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ARTIGOS

O que há por trás da venda das ações da Williams de Rubens Barrichello

IMAGEM: Philips/Divulgação (FW31 em Spa: Wiliams decidida a ampliar o seu modelo de negócios)

Ao fim da última semana, a nova equipe de Rubens Barrichello anunciou a venda de parte suas ações para Toto Wolff, um multi-investidor privado austríaco de 37 anos. É a primeira vez, desde que fundou sua equipe em 1977, que o velho Frank Williams se dispõe a ceder uma porcentagem das ações de sua equipe.

É um movimento surpreendente, dado que Frank recusou-se — e com razão — a ceder o controle de sua equipe para a então parceira BMW no início dessa década. A confiança ao ceder parte do controle acionário da companhia para Wolff jaz, talvez, na alma de piloto bissexto do investidor. Frank talvez tenha encontrando alguém que divida a sua visão particular do automobilismo e, o mais importante, incapaz de vendê-la por dinheiro fácil e rápido.

O investidor

Em seu blog, Joe Saward rastreou a rota dos negócios de Wolff e revelou que o investidor também controla uma companhia chamada HWA AG. A alemã HWA prepara os motores da prestigiosa DTM alemã e também da F3 britânica. Joe sugere que a ramificação dos negócios de Wolff, abarcando agora a Williams, indica que a equipe inglesa talvez esteja envolvida em algum projeto para desenvolvimento de motores, provavelmente com a participação da Cosworth. Com a BMW e a Toyota dispensando os profissionais de suas fábricas e divisões de motores de alta porformance, a hora não seria melhor, argumenta Saward.

Diversificando os negócios

O que dá vazão à argumentação do jornalista é que Frank Williams vem, gradativamente, modelando a estrutura de sua companhia nos moldes do que Ron Dennis fez com a McLaren — desconcentrando uma equipe de Formula 1 em um Grupo diversificado de negócios interrelacionados.

Três movimentos feitos por Frank nos últimos meses ilustram bem essa decisão:

1. Em 2008 a Williams passou a ser forncedora da FIA ao desenvolver os chassis para a F2 inglesa;

2. No vácuo do fracasso que foi a adoção do KERS em 2009, a Williams comprou uma companhia chamada Automotive Hybrid Power Limited, que desenvolveu um sistema de recuperação de energia próprio;

3. No fim de outubro passado a equipe anunciou mais uma parceria diferente do seu alvo original de negócios, a associação com o Qatar Science & Technology Park para desenvolver um Centro Tecnológico próprio com objetivo de fortalecer a tecnologia de competição criada pela equipe.

Com as montadoras pulando fora da F1 ao menor “stress” do mercado, não há melhor forma de garantir o futuro e a subsistência das equipes independentes do que vendendo tecnologia e multiplicando sua linha de negócios.

Boa hora para Barrichello estar por lá.

Discussão

4 comentários sobre “O que há por trás da venda das ações da Williams de Rubens Barrichello

  1. Tudo especulação deste tal Saward. Triste ver que tudo neste jornalismo e no automobilismo é pautado com base em especulações…

    Publicado por Ylan Marcel | 21/11/2009, 7:39 pm
  2. Demorou pra dupla Willians/Head perceber que eles não precisam ter 100% do controle acionário para ter o controle da ‘firma’. A própria McLaren que tem suas ações diluídas entre vários investidores nunca deixou de ter Dennis e Cia. como ‘donos’.

    Ambas as organizações convergem para um novo modelo onde as companhias são centros teconológicos e não apenas uma equipe de F1.

    Na minha opinião, esse é o novo modelo de garagistas da F1, sendo as equipes de certa forma vitrines de toda a teconologia por trás de todo o negócio.

    Entre todos os que já estão,e todos que querem entrar, quem não adotar um modelo parecido, terá vida curta no circo. Apenas vender energético, ser um fundo de investimentos ou querer alavancar o turismo através de ‘equipes nacionais’ não dará um futuro próspero na F1.

    Publicado por zezinho | 22/11/2009, 3:01 pm
  3. Olá,

    Pra mim faltou capital de Giro e só por isso vendeu. Essa estratégia de vender partes das empresas é falta de grana, acontece no mundo todo, ate os governos qdo precisam fazer caixa vendem titulos de divida publica. É fato.

    Abraço

    Publicado por Anderson Dorneles | 22/11/2009, 10:43 pm
  4. Bem, dizer que é tudo especulação com fatos passados ilustrando um caminho a se seguir alem de apenas depender de F1 e seus patrocinadores é ser muito ingenuo. E com relação a faltar capital, sim deve ter faltado capital para investir realmente no negocio novo que eles estão planejando que é a expansão para outras areas tecnologicas alem de só a F1, ou você crê que eles tem sempre o dinheiro necessario para investir ou que é mais interessante pedir alguns milhões emprestados para se pagar a perder de vista? No mercado as coisas funcionam um tanto diferente do que vc imagina…

    Publicado por Demetrius | 27/11/2009, 2:51 pm

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