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Jean Todt refina fiscalização de corridas e a FOTA escolhe novo Presidente

Depois de um curto período de inércia, os últimos dois dias foram bem movimentados para a F1. Mudou-se importante trecho do regulamento esportivo; acertou-se o lançamento conjunto dos carros de 2010 em Valência no fim de janeiro; Abu Dhabi continuará fechando o calendário; e Lucas Di Grassi “se confirmou” como o mais novo brasileiro na F1.

No meio dessas e outras mudanças menores, duas são muito relevantes para o equilíbrio político da categoria e para o desenvolvimento das corridas per si.

A primeira: a FOTA escolheu o seu novo presidente. Sai o Mercurial Luca Di Montezemolo e entra o contemporizador Chefe da McLaren, Martin Whitmarsh. Montezemolo, do alto do seu prestígio, foi o artífice perfeito para que a FOTA combatesse a Mãe das batalhas nessa temporada, ameaçando fundar uma nova liga diante das intransigências de Max Mosley.

Com Jean Todt governando a FIA, espera-se que a relação entre as duas entidades seja mais cooperativa e menos conflituosa. Martin, aparentemente mais racional e discreto que o pavão Montezemolo, parece ter o perfil exato para tal tarefa.

FIA vai evoluindo com Todt

Se a FOTA busca cooperação com um novo presidente, a FIA parece ir tomando prumo sob a discreta competência de Jean Todt. O dirigente francês tomou hoje uma importante decisão ao reestruturar o corpo de comissários e a dinâmica de trabalho desse novo grupo.

Alan Donnelly, que acumulou controversas decisões nos dois anos à frente do comissariado da FIA, dará lugar a uma bancada de notáveis, 3 ou 4 antigos pilotos que auxiliarão 10 ou 8 comissários permanentes, não mais itinerantes.

Para reforçar análises e veredictos, haverá um comissário dos países que hospedarem as corridas. Para cada evento, esses próprios comissários elegerão um presidente que coordenará os finais de semana de cada GP — função antes exercida por Donnelly.

Haverá uma espécie de “profissionalização” desses comissários permanentes, que participarão de seminários e reavaliações anuais.

De 2006 a 2008 a FIA enfrentou duras acusações que atingiram a credibilidade dos seus julgamentos em pista e toda essa configuração e reestruturação é, na verdade, uma das plataforma da candidatura Todt, uma agenda  que ele vai cumprindo à risca.

A intenção é oferecer mais credibilidade, transparência e consistência na hora de julgar ações em pista.

Cometerei o pecado de me repetir, mas sem medo de reconhecero ótimo começo de Todt no comando da FIA.

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