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Schumacher faz balanço de seu teste com carro da GP2 (vídeo com legendas)

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8 comentários sobre “Schumacher faz balanço de seu teste com carro da GP2 (vídeo com legendas)

  1. Ao ver o Michael e pensando no seu percurso de vida e de corridas, não sei porquê me veio à cabeça o percurso e carreira de seu irmão Ralf. Irmãos na vida real e uma espécie de primos afastados nos circuitos. Da pista de karting de Kerpen se forjaram dois pilotos de personalidades e capacidades muito distintas. Independentemente das muitas críticas que se fazem, o Michael desde cedo evidenciou um enorme vontade de ganhar e uma concentração rara em muitos pilotos de F1. Aquele olhar distante e para além do horizonte que muitos pilotos têm a capacidade de transmitir no grid ou nas boxes enquanto esperam a largada para mais uma volta lançada, quais galgos perseguindo os miléssimosde segundo, é particularmente notório em quase todas as fases da carreira do MS. Schummacher “means business” ou como vocês dizem “tem esse negócio” de uma atitude hiper profissional quando está no ambiente de F1. O que faz dele um campeão único, sobretudo se pensarmos que em muitos campeonatos, ele valeu mais que o seu carro é a sua fantástica capacidade de ser incansável na forma como aborda a disciplina. Essa dupla com Ross Brawn, é uma dupla de lados esquerdos do cérebro, com um pouco de hemisfério direito de um homem que depois dos quarenta mostra o caminho a seguir pelos mais novos. Total dedicação mental ao desporto que amam e têm o privilégio de exercer e exploração total de todas as possibilidades técnicas e tácticas dentro do circuito. Se esse Mercedes continuar sendo o Mercedão que tivémos em 2009, de certeza que a “estabilidade” emocional e racional de MS (tirando suas ocasionais brigas, que penso não acontecerão agora nesta fase) poderá trazer ao team muitas exibições de alto nível. Ross Brawn foi absolutamente genial na contratação e no “come back” do Michael e a Ferrari desastrosa na forma como perde uma referência do universo Ferrari e um piloto de excepção como o Kimi Raikkonen em poucos meses. O problema é que a Ferrari percebeu que não tinha estratégia mental e ciente desse facto foi recrutar o Alonso. Mas ao fazê-lo com um ano de antecedência dinamitou o Massa e oKimi e depois o acidente de Massa percipitou as coisas. O Filipe vai ter de ter muita cabeça – digo estratégia mental – para bater o pé, sobretudo se o carro for competitivo, o que eu duvido. Devia se relembrar do que aprendeu com o alemão e do que diziam e dizem seus colegas de equipa. O MS nunca tentou ganhar nos media, o Kimi também não. Foi na pista que detonaram todos os seus adversários com um carro muitas vezes inferior. Dois pilotos muito mentais, com inteligências criativas diferentes mas incrivelmente rápidos e consistentes. Um pluricampeão, que teve estabilidade numa equipa que levou muitas vezes para lá da sua valia de concepção. Mas isso foram tempos de um homem de nome Jean Todt. Um incrível gestor de personalidades, oporyunidades e de parafusos que sabia interpretar como ninguém o futuro e que sabia também que a F1 se faz de muitas coisas mas sobretudo de estratégia de longo prazo e entrega total.
    Todt, Brawn e Schummacher: uma trindade de sonho que levou a vermelhinha a um nível que dificilmente se chegará de novo, sobretudo se pensarmos o quanto durou essa “janela” de domínio nas pistas. Quem diz certas coisas de MS nunca será como ele porque pensa de forma medíocre. Ele nunca se deu a esse luxo na sua senda pela vitória. E claro a F1 não é negócio de meninos nem exposição canina é negócio de faca nos dentes mesmo. MS é uma figura excepcional e Ross Brawn um homem de uma inteligência muito acima da média. Finalmente o lado nacionalista da questão: uma equipa alemã, um carro alemão. É o regresso da escola da supremacia que as marcas alemãs têm desde tempos primordiais com as suas soluções técnicas muito à frente da época em que se desenvolvem. E esse é o principal estímulo do MS, vencer um campeonato, numa última oportunidade, para os alemães que o idolatram e acreditam como ninguém nas suas capacidades e espírito de conquista. Não vai ser só o MS dentro desse carro, dessa vez, à uma marca alemã como pano de fundo. Há um desígnio nacional de uma nação europeia que sobre o ponto de vista tecnológico e artístico tem a capacidade de fazer bem, tudo o que se propõe fazer. Michael vai dar corpo a esse espírito e a nação germânica vai segui-lo com emoção, uma qualidade que muitas pessoas pensam não ser usual no povo que deu verdadeiros génios ao mundo como: Johann Sebastian Bach, Carl Maria von Weber, Felix Mendelssohn, Ludwig van Beethoven, Richard Wagner, Georg Friedrich Händel, Johannes Brahms, Carl Orff, Richard Strauss, Robert Alexander Schumann, Jacques Offenbach, Wolfgang Amadeus Mozart, Franz Joseph Haydn, Alban Berg, Anton Bruckner, Gustav Mahler, Franz Liszt, Arnold Schönberg, Franz Peter Schubert, Copérnico, Otto Hahn e Lise Meitner entre muitos outros.

    Publicado por Ernesto Sousa | 16/01/2010, 7:43 am
  2. Schumacher, meu caro Schumacher, só me resta confiar que você não está fazendo uma grande besteira em sua carreira, insistindo em voltar pra um esporte onde você já alcançou toda a glória possível.

    Publicado por Carlos T. | 16/01/2010, 1:54 pm
  3. PQP… dá até arrepios.
    A cara marota dos que estão no domínio da situação é a mesma de sempre.
    Abs.

    Publicado por Anselmo Coyote | 16/01/2010, 4:40 pm
  4. Ernesto, só pra dar uma de chato, Mozart era austríaco, nasceu em Salzburgo em 27/01/1756 e morreu em Viena, tb na Áustria em 05/12/1791 aos 35 anos. Sem dúvida um dos maiores gênios da música erudita de todos os tempos.

    Abs

    Publicado por Alex-Ctba | 16/01/2010, 5:13 pm
  5. opa, em tempo Ernesto, vc descreveu personalidades germânicas, então está correto, hehehehe, desculpe a minha falha, não li direito…

    Publicado por Alex-Ctba | 16/01/2010, 5:18 pm
  6. Entreguem os 3 próximos canecos para ele, e embalem os outros carros, pq esses campeonatos já tem dono..

    abraços.

    Publicado por Danilo | 17/01/2010, 7:55 am
  7. Alex, naturalmente me refiro lato sensu à expressão através da língua alemã o que engloba Mozart. A alemanha foi em determinado tempo um “templo” de conhecimento para o resto da Europa. Mas isso seria um tema off topic. Um abraço.

    Publicado por Ernesto Sousa | 17/01/2010, 9:29 am
  8. Queixada é Queixada. O resto…

    Publicado por Iomau | 18/01/2010, 10:03 am

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