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Argentina volta à F1 com José María López

IMAGEM: Renault/Divulgação LOPEZ na Renault em 2006: sem pilotar monoposto desde 2006, argentino é primeiro sinal de vida da USF1

Um dos segredos mais mal guardados da F1 foi confirmado ontem à noite: José María “Pechito” López, piloto argentino de 26 anos, pilotará pela USF1. O anúncio oficial, cogita a REUTERS, será na próxima segunda-feira, mas o empresário de Lopez, Miguel Mattos, parece já ter confirmado a boa nova extra-oficialmente.

Lopez é um piloto pagante que, estima-se, levou US$ 11 milhões para o bolso da USF1 através de um consórcio de empresas argentinas. Sua chegada, surpreendente, diga-se, é debitada a boa relação entre Peter Windsor — diretor esportivo da equipe — e o ex-vice-campeão de F1 Carlos Reutemann, que vem apadrinhando a carreira de “Pechito” desde as categorias juniores.

Sua volta ao automobilismo de elite será dura. Ele sequer tem a superlicensa autorgada pela FIA aos pilotos que competem na F1, além de não pilotar um monoposto de alto nível desde 2006, quando fez parte do programa de jovens pilotos da Renault. Seus resultados na categoria de mais prestígio que competiu — a GP2 em 2005 — não podem ser considerados inspiradores, mas uma vitória na etapa da Espanha é sinal de que há potencial.

Se o currículo de Jose Maria não impressiona, sua chegada a F1 ao menos pode ser considerada o primeiro sinal real de que a USF1 deverá alinhar seu carro no Bahrein.

Por outro lado, o “sul-americano” Lopes não parece preencher um dos requisitos de Peter Windsor na formação da sua equipe genuinamente norte-americana: pilotos nascidos na terra do Tio Sam.

Sem gente qualificada em solo americano, o “contra senso” de Windsor é perdoável, ainda mais quando recordamos que Lopes trará de volta a categoria máxima do automobilismo mundial, a Argentina dos lendários Reutemann e Juan Manuel Fangio.

Curiosamente, a relação entre Argentina e Brasil no automobilismo está muito longe da acirrada rivalidade no futebol e em outros esportes. Apesar de algumas brigas duras na F3 Sulamericana, a relação entre os dois países pode ser considerada amistosa — muito por conta da devoção de Ayrton Senna a Fangio, a quem considerava o maior piloto da história da F1.

Resta desejar boa sorte a Jose Maria Lopez.

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Discussão

17 comentários sobre “Argentina volta à F1 com José María López

  1. Não fico admirado com esta relação entre Windsor e Reutmann. Afinal, trabalharam juntos na Williams, há 30 anos.

    Quanto ao “Pechito” Lopez, como dizes, não vai ser fácil. Principalmente devido à falta da Super-Licença obrigatória na F1, e pelo facto de não se sentar dentro de um monolugar desde 2006. E o último argentino nestas bandas, não esqueçamos, foi um tal Gaston Mazzacane…

    Desejo-lhe sorte, e alinho contigo: esta USF1 vai para a frente. Resta saber se conseguirá ir, não até ao fim do ano, mas para lá dele…

    Publicado por Speeder_76 | 23/01/2010, 1:50 am
  2. Principalmente devido à falta da Super-Licença obrigatória na F1

    Segundo o próprio Windsor a quilometragem de testes com um F1 pela Renault é o suficiente para conseguir a superlicensa…

    Publicado por Becken Lima | 23/01/2010, 1:55 am
  3. Será interessante acompanhar um novo argentino na Fórmula 1. Ele tem pessoas influentes por trás, mas chega à categoria com o mesmo talento do antecessor local: um caminhão de dinheiro.

    Por enquanto, nada me faz acreditar que ele possa ter um destino melhor do que teve Gastón Mazzacane. Não pela falta de superlicensa, mas porque a equipe não deve ajudar muito.

    Enfim, o máximo que se pode fazer é desejar sorte realmente. Talvez ele nos surpreenda, como fez Koba. Embora o japa precisou de um acidente e não de dinheiro para ter a primeira oportunidade…

    Publicado por Willian | 23/01/2010, 6:44 am
  4. SUPER LICENÇA????? Mini licença é a mais apropriada.
    Como vimos no ano passado, hoje um carro de F1 está muito difícil de pilotar, espero que o segundo piloto da equipe, tenha experiência suficiente .

    Publicado por Luiz Sergio | 23/01/2010, 7:44 am
  5. Becken, como anda a meta da FIA de redução de custo para as equipe?

    F1 + poucos treinos + pilotos sem experiência = acidentes fatais??????

    Toddy, vai começar quando na presidência da FIA?????

    Publicado por Luiz Sergio | 23/01/2010, 8:00 am
  6. US$11 milhões para correr… Isso é lobby de pilotos-taxistas (com as bênçãos das equipes) para afastar “Kobayashi’s” da F1. Afinal, em duas corridas o cara fez o mó estrago na reputação deles, o que é imperdoável. Sem mais comentários.
    Abs.

    Publicado por Anselmo Coyote | 23/01/2010, 8:02 am
  7. http://www.oconsumidoremdebate.blogspot.com

    Engraçado isto: dois pesos, duas medidas…o primeiro-sobrinho tem o mesmo curriculum (ou pior, até) do que o argentino e todo mundo exalta como sendo um próximo campeão.
    Pelo que li em sites e blogs, esse argentino de tanso não tem nada, e já fez muito mais do que o ‘ungido’.
    Portanto, tanto lá como cá, ambos pagantes, em noviciado, assim como suas equipes e, inclusive, ambas as equipes mal das pernas, curiosamente, as duas tidas como fracasso certo e que colocam até em dúvida de irão mesmo alinhar.
    Nada contra um ou outro, mas se é para fazer elogios a um, que se faça ao outro, assim como nas críticas…(agora, o cara é argentino, tudo bem, a gente já encara de outra forma…hehehe…sempre o futebol falando em primeiro lugar…).

    Publicado por Edgard | 23/01/2010, 9:30 am
  8. Estimados amigos de Brasil:
    Leo con agrado los comentarios de Ustedes ya que es su mayoría dan la bienvenida a José María López a la F1. Quiero decirles que para mi Juan Manuel Fangio y Ayrton Senna hasta hoy son los mas grandes de la historia y no hay otro que pueda siquiera acercarse a ellos.
    En cuanto al aporte en dólares que los pilotos deben hacer para acceder a la F1 quiero recordarles que el mismisimo Michael Schumacher debió aportar dinero para llegar a la F1.
    Y hoy lamentablemente es así para todos. Algunos como el caso de Petrov ofrecen hasta u$s 15 millones y ni siquiera así pueden llegar.
    Quiero recordarles que José María López fué desplazado del lugar que tenía en Renault por las llegada de Nelsinho y un aporte que en su momento fué de u$s 10 millones.
    En años anteriores he ido a Interlagos a torcer por Felipe y Rubens como lo hice en 1994 por Ayrton pero este año será diferente porque habrá un piloto de mi nacionalidad compitiendo.
    Un abrazo a todos.
    Pedro desde Bariloche , Argentina.

    Publicado por Pedro | 23/01/2010, 10:05 am
  9. NAO..,

    NAO ser 11 Milhoes que pagan os Sponsors de López

    Nao é assim….. Porque issa Mentira??

    Porqué???

    O grupo Empresario de López pone OITO MIlhoes de Dólares, Nao 11., e eu tem muitos endereços para probar:

    http://www.clarin.com/diario/2010/01/23/deportes/d-02125537.htm

    Olhó????

    Ser Oito Milhoes., nao fike mintiendo mais.,

    Salu2

    Publicado por QUIQUE | 23/01/2010, 11:43 am
  10. Calma, Quique…

    Não estou mentindo, é apenas questão de fontes…

    O mais experiente e bem informado “insider” da F1, Joe Saward, escreveu esse número em seu blog:

    According to the locals, Lopez has already raised $8.8m and needs $2.2m more to get the drive. The money comes from various sources, including the Ministry of Tourism, racing businessman Alejando Urtubey, who is the brother of one of the country’s rising political stars Juan Manuel Urtubey, governor of the Salta province.

    http://joesaward.wordpress.com/2009/11/21/lopezs-deal-with-usf1/

    Se você tem mais informações relevantes, ok, poste-as aqui que serão interessantes para a discussão geral, mas não acuse ninguém, desnecessariamente, de estar mentindo.

    Convido você a juntar-se nas discussões por aqui.

    Abrazos

    Publicado por Becken Lima | 23/01/2010, 1:43 pm
  11. Quais são os novatos ou estreantes na F1 que não levaram dinheiro para as equipes? Não sei por que tanto “destaque” a esse fato, estão querendo mensopreciar a Pechito só pelo fato dele ser argentino?
    O rapaz é um bom piloto e tem futuro. A USF1 continua sendo uma incognita, mas não deixa de ser uma vitrine para Pechito.

    Publicado por Horacio | 23/01/2010, 2:47 pm
  12. Quique y Becken:
    Por conocer verdaderamente la negociación entre los sponsors de José Maria López y el USF1 el total es de u$s 8 millones.
    Un abrazo.
    Pedro
    Bariloche
    Argentina

    Publicado por Pedro | 23/01/2010, 3:34 pm
  13. Não sei por que tanto “destaque” a esse fato, estão querendo mensopreciar a Pechito só pelo fato dele ser argentino?

    Ninguém está querendo menosprezá-lo. Muito pelo contrário. Apenas estamos apontando algumas dificuldades que, como a maioria dos novatos, ele irá enfrentar.

    Principalmente por estar numa equipe tão complicada quanto a USF1. Como disse o Edgard, infelizmente, a maioria dos jovens precisa pagar para estar na F1.

    O fato foi apenas citado, não destacado. Afinal, o Becken utilizou apenas 1,5 linha falando disso…

    Publicado por Will | 23/01/2010, 3:46 pm
  14. http://www.oconsumidoremdebate.blogspot.com

    Polêmicas, polêmicas…entendo perfeitamente o incoformismo dos ‘hermanos’ que comentaram o post, afinal minha manifestação foi exatamente sobre isso. De mais a mais, pelo que se lê por aí, o cara não é nada fraco e não deve ter a ‘midia oficial’ bancando por trás…

    Publicado por Edgard | 23/01/2010, 3:54 pm
  15. O que é 11 milhões em comparação aos 800 milhões da Ferrari????
    ISSO SIM QUE É UMA VERGONHA!
    FIA onde você está que não faz nada?????
    Pelo menos o governo italiano tinha que procurar de onde vem essa verba e a crise financeira mundial???

    Publicado por Luiz Sergio | 23/01/2010, 4:19 pm
  16. O maior exemplo de grana pura na F1, pelo menos pra gente daqui, é o Pedro Paulo Diniz. Nunca andou em categoria alguma e pegou uma cadeira na F1.
    Interessante um argentino na F1. Não tem um de peso desde os tempos do Lole, de quem aliás este é “Pechito”. O Reuteman era bom demais pra ser 2° piloto mas nunca se firmou como primeiro.

    Publicado por cariocadorio | 24/01/2010, 12:14 am
  17. Becken, me ocorreu um pensamento e queria saber se procede. A USF1 não é obrigada a alinhar no Bahrein com o risco de se não o fizer, não poder participar do restante da temporada né? Tipo…ela pode entrar na 3º, 4º prova e seguir adiante ? Pq com a proximidade do início da temporada e a lentidão da equipe, me ocorreu q talvez, para não fazer tão feio, ela esteja esperando os carros das grandes equipes irem para a pista e depois tentar copiar td o q puder. Tem uma data limite para a homologação do projeto junto a FIA ?

    Abs

    Publicado por Alex-Ctba | 26/01/2010, 12:41 pm

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