iguais. Isso se observa em todos os esportes: natação, vôlei, esgrima, basquete, tênis, atletismo, etc. Prova disso é a atual polêmica dos maiôs da natação, ou seja, quando acessórios começam a influenciar de maneira relevante o desempenho dos atletas, as respectivas confederações adotam medidas para restringir o seu uso ou torná-lo acessível a todos que competirem em alto nível. Para que fique mais claro ainda, vou além: Por exemplo: Sei que o Real Madrid tem milhões de reais a mais que o Barueri para montar um time e disputar um título, além é claro uma estrutura infinitamente superior, mas, durante a partida entre os dois clubes, as condições de disputa serão rigorosamente iguais.

    Na F1 não, apesar de certos limites técnicos, um carro de uma equipe nunca é igual ao de outra, ou seja, as condições na disputa são diferentes (aliás carros até da mesma equipe podem ter desempenhos bem diferentes, vide AlonsoXPiquet).

    Isso faz com que, por exemplo, nesta temporada, um piloto tido como excelente, Fernando Alonso, seja sistematicamente batido por um piloto não tão respeitado como Barrichello.

    Tal constatação leva a duas teses bem interessantes:

    1) não se pode esperar da F1 a mesma ética presente em categorias esportivas, ou seja, há manipulações visíveis (decisões contraditórias de comissários, punições, etc.) e há também as invisíveis (burla e interpretações contraditórias do regulamento na construção dos carros, acordos escusos, jogos de equipe), as quais acabam ditando os rumos dos campeonatos que tanto nos prendem a atenção sem que sequer tomemos conhecimento.

    2) Quando do alto de nossa pequena sapiência dizemos “fulano é mais piloto que sicrano”, nada mais estamos sendo do que grandes otários arrogantes (eu mesmo já fui várias vezes), pois, sem as mesmas condições, sem estar no lugar certo na hora certa, como podemos afirmar uma coisa que não pode ser medida com exatidão. Exemplo: Senna, enquanto não entrou dentro da McLiar e do imbatível carro de 88, não ganhou o título, e, depois que saiu, nunca mais voltou a disputá-lo.

    Disse tudo isso, apenas para que deixemos de ser ingênuos a ponto de achar que a FOTA ou Max Mosley e Bernie estão preocupados em preservar a esportividade, continuidade da categoria ou em garantir uma F1 justa e solidária, onde uma Force India tenha ou deva ter a mesma importância e oportunidades que uma Ferrari.

    Esses movimentos políticos dos últimos meses não são uma guerra do bem (FOTA) contra o mal (Mosley), não há santos nesta história, todos estão defendendo em ultima análise seu direito a abocanhar a maior quantidade de poder, dinheiro e visibilidade (o que no fim é dinheiro também) , por isso, temos de ser críticos com os dois lados e não fazer de conta que a FOTA é uma legião de benfeitores contra o malvadão Mosley.

    A F1 já esteve perto do que chamamos de esporte (na época dos garagistas), mas, há vários anos, ela é só um grande evento de masturbação tecnológica e lavagem de dinheiro, coisa supérflua em um mundo cada vez mais depredado e carente de recursos naturais.

    Já passou da hora da F1, se quiser ser entendida como algo sério, que vise frutos além da vaidade e do enriquecimento de seus participantes, começar a buscar bólidos que, em sua construção, tragam conceitos essencialmente aplicáveis aos carros de rua (economia de combustível, energias alternativas, segurança) e não conceitos que levem a aerodinâmica a “lugares nunca antes vistos pelo homem” ou motores a 40.000 rpm. Sei que vários itens dos carros de rua foram egressos da F1, mas, a quantidade destes itens é irrisória se levarmos em conta os investimentos feitos até aqui.

    Além disso, seria de bom tom algo que equalizasse mais as oportunidades entre os competidores, senão, continuaremos a falar “bobagens” quando afirmarmos a suposta superioridade de um piloto sobre o outro.

    Gostamos da bagaça? É claro que gostamos, afinal, é o espelho de um mundo de frivolidades que a grande maioria aqui jamais vai chegar perto. Carros dos sonhos, velocidade, mulheres lindas, lugares maravilhosos, quem não quer? Mas isso, definitivamente, não é importante ou relevante para o mundo em que vivemos.

    Conclusão, a F1 é a categoria mais legal que há? Pode ser, dizem até que é onde se encontram os melhores pilotos (será?), mas, isso, até que provem o contrário, nada mais é do que uma baita propaganda em que acreditamos.

    Então, deixemos a ingenuidade de lado e façamos as reflexões que realmente levem em consideração os nuances da categoria que tanto amamos, com críticas para melhorá-la e aproximá-la mais do que conhecemos como esporte.

    Neste sentido, não acho Max Mosley o doidão que muitos pintam e nem a FOTA a maravilha que muitos defendem, cada um, com suas colocações trouxe tanto coisa boas como coisas ruins, cabe a nós, com nosso debates, separar aquilo que seja interessante daquilo que não seja, para que possamos contribuir para a evolução da F1.

    Abraços a todos!!! (desculpem a confusão de temas, falei demais!!! rs…)

    Publicado por Cassius Clay Regazzoni | 07/08/2009, 2:40 pm
  17. Cassius, belo texto.

    Só um deslize, quando o Senna saiu da Mclaren morreu na temporada seguinte.

    Sobre a F1 ser uma palhaçada quem tem mais de 30 sabe que é, porque o que ela foi nos anos 80 e início dos anos 90 era de dar gosto de ver.

    Mas como tudo hoje é business, o estilo americano de acabar com tudo que é entretenimento e fazer dele um negócio, acabamos feito vacas tontas seguindo uma utopia.

    Publicado por Claudemir Freire | 07/08/2009, 3:34 pm
  18. Caro colega Cassius, você certamente gosta de escrever! Li tudo e vou aproveitar o gancho e fazer algumas considerações pessoais.

    Eu comentei no post sobre o veto da Williams sobre a questão da F-1 ser ou não ser esporte. Se você usar as mais nobres definições de esporte, realmente a F-1 não se encaixa. Mas talvez esteja aí algo que a torna mais fascinante: a F-1 é uma peça única, mesmo no meio do automobilismo.

    Seria talvez uma competição de quem faz o melhor carro. Sob essa ótica, até que a F-1 é bastante justa pois há um regulamento comum para todos e quem tiver mais competência e criar o melhor carro vai ser, na maioria das vezes, recompensado com o título. Com as restrições atuais, até consegue-se valorizar a criatividade dos construtores, mesmo o dinheiro sendo uma condição sine qua non, o que vale pra todos os outros esportes profissionais.

    Os pilotos pra mim são como os atacantes de um time de futebol. Podem ter seu brilho individual, mas só vão ser campeões se estiverem numa estrutura vencedora. Cabe a eles, com as condições que possuem, seja em uma equipe de ponta ou não, fazer o melhor possível para se destacarem e subirem degraus rumo ao objetivo final: ser campeão mundial. Vettel, por exemplo, mesmo estando numa equipe pobre e limitada, conseguiu mostrar suas habilidades excepcionais e já está fazendo esse caminho ascendente.

    A parte política e econômica da F-1 infelizmente segue o que ocorre também em outros esportes milionários, conseguindo ser ainda pior. Feliz é o espectador médio que não se interessa por esse aspecto e só se lembra de F-1 nos finais de semana de grande prêmio. Não gosto desses privilégios dentro da F-1, seja pra algumas equipes, seja pros ditos primeiros pilotos.

    Todos gostam de citar a época dos garagistas. Eu não acompanhei essa época, mas pelo que li dizem que era igual a hoje, com 2 equipes apenas disputando vitórias e títulos. Competitividade pelo que vejo nunca foi o forte da F-1.

    Enfim, apesar dos pesares, acho que o público sabe que tudo que envolve a F-1, mesmo essas partes mais obscuras, faz parte do fascínio que tem pela categoria. Temos outras mais equilibradas, até mais emocionantes, mas os olhos de todos sempre estão no “Circo do Bernie”.

    Publicado por Carlos T. | 07/08/2009, 3:47 pm
  19. Quesito DISSE TUDO!:

    G.R.E.S.C.C.R, Grêmio Recreativo Escola de Samba Cassius Clay Regazzoni:

    10!

    Publicado por Iomau | 07/08/2009, 3:49 pm
  20. Bom, já disse lá no meu primeiro comentário que não sabia se tinha falado uma besteira, mas passei reto pelo “majoritário” e levei direto em consideração o discurso do mês passado, na época do Breakaway, onde qualquer mudança deveria ser aprovada unanimimente, por todas as equipes, e todas aquelas coisinhas à lá “united we stand”.

    Sobre o que o Cassius disse no seu exemplo “Real Madrid vs Barueri”, faz sentido o que ele disse no parágrafo:

    “Disse tudo isso, apenas para que deixemos de ser ingênuos a ponto de achar que a FOTA ou Max Mosley e Bernie estão preocupados em preservar a esportividade, continuidade da categoria ou em garantir uma F1 justa e solidária, onde uma Force India tenha ou deva ter a mesma importância e oportunidades que uma Ferrari.”

    Sentido faz, considerando a história das duas equipes (não só a Force India, qualquer outra equipe), contudo não é aceitável. Isso é uma vergonha. Se a Ferrari é um time tão foda assim, eles não precisariam vetar regras a seu bel-prazer para se dar melhor, já que seus projetos estão baseados em conceitos diferentes.

    Isso me enoja, como entusiasta da Fórmula 1 e torcedor da Ferrari…
    Queria eu torcer pra Williams e pro Fernando Alonso (ao invés do Kimi), assim teria uma vida mais fácil…

    Enfim, não tenho nada a acresentar ao que o Cassius disse, pois ele conseguiu resumir bem o assunto. Ótimo.

    Publicado por Guilherme Teixeira | 07/08/2009, 4:38 pm
  21. Carlos T.,

    Devo desculpas por não ter citado seu texto anterior, realmente minha construção utilizou alguns pontos já levantados em seu comentário no post da Willians.

    Feito o pedido de desculpas, discordo de sua colocação em relação à F1 ser justa.

    A F1 nunca foi justa e nunca será e é esta a característica que a tira do rol de modalidade esportiva. Mas, o fato de ser injusta, não quer dizer que seja desinteressante, é apenas uma característica que é sua essência.

    O Real Madrid, por exemplo, por mais que possa contratar Kaká e Cristiano Ronaldo, vai ter de lutar de igual para igual (11 seres humanos contra 11 seres humanos) com o Barueri durante a partida, não podendo, por exemplo, colocar chuteiras que aumentem a velocidade de seus jogadores. O ser humano é o diferencial e não a instituição Real Madrid.

    Já na F1 atual, os carros são a atração principal e os pilotos (atletas?), nada, ou quase nada significam na performance dos times (vide Alonso na Renault e Hamilton na McLiar do início do ano), e, isso, realmente tira o brilho da categoria.

    Minha discussão é exatamente essa, não acho que a F1 seja chata por ser injusta, apenas acho que os enfoques devem levar isso em consideração, como disse, a F1 é entreterimento dos bons.

    Além disso acho que a uma F1 voltada para evolução dos carros de rua e uma aproximação da performance das escuderias, privilegiando as habilidades dos pilotos em detrimento das evoluções dos carros, seria muito mais interessante e “esportiva” (rs…).

    Um grande abraço!

    Publicado por Cassius Clay Regazzoni | 07/08/2009, 5:33 pm
  22. Cassius, que belo texto!

    Vc realmente enriquece esse blog, pois quase sempre faz comentários pertinentes.

    Concordo com vc Carlos T., quando diz
    “Todos gostam de citar a época dos garagistas. Eu não acompanhei essa época, mas pelo que li dizem que era igual a hoje, com 2 equipes apenas disputando vitórias e títulos”

    Só acho que as diferenças de orçamentos entre equipes antigamente eram bem menores do que hoje. Mas essa história de que antigamente tinham sempre ao menos 3 equipes disputando o título eu não creio que seja verdade.

    Publicado por Flavio | 07/08/2009, 5:51 pm
  23. Cassius,

    A citação sobre o meu texto anterior era desnecessária mesmo, nem se preocupe, tinha colocado apenas uma breve observação a respeito.
    As colocações do autor do blog e dos comentaristas aqui sempre são interessantes. A F-1 é um algo que mereçe sempre boas análises, já que é difícil entender como algo do qual estamos sempre insatisfeitos e apontando imperfeições (esse poder de veto da Ferrari chega a ser constrangedor) consegue roubar 90% da nossa atenção dispensada ao automobilismo.
    Outro abraço!

    Publicado por Carlos T. | 08/08/2009, 2:17 am
  24. Ao inves de falarmos ser vergonhoso o veto da Ferrari, venho propor um novo paradigma.

    Porque existe o veto da Ferrari ?

    Porque todas as equipes assinaram e concordaram com isso ??

    essa é a questao mais importante a ser entendida. Acho que nao podemos dizer se algo é justo ou nao, senao conseguirmos nem entender porque isso foi colocado.

    Agora vergonhoso nao acredito, afinal foi feito tudo as claras, todos assinaram entao pq vergonhoso ?

    Publicado por Claudio CArdoso | 08/08/2009, 2:44 am
  25. Foi este pacto que afastou a BMW que não quis se comprometer por mais três anos.

    Mas tudo bem… Vão salvar a equipe com certeza e ela vai estar na Austrália ano que vem. Não duvido.

    Publicado por Ron Groo | 08/08/2009, 10:18 am
  26. O poder de veto da Ferrari é uma excrescência absurda. Nem se eles votassem em uma medida para que a equipe mais popular (ela venceria) ou a equipe que vencer o campeonato do ano anterior (ela teria grande chances de vencer, por seu investimento maciço) eu concordaria.

    A F1 se tornou um entretenimento, mas se apercebendo de que a maior parte dos esportes no mundo todo também se tornaram.

    A única parte de esporte que a F1 tem é o puta desgaste dos pilotos, correndo em condições extremas. E só.

    Publicado por Ridson | 09/08/2009, 9:40 am

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: