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A Ferrari e a história dos três carros por equipe

FOTO: Ferrari/Divulgação threecarsferrari(VENDO EM TRIPLO: Três Ferraris é o desejo de Luca do Montezemolo em 2010. Será que acontecerá?)

Nem a FOTA nem a FIA se pronunciaram oficialmente ainda a respeito do que o novo Pacto da Concórdia irá contemplar. A única pista é uma matéria do influente e bem relacionado insider finlandês Heikki Kulta.

Muita gente achou curiosa a cláusula do terceiro carro revelada na matéria de Kulta, mas depois da entrevista de Luca di Montezemolo hoje a história começa a fazer sentido. Luca ventilou para o site da Ferrari que “a FOTA continuará lutando até que cada equipe tenha o direito de ter três carros na próxima temporada — um dos quais ele daria com prazer a Schumacher. Luca prefere três McLarens e Renaults a ‘qualquer um.’”

A questão, claro, tem a ver com o valor que marcas como Ferrari, Renault e Mercedes projetariam para o mercado ao serem derrotadas pelas “qualquer umas”. O grande apelo da F1, que é ser uma arena para que essas grandes marcas duelem e assim desenvolvam seus produtos e exponham o valor de suas marcas, estaria acabado.

Nos últimos dois anos a Ferrari tem investindo montanhas de dinheiro em “branding” — com atividades paralelas ao seu negócio principal, como licenciamento de produtos e merchandising. A última coisa que Luca deseja é ver esse esforço de tempo e investimento ir pelo ralo ao assistir a mítica Ferrari ser derrotada na pista por uma Manor empurrada por motores Cosworth e “beneficiada” por um apertado escopo de regras que pretende equalizar gastos e performance.

Três carros povoariam o grid do sangue nobre e tradicional de marcas históricas e relegaria as pretendentes ao anonimato, aonde Luca acha que elas devem ficar de fato.

Muitos (como eu!) certamente adorariam ver Felipe Massa, Fernando Alonso e Michael Schumacher com carros vermelhos, mas resta a Luca responder como seriam solucionados problemas logísticos, como espaço nos boxes ou o problema da interferência de um terceiro carro na briga pelo campeonato.

Além do que a idéia é péssima para o papel assumido da FOTA de pseudo guardiã da Formula 1 contra o vilão “Mad Max”, confirmando que as equipes não querem nada a não ser um clube privado de puros sangues.

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Discussão

16 comentários sobre “A Ferrari e a história dos três carros por equipe

  1. Nestas que eu concluo que se Max fosse um tanto (veja só “um tanto”) menos nefasto, eu entenderia fechar com ele contra estas montadoras. A idéia nestes termos é um erro.

    Publicado por Filipe Furtado | 11/08/2009, 6:42 pm
  2. adorei o blog super interessante deveria ter mais materais sobre a formula 1 que hoje na minha opinião deixa muito a desejar….

    Publicado por adriana grozdev | 11/08/2009, 6:55 pm
  3. Se a regra valesse as semelhantes teriamos 39 carros no grid ?
    Se não valasse teriamos o corporativismo instalado na F1 ?

    Bom acho que a maioria dos circuitos não caberiam tal número de carros. Já pensaram em Mônaco, seria carro batidos em todos os muros.

    Essa é mais uma notícia para desbaratar a “cagada” ao anunciar o Schumacher em Valença e dar no que deu do que propriamente uma notícia real.

    Publicado por Claudemir Freire | 11/08/2009, 7:06 pm
  4. Vamos criar logo a F-Outdoor. Assim tudo se resolve.

    Publicado por Arthur | 11/08/2009, 8:00 pm
  5. Claudemir, a Nascar coloca 43 carros para correr em Watkins Glen que é mais curto que Monaco então caber até cabe, mas ia ser um exercicio em destruição de carros com certeza.

    Publicado por Filipe Furtado | 11/08/2009, 9:10 pm
  6. “Além do que a idéia é péssima para o papel assumido da FOTA de pseudo guardiã da Formula 1 contra o vilão “Mad Max”, confirmando que as equipes não querem nada a não ser um clube privado de puros sangues.”

    É exatamente isso que venho dizendo faz tempos!

    =) me senti contemplado nesse parágrafo final.

    Publicado por Ridson | 11/08/2009, 9:56 pm
  7. Becken e amigos,
    Tô gostando mesmo é da GP2. Mais corridas, mais disputas, mais ultrapassagens, menos políticas e menos boatos.
    A F1 podia mudar de nome para F1asco.
    Falem a verdade, amigos:
    Se esses mesmos pilotos de F1 fossem para a GP2 e os pilotos da GP2 viessem para a F1, o que vocês assistiriam?
    F1 ou GP2?
    Abs.

    Publicado por A. Coyote | 12/08/2009, 12:19 am
  8. Pergunta: Esse motor Cosworth tem alguma relação com a Ford? Ou nada a ver?

    Publicado por Fernando-ric | 12/08/2009, 8:25 am
  9. Pergunta: Esse motor Cosworth tem alguma relação com a Ford? Ou nada a ver?

    No Wikipedia:

    Corporate history

    The company was founded as a British racing engine maker in 1958 by Mike Costin and Keith Duckworth (1933-2005 [1]) (COStin and duckWORTH). Cosworth, despite being an independent company, was supported by Ford for many years, and most of the Cosworth engines were Ford engines.

    The company went through a number of ownership changes. After Keith Duckworth decided he didn’t want to be involved with the day-to-day business of running a growing company, he sold out to United Engineering Industries (UEI) in 1980, retaining his life presidency and day-to-day technical involvement with Cosworth, and becoming a UEI board director; UEI was a group of small to medium-sized technology companies which was taken over by Carlton Communications in 1988 – Carlton was primarily interested in some of the audio-visual companies in the UEI portfolio and Cosworth was a poor fit with these; a new buyer for the company in the engineering/automotive sector was sought and the traditional engineering company Vickers plc bought Cosworth in 1990.

    LINK:
    http://en.wikipedia.org/wiki/Cosworth

    Publicado por Becken Lima | 12/08/2009, 8:37 am
  10. Mas esse Cosworth atual, que cogitam usar na F1, será que é um bloco Ford melhorado?

    Publicado por Fernando-ric | 12/08/2009, 8:45 am
  11. A Cosworth é independente sim. Na verdade, ela fazia os motores da Ford na F1 e na Cart. Quando a montadora americana começou a fazer um enxugamento das contas (mandando a Jaguar pro beleléu), se desfez da Cosworth, que continuou fornecendo motores para a F1 (a última vez com a Williams) e a Cart/Champcar até o fim desta categoria.

    Uma curiosidade que revela bem a independência da empresa: em 2003, ainda quando estava sob a propriedade da Ford, a Cosworth auxiliou no desenvolvimento dos motores Chevy (GM) da IRL, que naquela época estavam apanhando feio dos Honda e Toyota…

    Publicado por Vitor, o de Recife | 12/08/2009, 9:10 am
  12. Na verdade a Cosworth sempre foi uma empresa independente mesmo quando a Ford comprou ela. Os motores não tinham nenhum dedo da Ford no desenvolvimento deles. A relação era como aquela que a Ferrari e a fiat tem hoje, a montadora era a dona, mas tanto da parte administrativa como tecnologica a Cosworth era independente. Hoje o dono é o Kevin Kalhoven que era um dos donos da Champcar.

    Publicado por Filipe | 12/08/2009, 9:21 am
  13. Nestes tempo bicudos de corte de gastos acho que seria impensável.
    E esportivamente seria um tiro no pé.
    Vamos lembrar que as equipes acabam sempre por privilegiar um piloto e o outro fica mais aquém sempre.

    Com três carros o jogo de equipe ficaria ainda mais sujo.

    Publicado por Ron Groo | 12/08/2009, 10:19 am
  14. Caros colegas,

    Dois carros já são pra lá de problemáticos devido a eterna polêmica do jogo de equipes, três seriam suicídio em situação normal (todos pontuando e participando do campeonato), já, nos termos propostos pela FOTA, três seriam o genocídio da categoria (perdoem o sentido figurado).

    Na minha opinião, as equipes deveriam contar é com apenas um carro, aí sim não teríamos dúvidas quanto à lisura da competição.

    Com apenas um bólido, os custos diminuem consideravelmente, e possibilitam a entrada de várias equipes (digamos 24 equipes), e estas iriam duelar verdadeiramente entre si, sem jogo de equipe nenhum, num maravilhoso “todos contra todos”.

    Já pensaram nesta hipótese?

    Publicado por Cassius Clay Regazzoni | 12/08/2009, 1:34 pm
  15. Cassius,

    Concordo. Para nós seria uma ótima. Imagine a seleção natural dos pilotos.
    De vez em quando viajo numas maluquices.

    Imagine a seguinte regra:
    A equipe que ganhar o título de construtores e/ou pilotos em um ano não poderá alterar nada no carro por dois anos.

    Ih! Viajei.

    Voltando ao assunto:
    Tem equipes que não sabem fazer um único carro e estão falando em 3 carros. Putz.

    Abs.

    Publicado por A. Coyote | 12/08/2009, 2:12 pm
  16. Aposto um saco de bolacha Maria q o Schummi estará no grid em Melbourne.
    N sei quem será seu parceiro. Mas n importa muito – é Schumacher e mais um( ou dois, né?).
    O Alonso,… coitado do Alonso…., desse jeito n será mais do q bicampeão em sua carreira.
    Só a Renault pra dar a ele todos os privilégios q gosta.
    Ano q vem deve dar Ferrari X Mclaren de novo. Na Mclaren…? Sem chances pro espanhol. Na Ferrari…, com o alemão por lá….???? Sei não, heim!!?
    Quando uma pessoa pública nega veementemente algo, ainda existe uns 30% disso ser verdade. Quando não nega, existe mais de 90% e esses 10% são coisas q n dependem deles, nesse caso, imagino, a chegada do Santander.
    Seu parceiro ideal seria Massa.
    Lá vem o alemão….

    Empresário e médico dizem que Schumi ainda treina para voltar
    Do UOL Esporte
    Em São Paulo
    O empresário de Michael Schumacher, Willi Weber, não descartou a possibilidade do alemão voltar a testar com a Ferrari nos próximos meses, e revelou que o heptacampeão continua se preparando fisicamente, mesmo depois de voltar atrás em sua decisão de substituir Felipe Massa no GP de Valência.
    Questionado pelo jornal alemão Bild sobre as chances de que Schumacher volte a pensar no retorno, Weber disse: “E por que não?”. “Michael agora pode trabalhar em paz e sem pressão em cima de seu físico. Depois, vamos ver”, comentou o empresário.

    O médico do alemão, Johannes Peil, concordou que “fazer testes longe da atenção do público poderia ser um bom passo para que o alemão se recupere da lesão e possa voltar a pensar no seu retorno à Fórmula 1.

    Após o acidente de Felipe Massa no treino classificatório do GP da Hungria, Schumacher anunciou o seu retorno para substituir o brasileiro na Ferrari, mas depois desistiu devido às dores no pescoço causadas por um acidente de moto sofrido em fevereiro deste ano.

    A porta-voz do alemão, Sabine Kehm, ponderou sobre o assunto e disse que “não acredita que Schumacher voltará a correr em breve”. “Mas Michael não quer descartar nenhuma possibilidade completamente”, completou.

    Publicado por Leandro Magno | 14/08/2009, 9:01 am

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