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Flávio Gomes fala de Barrichello e da perniciosa Rede Globo

IMAGEM: Brawn GP/Divulgação rubensmask

Eu sempre digo que o Flávio Gomes é um mala, mas quando ele acerta um texto, o homem acerta na mosca.

Ele fez um longo post ontem sobre a relação perniciosa que a Globo/Galvão Bueno estabelece com os pilotos brasileiros que já tem quase 2.000 comentários — deve ser um recorde na história dos blogs de automobilismo no Brasil — e que vale a pena cada linha lida.

Como eu sei que o ponto de vista de vocês se perderia em meio àquele mar sem fim de opiniões, eu vou postar o texto aqui para saber o que vocês têm a dizer.

Clique abaixo em “Leia mais…” para ler o texto do Flávio.

Em defesa de Barrichello – por Flávio Gomes

De todas as pessoas que encontrei hoje, ouvi: “Esse Rubinho é um cagado, mesmo”, “Puta azar deu o Rubinho”, “Esse Rubinho é muito ruim”, “O cara é muito azarado, tinha de furar um pneu?”, “Esse cara é muito ruim, não vai ser campeão nunca”, “Quando a gente mais espera dele, faz isso”.

E algumas variáveis sobre o mesmo tema.

Eu já tinha dessa impressão, mas depois deste fim de semana, tenho certeza. O problema de Barrichello não é ele, não são seus carros, não são seus companheiros de equipe. O problema de Barrichello é a TV Globo.

E por que a Globo, e não toda a mídia? Porque não se deve ter nenhuma ilusão. A imensa maioria das pessoas no Brasil só se informa sobre F-1 pela Globo. “Se informa” é um eufemismo, melhor corrigir. Digamos que a cultura de F-1 que a imensa maioria das pessoas tem no Brasil vem daquilo que a Globo diz.

E a Globo só diz besteira. A cultura de F-1 do brasileiro médio é zero, talhada pelas cascatas globais.

Barrichello não fez nada de errado ontem, não errou ao tentar a pole com o carro mais leve, não teve azar nenhum, não foi cagado. Mas a histeria global, martelada dia após dia — e quando a corrida é no Brasil, e ele está na pole, chega a ser quase uma lavagem cerebral, uma lobotomia —, faz com que o público aqui acredite que Rubinho do Brasil tem a obrigação de ganhar, e se não ganhar, das duas uma: ou sacanearam com ele, ou é um cagado que não tem mais jeito.

As pessoas veem uma corrida de F-1 aqui com zero de informação honesta. Ontem, depois de dez voltas já era possível afirmar que Rubens não venceria a prova. Simples: não abria de Webber e iria parar cinco voltas antes nos boxes. Cinco voltas, com um carro mais rápido e cada vez mais leve, seriam mais do que suficientes para Webber voltar à sua frente do pit stop. E Kubica, também. Ambos passaram.

Rubens apostou no clima instável de São Paulo, no que fez muito bem. Larga na pole, pula na frente, vai que chove no início, todos têm de parar, a vantagem do carro mais pesado é anulada. Ou, ainda: acontece alguma merda atrás dele, Webber se enrosca, Kubica bate, fica para trás, e a vantagem é igualmente anulada.

Mas há uma desonestidade editorial clara naquilo que a Globo faz, alimentando uma expectativa que não poderá ser cumprida. Porque corrida de carro é muito mais do que essa gritaria de “Vâmo, Rubinho!”, “Não erra agora, Rubinho!”, “Acelera, Rubinho!”. Corrida de carro tem lógica, é matemática, e quem mostra um evento desses a milhões de pessoas tem a obrigação de ser honesto.

Porque se não for, as pessoas não têm elementos para entender a derrota. E se amparam na explicação que está à mão: o cara é cagado, dá azar, não vai ganhar nunca. Ou, ainda: furaram o pneu dele de propósito.

E, aí, vai-se criando a fama, dia após dia, de perdedor, azarado, cagado. Uma farsa, uma mentira. A TV mente o tempo todo. Foi assim nos anos pós-Senna, em que Barrichello, de Jordan ou Stewart, não tinha a menor chance de ganhar uma corrida, embora a TV dissesse o contrário. Porque corria contra Williams, Ferrari, McLaren, Benetton. Depois, na Ferrari, a venda de ilusões baratas era igualmente cruel, porque contra um piloto como Schumacher, Barrichello jamais seria campeão. Não seria porque Schumacher era muito melhor. Se eu for companheiro de Barrichello numa corrida de qualquer coisa, não terei chance alguma de andar na frente dele. Deem um kart para ele e outro para mim, e ele vai chegar na frente todas as vezes. Entreguem um Lada igualzinho ao meu, e não vou ser mais rápido que ele nunca, em nenhuma volta.

Mas a Globo vende a esperança, porque acha que as pessoas só vão se interessar por seu evento se houver a chance de um brasileiro vencer, mesmo se for uma mentira deslavada, como na maioria das vezes. É um engodo, e uma sacanagem com o piloto. A expectativa que se cria por seus resultados é criada na TV. OK, muitas vezes Rubens embarcou na onda, mas é o menor dos culpados.

Se a TV não se dedicasse tanto a iludir seus telespectadores tratados como otários, Barrichello não seria zoado como é há anos, pela Globo inclusive. Poderia conduzir sua carreira com mais tranquilidade e serenidade. Ele não tem a obrigação de vencer por ninguém, pelo povo, pelo país. Tem obrigação de trabalhar direito para quem lhe paga, e por ele mesmo.

Um dia depois de uma corrida normal, na qual fez o que podia fazer dentro dos limites de seu carro e de seu talento, o coitado tem de aguentar um tijolo a mais nessa construção de uma imagem que não corresponde à realidade. Barrichello pode não ser o melhor piloto do mundo, está longe disso, mas é um dos bons dos últimos anos, como outros tantos. Nem muito mais, nem muito menos. Não estaria há tanto tempo correndo se não tivesse qualidades.

Quando parar, muito provavelmente sem ter sido campeão, terá para sempre colado na testa o rótulo de cagado, azarado, lento, o que for. Pode agradecer à TV por isso. Foi ela que, nesses anos todos, disse ao Brasil que Rubens era algo que nunca foi. Talvez ele nunca entenda isso, até porque adora ser bajulado pela Globo, com seu pseudo-jornalismo esportivo meloso, ufanista e cascateiro. Mas é assim.

Discussão

52 comentários sobre “Flávio Gomes fala de Barrichello e da perniciosa Rede Globo

  1. O Alexandre Frota é um cara muito inteligente.

    Sem nenhum conteúdo, é sempre notícia. É casa dos artistas, jurado de calouros, revelações bombásticas em programas de celebridades, filmes porno….Seja lá o que for, onde for, ou para que for, Alexandre Frota é sempre notícia, porque é inteligente para perceber que no fundo as pessoas gostam mesmo é de polêmica.

    Flávio Gomes é um Alexandre Frota da crônica esportiva.

    Bater e criar polêmica com a Globo ou o Galvão Bueno dá ibope, então vamos la…….

    A Globo é uma empresa privada, que paga para transmitir “de graça” a F1, que por sua vez é tratada como evento esportico e não jornalístico.

    Qual o problema em vender o evento ? Qual o problema em tendo um brasileiro na pole position explorar a possibilidade de vitória dele ainda que essa possibilidade não seja grande aos olhos dos especialistas ?

    O telespectador médio das corridas de F1 é o mesmo que assiste futebol, torce para o time de Bernadinho, é fã da levantadora Fofão e se emociona com o César Cielo. É um brasileiro que assiste esporte por diversão, e como todo ser humano normal tem uma ligação com sua terra de origem e torce por compatriotas, ainda que uma vitória ou uma derrota de qualquer um deles em nada altere sua vida cotidiana.

    É um telespectador que quer apenas um prazer momentaneo, e no fundo não entende, nem quer entender muito disso tudo.

    Quantas vezes fomos a um cinema e saímos de lá satizfeitos com as proezas do Indiana Jones ??? Quantos querem na verdade assistir à um filme de Goddard sobre o existencialismo humano ???

    A corrida de Interlagos deu 26% de audiência. Isso representa talvez uns 50 milhões de telespectadores. Quantos entendem ou querem entender de F1 ???

    A TV não é um meio para informação detalhada. A TV, por sua caracteristica de grande penetração e tempo escasso serve apenas para informações superficiais. Sejam elas em programas jornalisticos, de entretenimento ou esportivos.

    Quando eu era mais jovem, me apaixonei por automobilismo, e claro que o que a TV me passava não me bastava. Passei então a comprar nos fins de semana de corrida a Folha de São Paulo, Estadão e O Globo, isso morando em Recife. Pelo menos a cada dois meses comprava uma Autosprint italiana, mais várias vezes fui ao aeroporto apenas para ler a revista, porque não podia de me dar ao luxo de comprar sempre uma revista importada. Grid, Quatro Rodas e Autoesporte era feijão com arroz lá em casa.

    Nos finais de ano ficava ansioso pelos anuários do Francisco Santos de Fórmula 1. Tenho quase todos. Obviamente tenho um monte de livros sobre automobilismo.

    Hoje, com a net e a democratização da informação todos os dias acesso sites de automobilismo. F1Around incluso !

    Mais tenho consciência que eu não faço parte sequer dos 0,1% dos telespectadores de corridas.

    Assim como tem gente que é especialista em aviões de guerra (um amigo meu é, e tem até revistas especializadas…), em pesca ou em botânica, ou em Gamão, ou em Polo Aquático, ou aqueles que sabem tudo sobre moda, ou ainda os especialistas em história romana….

    A Globo, nem qualquer outro veículo de massa, transmite para essas pessoas. A Globo transmite para a massa, e dentro da sua proposta faz um exelente trabalho.

    O Flávio Gomes….ele é apenas um espelho do Alexandre Frota…

    Publicado por Sirlan Pedrosa | 21/10/2009, 2:11 am
  2. Eu disse lá e digo aqui: este é o texto definitivo sobre Barrichello e Rede Globo.

    Publicado por Shikus | 21/10/2009, 8:03 am
  3. http://www.oconsumidoremdebate.blogspot.com

    Concordo plenamente, é uma visão exata de como a coisa funciona. Inclusive, porcentagem considerável de popularidade de alguns ditos ‘mitos’ muito se devem ao ‘favor’ (muito bem recompensado, imagino) realizado pela ‘emissora oficial’ – não falo apenas de automobilismo, não. O futebol é o modelo mais prático de tudo isso. Impor limites, horários, conclusões totalmente distorcidas e tendenciosas é o forte da ‘organização’.

    Publicado por Edgard | 21/10/2009, 8:37 am
  4. Definitivamente é um belo texto. Não diria definitivo. Há ainda muito o que falar sobre o Barrichello, ele não é o piloto brilhante que a globo tentou nos empurrar goela abaixo nesta temporada. Nem tampouco o piloto medíocre e azarado que se houvia nas arquibancadas de interlagos a oito voltas do fim da corrida, após o furo do pneu.

    Nem o sujeito “bonzinho” com cara de coitado que sempre aparece na TV, nem tampouco o Filho-da-puta que acreditava que era no começo da temporada.

    A atitude dele com a equipe após a confirmação do WDC e WCC me deixou impressionado. Revi um pouco do meu conceito ao seu respeito.

    Ffigueiredo

    Publicado por Ffigueiredo | 21/10/2009, 8:38 am
  5. Belo contraponto, Sirlan!

    Publicado por Becken Lima | 21/10/2009, 9:23 am
  6. Sirlan, atacar o Flávio não tira o mérito do texto dele, que é expor de forma bastante perspicaz não as intenções da Globo, mas simplesmente o resultado das ações da emissora.

    As intenções da Globo se resumem em um objetivo: grana.

    O resto é confete e brilhantina.

    Agora, explicar por A + B porque Rubens Barrichello é um piloto tachado como perdedor é algo que mexe com corações e mentes do Brasil inteiro, muito por causa da Globo, ou talvez integralmente por causa dela.

    Mas o fato é que a velha máxima “falem mal, mas falem de mim” se aplica muito bem a Rubens.

    Paralelamente, nçao há no Brasil quem não tenha ouvido falar no nome de Rubens Barrichello. Até minha vó sabe quem é ele.

    E também não há quem não conheça o apelido de Rubinho Pé-de-chinelo.

    O problema é que a imensa maioria do Brasil lembra primeiro do Rubinho Pé-de-chinelo… e geralmente fica por isso mesmo, porque é legal sentar no boteco e dizer que Rubinho é ruim, lento, perdedor.

    Pode reparar, parece que vc é um grande entendido de F1 quando, numa conversa sobre automobilismo, vc diz que “ruim mesmo é o Rubinho”. E aí logo se seguem os comentários “coitado, mais vice-campeão que o Vasco”. E o outro “Senna é que era piloto”, etc etc etc.

    É impressionante, todo mundo entra em piloto automático, e é isso que o Flávio Gomes (eu não sou parente dele, aliás) nota e explica porque acontece.

    E dizer que, só porque a Globo a é empresa privada e quer “vender” o evento, ela está livre para fazê-lo é uma tremenda ignorância do papel que um veículo do tamanho dela tem na vida de nós todos, inclusive eu e vc.

    O problema é que a Globo, na cabeça de todo mundo, não está vendendo só o prazer do fim de semana e as lágrimas da novela. A Globo vende jornalismo imparcial, vende o retrato da vida real, os fatos como eles são, a análise equilibrada do contexto brasileiro, enfim. Ela vende um produto que não entrega.

    Se vc considera isso normal e até justo, vc passa longe de ser um cidadão que entende seu papel na sociedade da qual faz parte.

    A Globo é maravilhosa, mas jamais assumiu com a cara limpa as consequencias de sua irresponsabilidade para com o povo brasileiro.

    Ela melhorou muito, mas MUITO nos últimos 25 anos, mas ainda está muito longe de uma BBC, uma TV de fato PÚBLICA, mantida pelo POVO, com dinheiro PÚBLICO. As pessoas pagam IMPOSTOS na Inglaterra para manter a BBC, por isso é uma TV de alta qualidade e comprometida com a coisa pública e com o maior bem de um povo, que é sua identidade cultural.

    Eu discordo em gênero, número e grau de tudo o que vc falou, e o que vc falou fica mais fraco ainda diante do fato de querer atacar quem emitiu a opinião para descreditar a própria opinião.

    Argumentos são rebatidos com fatos e o Gomes apresentou vários.

    Publicado por Daniel Gomes | 21/10/2009, 9:46 am
  7. Curto muito ler o F1 Around… hoje, é um dos que eu mais respeito junto com o “Blog do Ico” . Infelizmente ñ tenho muita disponibilidade para postar mas, com este post de Sirlan, ficou impossível deixar de comentar…

    Extremamente lúcido, no que se refere à Rede Globo e sua relação com os esportes… merece todas as críticas a emisora, principalmente quanto ao seu jornalismo político, mas isso é o que ela é… apenas um canal para as massas.

    Matou a pau, Sirlan!

    E como ainda tenho algum respeito por Flávio Gomes, acho que ele tinha que ler este texto de Sirlan.

    Até mais!
    Abraço a todos.

    Publicado por Tavaresdemello | 21/10/2009, 9:59 am
  8. Isso que o Flávio Gomes disso é só a prova do poder de influência da Globo na massa acéfala brasileira. Eles passam a imagem que querem do Rubinho, ou de qualquer um ‘for the matter’.

    Olhem o Massa, que desde que entrou na F1, mesmo com suas performances mediocres, já era idolatrado por quem pouco entendia do esporte. Muita gente detesta o Schumacher e o Ross Brawn (!) até hoje por serem “carrascos” do Rubinho, mas como a última imagem é a que fica, esqueceram completamente o rancor pelo fato do Schummy ser o “professor” do Massa no seu último ano. Eu acho que é um milagre o zé povinho brasileiro não odiar profundamente o Kimi Räikkönen por ter ganho o título dele no Brasil com uma vitória dada do Massa, além de que o Reginaldo Leme menospresa o coitado descaradamente nas transmissões.

    E o pior é que isso não se restringe ao esporte. A Globo escolhe até o Presidente da República se eles quiserem, e isso é fato.

    Recomendo todos a assistirem o documentário “Beyond Citizen Kane”. Tem na integra no Google Video. O filme tem quase a minha idade, mas as coisas não mudaram muito desde então…

    Publicado por Guilherme Teixeira | 21/10/2009, 10:09 am
  9. Uma pergunta no meio disso tudo.

    Pq nao acontece o mesmo com o Massa ??

    O Massa sendo igualmente vice campeao como o Barrichello nao tem a imagem de derrotado para o povo brasileiro.

    Será que o Rubinho tb nao ajudou a fazer essa imagem com a Globo ?

    Acho que o Flavio esta com a memoria mais curta que a minha..

    QUantas e quantas vezes ja nao ouvimos o Rubinho falar merda atras de merda das do tipo

    “Agora vai” agora vai, quem é que alimentou isso da esperança ?

    “Sou um brasileirinho contra esse mundao”

    “Foi o freio, Foi o vento, foi o sol, foi ate o cinto de segurança”

    (isso ai para quem tem a memoria curta, nao foi passssssaado nao, foi esse ano até…

    Entao a imagem de chorão e desculpao foi ele mesmo que fez.

    Eu trabalho tb com música, eu costumo dizer o seguinte para bandas novas. Se voce for abrir um show de uma banda grande sao 2 coisas que podem acontecer.

    Sempre que se ponhe a cara para um grande publico, ou uma grande exposição é o momento que voce esta na Vitrine:

    A banda é boa, vai ficar bem falada e as pessoas vao procurar falar para os amigos.

    A banda é ruim ou nao esta preparada, Ta ferrado tu vai se queimar pra muita gente.

    È o caso da Globo e do Barrichello, ele esteve com a cara na vitirine o tempo todo, e quantas e quantas vezes ele nao falou besteira, ouuuuuuu alimentou a esperança de que ia ser campeao, que ia ganhar a corrida, e depois ficava dando mil desculpas.

    E essa dele parar de dar desculpas, so começou do meio do ano pra ca, pq no inicio do inicio ate o meio continuava um puta chorao.

    Agora a diferença,o Massa perdeu o campeonato. ESSSE SIM DISPUTANDO ATE O FIM, e nao esse que o Rubinho em nenhum momento ameçou. O Massa perdeu de cabeça erguida e no final declarou, Nao deu e ponto final.

    Nao ficou, foi o vento, foi ar, foi o cinto de segurança, quando ele ainda tinha até possibilidade de atirar nos erros da equipe, nem isso ele fez declarou: “Quem ganha e quem perde somos todos nos juntos da equipe”.

    Publicado por Claudio CArdoso | 21/10/2009, 10:10 am
  10. Sirlan,

    Seu ponto de vista é interessante e bem colocado. Pode estar certo ou errado e eu posso concordar ou não. Tudo isso faz parte da subjetividade e ninguém dará a martelada final.

    Mas, dizer que a TV em questão transmite a F1 “de graça” é só o que ela quer que pensemos. Aqui já começa a enganação. Não é verdade. Não é de graça e ainda sai caríssimo para nós.

    O patrocinadores pagam fortunas para ter seus nomes ou o de seus produtos exibidos durante a transmissão, agregando valores aos mesmos. Esses valores são repassados para o preço final que nós pagamos ao consumi-los. Existe a hipótese dos preços não serem repassados, mas neste caso a empresa que anunciou destrói o concorrente, diminuindo nossas opções de compra. Fica faturando sozinha no mercado, o que é um negócio da China, e por estar sozinha põe o preço que quiser. Neste caso comemos o pão que o diabo amassou.

    Em resumo, nós devolvemos aos patrocinadores, com juros e atualização monetárias, essas fortunas que eles gastam em suas campanhas publicitárias.

    Outra coisa. A radioteledifusão funciona sob concessão do poder público que, por sua vez, é por nós sustentado mediante pagamento de impostos que, diga-se de passagem, é uma das cargas tributárias mais altas do mundo.

    Meios de comunicação privados existem para vender produtos de seus patrocinadores. A programação é apenas o chamariz para nos prender a atenção aos produtos que são vendidos durante a transmissão ou durante os comerciais.

    Não não assistiríamos a uma única corrida ou mesmo treino da F1 se a TV em questão não pudesse faturar altíssimo com as transmissões.

    Abs.

    Publicado por Anselmo Coyote | 21/10/2009, 10:21 am
  11. Bem, eu acredito que a discussão sobre as diferenças entre a Globo e a BBC, por exemplo, vão muito além do fato de ser pública ou não.

    E é justamente essa diferença que faz com que o público da TV Globo seja tão leigo nas coberturas esportivas ou qualquer outra. Eu entro aqui até em questões políticas e econômicas!

    No Brasil, existe uma crença que surge desde as faculdades de jornalismo na qual nós devemos ser o mais simples possível para que o público compreenda a informação. Um professor me disse, certa vez, que devemos agir como se tivéssemos falando para uma criança. Aliás, o próprio William Bonner já disse isso!

    O que acontece? As emissoras de TV (e não é apenas a Globo) passam a informação da maneira mais clara e objetiva possível, o que é certo. Mas eles não aprofundam a discussão, o debate. Eles não fazem isso porque pensam que o público é burro demais para compreender uma informação mais complexa.

    Em países como Estados Unidos e Inglaterra, por exemplo, é diferente. A filosofia deles é de contribuir para a educação da sociedade. Enquanto no Brasil é de se adaptar as dificuldades dessa mesma sociedade.

    Todos nós sabemos que o Brasil é um país onde o analfabetismo está quase acabando. Mas, ao contrário do que se pensa, ele cresce a cada dia: é o analfabetismo funcional. Pessoas que consomem informação, mas não processam elas. Pessoas que se limitam a pensar “Rubinho é um cagado”, “Bush é safado” e “O dólar está baixo. Viu, que legal?”.

    Elas não compreendem por que estão falando aquilo. Apenas falam porque viram na televisão. Por isso, o principal erro da Globo é tentar se adaptar ao público. Eles deveriam fazer o contrário: tentar aumentar o nível cultural dessas pessoas.

    Essa não é uma tarefa exclusiva do governo. Cultura é algo que deve estar enraizado na sociedade. Desde as escolas até as emissoras de televisão. Afinal, a Globo é assistida por mais da metade da população brasileira. Se ela levar informação para crianças entenderem, então a nossa mente será infantilizada com o passar dos tempos…

    Publicado por Willian | 21/10/2009, 10:23 am
  12. Sobre o comentário do Guilherme, o documentário “Muito além do Cidadão Kane” é realmente bem elucidativo sobre a “plim-plim”.

    Porém, aprecie com moderação. A Globo ainda exerce a influência dela, mas não é a mesma coisa que acontecia até meados dos anos 90.

    Houve muitas mudanças após a eleição do Collor, que como sabem, teve os dez dedos da TV Globo. Desde então, e filosofia deles foi se alterando aos poucos.

    Hoje, a Globo permanece como o maior órgão influenciador da opinião pública. Mas está mais “light” do que alguns anos atrás…

    Publicado por Willian | 21/10/2009, 10:31 am
  13. “O principal erro da Globo é tentar se adaptar ao público. Eles deveriam fazer o contrário: tentar aumentar o nível cultural dessas pessoas.”

    Willian, não preciso nem dizer que isso passa muito longe de um “erro”, não é? É tudo milimetricamente calculado. Para o objetivo que o Coyote expôs com clareza no seu comentário acima.

    É a máquina capitalista. Ou vc se adapta e tenta vencer dentro dela ou vc se torna o alimento combustível dela. É cruel, mas é assim que funciona e é difícil mudar as regras do jogo, pois quem tem o poder geralmente faz as regras e quem faz as regras geralmente quer mais poder.

    A mobilização popular há muito tempo deixou de ser ferramenta de mudança social, principalmente no Brasil dominado pela Globo, que faz questão de sempre acalmar os ânimos mais exaltados com muita novela, futebol e celebridades. É a imprensa marrom em sua forma mais pura e, ao mesmo tempo, mais disfarçada!

    É assustador.

    Publicado por Daniel Gomes | 21/10/2009, 10:34 am
  14. Flávio Gomes falou e Daniel Gomes falou e disse. Parabéns!!!!!

    só faço uma ressalva: Rubinho não é só um bom piloto. É um excelente piloto!

    Valeu Rubinho!

    Publicado por Jandui | 21/10/2009, 10:47 am
  15. Por isso que adoro esse blog! É só comparar os comentários daqui, e os comentários de lá do FG.

    Concordo plenamente com o texto do FG, acho que o Rubens tem sua parcela de culpa também, mas isso não o faz deixar de ser um excelente piloto, na minha opinião.

    Sobre o que o Coyote e o Daniel Gomes escreveram, assino embaixo.

    Abraço.

    Publicado por André Távora | 21/10/2009, 10:58 am
  16. Flávio Gomes faz isso de propósito, o Sirlan está certo. O objetivo maior é alfinetar a Rede Globo e com isso bombar seu blog com inúmeros comentários. Ele sabe que a maior parte de seus leitores são tão tapados quando os telespectadores massificados, tenho certeza que dos 2.000 comentários a maioria não tem opinião fundamentada em nada, vão na sua onda. Vejam as enquetes do Grande Prêmio, sempre os que frequentam lá acham que Barrichello vai vencer, sempre, qualquer GP. Ele manipula seus leitores tanto quanto Galvão Bueno.

    Flávio quer culpar a Rede Globo por criar muitas espectativas sobre Barrichello. Está certíssimo. A emissora tem o objetivo de vender pacotes de patrocínio cada vez mais caro e para isso precisa de audiência nas corridas e de visibilidade para pilotos que mais interessam o público, ou seja, os brasileiros. Então, ela promove Barrichello o máximo que pode, principalmente no evento clímax de sua transmissão, o Grande Prêmio do Brasil. Porque ninguém gosta de coisa morna em se tratando de esporte. Ou o cara vai correr pra vencer ou fica em casa. Quem assiste esporte quer ver seu time/atleta vencendo. Mesmo os mais cultos, aqueles que enxergam todas as nuances da disputa, no fundo mesmo querem ver a vitória de seus preferidos.

    Então, como promover o evento? Dizendo que Barrichello luta pelo 5ºlugar?? Que sempre lutará pelo vice ou 3º lugar do campeonato?? Flávio quer que a Globo faça isso?
    Além do mais, tenho certeza que o Rubens aprova esse estilo de publicidade otimista, afinal, ele não perde a chance de dizer que está motivado, com a faca entre os dentes, etc.

    O maior problema não está no marketing e sim no produto. Barrichello realmente é o perdedor do ano, isso não é invenção de ninguém. Nisso a massa está certa. Barrichello foi engolido no começo do ano por Jenson de forma categórica. Foi engolido por Schumacher durante 6 anos da mesma forma. Dos 6 anos em que esteve com o melhor carro do grid (5 na Ferrari até 2004 e neste ano na Brawn) ele simplesmente apagou-se, encolheu-se, apequenou-se diante dos companheiros. A disputa nunca foi sequer próxima de equilibrada. Foi como uma barata que Button esmagou sem dó nem piedade.

    Há muitas formas de se perder no esporte. Barrichello sempre perdeu da forma mais humilhante possível.

    Publicado por Carlos T. | 21/10/2009, 11:16 am
  17. Na ocasião da morte de Ayrton Senna e a surpreendente comoção nacional na qual esse triste episódio se transformou parecia óbvio para alguns setores da TV Globo que Barrichello fosse alçado ao posto de “herdeiro” e criou-se essa exagerada impressão.

    Até então Rubens Barrichello, assim como Christian Fittipaldi eram apenas os “meninos” no fundo do grid.

    Na minha opinião o maior culpado e a maior vítima dessa expectativa de triunfos, resultados e vitórias fomentada em demasia e a imensa frustração que invariavelmente se segue é o próprio Rubens.

    Ele sempre compactuou com a criação desse círculo vicioso.

    Basta ver esse ano, Rubens que nunca chegou a ameaçar de fato a liderança de Button no campeonato ainda assim insistiu no velho discurso de que seria campeão e etc…

    Domingo à noite já havia um horda aos berros pelos blogs do mundo clamando por justiça e acusando Ross Brawn de ter sabotado o “Heroi Nacional”.

    Publicado por Beatle Ed | 21/10/2009, 11:22 am
  18. Becken mudando completamente de tema, vc que eh um especialista em Mclaren, poderia me dizer como ve esses vetos do Hamilton e familia ( dizem que ele tem a clausula em seu contato ) ao Raikkonen, Rosberg e qualquer piloto ” forte”.

    Nao quero polemizar , mas nao tinha ideia desse poder do Hamilton, do respeito entao que ele deve ter na Mclaren uma equipe mais que campea e conhecida por dar igualdade de condicoes a seus pilotos e sempre ter uma dupla de pilotos muito forte principalmente para lutar pelo campeonato de construtores.

    Sera que isso eh historia da imprensa ?

    Jah li no ICO e no Felipe Motta que o pai do Hamilton fez escandalos por nao querer alguns pilotos ao lado do filho.

    Sera que a experiencia com o Alonso foi tao ruim assim ?

    Honestamente nao sei o que pensar mas como fan da F1 gostaria muito que a MClaren tivesse uma dupla de pilotos forte para rivalizar com a Ferrari e as outras equipes e ateh para o Hamilton que ao meu ver nao eh um super campeao mas ainda eh muito novo e tem muito ainda para aprender e assim ser o SUPER Campeao.

    Um abraco,

    Fernando

    Publicado por Fernando | 21/10/2009, 11:28 am
  19. “Há muitas formas de se perder no esporte. Barrichello sempre perdeu da forma mais humilhante possível.”

    Não há perda quando não há disputa. Na época da Ferrari ele optou por ser batido, e mesmo que não tivesse optador, perderia do mesmo jeito pq Schumacher é o maior de TODOS OS TEMPOS.

    Comparar Rubinho com o maior de TODOS OS TEMPOS é tão ignorante quanto acreditar que ele vai vencer toda e qualquer corrida que disputar.

    QUALQUER PILOTO perderia de Schumacher. Porque o Rubinho não poderia? Deve ser pq ele é o pé-de-chinelo, né?

    Quanto a este ano, não vi derrota humilhante. Se muito, vi que Jenson foi melhor que Barrichello quando teve que ser. Pilotou muito, cometeu menos erros e venceu mais. Campeão.

    O segundo lugar vai ficar entre Barrichello e Vettel, que pilotaram menos, venceram menos e foram menos consistentes. Simples assim.

    A disputa foi sensacional neste final pq Button admitiu ter cedido à pressão, pois ele sabia que Vettel e Rubens tinham chances de estragar a festa dele, que começou tão bem até a Turquia.

    Chegar no GP do Brasil, fazer a pole de forma dramática, mas impositiva, e sofrer infortúnios como um pneu furado não faz do campeonato de Button algo humilhante para Barrichello.

    Desde 2002, todos os pilotos que foram vice-campeões tiveram mais pontos que o Button campeão de 2009. Isso significa que, na verdade, o campeonato foi longe de ser humilhante para Barrichello. Foi na verdade um dos campeonatos mais parelhos desde muitos anos.

    Não continuem espalhando o lugar-comum da F1 brasileira. Façam a diferença e não mais do mesmo.

    Publicado por Daniel Gomes | 21/10/2009, 11:40 am
  20. Quem acompanha a F1 a mais de 25 anos avidamente como eu e pelo menos 30 como espectador no geral sabe que somos aqui uma pequena parcela da população mundial, que deva chegar aos 0,001%.

    O Sirlan tem razão quando de fato a Globo tem noções comerciais dos eventos, ela não pode vender uma cota de patrocínio dizendo ao comprador que o evento é modorrento, ela enfeita o pavão, cria mitos e estigmas para que ele o comprador se entusiasme e pague 54 milhões de reais por um ano de evento.

    Para isso ela bate na tecla do nacionalismo exacerbado (algo que até eu faria se fosse chefe de marketing) para ganhar pontos no ibope.

    O Sirlan fez uma analogia correta, porque muitos aqui são espectadores de nível 1, querem ser tratados como tal, mas esse público é um pé no saco, exige muito, quer ser bem informado de todas as formas, mas não são representativos o bastante para serem considerados pela empresa.

    Ora, não se pode negar que somos uns merdas pra eles.

    O outro ponto, do Daniel, no meu ver tem seus valores, porque o Gomes é um chato do cacete, mas acerta a mão uma vez por ano mas nesse caso errou na construçao da crítica.

    Discordo dos dois Gomes no quesito de atacar a TV Globo, o Rubens criou essa imagem de “loser” no mundo todo não só aqui, ele deu muito a cara pra bater, chamou responsabilidades que não lhe era devida, passou a acreditar, ele, que seria o Ayrton Senna, que não demoraria muito e ele já estaria guiando a Williams de 1995, mas ele se enganou, sua carreira tomou outros rumos.

    E quando finalmente estava num carro de ponta, assina um contrato onde ele é preterido, e sabe disso, mas inventa, ele, a idéia para o público que ele é o piloto 1b, no palco do Faustão em 1999. Não passou em momento algum pela cabeça dele que o público iria cobrar dele aquelas palavras ?

    Na Austria ficou revelado o que o 1b havia dito, ele seria o “b” não o “a”, cai por terra a máxima que ele criou pra si mesmo, e aí começam as gozações, não foi a TV Globo que criou esse monstro, foi ele mesmo.

    E agora em 2009 10 anos depois das declarações infelizes, ele está aprendendo a falar com a imprensa, ele é lerdo mas aprende, então eis que surgem os detratores que muito bateram nele para reclamar que ele foi criado pelo canal de tv favorito do público brasileiro, como se em algum momento eles fizeram um script para que ele lesse, e a partir de 2009 estaria liberado para falar o que quiser para não mais ser zuado pelo Pânico, resurge das asneiras que falou, como um asno falante e inteligente das cinzas, não dá.

    A Globo criou Collor, Senna, Piquet e os Ronaldos, mas esse produto Barrichello não foi eles, foi o próprio.

    Quanto ao Gomes, o Flavio, ele gosta mesmo é de polemizar em seu blog, nunca aparece com fatos jornalísticos, apenas com opiniões contrárias para fazer de seu blog um centro de comentáristas puxa-sacos e alienados, onde os comentários são sempre os mesmos e de baixo nível.
    Porque na ESPN ele não usa da mesma marra ?

    Torço para o Rubens, mas ele é o culpado dessa imagem desastrosa.

    Publicado por Claudemir Freire | 21/10/2009, 11:41 am
  21. Caros amigos, venham para a Bahia, conversem com um jovem de 18 anos aqui de classe média e tirem suas próprias conclusões do que é um público burro.

    Aqui esta massificado a burrice conceitual nessa faixa etária, eles não precisam de nenhum canal para ficarem assim.

    Então na hora de falar com eles você realmente tem que ser um retardado, explicar da forma mais idiota possível, para ver se entra 1% de informação util na cabecinha deles.

    Publicado por Claudemir Freire | 21/10/2009, 12:03 pm
  22. Daniel !!!

    “Comparar Rubinho com o maior de TODOS OS TEMPOS é tão ignorante quanto acreditar que ele vai vencer toda e qualquer corrida que disputar.”

    Quem fez essa comparaçao foi o proprio Rubinho !!!

    Qualquer um que le formula 1, ja leu inumeras entrevista do Rubinho se comparando com o Schumcher.

    Alias esse ano mesmo, ele falou que dessa vez iria, pq ele teria oportunidade igual, e que com condicoes iguais ele teria ganho do Schumcher.

    Publicado por Claudio CArdoso | 21/10/2009, 12:20 pm
  23. Bom,

    Como sempre, a galera aqui é de alto nível e alguns pontos que eu ia trabalhar já foram devidamente esmiuçados, portanto, vou me ater a citá-los de forma simples e objetiva:

    a) ao contrário do dito pelo Sirlan, a Globo não pode fazer o que quiser e como bem entender em suas transmissões pois o serviçõ que presta é público. É necessário frisar que todo poder financeiro e político da Globo tem origem em sua estreita ligação com os vários governos da ditadura brasileira. Antônio Carlos Magalhães (ACM) é figura central nessa história e os Marinho sempre souberam pagar com juros e correção os anos de apoio dos governos ditatoriais. A globo é um câncer para o país, e, sua postura em relação ao público é uma afronta aos nossos direitos como cidadãos em todos os níveis (ela chega ao escárnio de comprar eventos esportivos com exclusividade e não transmití-los, apenas para que as concorrentes não transmitam). TV é concessão pública, e isso significa que existem muitas questões complexas que devem ser analisadas quando se falar de uma empresa de TV, o argumento de que a Globo “é uma empresa privada faz o que quiser” não se aplica ao caso, é fraco, nós temos obrigação de lutar contra essa manipulação hedionda da informação. Felizmente, a internet está cada vez mais se tornando uma poderosa ferramenta contra empresas como Globo, Veja, Folha de São Paulo e afins. A informação é um direito sagrado do cidadão e sua manipulação é uma atentado contra nós, seja em um evento esportivo ou jornalístico, nenhum órgão de cobertura tem o direito de tentar manipular os fatos de acordo com seus interesses.

    b) Quanto à responsabilidade dos envolvidos, Flávio Gomes erra feio ao dizer que Barrichello é o menos responsável. No caso, Barrichello é certamente o maior responsável. A não ser que haja um risco à sua integridade ou de sua família, ninguém é obrigado a jogar um jogo para se beneficiar, joga se quiser. Barrichello sempre fez questão de se juntar à Globo nesse teatro besteirol que se transformou sua carreira, ganhou muuuuuita grana com isso, teve apoio para se transferir para Ferrari e outras cositas más, sempre deu entrevistas “exclusivas” ao Fantástico, sempre disse mentiras e mais mentiras para os telespectadores, sempre utilizou seu “amigão” Galvão Bueno para mandar seus recados, portanto, mereceu a grande maioria das críticas e gozações que recebeu. Parece que mudou um pouco após anos e anos de idiotices explícitas, tomara que essa sensação se confirme no ano que vem, seu 18º ano de F1. Massa também está se iludindo com o canto da sereia, porém, sua postura até agora é totalmente diferente, veremos no prosseguimento de sua carreira se vai continuar assim.

    Em síntese, é nosso direito exigir que as transmissões sejam melhores, que as informações sejam confiáveis e que não haja manipulação dos fatos. O piloto que em conluio com a Rede Globo se achar no direito de entrar no jogo sujo da manipulação deve pagar com o total descrédito e desprezo dos telespectadores amantes do automobilismo.

    Becken… não vai falar nada da absurda agressão sofrida por Lewis Hamilton quando dava entrevista para a BBC?

    FEITA É BOM FRISAR, NÃO PELO POVO BRASILEIRO (COMO MUITOS ADORAM SAIR GRITANDO), MAS POR AQUELA GALERA RICA E ABASTADA QUE ASSISTE A CORRIDA NO SETOR A, OU SEJA, REPRESENTANTES DESSA ELITE IMBECIL E IGNORANTE DESSE PAÍS!!!!

    Publicado por Cassius Clay Regazzoni | 21/10/2009, 12:28 pm
  24. Minha visão de leigo me diz que entre Senna, Piquet, Rubinho e Massa, este é o que relaciona com esta rede na justa medida.

    O Senna tinha uma relação simbiótica com esta rede.
    O Piquet deu-lhe uma banana, recusando solenemente ser tutelado.
    O Rubens quis a relação rede x Senna mas faltaram-lhe atributos que o Senna tinha de sobra.
    O Massa é come-quieto. Dá um pouco e recebe outro, na justa medida, e continua credor.

    As investidas do Galvão sobre o Massa são obscenas e ele as assume ou recusa na medida de seus interesses, sem se comprometer. Muito bom.

    O que mais me agradou (e agrada) é o Nelson Piquet, claro.

    Abs.

    Publicado por Anselmo Coyote | 21/10/2009, 12:28 pm
  25. A resposta do Massa quando perdeu o campeonato no ano passado foi: “não deu”. E fim de papo. Isso imprime autoridade. O torcedor não quer desculpas – quer resultados.

    Ninguém está esculhambando o Massa por esse ano. Desde o início ele disse que o carro estava ruim – e estava. No ano passado o carro estava bom, mas ele não disse que ganharia. E assim ele vai construindo a estrada que trilhará agora e depois.

    Até agora não ganhou nada, mas, se resolver parar hoje, todos (até eu que não sou seu torcedor) vão dizer: Que pena! Podia ter continuado. Era um bom (ótimo ou excelente) piloto.

    Muito bom.

    Abs.

    Publicado por Anselmo Coyote | 21/10/2009, 12:42 pm
  26. Becken,

    Por fim os fragmentos abaixo são piadas, né. Meias obviedades. Tenha dó.

    “Se eu for companheiro de Barrichello numa corrida de qualquer coisa, não terei chance alguma de andar na frente dele.”.
    – Óbvio. Nem na dele nem na de ninguém.

    “Deem um kart para ele e outro para mim, e ele vai chegar na frente todas as vezes. Entreguem um Lada igualzinho ao meu, e não vou ser mais rápido que ele nunca, em nenhuma volta.”.
    – Óbvio. Nem de kart, nem de Lada, nem de vespa ou de carrinho de supermercado.

    Eu falo isso porque ele postou um vídeo de umas voltas on board nesse Lada (coitado do carrinho) e eu assisti. Pelo tanto que ele fala eu pensei que veria alguma coisa interessante ou pelo menos razoável. Afinal, pilotar é um dom e muitos que seriam excelentes pilotos sequer passaram, passam ou passarão perto de um carro de competição. Mas foi pura perda de tempo. É de doer os olhos.

    Ele está abaixo da crítica. É simplesmente sofrível.

    E teve um leitor do blog dele que na maior inocência e boa vontade tentou lhe dar uns pequenos toques. Coisas simples, primárias mesmo – que ele não sabe fazer – como o momento certo de acelerar ao tangenciar uma curva.

    Prá que o pobre leitor foi fazer isso? Ele esculhambou o cara, ironizando-o e chamando-o de Fangio etc.

    Abs.

    Publicado por Anselmo Coyote | 21/10/2009, 1:02 pm
  27. Claudemir e Claudio,

    Eu não disse em nenhum momento dos meus comentários que:

    1) o Rubens não é em parte responsável pela imagem que tem e;
    2) o Rubens nunca se comparou ao Schumi.

    Se eu dissesse, aliás, estaria mentindo. As duas coisas já aconteceram e são verdade.

    A questão aqui, quando exorto a todos a sairem do lugar comum, é não embarcar na história da Globo e do próprio Rubens de que ele é o ex-futuro-campeão injustiçado.

    Eu não embarco e nem nunca embarquei nessa. Eu sei exatamente as razões pelas quais Rubens Barrichello nunca foi campeão em nenhum dos vários anos em que correu na F1. E sei que ele tem a boca maior do que deveria.

    Nem por isso, vou AJUDAR A DENEGRIR a imagem dele e nem vou TIRAR-LHE OS MÉRITOS que teve em sua extensa e ainda muito ativa carreira.

    Se ele é bobo, ingênuo, babaca, isso é outra coisa. Mas sempre que o analisei no meu blog, o fiz do ponto de vista pragmático, com dados e estatísticas, e não com minha antipatia ou empatia por ele.

    E, diante das informações que temos sobre ele, se não está na lista dos 50 (e olha que ele está sim aqui no Times – http://www.timesonline.co.uk/tol/sport/formula_1/article5974376.ece ), ele está na lista dos 100 maiores pilotos de F1 da história.

    Por fim, Rubens se comparou a Schumi porque ele não tinha mais ninguém com quem comparar. Ele sempre se deu melhor que seus companheiros de equipe. Ele sempre ganhou tudo nas categorias de base. Ele só não bateu Michael Schumacher. E eu considero não ser coincidência o fato de que ele não bateu o MAIOR DE TODOS OS TEMPOS. Afinal, quem bateria?

    Como eu falei é ignorante da parte dele e mais ignorante ainda de qualquer um de nós, pretensos entendedores de F1, compará-lo com Schumacher. Não é necessário fazê-lo. Schumacher é o maior recordista da história da F1. Rubinho é só um vice-campeão.

    Ele foi ingênuo, bobo, sonhador, enfim, pode chamá-lo do que quiser. Talvez ele até soubesse o que estava fazendo. Mas a questão é que ele, se disse que podia bater Schumacher em algum momento, em outros tantos ele disse que nunca foi rápido como o alemão e já o elogiou ´n´ vezes como piloto de F1.

    Disso eu tiro apenas uma coisa: Rubinho se contradiz o tempo todo, mas isso eu sempre soube e tb não levo em consideração nas minhas análises. Jogue a primeira pedra quem nunca se contradisse uma vez na vida. E mais, e daí que nos contradizemos? O bonito da vida é poder mudar de opinião, de ideia, de atitude. E não ser a mesma merda a vida toda.

    Publicado por Daniel Gomes | 21/10/2009, 1:13 pm
  28. Daniel, eu não falei que você dirimiu qualquer culpa do Barrichello em sua fracassada relação com a imprensa, mas sim que você o Flavio e o Becken acharam justo imputar boa parte da culpa na TV Globo.

    Como muitos aqui criticam a TV Globo e seu besteirol de informações e desinformações, existe um remédio simples e eficaz, não a assistam, eu só assisto nos dias de corrida porque não tenho outra alternativa.

    Mas, não critiquem sem antes se colocar no lugar das cabeças que tocam a emissora, porque :

    1 – O povo brasileiro é burro e tem que ter informações ao seu nível, não adianta forçar a natureza.

    2 – Aqui não se consome qualidade da informação, e sim sensacionalismo, até mesmo nos canais fechados.

    3 – Compra as informações, produtos e novelas quem quer, e em sua maioria são povão de todas as classes, não venham achar que rico não assiste a GLOBO e pobre é que assiste a GROBO.

    4 – Como empresário eu não viso ser o mais simpatico, bonito e mais legal, e sim que meus produtos vendam, que os clientes se satisfaçan e que eu tenha o retorno merecido.

    5 – Como empresa PRIVADA e de uso de uma concessão PUBLICA, ela tem deveres a cumprir, mas não é um deles ter jornalismo, novelas ou qualquer outro produto de sua grade de altissimo nível para agradar a nós os 0,001%, e sim os 99,999% que são alienados.

    Uma pergunta então, quem tocaria uma empresa pra atender a esse público de 0,001%, de onde tiraria verba pra se manter ?

    Eu crítico a Globo pelas derrapadas do Galvão, pelo site que não tem nada que preste, pelo jornalismo tendencioso, mas não consigo críticar apenas porque ela não atende os meus interesses, sendo assim não assisto nenhuma delas SBT, Record, Bandeirantes ou qualquer outra, já que posso bancar fico com Sky e sua programação.

    Publicado por Claudemir Freire | 21/10/2009, 1:59 pm
  29. “Eu crítico a Globo pelas derrapadas do Galvão, pelo site que não tem nada que preste, pelo jornalismo tendencioso, mas não consigo críticar apenas porque ela não atende os meus interesses, sendo assim não assisto nenhuma delas SBT, Record, Bandeirantes ou qualquer outra, já que posso bancar fico com Sky e sua programação.”

    Vc, por sua colocação privilegiada na sociedade brasileira, com pensamento crítico, senso de civilidade e acesso á informação, deveria ser o primeiro a criticar a Globo, e não pq ela “não atende seus interesses”, mas sim pq ela “não atende ao interesse público”, ou seja, ela não é uma ferramenta para o povo brasileiro sair da inércia e da dependência que vive de entretenimento pra ter uma razão pra acordar no dia seguinte e batalhar a vida por um salário mínimo.

    É lamentável vc passar a mão na cabeça da Globo dessa forma, mas cada um na sua. Que bom que todos temos dinheiro pra pagar uma TV a cabo, não é mesmo? É por essas e outras que o país continuará sempre num limbo entre o “terceiro mundo” e o “desenvolvimento”. Uma das empresas, senão a única, que pode de fato mexer com o futuro do país recebe carta branca pra dar de comer às massas e deixá-las saciadas e satisfeitas, mas só até o próximo capítulo…

    Publicado por Daniel Gomes | 21/10/2009, 2:45 pm
  30. Infelizmente, Daniel, as pessoas não pensam mais no “bem público”. Apenas nelas mesmas. Construir um país melhor é uma tarefa que cabe a todos nós. E a maior emissora do país tem força para ajudar nessa tarefa, mas não a utiliza.

    Será mesmo que a Globo perderia tanta audiência se tentasse “educar” a população com informação de qualidade?

    Até poderia ter uma queda, mas não seria nada radical a ponto de ela perder a liderança…

    Publicado por Willian | 21/10/2009, 3:25 pm
  31. Ah gente, esse papo de culpar a TV Globo por todos os males do Brasil é pura perda de tempo!
    É um discurso antigo e cheio de recalques, isso já passou!

    A TV Globo faz o que qualquer empresa faz que é: gerar lucro para os seus acionistas.

    É responsável por muitas coisas bonitas, inestimáveis assim como por coisas abjetas e desprezíveis.

    Não é completamente boa nem completamente má e se você não está satisfeito com o que vê suas opções são: mudar de canal ou desligar a TV.

    Li em algum lugar que a audiência do GP Brasil foi muito baixa esse ano em comparação com anos anteriores.

    Formula 1 é pro-du-to. Se o público não compra ou a empresa tira da prateleira ou descobre o que há de errado pra atender o gosto do freguês.

    Meu ponto é: Se o público não mudar a maneira de se colocar e deixar de ser um espectador passivo a TV também não mudará.

    E porque vemos todos os dias a programação da TV Globo perder audiência para outras emissoras?

    Um bom exemplo foi o que aconteceu com o Big Brother, que a Globo comprou da Endemol com a intenção de não deixar a concorrência comprar, Silvio Santos inventou então a “Casa dos Artistas”, reality show nos mesmos moldes do original holandês e deu picos no IBOPE.
    A Globo se tocou, correu atrás e rapidamente pôs no ar a sua versão que já está na décima temporada.

    O problema na Globo desde o afastamento do Boni é a descentralização do poder. Se naquela época era ruim porque existia um “todo-poderoso” hoje é pior porque existem alguns “todo-poderosos”.

    O que acontece é que a empresa, para todos os efeitos se tornou acéfala com essa pulverização do poder.

    Qualquer mudança por mais simples e urgente que seja só acontece depois de muita politicagem e burocracia. Na maioria das vezes nem acontece!

    Bom, mas isso já é outra história, acabei divagando do assunto… ;-)

    abraços

    Publicado por Beatle Ed | 21/10/2009, 3:56 pm
  32. Ok, critiquemos tudo que esta errado, ótimo vamos assim construir um país melhor, claro!

    Mas não damos educação, trabalho nem mesmo SAÚDE , como vamos exigir isso da TV ?

    Essa parte fica a cargo dos pais e do ESTADO, se hoje temos um país de massa-ignorante, culpe a ditadura, políticos inescrupulosos e professores desistimulados por ganharem salários miseráveis.

    Querem uam revolução de verdade!

    Baixe a carga tributária sobre cada funcionário, estimule a contratação, aumente o salário minímo para pelo menos R$ 1500,00, e vocês verão essa tal revolução.

    Familias poderiam ter um pouco de dignidade onde trabalhassem pelo 2 pessoas, teriam acesso a saúde, laser e educação, dê isso a eles e garanto que em menos de 30 anos não precisaremos de nenhum canal de mídia pra ditar os nossos futuros, faremos nós mesmos.

    Não é porque temos um curso superior, empresas ou qualquer outra coisa que nos coloca acima dessa massa, que podemos criticar apenas o que nos é conveniente, temos que fazer a nossa parte.

    Eu faço a minha, pago meus funcionários mais que um salário, pagos todos os impostos absurdos cobrados por cada um, ajudo a sociedade onde moro com doações, incentivos e patrocínios, e VOTO de forma conciente.

    É muito fácil colocar a culpa em empresas, fundações ou federações, e não fazer nada.

    Nosso país sofre de outros problemas, não de problemas midiáticos, de Diogo Mainardi e Flavio Gomes jornalistas riquinhos chorões eu estou de saco cheio.

    Publicado por Claudemir Freire | 21/10/2009, 4:11 pm
  33. O Blog do Flávio teve 2172 comentários até agora… mas não teve um décimo do conteúdo dos 30 e poucos comentários postados aqui.

    Realmente este espaço aqui é um oasis de inteligência na blogsfera.

    Parabéns a todos os comentaristas e principalmente ao Becken, por agregar tanta gente bacana.

    Faço um convite também (nem sei se posso convidar alguém) aos leitores que ficam apenas na espreita como nosso amigo Tavaresdemello, sitam-se à vontade a partilhar conosco suas experiências.

    Muito obrigado amigos.

    Fernando Figueiredo

    Fim da seção confetes.

    Publicado por Ffigueiredo | 21/10/2009, 4:31 pm
  34. É Fernando… Eu ia postar algo hoje pela manhã, mas tive que adiar para hoje à noite para não dissipar as reflexões postas aqui.

    Publicado por Becken Lima | 21/10/2009, 5:07 pm
  35. Becken e amigos,

    Não tenho nada mais a dizer. A profundidade dos comentários aqui postados não se vê por aí, independentemente da posição do comentarista. Muito bom. É possível extrair de cada um algo útil que não havíamos pensado ou cogitado e construir uma nova opinião, desta vez mais qualificada.

    De minha parte, há muito descobri (ou decidi, tanto faz) que reclamar não é o caminho. Ninguém está preocupado com o que pensamos ou com o nosso bem-estar. Se queremos mudanças ao nosso redor, devemos nós, mudar primeiro.

    O próprio Rubinho, que eu vivo cornetando… rsrs, depois de 16,5 anos na F1, angariou o respeito de alguns que o escrachavam (leia-se Cassius Regazzoni e outros… rsrs) exatamente porque mudou sua forma de falar e agir a partir do meio da temporada. Acho que é um bom exemplo.

    A TV não vai mudar uma fórmula que, com algumas oscilações, ainda é satisfatória.

    Em suma, é isso: o respeito que nos dispensam depende mais de nós do que deles.

    Abraços a todos.

    Publicado por Anselmo Coyote | 21/10/2009, 5:37 pm
  36. A globo não transmite Formula1, transmite “As Aventuras de Bravos Pilotos Brasileiros no Circo da Formula1”, em 18 capítulos.
    E o Galvão é uma vergonha,
    Ainda sonho com o dia que o Sportv transmita a F1 ao vivo.

    Publicado por KBK | 21/10/2009, 5:55 pm
  37. Eu fico com a homenagem que o programa Pânico fez ao Rubinho, onde no final, ela manda todo mundo tomar no c…, se f…, e outras coisas mais. Infelismente, a massa no nosso país acha que é aculturada, mas se fosse aculturada tipos como alexandre frota não estariam na mídia, pois não haveria imbecis para dar audiêmcia a qualquer programa que ele estivesse.é a minha humilde opinião, não é só a globo a culpada, a culpa é da educção que a população que assiste a globo recebe.

    Publicado por ramon | 21/10/2009, 6:11 pm
  38. “E eu considero não ser coincidência o fato de que ele não bateu o MAIOR DE TODOS OS TEMPOS. Afinal, quem bateria?”
    Resposta de quem pode dizer “eu venci Schumacher”: Jacques Villeneuve, Mika Hakkinen e Fernando Alonso.

    “Aí você me diz: Mas eles estavam com carros e equipes diferentes. Se tivessem na Ferrari ao seu lado não bateriam o Schummy de jeito nenhum!”

    Ok Daniel. Vamos para os perdedores: Schumacher bateu Montoya e este jamais se apequenou. Schumacher bateu, vejam só, o agora super-estrela Kimi Raikkonen e este não se tornou menor por isso. Schumacher também bateu Massa e este (além de nunca ter tomado 1s por volta em corrida do alemão) terminou 2006 maior do que começou, terminou como uma grande promessa para a Ferrari que agora estamos vendo se concretizar. Nenhum desses perdedores foi esmagado como um inseto pelo alemão. Muito menos por um até ontem “nada” chamado Jenson Button (imagine o que você diria sobre ser humilhado se o Hamilton fizesse um 6 a 0 em vitórias todas praticamente consecutivas em cima do Kovalainen num começo de temporada…)

    Rubens não é o pior de todos. Mas é um derrotado. Não é porque é um piloto mediano que está imune de ser um derrotado. Teve carros vencedores por muito anos em sua carreira e não conseguiu, mesmo perdendo, mostrar respeito por si próprio.

    Publicado por Carlos T. | 21/10/2009, 6:34 pm
  39. http://www.oconsumidoremdebate.blogspot.com

    …só pra continuar no clima do post, se formos olhar o site oficial da emissora oficial, na parte da F-1, ali simplesmente diz, como se fosse um furo de reportagem ou a validação do assunto (como o da demissão do NAP, que somente passou a valer depois que a globo anunciou, com trocentos meses de atraso – fato levantado pelo Flavio Gomes, em seu blog, praticamente fazendo uma prévia do post agora comentado), a emissora oficial suspeita que a Virgin (nossa, que coisa, chegaram ao ponto de declinar o nome, em merchandise indireto) está seriamente pensando em não renovar com a Brawn e patrocinar outra equipe (“especula-se que seja a Manor”), quando todo mundo já está careca de saber disso e inclusive já está se chamando a equipe de “Virgin” faz tempo…que coisa. Coisa de quem não está nem aí pro resto, só quer mesmo saber do $$$ e não se importa com o esporte em si, mas só com os dividendos que ele promove.

    Publicado por Edgard | 21/10/2009, 6:48 pm
  40. Fala Becken e Rapaziada. Putz, hj tive q viajar cedo pra Canoinhas – SC, dia todo de treinamento e reuniões e não deu pra entrar na discussão. Agora em casa, tomando minha cervejinha, li todos, TODOS MESMO, comentários e realmente quase tudo foi dito.

    No geral eu concordo com o Beatle Ed, qdo diz: “Não é completamente boa nem completamente má e se você não está satisfeito com o que vê suas opções são: mudar de canal ou desligar a TV”

    Temos q concordar q em relação a F1 ela faz um bom trabalho, transmitindo TODAS as corridas da temporada sem intervalos e todos os treinos. Burti segura a onda do besteirol imposto pelo Galvão e pela acomodação do Reginaldo, dupla q já foi muito boa há dez, vinte anos atrás, mas q se acomodaram e empurram com a barriga as transmissões.

    Infelizmente não testam novos narradores, acho q o Luiz Roberto poderia fazer um bom trabalho,pois parece q entende e gosta de automobilismo, Cleber Machado sem comentários, é muito ruim.

    Concordo com a maioria q diz q o “buraco é mais embaixo”, pois o maior mal desse país é realmente a educação, tenho certeza disso.

    Pra mim, Flávio Gomes, o MALA, colocou o q eu sempre soube, só q isentou o Barrica quase q totalmente, e nesse ponto então, concordo com os q falaram q Barrichello tem uma parcela significativa de culpa das críticas e gozações q recebe, e q esse ano, tomou uma nova postura, parecida com a do Massa ao encarar os fatos com os pés no chão.

    Concordo em parte com o Schumi ser o maior de todos os tempos. Em partes por causa dos números, mas o nível dos adversários me faz questionar esse rótulo. E nem venham dizer q ele encarou o Senna em 94 e levou a melhor, pq aquelas três corridas não são parâmetros para comparação.

    Acho q o Barrichello andou próximo ao Schumi sim, justamente naquele maldito ano de 2002. Ele era constantemente mais rápido q o alemão, mas daí teve um Todt na vida dele. O mesmo Todt q disse q o Barrichello teria a vez dele, é claro q ele projetava isso qdo. o Schumi se aposentasse, mas o Barrichello tomou a decisão de sair antes e novamente uma decisão equivocada. No geral ele não seria adversário para o Schumi, mesmo se houvesse igualdade de condições.

    Por fim, parabéns ao alto nível dos comentários desenvolvidos aqui nesse blog e q possamos ter novas discussões assim, amém.

    Publicado por Alex-Ctba | 21/10/2009, 8:04 pm
  41. Beleza Becken,

    Tomara que vc nao perca a mao e poste algo a respeito e de repente ate fazer um paralelo dos dois ingleses campeoes de F1 – Button e Hamilton… quem poderia imaginar em essa epoca no ano passado que veriamos o Button campeao de F1…. no fim da historia acho que vamos comecar a gostar mais dessa temporada depois que ela acabar….

    Abraco,

    Fernando

    Publicado por Fernando | 21/10/2009, 8:43 pm
  42. Carlos T.,

    O Barrichello não se deu bem sobre todos os seus companheiros de equipe.
    Ele corre com o Button desde 2006 (2006, 07, 08 e 09) e apenas em 2008 fez mais pontos que ele. Em 2006, 2007 (ele zerou) e 2009 ele apanhou. Então, com carro bom ou ruim, o resultado é o mesmo. Infelizmente.

    Abs.

    Publicado por Anselmo Coyote | 21/10/2009, 8:53 pm
  43. Esse Sirlan tá ganhando bem pra falar da Globo ? ou também tá trabalhando “de graça” ? Acorda meu amigo, ou vai me dizer que vc apóia a forma manipuladora com que a Globo trata os assuntos de seu interesse ? acha que o Galvão e sua turma eeeeeeeeeennnnnnnnchem o povo de informação e cultura ? vc está precisando sair de frente da TV. vc tem cara de quem, toda noite, assiste a porcaria do Jornal Nacional e sai no outro dia comentando como o Brasil tá ruim, como o Lula não faz nada e como nossos esportistas são injustiçados. aliás, vc já ouviu a Globo falando mal de algum esportista ? claro que não. Eles não falam, tem que agradar à todos que, talvez um dia, venham a bajulá-los.
    Pára de puxar o saco da “toda poderosa”, saia do sofá, leia um livro, informe-se antes de falar besteira.

    Publicado por Eduardo N. | 21/10/2009, 11:03 pm
  44. Amigos

    Por menos que eu concorde inicialmente com a idéia do Sirlan, os argumentos dele são irretocáveis.
    O grande barato aqui é justamente isto, a cada discussão sempre tem alguém que discorda do outro. Mas o foco são sempre os argumentos, sempre bem fundamentados e com uma exposição bacana de idéias.
    Apesar de concordar mais com os argumentos do Claudemir, e minha opinião pessoal estar mais distante da do Sirlan, não há como negar que seus argumentos são fortíssimos, é um outro ponto de vista. Não é besteira como foi colocodo em alguns cometários.
    Concordo que maneira que a Globo estabelece “relações” com os esportistas é muito pernciosa, (Vide caso dos travecos do Ronaldo com direito a exclusiva no fantástico e tudo). Acho isto perigoso.
    Então a vida é assim, discorda-se umas vezes, concorda-se outras. O que faz aqui tão especial, é o nível não só das discussões, mas dos argumentos apresentados.

    Fernando

    Publicado por Ffigueiredo | 22/10/2009, 7:52 am
  45. Especulando……

    Será que se a corrida de San Marino 1994 não tivesse acontecido, Rubinho teria sido um piloto de F1 mais audacioso?

    Publicado por São Cosmo (fernando-ric) | 22/10/2009, 8:03 am
  46. Fernando-ric.

    Se não houvesse a corrida em Imola:

    Senna seria hepta campeão
    Schumacher seria penta
    Hill e Villeneuve, seriam os mesmos bostas que são hoje, mas sem titulo.

    E o Rubens seria o mesmo, não mudaria nada, o problema dele deve ser outro.

    Anselmo o Rubens não tomou dois pneus em 2006 e 2007, embora tenha perdido pra o Button em 2006 ele fez 30 pontos contra 56 do inglês.
    Ele só ganhou em 2008, mas com aquele carro nem Schumacher teria estimulo.

    Publicado por Claudemir Freire | 22/10/2009, 10:20 am
  47. Obrigado pela citação, caro Ffigueiredo!
    Meu tempo na internet é mais do que excasso por “n” motivos, num futuro próximo, quem sabe?…

    Mas vamos ao q interessa… qdo concordei com Sirlan no primeiro momento, quis dizer q a maldita emissora estava certa na maneira de chamar a atenção para o produto q vende, é assim mesmo q se vende qualquer produto… despertando ou criando empatias… vide os herós
    olímpicos, só pra ficar na esfera do esporte… acho q faz parte da “festa”.

    Informação? Aí é outro nível…
    Me permiti comentar de forma simplória no meu post anterior, justamente por já estar quase q completamente afastado desses meios de “comunicação”, tamanho o descrédito q tenho para com eles, ñ apenas a Rede Globo mas, revitas, jornais impressos…

    Acho incrível como distorcem, manipulam, ou mesmo, qdo simplesmente propagam, repetem idéias q criam mitos, crendices até, eu diria… são assim nos entretenimentos, de cair o queixo mesmo (ou de corroer as entranhas) é qdo lidam com os demais assuntos q fazem realmente o mundo girar…

    Desses meios, dessa indústria, o q eu aproveito, melhor dizendo, o q eu curto mesmo, é tentar entender o q querem dizer suas entrelinhas…
    Então, ñ espero nada da “RG”, nem exijo mais nada… só desejo sua falência com a ajuda da internet ou algo q o valha (mas isso é outro papo).

    Abraço

    Publicado por Tavaresdemello | 22/10/2009, 11:07 am
  48. Caro Eduardo N.,

    O mais bonito no ser humano é a diversidade.

    Diversidade de idéias, de culturas, de habilidades, de sonhos, de aspirações, diverside nas formas de ver e interagir com o ambiente que o rodeia.

    A F1 também reflete isso. Diante de um mesmo regulamento técnico extramentente restritivo, temos 10 equipes expressando de forma particular sua interpretação deste regulamento tentando construir caros velozes.

    Quer um exemplo : Os espelhos da Red Bull e da Brawn (as duas melhores equipes do ano) ambos tem função aerodinâmica, arrisco dizer que são mais apendices aerodinâmicos que propriamente espelhos retrovisores. Mais são TOTALMENTE DIFERENTES.

    Eu respeito sua visão sobre o tema do post, e não julgo as razões que o levaram a ter esta visão : excesso de estudo, talvez falta estudo, alienação disfaçada de engajamento, não importa. É sua forma de ver o assunto e respeito.

    Para terminar uma pequena historinha :

    Quando Salvador Aliende ganhou as eleições no Chile, houve um movimento nos quartéis para impedir sua posse. Um gerneral se levantou e garantiu a posse do presidente eleito, rechaçando a idéia de golpe militar naquele momento.

    Questionado sobre sua posição respondeu :

    – Militar não pode exercer cargo público, isto é para os políticos. Políticos tem adversários, nós militares temos inimigos…

    Um forte abraço,

    Publicado por Sirlan Pedrosa | 22/10/2009, 2:02 pm
  49. “Anselmo o Rubens não tomou dois pneus em 2006 e 2007, embora tenha perdido pra o Button em 2006 ele fez 30 pontos contra 56 do inglês. Ele só ganhou em 2008, mas com aquele carro nem Schumacher teria estimulo.”

    Claudemir,
    Não entendi muito bem. Principalmente a frase, talvez um jargão, “não tomou dois pneus em 2006 e 2007”.

    O que eu sei é que em 2006, 2007 e 2009 o Rubens perdeu para o Button, tendo zerado em pontos em 2007. Só ganhou em 2008. Então, é balela dizer que o Rubens sempre se deu bem sobre o companheiro de equipe.

    Quanto aos carros Honda (os dois0, ninguém tem dúvida: não valiam o que o gato enterra.

    Sirlan,
    Vc esqueceu de dizer que o Allende tomou posse, mas depois foi metralhado dentro do Palacio de la Moneda por um general, aquele f.d.p. do Augusto Pinochet (que o demônio o tenha… espetado em um tridente sobre brasas eternas).

    Abs.

    Publicado por Anselmo Coyote | 22/10/2009, 7:26 pm
  50. Verdade Anselmo, Salvado Aliende foi metralhado de forma criminosa por alguém que tinha inimigos, não adversários…

    Publicado por Sirlan Pedrosa | 22/10/2009, 7:31 pm
  51. Pessoal, já vim aqui diversas vezes e já tive a participação de vocês no meu blog…

    vou deixar aqui o meu texto (comentem lá no blog, caso se interessarem) sobre esse texto do flávio.

    eu concordo com 10% dele. o resto…

    abraços!

    __________________

    Sobre Publicações Alheias – Parte 3

    Muito tem sido escrito/dito sobre Rubens Barrichello. Aqui e ali, encontram-se opiniões das mais diversas – de anônimos a medalhões – sobre o piloto e sobre a derrota naquele que foi o único campeonato onde ele realmente disputou o título. Muitos, irritados; outros, conformados; e alguns, contentes (vários de modo irônico; uns, verdadeiro).
    No entanto [como é comum quando se tem brasileiro(s) na disputa de qualquer título que classifique o “nosso país” como o melhor do mundo], o que chamou muito a atenção foi a cobertura da mídia no pré/durante/pós-Interlagos.

    Nisso, devem ser incluídas pessoas esclarecidas, como Marcelo Tas [e não critico aqui a postura muitas vezes de “mau gosto” dos seus comandados do CQC]. E também o colunista da Folha de S. Paulo, José Simão, uma espécie de “perseguidor oficial” de Rubens Barrichello.
    Aliás, é importante lembrar que é justamente através dos programas “humorísticos” que as imagens negativas de Barrichello foram definitivamente impregnadas na opinião pública. Coisa que ele conseguiu amenizar (um pouco) ao participar de um episódio daquele que foi o primeiro – e principal – destes.

    Mas irei falar aqui de um jornalista em especial, a quem já foram dedicados pelo menos dois posts (por isso o título de hoje) desse blog: Flávio Gomes.

    Gomes foi tema nosso, curiosamente, sempre por conta de destaques negativos (com razões diferentes) que ele deu a pilotos brasileiros, em especial a dois deles: Ayrton Senna e Rubens Barrichello. E, junto a essas críticas (auto)destrutivas, Gomes também apresentava um terceiro alvo: a Rede Globo e seu expoente esportivo máximo, Galvão Bueno.

    A primeira vez que comentamos sobre o Sr. Gomes foi em 29 de junho de 2008, depois que o cidadão proferiu a seguinte pérola: “Rubens Barrichello jamais liderou um campeonato mundial porque Schumacher sempre esteve à sua frente”. Eis uma demonstração clara de um jornalista que não se ocupa de pesquisar mais ou confirmar aquilo que tem como “certo”.

    Clicando no link acima, o leitor perceberá que Barrichello não apenas já esteve à frente de Schumacher na tabela como o fez duas vezes e por muito pouco não obteve uma terceira.

    A segunda vez, foi quando Gomes extrapolou os próprios limites ao escrever um dos textos mais rancorosos e vazios [até esse último] que já se teve notícia: isso aconteceu em 17 de setembro de 2008, depois que o Sr. falou sobre a vitória de Vettel em Monza e a comparou com o segundo lugar de Senna em Mônaco/1984, usando disso como pretexto para atacar fãs do piloto brasileiro.

    Clicando no link acima, o leitor verá um texto de minha autoria, postado no blog do Gomes, criticando o texto citado.

    Mas, com o post “Em Defesa de Barrichello”, o Sr. Gomes se superou. Até o momento em que escrevo estas linhas, tal post já conta com 2.305 comentários. Traduzindo: é quase o dobro do post mais comentado até hoje, e representa quase quatro vezes mais que os outros três que integram o “top 5” do blog.

    A ideia central por ele apresentada é a seguinte: “O problema de Barrichello é a TV Globo. (…) A imensa maioria das pessoas no Brasil só se informa sobre F-1 pela Globo. (…) E a Globo só diz besteira. A cultura de F-1 do brasileiro médio é zero, talhada pelas cascatas globais. (…)a histeria global, martelada dia após dia (…) chega a ser quase uma lavagem cerebral, uma lobotomia”.

    (Durante a semana, Gomes falou sobre o mesmo assunto em sua coluna –Warm Up–, que é publicada no site Grande Prêmio, no Lance! e na ESPN Brasil. Claro, o tom foi muito mais polido – até onde é possível ter polidez com Flavio Gomes).

    Não discordo totalmente daquilo que Gomes escreveu: é possível afirmar que com 10% de tudo que ele escreveu no post eu estou de acordo. E para demonstrar o que são esses dez por cento, cito aqui um outro post de nosso blog, anterior às duas colunas em que citamos o Sr. Gomes, intitulado “A Versão Global X A Versão Real”.

    Nesse texto, publicado em 22 de junho de 2008, fizemos um recorte da cobertura da TV Globo para a corrida da França naquele ano, em que Felipe Massa só se saiu vencedor por um misto de azar de Räikkonen e incompetência da Ferrari. Falamos das mentiras e omissões da emissora e do narrador Galvão Bueno.

    Também no post “Vergonha”, de 7 de setembro de 2008, falamos sobre vários tópicos da F-1 e também criticamos a postura da Rede Globo em suas coberturas. Citamos essas duas matérias pois de fato é notório como e quanto a Globo esconde, omite e até mesmo inventa coisas para beneficiar algum dos seus “protegidos”.

    Resumindo em poucas palavras: Flavio Gomes é o (total) oposto de Galvão Bueno: claro, o Sr. Gomes entende de corridas, Galvão é um animador de festas; Galvão é Globo, Gomes é iG; Galvão é SPORTV, Gomes é ESPN… Mas numa coisa os “dois Gs” são rigorosamente idênticos: são extremamente PARCIAIS.

    Sim. Só que, claro, concentram-se em lados opostos: enquanto Galvão adota – não sabe-se se por dinheiro ou convicção pessoal – a postura ufanista cega, que enxerga todos os acontecimentos ao redor do mundo como uma tentativa ou de beneficiar ou prejudicar os brasileiros (dependendo do contexto em que estão inseridos), Flavio adota a postura radical que combate o fanatismo de modo ainda mais fanático: é o que também é chamado de demagogia, hipocrisia e falso moralismo.

    Em determinado momento do seu texto, o Sr. Gomes fala em “brasileiro médio”. Esse é o termo que Gomes utilizou para definir a população “não especialista” que curte F-1 no Brasil. Para ele, as informações e conceitos “errados” que esse público tem e transmite, é fruto da Rede Globo. Só e unicamente quem se informa sobre F-1 pela Globo fala tais besteiras.

    Em outras palavras, Gomes afirma que quem busca o “jornalismo sério e honesto”, “totalmente imparcial e livre de paixões” e que “chega às conclusões acertadas através de pesquisa” é/são aquele(s) que le(em) o Grande Prêmio e principalmente o blog do Gomes. Se, porventura, tais pessoas falam as mesmas “besteiras”, é porque “se informam mais pela Globo”.

    Só que quem acompanha o blog e as colunas do Sr. Gomes corre muitas vezes riscos até maiores de receber desinformações e erros: e, assim como no caso da Globo, tais acontecem por conta dos próprios interesses.

    Vou dar aqui apenas dois exemplos de como essas falácias acontecem.

    Na coluna “Não é tudo, mas é muito”, publicada no Grande Prêmio em 16 de maio de 2008, Gomes faz uma análise (?) do peso que a pole-position tem numa corrida de Fórmula 1. Como nunca deixa de ser, o jornalista pende para a comparação que tanto critica: Senna X Schumacher. Gomes cita a ambos por serem os que “mais marcaram poles”. Aí, num dado momento, ele analisa as vitórias dos dois tendo como parâmetro suas posições de largada.

    Gomes diz: “o alemão ganhou 51 GPs sem sair da pole. (…) um em quinto…”. Essa vitória que Schumacher obteve partindo da quinta posição foi, simplesmente, o GP dos EUA de 2005. Isso mesmo, aquela “corrida” em que largaram apenas 6 carros: as duas Ferraris, duas Jordans e duas Minardis. Gomes cita a “vitória partindo de quinto” mas em nenhum momento fala quando e como foi. Para quem não lembra, 14 carros desistiram na volta de apresentação e Schumacher, que tinha o quinto tempo, era o primeiro dos seis.

    Mandei um e-mail para o Sr. Gomes, naquele dia, comentando que ele não podia dizer isso, porque Schumacher não venceu aquela corrida partindo da quinta posição de jeito algum. Ele me respondeu dizendo: “se você não gostou, paciência”.

    Um outro exemplo interessante pode ser notado na coluna “A explicação é Schumacher”, de 11 de julho de 2008. Nela, Gomes argumenta que “o tríplice empate na classificação do mundial é explicado pelo fato de que Schumacher se aposentou”. Gomes entende que a partir do momento que Schumacher saiu da F-1 “o equilíbrio voltou”. Segundo ele, quando o alemão corria dominava tudo e não havia quem chegasse perto.

    Escrevi para ele dizendo que o fato de, após 9 corridas, Raikkonen, Massa e Hamilton terem os mesmo 48 pontos se devia muito mais ao regulamento do que ao fato de todos estarem no mesmo nível (i.e., “muito abaixo de Schumacher”). Usei como exemplo a temporada de 2003 [Schumy estava em seu auge] quando, já com TREZE etapas finalizadas, os três primeiros colocados (Schumacher, Kimi e Montoya) tinham 72, 71 e 70 pontos, respectivamente.

    Ele não me respondeu.

    Outra vez, escrevi pra ele após ele ter publicado a coluna “Sacanearam o Schumacher” (no início da temporada de 2007), onde ele dizia que “se alguém tinha algo que reclamar com os problemas apresentados pelos carros da Ferrari, esse alguém era Schumacher”. Em seguida, ele lembrou momentos – fundamentais para brigar pelo título – em que os carros vermelhos quebraram com o alemão pilotando.

    No meu e-mail, falei pra ele que as “teorias da conspiração” até que existiam, mas elas não nasciam simplesmente das quebras, panes secas ou coisas do tipo: elas advinham das vezes em que a Ferrari “esquecia” o pneu de Eddie Irvine ou então quando deixava Rubens Barrichello parado no grid preso sob cavaletes: “Isso não é falha mecânica, Flavio!”, eu disse.

    Ele também não me respondeu.

    Nesse post sobre Barrichello que estamos a analisar, temos mais uma informação enviesada, dessa vez carregada de um sarcasmo bruto, disfarçado de elogio (muito mais do que é comum ver ans tradicionais ironias), querendo colocar Schumacher num nível acima do bem e do mal na Fórmula 1.

    Gomes escreve: “contra um piloto como Schumacher, Barrichello jamais seria campeão. Não seria porque Schumacher era muito melhor. Se eu for companheiro de Barrichello numa corrida de qualquer coisa, não terei chance alguma de andar na frente dele. Deem um kart para ele e outro para mim, e ele vai chegar na frente todas as vezes. Entreguem um Lada igualzinho ao meu, e não vou ser mais rápido que ele nunca, em nenhuma volta”.

    O título do post, como vimos, é “Em Defesa de Barrichello”. E onde é que Barrichello foi defendido? Gomes comparou a diferença entre o seu talento (?) ao volante com a existente entre Barrichello e Schumacher. Não sei se isso é uma humilhação a Barrichello, ou uma rasgação de seda pura e simples ao alemão. Mas “defesa” isso não é, nunca.

    Flavio corre numa categoria chamada SuperClassic. Eu escrevi um livro de crônicas (dez delas). E tenho certeza de que escrevo muito pior do que Machado de Assis. Dessem a ele o mesmo tempo e a mesma máquina de escrever, e eu produziria algo infinitamente inferior.

    Não se engane, caro leitor. Flavio Gomes pode ser acusado de qualquer coisa, mas burro ele não é. Toda essa “Defesa” é de si mesmo: suas opiniões e seus interesses. Onde ele fala que “a Globo é culpada pela imagem ‘ruim’ que Barrichello tem” pois “ela sempre disse que ele é algo que nunca foi”, você pode simplesmente trocar ‘Barrichello’ por ‘Senna’, e ‘boa’ por ‘ruim’. Pois Gomes pensa EXATAMENTE O MESMO sobre o talento de Ayrton Senna: “A Globo, tirando uma parte do seu cérebro -realizando a lobotomia-, fez com que você acreditasse que Senna foi melhor do que Schumacher”.

    Gomes bate no peito e tem o maior orgulho de dizer que “mesmo sendo brasileiro, não tem problema nenhum em ‘aceitar/admitir’ que um estrangeiro é melhor”. Fala, a todos os cantos, que “jamais torceu por piloto algum”. Grita que se teve algum ídolo ele foi “Rosemeyer”. Julga ser “ausente de paixões” e alega que somente “com muita análise” chegou a essa conclusão.

    Para ele, Galvão Bueno ‘inventou’ Senna. Para ele, somente os brasileiros, INFLUENCIADOS PELA GLOBO, acreditam que Senna foi o melhor de todos e “ainda mais que isso”, que foi melhor do que Schumacher.

    Só que ele deixou escapar, na coluna “Mogli, Imola, Senna”, de 18 de abril de 2003, o verdadeiro motivo pelo qual ele não gosta de Ayrton e “é forçado a admitir” que Schumacher foi melhor:

    “é inevitável lembrar de maio de 1994, nada muito emocional, nada a ver com o herói que se foi, só que aquele acidente redundou numa ruptura grande na minha miúda existência, mudou o rumo da minha carreira e da minha vida, e talvez por isso até hoje alimento uma certa antipatia por Senna. Não gosto que se metam na minha vida, é isso.”

    Essa ruptura é simplesmente a consequente demissão do jornal Folha de S. Paulo. O mais cômico é que a foto que aparece no “perfil do colunista” é justamente de… Michael Schumacher.

    Que “ausência de paixões” é essa?

    Para que se entenda o “anti-fanatismo fanático” que permeia o ‘jornalismo’ de Flávio Gomes, é possível dar um exemplo de fora do mundo da Fórmula 1. Na última semana, Dilma Roussef e Antônio Palocci disseram, em momentos e de maneiras diferentes, que “o mensalão nunca existiu” e que só ficaram sabendo dele “através da impensa”.

    Flavio Gomes CONCORDA. E isso não é uma suposição. Ele já disse isso, através de seu blog, diversas vezes.

    Em suma, o ‘jornalismo’ de Gomes em muito se assemelha à atitude daquele adolescente que diz pra todo mundo: “quero que os Estados Unidos se foda!” e vai ao McDonald’s.

    Publicado por Marcel Pilatti | 26/10/2009, 12:42 pm
  52. Os textos do Sirlan Pedrosa e do Marcel pilatti são excelentes. Parabéns aos dois. Vocês foram precisos não poderia expressar-me melhor. Otimo.

    Publicado por Wagner Leão | 21/07/2010, 1:07 am

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