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ARTIGOS

63 anos com Emerson Fittipaldi

Emerson pilota a McLaren M23 – Cosworth com a qual foi campeão em 1974

Sirlan Pedrosa escreve novo post para o F1Around, agora uma pequena cronografia de Emerson Fittipaldi, um dos gênios do automobilismo brasileiro que completou 63 anos no último sábado.

— Becken Lima

Ainda criança ele vê seu grande ídolo Juan Manoel Fangio pilotando em Interlagos. Impressiona-se com a precisão e o talento do grande campeão argentino e descobre o que quer ser quando crescer: Ele quer ser Fangio.

Depois de vencer corridas e campeonatos de turismo e monopostos no Brasil, ele chega a Europa como um desconhecido, com pouco dinheiro e vindo de um país distante e exótico. Em pouco tempo começa a vencer corridas de F Ford e é campeão de F3 com recorde de vitórias.

Menos de dois anos depois de partir para sua aventura em continente europeu ele estréia na F1 no GP da Inglaterra. O carro era o lendário Lótus 49. A seu lado na última fila do grid o homem que havia sido campeão do mundo com aquele carro dois anos antes: Graham Hill.

Precisa apenas de quatro etapas para vencer a primeira corrida. Aos 23 anos passa a ser o líder da principal equipe de F1 da época, a Lótus.

Após penar com um carro impulsionado a turbina em 1971, torna-se em 1972 o mais jovem campeão mundial de F1. Nas três temporadas seguintes consegue mais um título mundial e dois vice-campeonatos. Nesse período de quatro anos vence 13 corridas em 55 provas disputadas e com a aposentadoria do grande rival Jackie Stewart torna-se, sem sombra de dúvidas, o melhor piloto do mundo de então, disputando posições com uma das melhores gerações de pilotos de toda a história, com nomes como Ronnie Peterson, Carlos Reutmann, Niki Lauda, Denis Hulme, Jacky Ickx, Clay Regazone e Mário Andretti.

Aos 27 anos é bi-campeão mundial e tem o mundo da F1 aos seus pés. Apenas como referência, Nelson Piquet conquistou seu primeiro título aos 29 anos e Ayrton Senna é campeão pela primeira vez com 28 anos.

No auge de uma carreira que prometia ainda muitos títulos, ele recusa um convite do comendador Enzo Ferrari para guiar o lendário carro da equipe italiana, optando por assumir com seu irmão Wilson o desafio de montar uma equipe de F1 brasileira, inclusive com projeto de carro e fábrica no Brasil. Oito anos depois o sonho acaba de forma melancólica. Nenhuma vitória, muitas dívidas, casamento desfeito e o sonho de criança de pilotar uma Ferrari para sempre perdido.

Aos 36 anos volta ao Brasil derrotado, sendo alvo de criticas e piadas da imprensa brasileira.

Em 1983 pilotando Superkarts (um kart carenado com dois motores) sente a chama acender novamente. O piloto talentoso e vitorioso ainda estava lá. Como uma Fênix renasce para o automobilismo nas pistas americanas. Novamente participando de uma geração de grandes pilotos. Gnete como Al Unser Sr e Jr, Mario e Michael Andretti, Rick Mears, Bobby Rahal, Paul Tracy, Arie Luyendyk, Danny Sullivan entre outros.

Vence as 500 milhas de Indianápolis duas vezes (89 e 93) e o campeonato de 1989. Aposenta-se em 1996 com 22 vitórias na categoria e como grande ídolo nos EUA, onde é carinhosamente chamado de Emmo.

Como tinha feito no automobilismo europeu abrindo o caminho para todos que vieram depois dele, inclusive os campeões Piquet e Senna, foi então o eldorado americano que se abriu para pilotos brasileiros como André Ribeiro, Gil de Ferran, Hélio Castro Neves, Tony Kanaan e tantos outros. Foi e sempre será nosso grande campeão, responsável direto pela paixão despertada no povo do país do futebol.

Um homem que atingiu a glória precocemente, conheceu o gosto amargo do fracasso e, como só os grandes, conseguiu dar a volta por cima e se tornou um exemplo.

Um exemplo de piloto. Um exemplo de profissional. Um exemplo de vida.

Ontem, 12 de dezembro de 2009, Emerson Fittipaldi fez 63 anos.

Discussão

8 comentários sobre “63 anos com Emerson Fittipaldi

  1. “Um homem que atingiu a glória precocemente…”

    Afinal, ele é um homem ou um Rato?
    Brincadeira. rs

    Parabéns aO Rato!
    Parabéns ao Sirlan pelo post!

    Publicado por Leandro Magno | 13/12/2009, 7:32 pm
  2. Parabéns, Sirlan.
    Mandou bem demais. Vc e o rato….rsrs.
    Parabéns, Becken, pela oportunidade ao Sirlan.
    Abs.

    Publicado por Anselmo Coyote | 13/12/2009, 8:08 pm
  3. E eu queria ser Emerson Fittipaldi…
    Eu morava em São Paulo e tive a sorte grande de presenciar a primeira dobradinha brasileira na F1. O Moco e o Rato…
    Se eu tenho ou tive algum ídolo em algum esporte, foi esse aí.
    E além de tudo, um verdadeiro cavalheiro!

    Parabéns pelo post, conterrâneo!

    Publicado por Tavaresdemello | 13/12/2009, 11:23 pm
  4. Parabéns atrasados ao Emerson, que é o grande pioneiro do automobilismo brasileiro.
    Não só como piloto mas também como inventor e inovador.

    Boa lembrança Sirlan!

    Publicado por Beatle Ed | 14/12/2009, 5:49 pm
  5. Valeu Sirlan, bela homenagem ao Rato! Para os q não puderam acompanhar a carreira desse Bandeirante, vale pelo registro histórico. Aposto q se ele for correr junto com o NAPde Nascar, dá pau no pleiba hehehehe ( essa é só pra provocar o Coyote )

    Abs

    Publicado por Alex-Ctb | 14/12/2009, 9:49 pm
  6. sábado vi um cara parecido com ele. será que era ele na estrada com uma mercedes prata e um cara com uma moto talvez bmw sentido litoral norte de sampa?

    Publicado por Bruno | 15/12/2009, 12:50 pm
  7. Alex,

    Antes de mais nada, e antecipadamente, a vc, ao Becken e a todos os colegas, meus votos de que tenham um Feliz Natal e um Feliz Ano Novo. Que as festas sejam bombásticas no melhor sentido do termo e que a paz reine para todos. Desde já desculpo-me com algum colega que eventualmente eu tenha aporrinhado aqui, no curso desta temporada maluca.
    Façamos as pazes, porque ano que vem tem mais… rsrsrs.

    Quanto às mensagens elogiosas ao Rato, subscrevo todas, sem ler. Para mim é a figura mais simpática e exemplar que teve na F1. Como piloto, falar demais é chover no molhado. Duas palavras me bastam: Sensacionalmente talentoso.

    Tomar pau do Rato seria uma honra para qualquer um, NAP, Anselmo Kobayote (opss… Coyote) e para todos os outros.

    Abraço.

    Publicado por Anselmo Coyote | 15/12/2009, 1:13 pm
  8. Foi bom vc lembrar como o Emerson abriu as portas do automobilismo europeu no final dos anos 60 e do americano no início dos anos 80 para pilotos brasileiros. Um sinpaticíssimo ídolo brasileiro. Talentoso e trabalhador.
    Uma passagem da carreira do Rato e do Moco no post saudosista: http://cariocadorio.wordpress.com/2009/12/26/autodromo-do-rio/
    Saudações Cariocas

    Publicado por cariocadorio | 26/12/2009, 11:06 pm

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