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ARTIGOS

Por que a nova Lotus ainda carrega a herança de Colin Chapman

IMAGENS: Lotus Racing

Em mais um brilhante artigo, Sirlan Pedrosa viaja através das conexões que trouxeram o nome Lótus de volta à F1 e desmistifica a lenda urbana de que a nova equipe é uma versão paraguaia da velha equipe fundada pela lenda Colin Chapman.

Quando a Mercedes comprou a Brawn (que já foi Honda, BAR e Tyrrel), foi aclamada a volta da Mercedes. Será essa equipe mais digna do nome Mercedes que a nova Lotus do nome Lotus?

A gênese

A Lotus foi fundada por Colin Chapman na década de 50 e tinha basicamente duas divisões (se é que uma empresa tão pequena pudesse se dar ao luxo de ter divisões): a Lotus Cars, que fazia carros esporte de rua; e a divisão de corridas: Lotus Grand Prix, que fazia carros de corrida (F1, F2, FJunior, etc). Os carros de corrida inclusive eram muitas vezes vendidos a equipes independentes, sendo que a primeira vitória na F1 veio com Stirling Moss pilotando um carro de uma dessas equipes independentes.

No início da década de 80, afundado em dívidas e num escândalo associado ao ex-executivo da GM John De Lorean, Colin Chapman vendeu a divisão de carros esporte. A empresa passou pelas mãos da Toyota e da GM até a montadora Malaia Proton adquiri-la, mantendo sempre o espírito e a filosofia com a qual e para a qual a Lótus foi foi criada.

Os Lotus são sinônimos de leveza e engenharia refinada. O conhecimento de anos usado para criar sensações ao volante. Tanto que nunca foram carros de grande potência, mas sempre de grande controle. Tudo em consonância com as digitais de Colin Chapman e sua obsessão pela leveza dos componentes e dirigibilidade dos carros.

Está tudo lá, intacto, mantido pelos Malaios há quase 20 anos. Continua, inclusive, sendo um avançado centro de engenharia automobilística que presta serviços nessa área a terceiros.

Já a equipe de corridas entrou em forte declínio após a morte de Colin Chapman em 82. Teve um período de brilho fugaz com Senna, mas chegou ao fundo do poço no início dos anos 90. Foi comprada por ex-funcionários — tendo à frente Peter Collins  — que apesar de terem feito esforços heróicos, não conseguiram os recursos que a equipe precisava. O time foi então vendido a David Hunt (o tal irmão de James Hunt), que também não conseguiu alavancar os recursos necessários e fechou a equipe no final de 94.

Ressurgimento

Em 2009 no meio da briga com as montadoras, Max Mosley abriu uma “concorrência” para selecionar três novos times. A equipe de F3 Litespeed montou um projeto para participar da concorrência tendo à frente Mike Gascoyne (que havia saído da Force India no final de 2008).

Para agregar algum valor a proposta, compraram os direitos do nome Lotus Grand Prix da família Hunt. Não foram selecionados. Como sabemos, ganharam a concorrência a Campos, a USF1 e a Manor.

Quando a BMW anunciou sua saída da categoria, abriu-se uma vaga no grid. O empresário malaio Tony Fernandes (proprietário da Air Asia e patrocinador da Williams) juntou o projeto da Litespeed com o apoio da Proton e de outros empresários malaios para formar a nova Lotus, que está aí testando agora.

Aqui está a essência da questão e a genialidade deste empresário: juntou um projeto sem dinheiro e com um nome oportunista, mas que possuía gente do ramo à frente, com o dinheiro vindo de empresas da Malaia e o nome Lotus vindo da Lotus Cars.

Podem dizer com a razão que não é a Lotus que fechou em 94 (ainda bem!), mas é inegável o DNA Lotus perpassado através da Lotus Cars. A Proton é a única empresa que possui o direito “moral” de usar o nome Lotus, porque afinal a Lotus Cars é o que sobrou da obra de Colin Chapman e permanece fiel àquilo que ele construiu.

Não me surpreende que a família Chapman apóie a idéia de Tony Fernades

Para ser sincero, a atual Lotus Racing carrega nas veias muito mais do DNA da antiga Lotus de Chapman do que a atual Mercedes carrega das flechas de prata construídas por Alfred Neubauer.

Discussão

32 comentários sobre “Por que a nova Lotus ainda carrega a herança de Colin Chapman

  1. Sirlan, obrigado por dar essa “ajudinha” ao comentário que fiz acima foi só um modesto rascunho que ainda saiu meio quebrado porque estava com pressa, a quarta-feira não está sendo de cinzas e sim de muito trabalho.

    Na minha opinião sobre esse embrólio do nome Lotus está a questão de que ele precisarão de um DNA de corridas que ainda não tem e foi esse que conferiu a Colins Chapman a genialidade e a colocar o nome de sua equipe nos anais da F1 como uma das mais revolucionárias.

    Sobre a Mercedes eu acho legítimo que sua volta seja aclamada, afinal a empresa não sofreu mutações mercadológicas tão drásticas para perder sua identidade, como por exemplo a Jaguar que hoje pertence a Tata Motors da India, então é bacana ver a empresa alemã (que não se afastou por completo das pista) esta com seu nome novamente no circo da F1.

    Um dos exemplos mais bacanas de DNA automobilísticos é o da Mclaren e Mr. Ron Dennis, quando assumiu a equipe no início dos anos 80 sofreu as mesmas desconfiaças que sofre agora a Lotus malaia, assumiu uma equipe com nome e tradição e manteve ela no topo sempre e hoje é sem dúvidas a mais moderna equipe da F1, seguida ainda um tanto distante pela Ferrari e Williams, que convenhamos precisam de muito trabalho para chegar ao nível da equipe de F1 que é a Mclaren hoje.

    Publicado por Claudemir Freire | 17/02/2010, 7:40 pm
  2. olha, se vai fazer juz ao que foi no passado, cedo para sabermos. Mas diante desse novo quadro com essas escuderias a sair este ano, está sendo no momento a que melhor se saiu (digo isso, empresa saindo do zero, pois a sauber aproveitou estrutura anterior e no caso da stefan se correr também não sai totalmente do zero) Portanto, parabens a entrada da Lotus

    Publicado por wilson | 17/02/2010, 8:10 pm
  3. Esse negócio de identidade é uma questão complicada. Acho que o maior pensador dela no século XX foi o inglês Stuart Hall, e que possui uma visada bastante curiosa do assunto: para ele, todas as identidades são fictícias – “ficção”, aqui, se refere não àquilo que é falso, mas que é construído. A identidade depende de uma narrativa para se legitimar, e a eficácia da narrativa determina o quanto ela será afirmada.

    Também acho difícil de engolir esta ‘Mercedes de Brackley’, embora sua identidade tenha sido menos questionada pela mídia. Acredito que isso se deva ao gigantismo da corporação por trás do nome Mercedes, e se a própria empresa legitima a equipe, quem há de deslegitimar?

    A Lotus, por outro lado, não tem o trunfo corporativo por trás. Seus laços identitários com a “original” de Colin Chapman se resumem a uma série de assinaturas de contratos que passaram de mão em mão durante anos. Ela é um fato comercial consolidado, não há dúvida. No entanto, a venda do nome Lotus não parece ter sido tão eficaz como fato cultural.

    Isso quer dizer que a narrativa falhou em algum ponto. Na minha opinião, a Lotus atual não apenas reconhece esta falha como está tentando saná-la, pintando o carro com o British Racing Green.

    E não só ela lança mão do mesmo recurso: a própria Mercedes estampou os números dos seus carros em vermelho com um fundo circular branco, sob o prateado da pintura – mais uma tentativa de ligar sua nova empreitada com as glórias do passado.

    Publicado por Daniel Médici | 17/02/2010, 8:59 pm
  4. Ótimo comentário sobre a Lotus e a herança de seu dna.

    Publicado por Luiz Sergio | 17/02/2010, 9:42 pm
  5. Dizem que a Lotus é ‘fake’ só por estar envolvida com dinheiro malaio.
    Fosse a origem do capital inglês ninguém falaria nada.

    Publicado por zezinho | 17/02/2010, 9:46 pm
  6. É , parece que todos lá na Lótus estão satisfeitos com o primeiro dia de treinos do ” famoso ” time .
    Estreou com a penúltima colocação , à frente da rival e também novata Virgian , que , inclusive já vem testando desde a última semana .

    Publicado por Marco | 17/02/2010, 10:26 pm
  7. Acho que a história de dizer que a Lotus é “paraguaia” mostra um pouco os preconceitos que ainda existem em relação à origem do dinheiro. como alguém disse atrás, se fosse inglês, ninguém contestaria, mas como é malaio, muitos torcem o nariz.

    O Capelli disse no seu último post que, nesta era de crise de valores, só resta o passado. O regresso da Mercedes, do Schumacher e da Lotus vão por aí, numa altura em que as audiências diminuem, os escândalos foram o pão nosso de cada dia em 2009 e temos projectos que morrem antes de nascer.

    Para mim, esta é a Lotus 2.0. E este ano é o seu regresso. E com muito mais DNA do que a “Mercedes de Brackley”, por exemplo…

    Publicado por Speeder_76 | 17/02/2010, 10:34 pm
  8. muito bom o texto sirlan…
    parabens,,
    mais tarde eu comento com mais palavras…

    se alguem quiser visitar meu blog:
    http://theformula1-blog.blogspot.com/

    Tomás

    Publicado por Tomás | 17/02/2010, 10:43 pm
  9. Na moral, encheçãod e lingüiça. A única coisa que lembra a antiga Lotus são as cores. No mais, jogada de mkt para trair mais público pra F1.

    Publicado por Ylan Marcel | 18/02/2010, 12:19 am
    • Eu acho que vc deveria expor o seu ponto de vista com argumentos mais sólidos e de forma mais consistente. :)

      Publicado por Becken Lima | 18/02/2010, 12:54 am
    • Eu tenho hábito de ser conciso em meus comentários. Ainda mais em blogs. Não tenho hábito de escrever redações de quatro ou cinco parágrafos para explicar o que posso resumir em algumas linhas.

      Publicado por Ylan Marcel | 18/02/2010, 10:00 am
    • Eu percebi isso, mas acho que concisão não significa superficialidade, como parece ser o caso aqui.

      O sujeito escreve um belo texto e vc diz que é “encheção” de linguiça quando VOCÊ não parece ter uma opinião formada sobre o tema.

      Se é “encheção” de linguiça, cabe a VOCÊ, por favor, mostrar, com idéias, sua opinião que me parece levemente ofensiva.

      Publicado por Becken Lima | 18/02/2010, 10:30 am
    • Algumas coisas simplesmente são o que são. Não há necessidade de grandes explicações. Comparar a antiga Lotus com esta é que me soa “levemente ofensivo”.

      Publicado por Ylan Marcel | 18/02/2010, 2:27 pm
  10. Sinceramente? Eu também tinha preconceito com essa nova Lotus exatamente por ser da Malásia, mas desconhecia totalmente essa história, muito menos de que eles compraram a Lotus Cars e tudo mais. Lógico que não é a Lotus dos primórdios, já que passaram por alguns donos depois disso tudo, mas os donos atuais são eles, independente de que país se situa.

    Publicado por Nick Mason | 18/02/2010, 12:50 am
  11. Gostei muito que a Lotus ressurgiu. E não a considero nada falsa. O Fernandes é um empresário bastante conceituado, mundialmente conhecido por sua tenacidade nos negócios e a Malásia é um dos mais sérios países asiáticos. Povo de excelente moral.
    As cores da era Jim Clark na Lotus, foram muito bem escolhidas pois, representam o mais puro exemplo competitivo do antigo time de Colin Chapman.
    Posso dizer, com toda a certeza, que seguirei com muito carinho essa Lotus rejuvenecida, mas de passado genuinamente glorioso.

    Sirlan, obrigado pelo belo e elucidativo artigo.

    saudações

    Publicado por celso gomes | 18/02/2010, 2:09 am
  12. Mais uma impecável contribuição do Sirlan. Ele deveria ter uma coluna fixa, que tal? O pono de vista dele é sempre muito bem argumentado e dá aula em muito blogueiro famoso por aí.

    Bem, sobre a Lotus fica claro o esforço deles até mesmo para manter a tradição. No discurso de estreia houve a citação dos Chapman e um interesse para manter mais do que o nome Lotus.

    Algumas pessoas criticam por criticam, apenas para dizer eu sou do contra, eles querem dinheiro e não manter a tradição!

    Que ironia, mas a Fórmula 1 é um esporte totalmente comercial. Quem não está buscando mais do que tradição?

    Será que a Ferrari apenas se mantém por causa do nome? Ou porque ela enxerga bons negócios. Mas quem financia a equipe italiana? Opa, a divisão de carros.

    Encarem, my friends, esse é o mundo dos negócios. A Fórmula 1 está longe de ser um esporte romântico.

    Abraços

    Publicado por Willian | 18/02/2010, 5:53 am
  13. O carro ficou bonito, preservaram as cores, etc.

    mas, é uma nova empresa que está usando um nome famoso, no caso Lotus.

    sem saudosismo, são empresas diferentes, com filosofias e mentalidades diferentes.

    essa empresa está acima de tudo visando lucros, pois está se aproveitando de um nome famoso. a Lotus original, era diferente. visava lucro, mas seus criador era antes de tudo um apaixonado pelo esporte.

    abraços

    Publicado por Danilo R. | 18/02/2010, 7:48 am
  14. Belo texto Sirlan! Comercial ou Romântica, Legítima ou ‘Fake’, acho q depois do fiasco q está sendo a entrada das novatas Campos e USF1 e das dificuldades em q se encontra a Virgin e seu carro CFD, a Lotus mostra q encarou sua entrada na F-1, ou retorno, se considerar-mos o peso da nomeclatura, com muita seriedade e profissionalismo.

    Apresentou um bom projeto, contratou dois pilotos experientes, se não são gênios, não são incógnitas pagantes como, Pechito, Senna, Petrov, e cumpriu sua agenda, apresentando um carro de pintura bonita, apesar das desconfianças q surgiram tempo atrás, qdo anunciaram sua entrada na F-1 qdo pipocaram na internet imagens de muito mau gosto em relação a um possível visual do carro, o q ainda bem não se confirmou e mostrou, sobretudo, respeito aos fãs de automobilismo, algo q está faltando a duas equipes Natimortas citadas anteriormente.

    E por fim, a entrada da Lotus na F-1, permite q belos textos como esse do Sirlan, surjam, pra trazer um pouco de história aos mais novos q não tiveram a oportunidade de saber da genialidade do revolucionário Colin Chapman q mudou o conceito de carro de corrida, e formatou gradativamente o q se tornaria um carro de corrida atual, ao introduzir o chassi tipo monocoque em 1963, o motor como elemento integrante do chassi em 1967, a frente em cunha em 1970 e o inovador carro Asa em 1977, Lotus q tem seu nome ligada aos grandes campeões brasileiros Fittipaldi, Senna e Piquet.

    Publicado por Alex-Ctba | 18/02/2010, 7:58 am
  15. Belo post,

    tinha lido nos comentários dos treinos de ontem. Muito bem escrito Sirlan.
    Parabéns!!! E congratulações ao Becken por te-lo publicado, é assim que se faz um blog de respeito.

    Publicado por Felipinho | 18/02/2010, 8:06 am
  16. Parabens Sirla pelo texto e argumentações.

    Parabens tb ao Claudemir por expor tambem os motivos que o levam a ter uma visão contraria.

    Alguem fez a comparação da Lotus com a Mercedes.

    Ta certo que nao é a mesma equipe do passado, mas tambem aquela equipe do passado ja nao seria mais a mesma, muitos teriam morrido, muitos teriam se aposentado, e no fim seria uma renovacao de pessoas e numa formula 1 globalizada como hoje em dia, teriamos gente do mundo inteiro trabalhando la.

    No fundo no fundo, se formos analisar por uma visao saudosista nao existe mais a Equipe tradicional, as equipes eram disputas nacionalistas, com grande parte de seus mecaninos e engenheiros sempre do mesmo pais. Isso praticamente nao existe mais hoje.

    No caso da Mercedes, para compararmos com a Lotus, ao menos a alguns anos a Mercedes ainda vinha fabricando motores, e mais que isso o carro mercedes, tem motor Mercedes.

    Publicado por Claudio Cardoso | 18/02/2010, 8:12 am
  17. Becken, Sirlan e Amigos.

    Interessante essa visão do DNA de competidor da Lotus.
    Mas o que venha a ser mesmo esse tal DNA?
    Não será apenas o espírito competitivo das pessoas que fazem parte de uma organização?

    A Mercedes já era um time vencedor com a Brawn, o que fez foi mudar o nome. Mas particularmente não consigo vincular a imagem dessa Mercedes com aquela equipe campeã nos anos de ouro da F1.

    Da mesma forma a Mclaren. Eu nem me lembro que um dia existiu um tal de Bruce Mclarem que tinha uma equipe de F1. Eu lemro mesmo é do Dennis e a sua competência em conduzir uma baita equipe de F1.

    Já o caso da Red Bull, era Jaguar. Quando o suíço comprou, cntinuou com o “DNA” da Jaguar por um tempo até ser construído o DNA RedBull. Hoje não nos lembramos mais da Jaguar.

    O Caso da Renault, é diferente. Mudou o dono, a tal da Genni (eu só lembro do Chico Buarque na Geni e o Zepelim), mas a equipe campeã com o Alonso continua lá.
    Fazendo carros horríveis, mas continua lá. Podia mudar de nome(quem sabe Genni Racing), mas manteria, por um tempo o DNA da Renalt.

    Com a Lotus, vejo a mesma coisa. Só um nome. E este nome não me lembra em nada a Lotus preta do Senna. Nem aquela Amarela embalagem do cigarro Camel do ano seguinte.
    Foi quando comecei a assistir às provas de F1 nas manhãs de domingo com meu pai. Essa ficou no passado. Não existe mais.
    Da mesma forma que a Mclarem do Bruce também ficou para trás. Tal qual a Mercedes do Fangio.

    Fernando

    Publicado por Ffigueiredo | 18/02/2010, 9:30 am
  18. xiii….fiquei preso :(

    Publicado por Ffigueiredo | 18/02/2010, 9:31 am
  19. Becken, Sirlan e amigos;

    Interessante essa visão do DNA de competidor da Lotus.
    Mas o que venha a ser mesmo esse tal DNA?
    Não será apenas o espírito competitivo das pessoas que fazem parte de uma organização?

    A Mercedes já era um time vencedor com a Brawn, o que fez foi mudar o nome. Mas particularmente não consigo vincular a imagem dessa Mercedes com aquela equipe campeã nos anos de ouro da F1.

    Da mesma forma a Mclaren. Eu nem me lembro que um dia existiu um tal de Bruce Mclarem que tinha uma equipe de F1. Eu lemro mesmo é do Dennis e a sua competência em conduzir uma baita equipe de F1.

    Já o caso da Red Bull, era Jaguar. Quando o suíço comprou, cntinuou com o “DNA” da Jaguar por um tempo até ser construído o DNA RedBull. Hoje não nos lembramos mais da Jaguar.

    O Caso da Renault, é diferente. Mudou o dono, a tal da Genni (eu só lembro do Chico Buarque na Geni e o Zepelim), mas a equipe campeã com o Alonso continua lá.
    Fazendo carros horríveis, mas continua lá. Podia mudar de nome(quem sabe Genni Racing), mas manteria, por um tempo o DNA da Renalt.

    Com a Lotus, vejo a mesma coisa. Só um nome. E este nome não me lembra em nada a Lotus preta do Senna. Nem aquela Amarela embalagem do cigarro Camel do ano seguinte.
    Foi quando comecei a assistir às provas de F1 nas manhãs de domingo com meu pai. Essa ficou no passado. Não existe mais.
    Da mesma forma que a Mclarem do Bruce também ficou para trás. Tal qual a Mercedes do Fangio.

    Fernando

    Publicado por Ffigueiredo | 18/02/2010, 10:05 am
  20. “Na moral, encheçãod e lingüiça”

    Perdeu uma ótima oportunidade de não comentar nada

    Publicado por Alex-Ctba | 18/02/2010, 10:45 am
  21. “Eu tenho hábito de ser conciso em meus comentários. Ainda mais em blogs. Não tenho hábito de escrever redações de quatro ou cinco parágrafos para explicar o que posso resumir em algumas linhas.”

    Uma outra maneira de dizer: ” Me falta idéias cara, será que você me entende? “

    Publicado por Hamer | 18/02/2010, 11:03 am
    • Hamer,

      Pelo contrário. Eu acho que vcs é que gostam de ficar falando muito do que há pouco a ser dito. Vontade de falar muito, especular muito, isso sim.

      A verdade é simples e objetiva: usaram o nome da Lotus para mais uma boa oportunidade de negócio. Simples. Aí vem um camarada dizer que a Lotus, que não tem nada de Lotus, tem mais DNA que a Mercedes, que será bancada pela velha Mercedes, a mesma montadora que existia na década de 50.

      Ora, é muita fantasia!

      Bem, pra quem sente saudade dos velhos “garagistas”, como Paul Stodart (Who?) e Eddie Jordan (!!!), é natural que a Lotus tenha aquele DNA dos garagistas.

      Meu Deus, quanta inocência!

      Publicado por Ylan Marcel | 18/02/2010, 2:40 pm
  22. Gosto de ler, e acompanhar a maneira sinuosa como as histórias dos times se desenvolve com o tempo. A própria Mclaren, passou por vários donos, onde tinha origem do Neozelandês Bruce, e hoje vive firme e forte na Inglaterra. Eu li uma entrevista num dado momento, onde Ross Brawn não sabia qual nome usar em sua equipe. O mesmo cogitou até utilizar novamente o nome Tyrrell. Agora imagino se ele com o nome Tyrrel tem esse ano dominador como foi 2009, a controvérsia que isso provocaria. Um carro tão dominador quanto o BGP 001 teria essa mesma “questionalidade” por carregar agregado um histórico de sucesso de Ken Tyrrell dos anos 70? E pela saída da equipe ser um pouco mais recente, oriunda da compra pela British American Tobacco, que se tornou Honda e então Brawn GP, ficaria mais facil associar a evolução com o retorno do nome. Eu particularmente ficaria muito feliz caso tivesse ocorrido, seria uma grande homenagem ao Ken.
    Bom, observando as imagens e ao carro, faz bem aos olhos ver o British Green estampando um carro novamente. Espero que essa nova Lotus honre o nome Chapman. Lógico que sem expectativas e esperanças imediatistas. Olhar o passado e enxergar o futuro, acredito, é uma forma bastante agradável de crescimento.
    Um abraço!

    Publicado por Laysson | 18/02/2010, 11:19 am
  23. Ótimo artigo Sirlan, me fez rever o meu preconceito da Lotus paraguaia. Só não concordo com a analogia com a Mercedes. Os alemães sempre tiveram programas sólidos no automobilismo, do DTM à F1. A aquisição da estrutura da Brawn está vinculada a uma participação expressiva da montadora alemã, não é uma simples concessão para estampar a marca.

    Publicado por Vitor, o de Recife | 18/02/2010, 2:14 pm
  24. (Reproduzo aqui o comentário que fiz a respeito do mesmo assunto no blog do Capelli)

    UMA IMPORTANTE QUESTÃO
    História das marcas ou história das fábricas? Nomes de equipes ou instalações de construtores? ‘Trade marks’ ou ‘car makers’?

    Capelli [e agora também Sirlan], ontem gastei um tempo lendo seu[s] ‘post[s]’ e os comentários. Valeu a pena. Todos de parabéns! Saí instigado a pensar qual seria um elemento da Fórmula 1 representativo da continuidade. Tirei várias pistas do que li de você e dos outros leitores. Ficou evidente que essa categoria do automobilismo é marcada pela mudança aparente (nomes, patrocínios, fornecedores) e não substancial (fábricas, instalações, cidades). Então, pensei que os nomes (marcas) são verdadeiras armadilhas como critério de continuidade. Também pensei que a compra de espólios e direitos de inscrição são melhores que as marcas, mas ao mesmo tempo podem significar apenas uma formalidade e não a manutenção real do espólio ou da equipe que iria se inscrever. No fim, concluí que as instalações (fábrica principal e/ou sede operacional) acabam por ser um critério mais preciso de continuidade. Inclusive, percebi que não há uma história acessível das ‘garagens’ e ‘fábricas’ da Fórmula 1, o que é lamentável. Fiz um pequeno levantamento a respeito dos ‘team bases’ ou ‘quartéis-generais’ das equipes atuais e algumas historicamente relevantes. É notável como há uma grande continuidade no quesito manutenção de instalações, com uma ou outra mudança. Naturalmente, estou usando como critério de localização das instalações pura e simplesmente a cidade da equipe. Evidentemente, as equipes poderiam e podem possuir instalações em diferentes cidades ou países, mas há sempre uma cidade definida como a ‘base’. Como não é algo que exige muita seriedade me limitei a pegar as informações disponíveis no en.wikipedia.org (mantive a toponímia inglesa). Sugiro a você ou outro colega blogueiro de Fórmula 1 que lance um ‘post’ a respeito de fábricas e sedes das equipes de Fórmula 1. Abaixo compartilho com vocês o que encontrei:
    – Maranello, Emilia-Romagna IT: Ferrari 1950-
    – Faenza, Emilia-Romagna IT: Toro Rosso (antes Minardi) 1985-
    – Hinwil, Zürich CH (antes Hinwil & Munich, Bavaria DE, antes Hinwil): Sauber (antes BMW Sauber, antes Sauber) 1993-
    – Madrid ES: Campos 2010-
    – Charlotte, North Carolina US (& Alcañiz, Aragon ES): USF1 2010-
    – Dinnington, South Yorkshire UK: Virgin (antes Manor) 2010-
    – Woking, Surrey UK: McLaren 1966-
    – Ockham, Surrey UK: Tyrrell 1968-1998 (espólio para BAR)
    Brackley, Northamptonshire UK: Mercedes (antes Braw, antes Honda, antes BAR) 1999-
    – Silverstone, Northamptonshire UK: Force India (antes Spyker, antes Midland, antes Jordan) 1991-
    – Milton Keynes, Buckinghamshire UK: Red Bull (antes Jaguar, antes Stewart) 1997-
    – Milton Keynes: ‘Brabham’ MRD 1962-1992
    – Leafield, Oxfordshire UK (antes Milton Keynes): Arrows 1978-2002, depois Super Aguri 2006-2008
    – Witney, Oxfordshire UK: Benetton (antes Toleman) 1981-2001 (espólio para Renault)
    Enstone, Oxfordshire UK (&Viry-Châtillon, Île-de-France FR): Renault 2002-
    – Grove, Oxfordshire UK: Williams 1978-
    – Hethel, Norfolk UK: Lotus 1958-1994
    Hinghan, Norfolk UK: Lotus 2010-
    – Bourne, Lincolnshire UK: ‘BRM’ British Racing Motor 1951-1977
    – Huntingdon, Cambridgeshire UK: Lola 1962-1997 (intermitente)
    – Vélizy-Villacoublay, Île-de-France FR: Matra 1967-1972 (espólio para Ligier)
    Abrest, Auvergne FR: Ligier 1976-1996 (espólio para Prost)
    Guyancourt, Île-de-France FR: Prost 1997-2001
    – Cologne, North Rhyne-Westphalia DE (& Tokyo JP): Toyota 2002-2009

    Publicado por Alexandre Pires | 18/02/2010, 2:41 pm
    • Boa idéia sobre um post abordando sedes e fábricas…

      Publicado por Becken Lima | 18/02/2010, 2:52 pm
    • Muito obrigado, Becken! Espero que o pessoal contribua com material (fotos e informações) a respeito dos lugares onde são feitos esses bólidos que nos encantam e sobre os quais tanto falamos (e escrevemos). Vou continuar vasculhando a rede em busca da história de fábricas e sedes da Fórmula 1 e aguardando um ‘post’ sobre. Parabéns pelo Blog. Excelente! Abraços

      Publicado por Alexandre Pires | 18/02/2010, 3:12 pm
  25. Não sou muito assíduo no blog do Ico, mas esse texto me lembrou e muito o que o Sirlan comentou em seu excelentíssimo texto.

    A construção do primeiro carro foi uma batalha contra o tempo, mas ele ficou pronto – e acabou destruído por um incêndio na corrida de estréia. Mas o grupo de abnegados liderado por Wilson Fittipaldi e com o suporte de Ricardo Divila não desistiu e mostrou que era possível ter uma equipe de Fórmula 1 mesmo longe da Europa. Pena que a falta de resultados gerou críticas e piadas de boa parte de uma opinião pública que jamais conseguiu compreender o tamanho do desafio que aquela turma teve de encarar para colocar em prática uma equipe brasileira. Os tempos, claro, são outros. Mas quem sabe, vendo todo o drama sofrido pela equipe norte-americana, os mesmo que riram antes vejam hoje a aventura do Copersucar-Fittipaldi com o respeito e a admiração que ela merece.

    http://blog-do-ico.blogspot.com/

    Claro que serviria para o contexto de Virgin e Lotus hoje.

    Mas a falta de respeito que demonstrei frente a Lotus chamando-a de apelidos pejorativos fez com que eu pensasse, o que passou os Fittipaldis nada mais é que o mesmo preconceito que demonstrei pela Lotus até esse texto maravilhoso do Sirlan.

    My bad.

    Publicado por Claudemir Freire | 18/02/2010, 10:05 pm

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