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Design especial para o capacete de Jarno Trulli no Japão

IMAGEM: Toyota/Divulgação jarnohemetparaojapao

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Notícia bombástica: Ferrari confirma Alonso no lugar de Kimi Raikkonen

alonso

Serão três anos de contrato, mas Alonso na Ferrari é um tema tão batido, já foi tão discutido nos seus pormenores e detalhes, que eu duvido muito que alguém ainda tenha algo de original para comentar a respeito.

O comunicado oficial com confirmação chega recheado da famosa “PR” (Press Relationship), com a Ferrari dando boas vindas ao “piloto vencedor” Alonso e agradecendo aos três anos de parceria com Kimi Raikkonen.

A grande expectativa agora, fica por conta mesmo do destino de Kimi, que todos asseguram ser a McLaren de Lewis Hamilton ou, até, a Brawn de Jenson Button.

O primeiro dominó, caiu agora esperem uma enxurrada de mudanças que talvez deixem a categoria bem diferente no ano que vem.

Rubens muito próximo da Williams

A fiel torcida de Rubens Barrichello deve estar sorrindo de orelha a orelha hoje. A infalível Autosport reporta em seu site que o brasileiro está muito perto de garantir um acordo com a tradicional Williams, formando dupla com o jovem campeão da GP2, o alemão Nico Hulkenberg, em 2010.

Segundo Jonathan Noble — quem escreve o artigo — Rubens já assinou um pré-acordo em visita à sede da Williams, em Grove, Inglaterra.

Já há algum tempo a Williams não esconde que pretende contar com um piloto experiente, capaz de “guiar o desenvolvimento de seus carros” e que faça par com um jovem e promissor piloto, como parece ser o caso de Hulkenberg.

O site ainda não descarta a permanência de Rubens na Brawn, caso Jenson Button e Brawn não chegue a um acordo financeiro satisfatório, o que no momento trava a sua renovação com a equipe.

Curiosamente, Rubens foi alvo de críticas abertas de Frank Williams esse ano, após o piloto criticar a própria Brawn. Ao que parece, a vasta experiência de Rubens, que foi muito útil à Brawn esse ano, está falando mais alto no momento.

Os números impressionantes de Lewis Hamilton

IMAGEM: McLaren/Divulgação lewisnumber1(LEWIS: número 1 em poles, vitórias e pontos desde 2007)

No seu usual post pós-corrida sobre fatos e estatísticas, Keith Collantine observa que a 11ª vitória da carreira de Lewis Hamilton no domingo o igualou agora a Felipe Massa e Rubens Barrichello, com a desvantagem de que Hamilton tem apenas três temporadas no currículo, contra 7 de Massa e 17 de Rubens. Outra observação interessante é quanto à vice-liderança de Hamilton no número de voltas liderando corridas em 2009, atrás apenas do virtual campeão, Jenson Button.

São números interessantes, mas se você expandir um pouquinho mais as estatísticas de Lewis, você acabará chegando a números ainda mais expressivos, principalmente ao abordar as estatísticas mais nobres da categoria, como vitórias, pontos e poles positions. Nesses três quesitos Hamilton é o líder inconteste desde 2007, o seu primeiro ano de F1.

O número de voltas liderando corridas é impressionante: 780 contra 670 do segundo colocado, Felipe Massa.

Se a Formula 1 tivesse um ranking parecido com o do tênis, por exemplo, o inglês teria perdido a liderança apenas uma vez nesses três anos de F1. Em 2007 ele tomou a liderança do campeonato no GP do Bahrein e só largou no fiasco que foi a sua corrida no Brasil, mas logo em seguida voltou à liderança desse ranking imaginário no GP da Austrália de 2008 para não mais largá-lo e segue líder até hoje.

O homem mais próximo de Hamilton em pontos é o seu virtual companheiro de equipe em 2010, Kimi Raikkonen, que também tem a impressionante marca de 16 voltas mais rápidas nesses três anos.

Abaixo, segue um quadro com as estatísticas de Hamilton em comparação com a dos outros pilotos que estiveram na disputa direta pelo campeonato nos último três anos.

lewnumbers

Alonso já estaria montando super equipe na Ferrari

IMAGEM: Getty Image/Reprodução fernatferrari(TIFOSIS esperam por Alonso…)

Mesmo sem anúncio oficial de sua contratação, Alonso já começa a exercer sua poderosa influência dentro da Ferrari. O novo boato é que alguns engenheiros que desertaram ou foram dispensados de outras equipes esse ano, como os competentes Geoff Willis, ex-Red Bull, e Jorg Zander, ex-Brawn, estariam sendo cortejados ou até já foram contratados para fazer parte do super time que a Ferrari estaria montando sob orientação do herói de Oviedo.

Geof Willis saiu da Red Bull no meio desse ano e alguns acreditam que parte dos problemas de confiabilidade que a Red Bull enfrentou esse ano — área de responsabilidade de Willis — deve-se à sua saída.

Já Jorg Zander foi um dos homens responsáveis pela direção de projeto do foguete da Brawn e a sua saída ficou envolta em mistérios até agora.

Outro nome cotado é o de Paul Monaghan, ex-chefe de engenharia da Red Bull que trabalhou com o bicampeão espanhol na Renault.

Até gente do curto período de Alonso na McLaren estaria na mira da equipe italiana e do espanhol.

Algo conflitante nessas supostas contratações é que elas iriam de encontro a uma diretriz da Ferrari depois da saída de Michael Schumacher, Ross Brawn e Jean Todt, que seria tornar a Ferrari menos dependente de profissionais não italianos.

É interessante para a Ferrari contar com novos profissionais, mas essa é também uma notícia não muito boa para Massa, já que uma equipe com profissionais praticamente contratados por Alonso tenderiam a tornar a equipe centrada no espanhol.

Se você ainda tem dúvidas de que Kimi irá para a McLaren… (Vídeo)

Nessa entrevista dada para a BBC logo após a prova de Cingapura, Heikki Kovalainen parece completamente entregue aos rumores de que ele não estará na McLaren em 2010. Em nenhum momento o finlandês é convincente, mesmo rendendo homenagem aos esforços da equipe.

Mesmo que nos lembre da dificuldade que tem com tanque cheio e pneus mais duros — “são mais difíceis para mim que para Lewis” — Heikki confessa que o seu erro na classificação no sábado talvez tenha comprometido todo o seu final de semana.

Se o desânimo de Heikki é revelador, preste atenção nos 20 segundos finais da entrevista seguinte que o chefe da McLaren, Martin Whimarsh, dá para o competente Jake Humphrey (ele tem 31 anos e dá um banho em Galvão Bueno e Cia). Perguntado objetivamente sobre os crescentes rumores de que Kimi está voltando para a Mclaren, Martin tem uma reação ao mínimo esquisita…

O que vocês acham?

Os destinos cruzados de Kimi e Fernando

IMAGEM: Getty Image/Reprodução kimiandfern(KIMI  E FERNANDO: 2010 poderá oferecer uma luta fascinante entre os dois) 

Eu estou lendo os arquivos da internet para entender em detalhes por que Kimi Raikkonen saiu da McLaren e no percurso encontrei essa pequena, mas interessantíssima nota do ATLAS F1 — o que seria o embrião da atual Autosport.com — em que o finlandês revela, com certa ingenuidade e de forma surpreendentemente sonhadora, o desejo de pilotar um dia pela Ferrari.

“Eu tenho certeza de que um dia vou pilotar pela Ferrari. Um pouco mais de experiência e chego lá. Todos na Formula 1 querem pilotar para eles, mas para mim é uma ambição. Algo como vencer um campeonato mundial de Formula 1.”

— Kimi Raikkonen

Raikkonen tinha 21 anos e acabava de estrear na categoria pela Sauber, chocando a Formula 1 pelo imenso potencial que tinha demonstrado com tão pouca idade — pulando direto da Formula Renault,  categoria imediata ao Kart, para a F1.

Pondo em perspectiva essa pequena matéria, eu tenho certeza de que Kimi foi para a Ferrari em 2007 não apenas pelo tedioso e excessivo corporativismo da McLaren e Ron Dennis, mas essencialmente por que o finlandês amava e ama a equipe como talvez ela jamais o amou nesses três anos de relacionamento.

Não quero aqui agourar a ida de Alonso para a Ferrari por que no fundo é um desejo meu também, mas é curioso, até triste eu diria, que a admiração de Kimi pela equipe permaneça dentro dele em silêncio, enquanto Montezemolo ache que o finlandês não tenha o mesmo “comitmment”, — compromisso — que supostamente Alonso terá na equipe.

Essa minha impressão certamente mudará quando Alonso assumir o seu posto na Ferrari, mas a cada dia eu tenho mais certeza de que o espanhol deseja apenas ter um carro rápido nas mãos para cicatrizar as feridas de 2007 e sendo uma Ferrari, muito melhor.

O mais irônico nessas histórias cruzadas, é que quando era criança, e ainda estava no Kart, Alonso perguntava para o seu orgulhoso pai após cada vitória: “Ron Dennis já ligou?”

Alonso amava a McLaren do seu herói Senna e Kimi amava a mítica Ferrari. Parece trama de novela das oito mal e porcamente escrita por Glória Perez…

‘Kimi é melhor que Alonso e ele não mente…’

Não, não fui eu quem escreveu isso, mas um fã de Kimi Raikkonen que assinou uma dessas petições on line que andam virando moda e que nessa pede para que Kimi permaneça na Ferrari.

Ok, se você não gostou da frase acima, então que tal essa:

Vocês vão demitir Kimi!? Eu realmente quero ver as caras de Luca, Stefano e Schumacher quando Kimi vencer o campeonato de 2010 de forma fria e calculista com a McLaren… E tudo pago com o dinheiro da Ferrari — Iceman

Com algumas variações, é mais ou menos o que muito jornalista especializado anda pensando.

Você é fã do Ice Man? Então clique [AQUI] e vote para que a Ferrari cumpra o resto de seu contrato, ou então simplesmente reze para que um raio caia na cabeça de Luca di Montezemolo e ele mude de idéia, por que eu receio ser tarde demais…

A entrevista de Nelsão para Reginaldo Leme (versão longa)

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Alonso na Ferrari: anúncio iminente

IMAGEM: Getty Image/Reprodução alonsoinferrari(ALONSO EM MARANELLO: falta pouco para o anúncio)

Fontes respeitáveis estão reportando agora à noite que o acordo entre Fernando Alonso e a Ferrari está muito próximo de ser confirmado. A expectativa é que haja um anúncio durante o próximo final de semana do GP do Japão.

Há muitos sinais no ar, mas hoje o gerente interino da Renault F1, Jean-Francois Caubet, afirmou para o canal francês TF1 que tanto Alonso quanto a Renault “sentirão falta” do frutífero relacionamento.

Claro, a confirmação de Alonso em Maranello acabará por mexer em todas as peças do tabuleiro e espera-se que Renault anuncie logo em seguida o seu ex- piloto de testes, hoje na BMW, Robert Kubica, como provável substituto do espanhol.

Kimi Raikkonen, a “noiva abandonada no altar” estaria também muito próximo de um acordo com a McLaren, que certamente receberá o homem de gelo de braços abertos em Woking.

Podemos discutir, infindavelmente, sobre os méritos e desdobramentos da união entre Ferrari e Alonso (a injustiça com Kimi, o complexo de prima dona de Alonso, favorecimento em detrimento de Massa etc), mas esta será, sem dúvida, uma das grandes contratações da F1 desde outra arrastada e bem conhecida novela: a ida de Senna para a Williams em 1994.

Agora um detalhe: vocês já notaram o silêncio da equipe de transmissão da Globo a respeito do assunto? Enquanto o mundo discute os pormenores da negociação, a Globo/Galvão Bueno permanece quieta (o), talvez temerosa de que todo o investimento midiático em Massa, modelando-o como o novo herói do automobilismo nacional, esteja ameaçado pela chegada de Alonso, hoje talvez o mais completo piloto em atividade na F1.

Eu estou ávido para ver Alonso na Ferrari, e ávido também  para ver os conflitos que se desenrolarão no entorno, como por exemplo, o embate entre as imprensas espanholas e brasileiras, as mais pachecas, chapas brancas e ufanistas do mundo.

2010 será fascinante…

As mais belas imagens do GP de Cingapura

A torcida de Lewis Hamilton e da McLaren talvez não concordem comigo, mas a prova em Cingapura foi, de longe, a mais tediosa do ano. Tire a largada, a tímida pressão de Vettel em Lewis, o perído de safety car e não sobrará muita coisa.

Sim, tediosa, mas na mesma proporção foi a corrida que mais gerou belas imagens no ano. Abaixo, uma seleção de fotos e também um vídeo com imagens em slow motion. É tudo tediosamente espetacular…

Com ajuda de adversários, Lewis vence em Cingapura

IMAGEM: McLaren/Divulgação lewiswin(Corrida competente, mas com uma bela ajuda de seus adversários ele vence em Cingapura)

A vitória foi cantada durante todo o final de semana e mesmo que Lewis Hamilton tivesse um dos melhores carros nesse final de semana em Cingapura, os seus adversários deram uma bela mão para que o inglês levasse para casa a sua segunda vitória em 2009, a 11ª em sua carreira — estabelecendo-o como o homem que mais venceu na F1 desde a sua estréia em 2007.

Timo Glock e Fernando Alonso completaram o pódio herdando as posições dos erros de Sebastian Vettel e Nico Rosberg.

O início de prova foi tranquilo, com Lewis largando limpo enquanto Vettel, no lado mais sujo da pista, perdeu a segunda posição para Nico Rosberg. Lewis manteve uma diferença apertada para Rosberg de 3.1 segundos até as primeiras paradas para reabastecimento. É desse momento em diante que seus adversários mais diretos na prova, Nico Rosberg — penalizado por cortar a linha de saída dos boxes, e Sebastian Vettel — penalizado por excesso de velocidade nos boxes —, cometeram erros primários e jogaram em definitivo a vitoria no colo do inglês que administrou as últimas 15 voltas de corrida.

Apenas quando a Red Bull arriscou na estratégia, pondo Sebastian Vettel muito mais leve na segunda perna de corrida — o que permitiu alguma pssão do alemão — é que sua vitória foi ameaçada. Com Vettel penalizado na última fase da prova, Lewis só administrou a boa vantagem que tinha para Glock e Alonso.

Vitória aparentemente tranquila e produto de uma pilotagem perfeita durante todo o final de semana. Uma merecida redenção depois do erro na última volta do GP da Itália há duas semanas atrás.

Button pode ser campeão já no Japão

Mesmo com a péssima classificação ontem, Jenson Button fez uma grande corrida de recuperação hoje. O inglês contou com o “azar” de Barrichello no segundo pit stop, quando o brasileiro perdeu 10 preciosos segundos com um apagão do motor, mas a estratégia de corrida de Rubens, mais leve e há apenas 2 posições à frente de Jenson, o deixou vulnerável para uma previsível entrada do safety car.

Mas mesmo com a ajuda que teve com os problemas de Barrichello, Button contou também com a esperteza do seu engenheiro, que pediu para que ele permanecesse na pista no momento do acidente de Mark Webber, o que poderia trazer o safety car novamente à pista. Nesse momento, muitos pilotos entraram nos boxes para proteger suas posições deixando Button livre na pista, mas sem safety car. Movimento arriscado do time de Jenson, mas que deu resultado e o ajudou a voltar à frente de Rubens na última fase de corrida.

Mesmo arrastando-se com problemas de freios nas últimas voltas, ele abriu mais um pontinho para Rubens em Cingapura. Agora, para comemorar o título antecipadamente, basta abrir mais cinco pontos para o brasileiro em Suzuka, daqui a apenas uma semana.

Resultado:

 1.  Hamilton      McLaren-Mercedes      (B)  1h56:06.337
 2.  Glock         Toyota                (B)  +     9.634
 3.  Alonso        Renault               (B)  +    16.624
 4.  Vettel        Red Bull-Renault      (B)  +    20.261
 5.  Button        Brawn-Mercedes        (B)  +    30.015
 6.  Barrichello   Brawn-Mercedes        (B)  +    31.858
 7.  Kovalainen    McLaren-Mercedes      (B)  +    36.157
 8.  Kubica        BMW Sauber            (B)  +    55.054
 9.  Nakajima      Williams-Toyota       (B)  +    56.054
10.  Raikkonen     Ferrari               (B)  +    58.892
11.  Rosberg       Williams-Toyota       (B)  +    59.777
12.  Trulli        Toyota                (B)  +  1:13.009
13.  Fisichella    Ferrari               (B)  +  1:19.890
14.  Liuzzi        Force India-Mercedes  (B)  +  1:33.502

Volta mais rápida: Alonso, 1:48.240

Classificação no campeonato:

 Pilotos                      Construtores:             
 1.  Button        84        1.  Brawn-Mercedes        153
 2.  Barrichello   69        2.  Red Bull-Renault      110.5
 3.  Vettel        59        3.  Ferrari                62
 4.  Webber        51.5      4.  McLaren-Mercedes       59
 5.  Raikkonen     40        5.  Toyota                 46.5
 6.  Hamilton      37        6.  Williams-Toyota        30.5
 7.  Rosberg       30.5      7.  Renault                26
 8.  Alonso        26        8.  BMW Sauber             21
 9.  Glock         24        9.  Force India-Mercedes   13
10.  Trulli        22.5     10.  Toro Rosso-Ferrari      5
11.  Kovalainen    22
12.  Massa         22
13.  Heidfeld      12
14.  Kubica         9
15.  Fisichella     8
16.  Sutil          5
17.  Buemi          3
18.  Bourdais       2       

Estratégia de paradas oferece vantagem a Lewis Hamilton

IMAGEM: McLaren/Divulgação lewisweightadvantage(LEWIS: estratégia de combustível lhe dá boa vantagem para tentar vencer amanhã)

A Brawn mostrou em Monza e Valência que para derrotar um carro com KERS é preciso diminuir o estrago que eles costumeiramente fazem em largadas, alongando as pernas de corrida, sacrificando a luta pela pole position.

Dessa vez, no entanto, Lewis Hamilton tem o carro mais pesado entre os cinco primeiros do grid. O KERS oferecerá a oportunidade de ele fazer uma largada limpa e defender-se bem contra carros supostamente mais rápidos em uma pista em que ultrapassagens são artigos de luxo. Com a vantagem de carregar duas ou três voltas a mais de combustível, Lewis dificilmente perderá a liderança na primeira perna de corrida.

A única ameaça é o mistério quanto ao real ritmo de corrida de Nico Rosberg, o homem mais rápido no Q2 e que teve a sua volta arruinada pelo acidente de Barrichello no Q3. Mas para Nico ameaçar Lewis, será preciso que a Williams alongue a segunda perna de Nico e que ele livre-se de Vettel na largada ou depois da sua primeira parada nos boxes.

Já Rubens Barrichello, que larga em décimo optou por uma estratégia de corrida arriscada se comparada com a de Button. O inglês parará 10 voltas depois do brasileiro com as posições de largada dos dois muito próximas.

É provável que Button seja vítima do KERS de Kimi nas primeiras curvas, mas Rubens terá que novamente andar com a faca nos dentes para fazer valer a sua curta primeira perna de corrida e marcar valiosos pontos. Rubens está arriscando muito e em um circuito como esse, um erro será fatal.

Lewis Hamilton é o favorito disparado para vencer a corrida, mas Nico Rosberg, mais pesado que Vettel (2 voltas), é o meu coringa. E aí do outro lado, em quem vocês apostam para vencer amanhã?

Peso dos carros e estimativa de paradas

FONTE: F1fanatic.co.uk

Grid Posição Piloto Carro (Kg) Combus. (kg) 1ª parada (volta)
1 1 Lewis Hamilton 660.5 55.5 20
2 2 Sebastian Vettel 651 46 17
3 3 Nico Rosberg 657.5 52.5 19
4 4 Mark Webber 654.5 49.5 18
5 6 Fernando Alonso 658 53 19
6 7 Timo Glock 660.5 55.5 20
7 8 Nick Heidfeld 650 45 16
8 9 Robert Kubica 664 59 22
9 10 Heikki Kovalainen 664.5 59.5 22
10 5 Rubens Barrichello 655.5 50.5 18
11 11 Kazuki Nakajima 680.7 75.7 28
12 12 Jenson Button 683 78 29
13 13 Kimi Raikkonen 680.5 75.5 28
14 14 Sebastien Buemi 678 73 27
15 15 Jarno Trulli 670.9 65.9 25
16 16 Adrian Sutil 693 88 33
17 17 Jaime Alguersuari 683.5 78.5 29
18 18 Giancarlo Fisichella 678.5 73.5 28
19 19 Romain Grosjean 683 78 29
20 20 Vitantonio Liuzzi 656 51 19

O sofrimento de Giancarlo para domar o rebelde F60 da Ferrari

IMAGEM: Ferrari/Divulgação fisicofacesf60troubles(GIANCARLO observa o torturante volante nave espacial F60: muitos botões!)

A imprensa oficial, e a também extra-oficial, não demorou muito para pular na garganta de Luca Badoer e ridicularizá-lo, sacrificando-o em público depois de suas duas desastrosas corridas pela Ferrari.

Rapidamente formou-se o consenso de que o veterano Giancarlo Fisichella, que pressionou Kimi Raikkonen em toda a prova da Bélgica, era o homem perfeito para o trabalho de substituir Felipe Massa à altura. Mas o que vimos em Monza e na classificação de Cingapura hoje é um Fisichella medíocre a bordo do F60, longe da forma soberba apresentada na Force India.

Logo depois da classificação de Monza eu fiz o seguinte comentário no blog do competente jornalista Ivan Capelli, tentando suavizar as críticas a Fisichella naquele momento:

“O Fisichella não iria piorar de Spa para Monza. Monza é um circuito relativamente fácil, pouco técnico. O grande desafio é a Parabólica e o complexo da De La Roggia. Só. O resto é acelerar nas retas e marcar um bom ponto de frenagem. Acabou Monza.

No caso do Fisichella, ele teve apenas uma semana para se familiarizar com um carro que nunca viu, com um volante cheio de botões que mais parece uma nave espacial e tendo que aprender com se freia no F60, por que com o KERS, os pilotos enfrentam mais resistência no pedal para que o sistema se recarregue.

Portanto, a questão não é tão simplista, é complexa, assim como é complexo o F60.”

A minha ingênua observação no blog do Capelli se confirmou hoje com a excelente entrevista que o ‘Fisico’ deu para a Autosport.

Perguntado sobre como a pista de Cingapura tem sido mais difícil que a de Monza para a sua adaptação ao novo carro, Giancarlo respondeu o seguinte:

“Eu esperava estar mais confiante do que em Monza, mas infelizmente não foi bem assim, provavelmente por causa do comportamento do carro, por aqui ser uma pista muito ondulada e pelos muros estarem próximos dos pontos de frenagem. Então a confiança no carro não é boa.”

Perguntado sobre o que é mais difícil, se achar o setup ideal ou adaptar o seu estilo de pilotagem ao carro, ele foi sintético e preciso: “adaptar o meu estilo de pilotagem ao carro.”

Giancarlo também confirmou a minha observação sobre como o KERS influencia o comportamento dos freios (“mais resistência no pedal”) e emendou com algo que eu não sabia, que as marchas para baixo devem ser diminuídas bem depois em comparação com um carro que não tem o dispositivo embarcado.

Em suma, as diferenças da Force India para a Ferrari são brutais, e Fisichella vem fazendo o que está dentro do seu limite para ser competitivo.

Ao fim, percebe-se o quanto é complexo um carro de Formula 1 — especialmente o F60 da Ferrari — e como é absolutamente injusto e simplista criticar o desempenho dos pilotos sem que às vezes se saiba, em detalhes, o que de fato acontece dentro do carro.

Para quem achava que o quarentão aposentado e fora de forma Michael Schumacher sentaria no F60 e “destruria” Kimi Raikkonen, essa está sendo uma bela lição.

Pole para Lewis e acidente para Rubens em Cingapura

lewispole

A pole de Lewis Hamilton em Cingapura hoje era até previsível, mas o acidente de Rubens Barrichello nos momentos finais da terceira fase da classificação facilitou muito o bom trabalho do inglês hoje, que conquistou a sua terceira pole position em 2009 e agora soma 16 em toda a carreira.

No momento do acidente de Rubens, Nico Rosberg e Sebastian Vettel vinham em voltas com parciais mais rápidas que as de Lewis, que também teria mais uma volta para melhorar a sua expressiva marca conquistada na primeira saída do Q3. Lewis garantiu que teria algu7ns décimos a mais para melhorar a sua marca anterior, mas com as difíceis condições dessa pista ondulada, é impossível prever o que aconteceria na última tentativa dos três pilotos.

Apesar da batida, Rubens Barrichello é a minha estrela da classificação, principalmente pelo seu duelo com Jenson Button nos momentos finais do Q2, quando garantiu a sua passagem para a última fase enquanto Button ficou preso na 12ª posição.

Os mecânicos da Brawn terão um intenso trabalho nas próximas horas para recuperar o BGP 001 de Barrichello, mas o acidente até certo ponto foi conveniente para o brasileiro, que ainda largará em décimo pela troca de câmbios e não preservou a 5ª posição, e largará ainda à frente de seu concorrente direto pelo título.

RED BULL: Grande classificação do jovem Vettel, com a Red Bull parecendo ter dado um passo diferente no desenvolvimento do seu carro, extremamente competitivo nesse final de semana em uma pista que teoricamente não deveria beneficiar o RB5. Sebastian — o segundo no grid — parece cauteloso, evitando projetar resultados, mas a equipe deu mais um salto de qualidade, similar ao dado em Silverstone. Será uma concorrente dura para Hamilton amanhã.

FISICHELLA NA FERRARI: Eu venho há dias dizendo aqui no blog o quanto o carro da Ferrari é complexo para se pilotar — o que poderia diminuir às críticas ao desempenho de Luca Badoer —, mas com a chancela de Galvão Bueno citando a mesma coisa hoje na transmissão, talvez a minha observação vire verdade universal.

No geral, a 13ª posição de Kimi e a 16ª de Fisichella é o preço que Ferrari está pagando em Cingapura pelo congelamento no desenvolvimento do F60, que enfrenta uma dura concorrência que levou “upgrades” para esse final de semana.

DAQUI A POUCO, O PESO DOS CARROS: Os pesos dos carros, que a FIA liberará mais tarde, nos darão uma melhor perspectiva do que acontecerá em termos de estratégia de paradas, mas o acidente de Barrichello pode também ter facilitado a vida de Hamilton, que abortou a sua volta e pode ter economizado e estendido a sua primeira parada para uma volta a mais que o planejado.

Tempos da classificação

 1.  Hamilton     McLaren-Mercedes      (B)  1:46.977  1:46.657  1:47.891
 2.  Vettel       Red Bull-Renault      (B)  1:47.541  1:46.362  1:48.204
 3.  Rosberg      Williams-Toyota       (B)  1:47.390  1:46.197  1:48.348
 4.  Webber       Red Bull-Renault      (B)  1:47.646  1:46.328  1:48.722
 5.  Barrichello  Brawn-Mercedes        (B)  1:47.397  1:46.787  1:48.828
 6.  Alonso       Renault               (B)  1:47.757  1:46.767  1:49.054
 7.  Glock        Toyota                (B)  1:47.770  1:46.707  1:49.180
 8.  Heidfeld     BMW-Sauber            (B)  1:47.347  1:46.832  1:49.307
 9.  Kubica       BMW-Sauber            (B)  1:47.615  1:46.813  1:49.514
10.  Kovalainen   McLaren-Mercedes      (B)  1:47.542  1:46.842  1:49.778
11.  Nakajima     Williams-Toyota       (B)  1:47.637  1:47.013
12.  Button       Brawn-Mercedes        (B)  1:47.180  1:47.141
13.  Raikkonen    Ferrari               (B)  1:47.293  1:47.177
14.  Buemi        Toro Rosso-Ferrari    (B)  1:47.677  1:47.369
15.  Trulli       Toyota                (B)  1:47.690  1:47.413
16.  Sutil        Force India-Mercedes  (B)  1:48.231
17.  Alguersuari  Toro Rosso-Ferrari    (B)  1:48.340
18.  Fisichella   Ferrari               (B)  1:48.350
19.  Grosjean     Renault               (B)  1:48.544
20.  Liuzzi       Force India-Mercedes  (B)  1:48.792

Montezemolo: ‘Nós estamos felizes por que temos muitos tifosis aqui na Espanha, e agora com Alonso…’

Um ato falho ou uma piada? Você escolhe, mas até pareceu um ensaio do anúncio de Fernando Alonso como piloto da Ferrari.

Luca esteve ontem em Madrid recebendo um prêmio do diário esportivo Marca (bem conveniente, vocês não acham?) e se o meu pobre italiano não me traiu (descendentes, ajudem, per favore!), Montezemolo prometeu que anunciará o seu segundo piloto na terça-feira, um dia depois que Stefano Domenicalli chegar de Cingapura.

Segundo James Allen, Kimi anda tentando marcar uma reunião com Montezemolo sem sucesso nos últimos dias.

Outras observações é quanto às qualidades que Luca enumera em Alonso: um piloto forte, de temperamente e personalidade, que sabe trabalhar bem com a equipe, e também transferir tecnicamente bem a [sua] impressão de piloto [para a equipe]…

É impressão minha, ou são exatamente essas características que muita gente pensa faltar a Kimi?

De qualquer forma, é também muito bom ouvir da boca de Montezemolo o apreço que a Ferrari inteira tem por Massa e sua confirmação para 2010: “Estamos contentes de confirmar, pelo seu mérito como piloto e como homem, como nosso piloto, para o próximo ano, Felipe Massa.”

Ao fim, a quebra de protocolo com Cristiano Ronaldo fechou a bacana entrevista de Montezemolo.

Nelsinho e Renault pagam o preço

IMAGEM: Renault/Divulgação noinginrenault(RENAULT sem ING e Mutua Madrileña na carenagem)

Houve muita gente que criticou a FIA pela imunidade que a entidade ofereceu a Nelsinho Piquet na armação do acidente do GP de Cingapura em 2008, exigindo que o piloto fosse banido do automobilsimo como Pat Symonds e Briatore.

Robert Kubica, por exemplo, foi um desses, para quem “se você vai à Polícia e diz que matou alguém mas conhece alguém que matou outras três pessoas, você ainda irá para a cadeia.”

No desejo de expressar o seu senso particular de justiça, Robert apenas contribuiu para mais uma péssima analogia no caso Renault/Nelsinho, mas a verdade é que Nelson fatalmente irá pagar naturalmente por seu ato, como provou hoje o executivo da Virgin, Alex Tai. A Virgin patrocinará a nova Manor e Tai negou rumores de que a equipe daria uma chance a Piquet em 2010, deixando claro que a “Virgin não patrocina quem joga sujo”.

O executivo da Virgin foi quase ofensivo, mas no papel de um profissional que zela por sua marca, ele foi realista, mas eu, do rés de minha insignificância, imagino que a Virgin jamais patrocinaria um certo Michael Schumacher…

Ironias à parte, a Renault desfilou em Cingapura um carro sem os adesivos da ING e da Mutua Madrileña na carenagem, pagando ela mesma o seu preço por deixar gente como Briatore e Symonds no comando tantos anos.

Romain Grosjean à la Nelsinho

Vettel e Rubens dominam sexta-feira em Cingapura

IMAGEM: Renault/Divulgação singaporenight(A LINDA vista de Cingapura à noite)

Sebastian Vettel e — o mais importante — Rubens Barrichello, dominaram a noite de sexta-feira lá em Cingapura. Rubens parece entusiasmado com o ritmo de corrida da Brawn ensaiado durante a segunda sessão, enquanto Vettel sente que o RB5 ao menos parece mais competitivo em Cingapura que em Monza.

A McLaren, que levou o último pacote de atualizações de 2009 para Cingapura — assoalho e asa dianteira novos — não parece ter encontrado o acerto ideal ainda, pelo menos é o que se entende da insatisfação de Lewis Hamilton com o seu carro. Heikki Kovalainen permaneceu à frente do inglês durante todo o trabalho desenvolvido nessa sexta, algo raro.

Fernando Alonso, assim como em 2008, parece extremamente competitivo, sempre entre os ponteiros nas duas sessões.

Giancarlo Fisichella continua provando para os críticos de Luca Badoer que o F60 da Ferrari é um carro complexo para adaptação. Ele ficou em 16º e 17º hoje, enquanto Kimi Raikkonen não mostrou nada especial como nas sessões livres das corridas anteriores.

A grande surpresa das últimas duas corridas, a Force Índia, involuiu de Monza para Cingapura e não mostrou o mesmo potencial em nenhuma das duas sessões.

A classificação promete ser imprevisível, mas a Brawn, com atualizações aerodinâmicas, dá pinta de que será o carro a ser batido nesse final de semana.

Tempos de hoje – 1ª e 2ª sessões em sequência

 1.  Barrichello  Brawn-Mercedes        (B)  1:50.179            19
 2.  Button       Brawn-Mercedes        (B)  1:50.356  + 0.177   22
 3.  Webber       Red Bull-Renault      (B)  1:50.416  + 0.237   21
 4.  Alonso       Renault               (B)  1:50.567  + 0.388   16
 5.  Vettel       Red Bull-Renault      (B)  1:50.614  + 0.435   16
 6.  Kovalainen   McLaren-Mercedes      (B)  1:50.699  + 0.520   21
 7.  Hamilton     McLaren-Mercedes      (B)  1:50.715  + 0.536   17
 8.  Kubica       BMW-Sauber            (B)  1:50.815  + 0.636   15
 9.  Raikkonen    Ferrari               (B)  1:50.865  + 0.686   ù.
10.  Nakajima     Williams-Toyota       (B)  1:51.089  + 0.910   25
11.  Rosberg      Williams-Toyota       (B)  1:51.427  + 1.248   23
12.  Sutil        Force India-Mercedes  (B)  1:51.544  + 1.365   14
13.  Buemi        Toro Rosso-Ferrari    (B)  1:51.643  + 1.464   28
14.  Heidfeld     BMW-Sauber            (B)  1:51.656  + 1.477   15
15.  Glock        Toyota                (B)  1:52.083  + 1.904   20
16.  Trulli       Toyota                (B)  1:52.135  + 1.956   20
17.  Fisichella   Ferrari               (B)  1:52.390  + 2.211   24
18.  Liuzzi       Force India-Mercedes  (B)  1:52.905  + 2.726   23
19.  Alguersuari  Toro Rosso-Ferrari    (B)  1:53.232  + 3.053   25
20.  Grosjean     Renault               (B)  1:53.458  + 3.279    9
..................................................................
 1.  Vettel       Red Bull-Renault      (B)  1:48.650            31
 2.  Alonso       Renault               (B)  1:48.924  + 0.274   27
 3.  Kovalainen   McLaren-Mercedes      (B)  1:48.952  + 0.302   30
 4.  Heidfeld     BMW-Sauber            (B)  1:49.098  + 0.448   31
 5.  Button       Brawn-Mercedes        (B)  1:49.311  + 0.661   34
 6.  Webber       Red Bull-Renault      (B)  1:49.317  + 0.667   14
 7.  Rosberg      Williams-Toyota       (B)  1:49.333  + 0.683   33
 8.  Glock        Toyota                (B)  1:49.342  + 0.692   30
 9.  Hamilton     McLaren-Mercedes      (B)  1:49.358  + 0.708   28
10.  Kubica       BMW-Sauber            (B)  1:49.609  + 0.959   24
11.  Barrichello  Brawn-Mercedes        (B)  1:49.616  + 0.966   30
12.  Sutil        Force India-Mercedes  (B)  1:49.710  + 1.060   31
13.  Trulli       Toyota                (B)  1:49.795  + 1.145   29
14.  Raikkonen    Ferrari               (B)  1:49.941  + 1.291   29
15.  Nakajima     Williams-Toyota       (B)  1:50.023  + 1.373   34
16.  Fisichella   Ferrari               (B)  1:50.253  + 1.603   31
17.  Buemi        Toro Rosso-Ferrari    (B)  1:50.527  + 1.877   29
18.  Liuzzi       Force India-Mercedes  (B)  1:50.605  + 1.955   28
19.  Grosjean     Renault               (B)  1:50.972  + 2.322   17
20.  Alguersuari  Toro Rosso-Ferrari    (B)  1:51.423  + 2.773   31

Renault deveria voltar às suas origens

IMAGEM: Renault/Divulgaçãorenaultoriginal (Carros comemorando os 15 e os 30 anos da tradiciona companhia francesa. Seria de longe a pintura mais bonita do grid)

A debandada de dois dos maiores patrocinadores da Renault no mesmo dia, parece o prenúncio de um desastre bem maior em vias de acontecer, como finalmente a saída da grande fábrica francesa da Formula 1.

Mas se você refletir mais demoradamente, perceberá que ainda não é hora para os fãs da Renault entrarem em pânico com um eventual abandono definitivo da equipe da F1. A saída da ING, por exemplo, afetada pela crise financeira mundial, já havia sido anunciada há algum tempo e a companhia holandesa foi apenas esperta e não teve escrúpulos para aproveitar a quebra de contrato da Renault — o envolvimento em ações fraudulentas — para encurtar em 4 meses o fim do acordo.

Já a companhia de seguros espanhola, a Mutua Madrilenã, está apenas guardando capital para mudar-se de mala e cuia para Maranello atrás de Alonso, seu garoto propaganda particular.

Nenhum desses movimentos, portanto, deveriam nos surprender.

Então qual a saída para a Renault que, por culpa de alguns poucos indivíduos, atirou parte de sua credibilidade no lixo? A solução está no próprio Nelsinhogate.

Como? Bem, a FIA ao menos conseguiu diminuir os orçamentos para o próximo ano, então o dinheiro que a Renault injetará em sua equipe de F1 pode ser até menor que os desse ano. Outro ponto é que o maio escândalo da história da F1 está oferecendo a chance de a Renault voltar às suas origens, ser mais francesa e não ser o arremedo de uma equipe francesa baseada na Inglaterra, comandada por um italiano e um inglês e ter um espanhol como piloto principal.

Portanto, a Renault deveria repintar o seu carro nas suas cores originais e reforçar a sua identidade e logomarca nesse carro e no de 2010, por que se ela pretende permanecer na F1 ela terá que, obrigatoriamente, reinventar-se.

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