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Ciao, Giancarlo…

Imagens: Force India/Divulgação ciao giancarlo(O GRANDE MOMENTO: Fisichella comemora seu histório pódio pela Force India na Bélgica)

Três vitórias, cinco pole positions e algumas atuações de gala, como a da Bélgica desse ano. Com esse breve currículo, Giancarlo Fisichella provavelmente competirá pela sua última corrida de F1 amanhã em Abu Dhabi.

O italiano de Roma Giancarlo talvez seja a melhor definição do piloto que sempre fez carros medíocres parecerem vencedores e carros vencedores parecerem medíocres — algo que pode ser traduzido simplesmente em inconsistência.

No fundo, faltou certo “timing” à carreira do Físico: chegou à Minardi e a Jordan quando elas ainda decolavam; à Benetton na era pós-Schumacher. Quando teve à disposição um carro vencedor — a Renault — foi engolido por um certo Fernando Alonso.

A seu favor, o benefício de que pilotou quase sempre ao lado de campeões do mundo como Raikkonen, Button e Alonso.

Em meio a decepções e falta de oportunidade, talvez o final de semana na Bélgica desse ano tenha sido o seu definitivo canto dos cisnes: a primeira pole position da Indiana Force India e uma atuação em corrida no limite, impondo uma pressão constante e sem erros em Kimi durante toda a prova.

A atuação lhe valeu sonho de pilotar oficialmente por uma Ferrari, mas, como sempre, o sonho veio na hora errada.

Ao menos na hora da despedida, parece que Giancarlo soube qual momento era mais apropriado. Eu, particularmente, sentirei falta do piloto italiano mais talentoso desde o saudoso Michelo Alboreto.

Discussão

6 comentários sobre “Ciao, Giancarlo…

  1. Becken,

    Muito bonito o texto. Parabéns !

    A vida não é feita só de vitórias e campeões, alguns perdem, são inconsistentes, outros estão no timming errado, mais todos compõe a grande tela que faz o automobilismo um esporte tão belo.

    Um grande abraço,

    Publicado por Sirlan Pedrosa | 31/10/2009, 5:28 am
  2. O italiano de Roma Giancarlo talvez seja a melhor definição do piloto que sempre fez carros medíocres parecerem vencedores e carros vencedores parecerem medíocres

    Definição brilhante, meu caro Becken. E excelente texto, como sempre. Porém, há uma ressalva. Em entrevista à AutoSport, ele não descartou um possível retorno à Force India:

    http://www.autosport.com/news/report.php/id/79888

    Será?

    Sinceramente, eu acharia melhor ele encerrar a carreira nesse momento.

    Publicado por Willian | 31/10/2009, 6:44 am
  3. Talvez a McLaren lhe dê uma oportunidade…

    Publicado por Celso Cleto | 31/10/2009, 9:09 am
  4. Como era de prever e disse atempadamente, o Fisichella teria feito melhor em ficar na Force India e não cair nessa armadilha da Ferrari. Bastou ver o carão do Montezemolo e outros ferraristas no pit timming da Ferrari para perceber que esse vermelhão só la vai de reboque e vento de cauda. Bem podem arranjar um motor de jeito para já não falar no chassis, ou o Alonsito vai ter um ataque após as primeiras 3 a 4 corridas. Hoje é que o Kimi deve estar comendo gelado e de framboesa para gelar o team e desejoso de sair dessa. Ainda por cima fala-se de Jenson na McLaren…ao lado do talentoso Lewis. Ousadia e experiência. Pode bem dar certo se o motor for o mesmo.

    Publicado por Ernesto Sousa | 31/10/2009, 1:25 pm
  5. http://www.oconsumidoremdebate.blogspot.com

    Na mesma trilha, ainda observo: que seria dos campeões não fossem os coadjuvantes?
    Sempre gostei do Fisico, embora soubesse que ele jamais chegaria a disputar um campeonato, assim como também fui fã do Alesi, do Alboreto e do Elio de Angelis.
    Não sei porque, mas os italianos, como os brasileiros, sempre despertaram a simpatia de todos, acho que a impressão é que são mais dedicados e apaixonados pelo oficio de conduzir máquinas, arriscando o pescoço.
    Se ele não voltar para a Force India, provavelmente vai ser piloto de testes da Ferrari (quem não gostaria de ter tal emprego?).

    Publicado por Edgard | 31/10/2009, 2:14 pm
  6. Fisichella realmente não teve muito timing em administrar sua carreira nesses anos todos, mas acredito que em 2005 ele estava no lugar correto e com hora apropriada para finalmente ser um vencedor, bem como Rubens este ano. Perdeu a chance porque as limitações de um piloto mediano aparecem nessas horas e sempre são implacáveis. Mas o saldo final de sua carreira foi satisfatório, ele fez um bom trabalho e ninguém poderá dizer que passou em branco pela história da F-1.

    Publicado por Carlos T. | 31/10/2009, 3:48 pm

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