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ARTIGOS

Túnel de água como ferramenta no desenvolvimento de carros de F1

Estamos no intervalo dos testes de pré-temporada e na expectativa do mais importante de todos em Barcelona, um dos melhores circuitos para se entender o quanto uma equipe foi feliz no trabalho aerodinâmico do seu carro.

Como prévia da discussão que teremos sobre aerodinâmica nos próximos dias, aqui vai uma lenda urbana que anda se discutindo em fóruns por aí: o rumor é que foi entregue em Woking, sede de uma famosa equipe de F1, delicados componentes para mensuração de fluidos em tanques de água.

Ok, talvez nem todos estejam familiarizados com esse tipo de tecnologia utilizada para análise da dinâmica de fluídos em submarinos transportada para a F1, mas o estudo da hidrodinâmica utiliza o tanque de água na mesma extensão com que a indústria automobilística e aeroespacial utilizam o túnel de vento na avaliação aerodinâmica de seus carros e jatos.

Mas… será que é funcional e útil para o desenvolvimento de um carro de F1? O ponto é que não é novidade no automobilismo e os estudiosos da aerodinâmica têm observado que as estruturas encontradas nos vórtices de ambos os túneis (água e vento) são bem similares:

A vantagem do fluido observado na água sobre o gerado no túnel de vento é que ele desenvolve-se em baixa velocidade e tem o benefício de ser observado in loco através de uma boa gama de técnicas.

Para equipes que têm investido fortunas em tecnologias de simulação, seria mais uma ferramenta para calibrar os números e resultados encontrados tanto no mundo virtual do CFD quanto no simulado do túnel de vento.

Se uma equipe utilizou ou não um tanque de água para auxiliar a desenvolver o seu carro, é a mais pura especulação, mas ao menos seria uma maneira inteligente mas arriscada de dar um nó na regra que limita hora/homem no túnel de vento por equipe.

De qualquer maneira, é só especulação, não levem a sério, mas o tema nos dá a oportunidade de observar como as equipes são capazes de convergir um grande número de tecnologias para o refino de seus carros. Foi assim com a indústria aeroespacial e seria assim com a indústria naval.

Discussão

10 comentários sobre “Túnel de água como ferramenta no desenvolvimento de carros de F1

  1. Boa Becken, mas se esse post fosse em 1º de abril eu acharia mais engraçado…

    Falando sério agora, onde a F-1 vai parar? Por essas e outras sou fã da McLaren.

    Publicado por Will | 22/02/2010, 8:31 pm
  2. Uma técnica parecida vem sendo usada pelas equipes novas a Ex Campos e a USF1, estão mergulhadas totalmente em merd… de dividas e em sonhos impossíveis.

    Publicado por Luiz Sergio | 22/02/2010, 9:05 pm
  3. Mecânica de fluídos. Dá quase tudo no mesmo. Os barcos, os skys, os aviões, etc , têm muito em comum entre aero e hidro dinâmica. Onde há perfis, superfícies e folios que se deslocam criando atrito e efeito de depressões, há mecânica de fluídos. Excepto no espaço, mas aí até o vento solar tem importância.

    Publicado por Ernesto | 23/02/2010, 7:49 am
  4. hehehe Becken hidrodinamica, aquadinamica não!
    Interessante a possibilidade de começarem a usar os tuneis de agua/liquidos mas já não existem fabricas que fazem isso?

    Publicado por demetrius albuquerque | 23/02/2010, 10:13 am
  5. Fica de sugestão para o pessoal da Indy, já ir preparando para a corrida de São Paulo.

    Publicado por Felipinho | 23/02/2010, 10:39 am
  6. Boa Felipinho!

    Publicado por Will | 23/02/2010, 12:57 pm
  7. ha um episódio de “caçadores de mitos” do discovery channel que eles “usam” um aquário para ilustrar o comportamento do vento na capota de uma pickup. Não sei qual temporada e nem o número do episódio. Mas vale a pena das uma procurada para se ter uma ideia do funcionamento.

    Publicado por maltzsama | 23/02/2010, 1:46 pm
  8. Tunel de água em Woking?!?

    Já estão se preparando para mais um naufrágio?!?

    Publicado por Arlindo Silva | 23/02/2010, 3:02 pm
  9. “Já estão se preparando para mais um naufrágio?!?”

    é… parece que mesmo com lastro, o carro boiou…
    rsrsrs

    Publicado por Felipinho | 23/02/2010, 3:59 pm
  10. “…os estudiosos da aerodinâmica têm observado que as estruturas encontradas nos vórtices de ambos os túneis (água e vento) são bem similares…”
    Água e ar são fluidos e se comportam de maneira semelhante, OK. Mas estamos comparando um líquido com um gás, com viscosidade e massas diferentes.
    É impossível, então? Não. Mas acho que todos nós lembramos dos problemas que a antiga Honda teve com a calibração de 2 túneis de vento. Imagine a dor de cabeça para calibrar um túnel de vento com um de água.

    Publicado por KBK | 27/02/2010, 9:38 pm

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