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Hamilton lidera em número de ultrapassagens

Imagem: McLaren/Divulgaçãoovertakingsgraphics (NOS NÚMEROS: Lewis deixa Mark Webber para trás  e dá testemunho de sua habilidade no rumo para a vitória da Hungria)

O estatístico inglês Brian Lawrence está ficando famoso com as estatísticas que faz sobre a Formula 1, particularmente as que levantam os números sobre ultrapassagens.

Esse números levantados por Brian mostram que o campeão do mundo Lewis Hamilton lidera nesse quesito em 2009, indicando que apesar do carro ordinário que era o MP4/24 até o GP da Alemanha, o KERS é uma arma mortal nas suas já habilidosas e agressivas mãos. Heikki Kovalainen, que foi o campeão de ultrapassagens no ano passado com 31 manobras (Lewis foi o segundo com 25), esse ano amarga a 14ª posição dispondo do mesmo sistema em seu carro.

Timo Glock, que tem o bom mas instável carro da Toyota nas mãos, aparece em segundo com 16, e o grande Fernando Alonso, abordo do anônimo R29, consegue ser o terceiro com 15. Giancarlo Fisichella talvez seja a grande estrela nesse quesito em 2009, conseguindo fazer 11 ultrapassagens com o medíocre carro da Force India e sem a vantagem do KERS instalado.

Sebastian Vettel, que tem largando nas primeiras filas durante quase toda a temporada, poderia ter aumentado a sua cotinha de apenas 4 ultrapassagens se houvesse sido mais agressivo na Turquia contra Jenson Button. Se na Espanha e no Bahrein Vettel tem a desculpa de estar encaixotado atrás de carros mais lentos, mas com o KERS, o seu companheiro, Mark Webber, foi o homem que melhor soube lidar com carros com o sistema, fazendo ultrapassagens em Alonso no Bahrein e em Hamilton na Malásia, somando ao todo 7 ultrapassagens.

Um dado interessante é quanto a média de ultrapassagens. Em 2008 ocorreram 275, o que dava uma média de 15,27 manobras por corrida. Esse ano já ocorreram 150, o que dá uma média de 15 por corrida e sinaliza para uma estimativa de 255 ao fim do ano.

Fica claro com esses dados que as novas e radicais regras (KERS+NOVA AERODINÂMICA+PNEUS SLICKS) definitivamente não tiveram significativo impacto nas ultrapassagens do ano passado para cá.

NOTA: Lawrence só considera ultrapassagens genuínas, manobras que não ocorreram em largadas ou em retornos de carros dos boxes.

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Discussão

24 comentários sobre “Hamilton lidera em número de ultrapassagens

  1. Becken,

    Só por curiosidade gostaria de ver esses dados cruzados tendo em conta os períodos de corrida lançada entre paragens obrigatórias.
    Ou seja em que períodos se dão essas ultrapassagens. Daria um quadro algo complexo eu sei, mas seria interessante. Por certo muitas equipas têm esses dados com elas. E logo abaixo do Lewis as cinco equipas são todas de “longo curso”, só interrompendo essa tendência no Rubens.
    É engraçado constatar que a Mclaren geralmente pára mais vezes e que a Toyota geralmente faz 1/2 corrida. Ora são exactamente Hamilton e Glock os campeões das ultrapassagens. E foi Glock no ano passado, na última corrida, que ao ser ultrapassado por Hamilton acabou contribuindo para o resultado final do campeonato a favor dele. Isto sem tirar o mérito do Lewis, é claro.

    Publicado por Ernesto Sousa | 09/08/2009, 7:23 am
  2. Só ficou estranho dizer que Fisichella é o grande destaque nessas ultrapassagens, já que Sutil tem o mesmo número de ultrapasasgens e está na mesma equipe medíocre.

    Além disso, fica evidente que as pessoas que largam de trás tem mais possibilidade de ultrapassar do que quem tá na frente. Não em termos técnicos, apenas em termos de lógica.

    Vamos comparar o número de ultrapassagens no geral no final e comparar com o do ano passado e ver se as ultrapassagens ficaram mais fáceis com toda essa mudança.

    Publicado por Ridson | 09/08/2009, 9:20 am
  3. Nada como uma boa chuva para melhorar as estatísticas.

    Publicado por Leandro Magno | 09/08/2009, 10:07 am
  4. Becken,

    A sensação que eu tenho é que este quadro está errado.
    Será que contam as ultrapassagens sobre retardatários?

    Abs.

    Publicado por A. Coyote | 09/08/2009, 10:15 am
  5. Só ficou estranho dizer que Fisichella é o grande destaque nessas ultrapassagens, já que Sutil tem o mesmo número de ultrapasasgens e está na mesma equipe medíocre.

    Sutil fez 7 ultrapassagens na China, quando chovia, quando “teoricamente” fica mais fácil se ultrapassar e você pode fazer isso tendo um carro com mais downforce ou com pneus mais ajustados às condições de pista, etc…

    O Fisichella fez a maioria de suas ultrapassagesn com a pista seca, quando há muito mais paridade entre os carros e é muito mais difícil, por isso eu considero ele a estrela esse ano. Inclusive ele fez uma ultrapassagem dupla em Alonso e Heidfeld na Inglaterra que ninguém notou!

    Será que contam as ultrapassagens sobre retardatários?

    Não! :)

    Só por curiosidade gostaria de ver esses dados cruzados tendo em conta os períodos de corrida lançada entre paragens obrigatórias.
    Ou seja em que períodos se dão essas ultrapassagens.

    Ernesto – Realmente esse cruzamento seria algo bem complexo de se fazer, mas o interessnate é o Lawrence considera ultrapassagens “genuínas, manobras que não ocorreram em largadas ou em retornos de carros dos boxes.”

    Se ele considerasse largadas, por exemplo, eu acho que o Hamilton com o KERS estaria milhas à frente…

    Publicado por Becken Lima | 09/08/2009, 10:28 am
  6. O problema de contar as ultrapassagens “genuinas” é que se cria um critério pessoal do que deve contar ou não, o que é semppre complicado.

    Publicado por Filipe Furtado | 09/08/2009, 10:57 am
  7. Mônaco com a mesma quantidade de ultrapassagens q em Barcelona + Hungria. Estranho, não?
    Hamilton tem a melhor regularidade tb. Só n riscou capacetes no Bahrein e na Alemanha.

    Publicado por Leandro Magno | 09/08/2009, 12:13 pm
  8. Amigo Becken,

    Considerando-se todas as variáveis que envolvem uma ultrapassagem a fim que sejam reconhecidos os méritos do piloto ou do carro (e até da equipe, se for nos boxes), esta estatística nada espelha.

    Estatísticas existem para retratar determinado fenômeno em um espaço geográfico ou de tempo e devem ser úteis para que possam ser estudadas estruturas que permitam a alteração do status deste fenômeno.

    No caso em apreço, ela não diz nada, o que a torna absolutamente inútil, além de incompleta.

    Observe-se que aparentemente quem mais ultrapassou parece ser o mais meritório. No entanto, um excelente piloto com um carro excelente pode errar no qualifying e largar na vigésima posição, passar 19 e terminar em primeiro. Serão 19 ultrapassagens. Se o cara não tivesse errado no treino não teria feito nenhuma. Neste caso então o seu erro o levou a ser considerado melhor.

    Outra situação – o cara é excelente piloto e não fazer uma ultrapassagem sequer em toda prova. Caso do Senna e do Schumacher em suas voltas liderando de ponta a ponta.

    Numa boa, minha crítica é à estatística e sua inutilidade. Não é ao blogueiro.

    A função desta estatística é a mesma função da maminha de homem: nenhuma!

    Vou lhe dar umas estatísticas legais e vc tire suas conclusões:

    Eu nunca perdi uma partida de tênis para o Nadal ou para o Federer.

    Nunca errei um buraquinho daqueles do golfe.

    Nunca levei um gol do Romário.

    Nunca fui batido nas piscinas pelo Phelps ou pelo Cielo.

    Nunca perdi uma partida de pôquer em Las Vegas.

    Não vendi nem vendo o apartamento no qual dormi em Mônaco.

    Nuncaperdi um Oscar para o Al Pacino…. etc.

    Eu sou ou não fantástico, o gostosão, o melhor dos melhores, o ban-ban-ban?..rsrs.

    Abs.

    Publicado por A. Coyote | 09/08/2009, 2:47 pm
  9. A função desta estatística é a mesma função da maminha de homem: nenhuma!

    Muito elucidativa essa sua analogia, meu caro Coyote! rsrsrsrssrsrsrsrsrsr

    Publicado por Leandro Magno | 09/08/2009, 3:41 pm
  10. Então vc acha que não há mérito algum em Giancarlo Fisichella fazer 11 ultrapassagens com uma Force India? Duas no Gp da Inglaterra onde é quase impossível se fazer ultrapassagens com aquelas curvas de auto velocidade? Não pode ser…

    O que eu acho que é vc está fazendo uma leitura da Formula 1 aqui muito restrita e centrada na vitória e o fascinate do esporte é que ele é multidisciplinar. Me perdoe, dizer, mas é esse tipo de pensamento que fez com que se tenha preconceito contra Mark Webber por que ele nunca teve um carro forte a ponto de brigar pelas primeiras posições. Quando o homem tem e prova algum valor ficam todos surpresos, mas sem conjecturar que jamais tiveram prova real de que ele era realmente bom piloto…

    Outra questão é: por que então a FIA fez mudanças radicais nos carros de 2008 para 2009? Para fazer uma analogia rasa, a ultrapassagem é o gol no automobilismo. Envolve perícia, audácia, coragem e principalmente habilidade.

    É só observar a dificuldade que tem Sebastian Vettel para ultrapassar e vc entenderá que sim, a estatística é sim muitíssimo relevante dentro do panorama da Formula 1 atual e sinaliza que pode ser um dos fatores a decidir o título esse ano, assim como foi preponderante na decisão do ano passado.

    Obviamente todos sabem que quem larga na frente terá menos chances de fazer ultrapassagens, claro, mas vc não acha revelador que Lewis Hamilton e Fernando Alonso tenham carros medíocres e sejam os homens com o maior número de ultrapassagens?

    Eu acho que sim, a estatística é importante, revela a agressividade inerente dos pilotos quando andam atrás e e o que farão quando estiverem brigando pela vitória, como Hamilton em Hockenheim em 2008 e Alonso em Nurburgring em 2007…

    Ah, e sobre a “maminha do homem”, se não há funções orgânicas aparentes, ao menos ela revela que no início da gestação vc e eu eramos seres femininos (por isso o homen carrega o “projeto das mamas” no corpo) e só depois a loteria genêtica nos tornou homens…

    Publicado por Becken Lima | 09/08/2009, 5:27 pm
  11. Esse critério de ultrapassagens genuína é bastante discutível. Veja que no GP da China foi um festival de ultrapassagens. Mas isso devido à chuva, que castiga os pilotos que estão com pneus não apropriados para o momento (chuva leve, chuva pesada). Descontando esse GP se vê que a média de ultrapassagens dos 3 primeiros na tabela não é lá grandes coisas. E outra, se o Kovalainen foi o que mais fez ultrapassagens ano passado, é obviamente devido a sua incompetência em se classificar e se manter na frente durante as corridas pois teve ano passado um super carro.

    Publicado por Carlos T. | 09/08/2009, 6:36 pm
  12. Concordo em quase tudo que o Coyote apontou, discordando apenas na total desimportância que ele dá a estas estatística.

    Realmente, a relevância desta estatística é muito pouca para levantar agressividade ou competência dos pilotos, geralmnete, piloto bom, tem poucas ultrapassagens.

    Porém, o que torna essa estatística uma total excrescência esse ano, é o fato do Kers não ser obrigatório para todas as equipes e nem ser padrão. Ora, esse sistema matou as chances de carros que não contam com ele, ultrapassar carros com ritmo muito pior de corrida, que se defenderam usando-o. No caso da McLiar, como seu sistema ainda parece ser melhor do que os outros, aí é que a situação foi mais ridícula. O ritmo de corrida era péssimo, mas era um inferno ultrapassar os carros prateados.

    Em síntese, como o Kers foi utilizado por equipes que se deram mal (Ferrari, Renault e McLaren), ele apenas tornou menos vexatória a situação dessas equipes, ajudando a matar todo o esforço pelas ultrapassagens, que já tinha sido bastante prejudicado pela “leitura picareta” do regulamento feita pelo “malandro” Ross Brawn, ou seja, KERS+Difusores duplos mataram toda a iniciativa do “grupo de ultrapassagens” para trazê-las de volta aF1.

    Conclusão: Esse tal de KERS foi a maior merda da história da F1, não serviu para nada além de mascarar um pouco a surra que Ferrari, McLiar e Renault tomaram no início do ano e para atrapalhar a vida das equipes líderes esse ano (Red Bull e Brawn GP).

    Se ele fosse abandonado e também proibidos os tais difusores duplos, seria muito bom para a F1.

    Publicado por Cassius Clay Regazzoni | 09/08/2009, 7:09 pm
  13. “Obviamente todos sabem que quem larga na frente terá menos chances de fazer ultrapassagens, claro, mas vc não acha revelador que Lewis Hamilton e Fernando Alonso tenham carros medíocres e sejam os homens com o maior número de ultrapassagens?”

    Becken, mantenho na íntegra o que eu disse. A estatística é incompleta. Ninguém sabe em que circunstâncias aconteceram essas ultrapassagens. Quer um exemplo? Na largada na Austrália o Rubinho foi ultrapassado por quantos? Numa outra corrida recente, que ele repetiu a performance, foi ultrapassado por um sem número de carros. Qual o mérito de ultrapassar um cara parado?

    Observe que vc mesmo, respondendo a um comentário acima, justificou o mérito ao Fisichella dizendo das ultrapassagens na chuva. Concordo com vc. Mas, onde a estatística diz isso ou considera essa hipótese? Se um piloto largar na pole e puser duas voltas nas costas do segundo, realizando quase quarenta ultrapassagens ele aparecerá com ZERO na pesquisa simplesmente porque ela não as considera sobre retardatários.

    “Me perdoe, dizer, mas é esse tipo de pensamento que fez com que se tenha preconceito contra Mark Webber por que ele nunca teve um carro forte a ponto de brigar pelas primeiras posições.”.

    Quanto à afirmação acima, lembre-se que sou torcedor Nelsinho, que acho ótimo piloto e que ele aparece no quadro com 3 ultrapassagens apenas.

    O que acho sobre ultrapassagens está no comentário que fiz neste blog (abaixo).

    “Anselmo Coyote PERMALINK
    Filipe, perfeito.
    O que quero dizer é que os pilotos que atacam e os que não se entregam nos proporcionam boas corridas….Tudo, menos a mesmice. EU GOSTO DE “PEGAS”. Não consigo ser apenas calculista. Essas reações “malucas” dos pilotos podem detonar qualquer cálculo…

    CORRIDA BUROCRÁTICA ME CANSA. Mesmo que o piloto termine em último, mas se tiver do que se orgulhar pelo que fez durante a corrida terá sido bom.

    Eu prefiro assim.”

    A pesquisa é inconclusa e inconclusiva. O quadro que ela espelha é frágil como um castelo de cartas – enganoso. A partir dele não se sabe o ponto que deve ser atacado para aumentar as ultrapassagens na F1. Também não se sabe poucas ou muitas as ultrapassagens.

    Repito: Minha crítica não é a vc. Mas se esse cara tiver ganhando tubos de dinheiro para fazer esse tipo de pesquisa é porque tem trouxa pagando.

    Maminha de homem… hehehehe! Um projeto que de tão inútil não cresceu, tal e qual a pesquisa do ban-ban-ban aí em cima.

    Abs.

    Publicado por A. Coyote | 09/08/2009, 7:22 pm
  14. Não sei se diria inútil termos as estatísticas, mas as condições em que os carros de corrida fazem ultrapassagem é, e sempre foi, em condições desiguais de alguma forma. Tem um clássico vídeo no Youtube (depois se quiserem procurem lá) sobre as top 10 ultrapassagens (de um só carro e as duplas) e vc verá que as condições plásticas da ultrapassagem negam muitas vezes que o carro à frente estava com menos aderência, mais combustível, menos rendimento no motor, motor menos potente, chassi diferente etc. As condições de ultrapassagem são assim, e dificilmente não o seriam. Salvos raras exceções em que os carros estão em iguais condições de tudo (ou bem próximas) e um ultrapassa o outro por pegar melhor tração ou frear e acelerar em melhores momentos.

    Ou seja, a estatística ou deve contemplar tudo isso, ou não deve contemplar nada disso.Ultrapassar na chuva requer habilidade, assim como ultrapassar a um carro em condições inferiores.Considerem muitas outras varáveis e verão a grande qualidade de defender a posição quando se está em condições inferiores, aliado Às condições aerodinÂmicas ou a dificuldade natural de se ultrapassar em pistas estreitas. Se a F1 fosse um carro padrão, com tudo padrão e a única diferença fosse o piloto e os acertos de cada equipe, seria mais fácil de ver ultrapassagens? Seria mais fácil de visualizar melhores pilotos?

    Lembro de ver muitos minimizando a ultrapassagem de Nelsinho em cima de Hamilton, e levantaram todas essas coisas que levantei acima. Desprezaram o aspecto plástico, o arrojo, a visualização do melhor momento,o uso correto dos nervos e do carro. P/ mim, ver ultrapassagens na F1 é entender que as condições dos dois carros em disputa são totalmente diferentes, e ao mesmo tempo apreciar a disputar, sem minimizar o que ela representa. Pq menosprezar é fácil, difícil é fazer, é saber se conseguiria.

    Por fim, as estatísticas são apenas a sombra pálida dos resultados que elas parecem mostrar. Números nunca serão estatuto de verdade.

    Publicado por Ridson | 09/08/2009, 8:00 pm
  15. Por fim, as estatísticas são apenas a sombra pálida dos resultados que elas parecem mostrar. Números nunca serão estatuto de verdade.

    Tem certeza que vc ainda está falando de ultrapassagens quando diz isso? :)

    Eu ainda não consegui entender qual o ponto em se criticar os números levantados pelo Lawrence e viajar desse jeito…

    O que eu achei era que a discussão nesse post iria caminhar em torno, por exemplo, das ultrapassagens mais interessantes ou mais bonitas, ou até mesmo a respeito das maciças mudanças técnicas que acabaram não tendo impacto real nas ultrapassagens de um ano para outro. Isso, eu acho, é relevante…

    Com todo o respeito, mas eu acho que discutir se o método do Lawrence é errado ou não — ele que faz isso desde a década de oitenta e que é citado pelo Tazio, pelo Grande Prêmio e pelo Capelli — está me parecendo um pouco estéril…

    Que fique claro que eu não estou sendo grosseiro ou rude com ninguém, por favor, estou apenas observando que não há muitas razões nas críticas e estamos perdendo a chance de discutir temas relativos mais interessantes…

    “By the way”, eu acho que eu devo agora uma análise mais profunda do tema e prometo trazer dados mais detalhados…

    Publicado por Becken Lima | 09/08/2009, 11:55 pm
  16. Bem…reunindo (quase)tudo q foi dito pelos colegas, me atrevo a resumir a coisa da seguinte forma:
    :: Chegamos a mais da metade da temporada e os números revelam q, em relação ao aumento das ultrapassagens, os objetivos não foram alcançados, pois o nr. delas (aquelas consideradas “puras”, ou seja, aquelas na pista mesmo, depois da 1ª curva e, tb, não sobre carros “moribundos”) não aumentou e isso se deveu: 1º – ao uso do Kers por apenas algumas das equipes e; 2º – ao fato do difusor duplo ter sido aprovado, pois a turbulência q dificulta a aproximação entre os carros continua lá.
    ::Não é relevante quem fez mais ou menos ultrapassagens mas, sim, o total delas para se poderar comparar com as do ano passado, como discutido acima. Portanto, o título do post peca em relação a isso, sendo recomendado q fosse algo como “Nr. de ultrapassagens cai em relação a 2008”. Apesar disso, seria natural que os leitores quisessem saber a posição de seus pilotos favoritos dentro da estatística apresentada. Afinal, a ultrapassagem é um dos quesitos q faz a maioria dos fãs de F1 “escolher” seus pilotos. Portanto, o texto do post está perfeito, pois evidencia o fracasso do esperado aumento das ultrapassagens e coloca em segundo plano o papel de cada um dos pilotos nesses números, apesar do q o título explicita, como já dito, indevidamente.
    :: Por fim, seria prudente descartar os números do GP da China tendo em vista q naquela etapa choveu durante toda a prova o q influi de maneira tal q os números distoam significativamente da média dos demais GP’s.

    É isso?

    Publicado por Leandro Magno | 10/08/2009, 12:28 am
  17. É isso?

    Sim, pontos interessantes para discussão.

    Outro ponto é sobre o Hamilton liderar a estatística. Há uma corrida na GP2 em 2006 em que ele roda, cai para 18º e faz uma corrida de recuperação chegando em 2º fazendo ultrapassagens com carros relativamente iguais. O único sujeito que consegue resisitir por duas ou três voltas é Glock, que impediu ele de vencer a prova.

    No link abaixo vcs podem ver a corrida:

    http://vodpod.com/watch/985542-untitled?pod=beckenlima

    Publicado por Becken Lima | 10/08/2009, 7:58 am
  18. Em outras palavras: o regulamento com asa dianteira limpa-trilhos e traseita F3 não serviu pra nada?
    E uma dúvida: impressão minha ou 2008 teve mais ultrapassagens que 2007? Se sim, a que se pode atribuir isso? À renovação dos pilotos, com jovens mais audazes?

    Tô achando esse campeonato de 2009 um saco, mais briga fora da pi9sta do que dentro. E a grande atração da temporada, a volta do alemão, vai acontecer num circuito de rua sem sal, onde não se passa.

    Publicado por Vitor, o de Recife | 10/08/2009, 8:48 am
  19. E a grande atração da temporada, a volta do alemão, vai acontecer num circuito de rua sem sal, onde não se passa.

    Não se preocupe, Schumacher foi o mestre das ultrapassagens via pit stop, a coisa mais chata do mundo…

    Publicado por Becken Lima | 10/08/2009, 8:55 am
  20. Becken
    Ninguém está sendo grosseiro aqui. Nem vc nem nós.

    “O que eu achei era que a discussão nesse post iria caminhar em torno, por exemplo, das ultrapassagens mais interessantes ou mais bonitas,”.

    Achou errado! A interpretação é livre.
    Mas, qual o problema? Jostein Gaarder escreveu O Mundo de Sofia para facilitar o aprendizado da matéria nas escolas secundaristas da pequena Noruega. O gosto pelo livro extrapolou o alcance imaginado pelo autor, foram vendidas 26 milhões de cópias, 3 milhões só na Alemanha, e o livro virou best seller. Ele ficou milionário do dia para a noite e nem sabe o porquê.

    ” ou até mesmo a respeito das maciças mudanças técnicas que acabaram não tendo impacto real nas ultrapassagens de um ano para outro. Isso, eu acho, é relevante…”.

    Estatísticas assim levam ações transformadoras ao fiasco. Nenhum espanto.

    “…ele que faz isso desde a década de oitenta e que é citado pelo Tazio, pelo Grande Prêmio e pelo Capelli…”.

    Raduan Nassar escreveu 03 livros: Lavoura Arcaica, Menina a caminho e Um Copo de Cólera. Ganhou o prêmio Jabuti, o maior e mais significativo da literatura brasileira. Seus livros foram para as telonas. Percebendo que nada mais tinha a dizer, refugiou-se em sua fazenda no interior de São Paulo onde é um feliz sitiante, plantador de milho-pipoca e criador de angolas. Com esse currículo, se cagasse sobre de uma folha de papel venderia mais que água no deserto. Mas ele acha que isso é desrespeito com o leitor. Concordo!

    A ultrapassagem é o “gol” no futebolcho

    Publicado por A. Coyote | 10/08/2009, 10:25 am
  21. Becken
    Ninguém está sendo grosseiro aqui. Nem vc nem nós.

    “O que eu achei era que a discussão nesse post iria caminhar em torno, por exemplo, das ultrapassagens mais interessantes ou mais bonitas,”.

    Achou errado! A interpretação é livre.
    Mas, qual o problema? Jostein Gaarder escreveu O Mundo de Sofia para facilitar o aprendizado da matéria nas escolas secundaristas da pequena Noruega. O gosto pelo livro extrapolou o alcance imaginado pelo autor, foram vendidas 26 milhões de cópias, 3 milhões só na Alemanha, e o livro virou best seller. Ele ficou milionário do dia para a noite e nem sabe o porquê.

    ” ou até mesmo a respeito das maciças mudanças técnicas que acabaram não tendo impacto real nas ultrapassagens de um ano para outro. Isso, eu acho, é relevante…”.

    Estatísticas assim levam ações transformadoras ao fiasco. Nenhum espanto.

    “…ele que faz isso desde a década de oitenta e que é citado pelo Tazio, pelo Grande Prêmio e pelo Capelli…”.

    Raduan Nassar escreveu 03 livros: Lavoura Arcaica, Menina a caminho e Um Copo de Cólera. Ganhou o prêmio Jabuti, o maior e mais significativo da literatura brasileira. Seus livros foram para as telonas. Percebendo que nada mais tinha a dizer, refugiou-se em sua fazenda no interior de São Paulo onde é um feliz sitiante, plantador de milho-pipoca e criador de angolas. Com esse currículo, se cagasse sobre de uma folha de papel venderia mais que água no deserto. Mas ele acha que isso é desrespeito com o leitor. Concordo!

    “A ultrapassagem é o ‘gol’ no automobilismo.”. Perfeito.

    Abs.

    Publicado por A. Coyote | 10/08/2009, 10:27 am
  22. Ninguém está sendo grosseiro aqui. Nem vc nem nós.

    Amém… :)

    Publicado por Becken Lima | 10/08/2009, 4:35 pm
  23. Sim Becken, estamos (estive/ estou) falando de ultrapassagens, mas também de estatísticas, e não acho que em um debate dê p/ vc digamos, controlar o que sai da mente das pessoas (não que eu ache que vc esteja fazendo isso), o que gera muitas vezes comentários em torno do que se pensa sobre o tema.

    Por exemplo: Lá no meu blog, gostei tanto do que escrevi nesse comentário acima (e do que li aqui) que transcrevi para um post, ainda por cima problematizando a questão das possíveis ultrapassagens mais bonitas plasticamente e convidando a todos para acompanhar ao F1 around e ao debate. Tanto que a coisa se estendeu e o Jobson, colaborador e co-piloto do blog, postou sobre o que vc pensou em fazer, sobre o regulamento técnico e esportivo deste ano, as mudanças que não surtiram efeito etc.

    Sobre as estatísticas do Lawrence, eu acho boas,relevantes e tudo mais… mas para qualquer estatística, há apenas a tal sombra pálida de diversas outras realidades possíveis que não são (e nem seriam) contempladas por apenas números. Daí eu me motivar a falar de que as ultrapassagens, por mais que envolvam uma série de fatores, são sim a graça da coisa.E os números apenas mostram um naco disso, mais nada.

    Para quem quiser ver os posts e o blog, ta aí:

    http://historiasevelocidade.blogspot.com/

    ps: Eu também não acho que ninguém tá se ofendendo, mas algumas rspostas aqui estão bem…diria ácidas demais.

    Publicado por Ridson | 10/08/2009, 10:24 pm
  24. Becken,

    Eu, outra vez.
    Só para lembrar que nos conhecemos a tempos e que sempre admirei sua dedicação e conhecimento sobre a F1. Sempre que divergimos sobre um assunto discutimos assim, como está acima e nunca tivemos problemas, nem vamos ter, porque acima de tudo nos respeitamos.
    Se fui áspero (acho que não), entenda foi com a intenção de pintar com cores fortes a minha opinião. Jamais ofender vc, este ou aquele colega.
    Por fim, prefiro não escrever ou escrever e ser bloqueado pelo blogueiro a que “politicamente correto”. Tenho aversão ao “politicamente correto”. É abjeto, ridículo, coisa falsa, atitude de covardes dissimulados.
    Anselmo Coyote.

    Publicado por A. Coyote | 11/08/2009, 9:20 am

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