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Aqui, na Zona Sul de São Paulo, o antídoto para a falta de ultrapassagens na F1

IMAGENS: Toyota F1/ Divulgação — Naka e Koba: Duelo de “Titãs” no ‘S’ do Senna em 2009

Depois da corrida no Bahrein, o mundo da F1 entrou em pânico. Tudo por que a temporada que promete ser uma das mais excitantes da história, pode acabar com uma monótona sequência de procissões ao longo do ano.

A culpa parece ser da Bridgestone, que teve a “ousadia” de fazer pneus bons e duráveis o suficiente a ponto de homogeneizar as estratégias de quase todas as equipes durante o primeiro final de semana de corrida de 2010.

O irônico é que há exatamente um ano a Bridgstone foi espinafrada pelo mesmo Fernando Alonso que, logo depois da bandeirada final domingo, alertou que corríamos o risco de ver, repetindo-se a corrida a corrida, a mesma fila indiana do último domingo.

O problema é: o que mudar para se estimular ultrapassagens? Nos últimos anos as iniciativas tomadas para melhorar o show falharam tão miseravelmente que eu cheguei à conclusão que tudo o que se disser a respeito é apenas teoria sem qualquer prova que corrobore sua efetividade.

O ultimo esforço nessa direção está lá no blog do James Allen, uma espécie de Manifesto pela Ultrapassagem, escrito pelo aerodinamicista Frank Dernie que, basicamente, diz o seguinte:

— O grande desafio para estimular as ultrapassagens não é expurgar a aderência aerodinâmica, mas sim a mecânica

— As caixas de câmbio semi-automáticas, que não permitem erros dos pilotos

— Com a enorme presença da aderência mecânica gera pelos pneus, o espaço de frenagem dentro das curvas de baixa velocidade é curtíssimo.

— Os carros mais rápidos estão da frente dos mais lentos, portanto não há razão para se esperar ultrapassagens [aqui, nas entrelinhas, ele sugere uma dinâmica parecida com a da GP2, em que os oito carros que finalizam a primeira corrida no final de semana invertem o grid na seguinte].

O Manifesto de Dernie, baseado também em teorias, é uma prova de que ultrapassagens na atual F1 é um Santo Graal, um mistério que precisa ser estudado com uma abordagem científica — algo parecido com o que fez o Grupo de Trabalho para ultrapassagem que baniu todos os penduricalhos aerodinâmicos de 2008 para 2009.

O único problema é que eles ignoraram, sumariamente, os outros 50% por cento do problema, os circuitos. Por que a única prova CONCRETA, real, de como resolver definitivamente o problema de ultrapassagens está aqui, na zona Sul de São Paulo: a pista de Interlagos.

É aqui, na topografia acidentada com aclives e declives em equilíbrio, junto com um miolo travado, mais uma reta torta em subida, mais uma reta seguida de um “S”, que se assistem as melhores corridas do ano e onde encontra-se o antídoto para a dificuldade de ultrapassagens, o mal moderno da F1.

Discussão

71 comentários sobre “Aqui, na Zona Sul de São Paulo, o antídoto para a falta de ultrapassagens na F1

  1. Becken,
    o que tem acontecido é que as regras colocadas para dificultar o piloto e facilitar as ultrapassagens, a própria FIA, aceita que se burladas, o controle de tração foi proibido e a FIA permitiu o controle pelo acelerador, proibiu qualquer aplique aerodinâmico e aprovou o tal difusor, não restringiu os apliques aerodinâmicos na frente e os carros passaram a carregar verdadeiras arvores de natal, na traseira a mesma coisa, é só olhar para essas peças para saber que qualquer coisa vai afetar o F1.
    As pistas antigas que foram substituídas por uma visão do “só de lucros” e por pistas sem pontos de ultrapassagens.

    Publicado por Luiz Sergio | 17/03/2010, 2:08 am
  2. Concordo plenamente com Luiz Sergio;
    Aliás, a F1 pode ser tão chata este ano que muitos irão perder o interesse..
    Algo que acontece muito atualmente é que ninguém (Bernie Ecclestone) se importa com A FÓRMULA 1 e sim com o DINHEIRO, que já está de sobra.
    Outra coisa ridícula é que tudo isto é na base de “melhorar o espetáculo”, sendo que piora.

    Meu voto é por uma F1 mais simples, sem tanta parafernália, como sugeriu Dernie, e disputas na pista!
    Bem, sei que isso está fora de cogitação atualmente..

    Convido a quem quiser visitar meu blog de F1, com posts interessantes:
    http://theformula1.wordpress.com/

    Abraço; Tomás

    Publicado por tomasf1 | 17/03/2010, 2:43 am
  3. Rapaz,

    Concordo em termos, porque nada me tira da cabeça que o tal difusor é o principal dos culpados.

    Mas devo aceitar minha ignorância e os fatos, em Interlagos, independente das regras, temos tido boas corridas mesmo, então, creio que posso estar errado.

    Só sei que também concordo com o que o Luiz Sérgio falou, as regras andam sendo burladas, principalmente por Ferrari e McLaren, aí fica difícil.

    Publicado por ccregazzoni | 17/03/2010, 3:02 am
  4. Dei uma lida lá no manifesto e o cara usa bons argumentos.

    Quanto a caixa manual, seria muito legal que assim o fosse, afinal, carro de corrida sempre deveria ser, e sem o dispositivo que salva o motor em caso de erro, se neguinho se considera piloto top e ganha milhões para acelerar, não pode ter medo de errar.

    Publicado por ccregazzoni | 17/03/2010, 3:14 am
  5. Vamos ver durante o ano, mas o que se nota é uma preocupação demasiada de poupar os pneus durante a corrida toda para só “usá-los” nas voltas finais. O piloto vai ficar mais preocupado em conseguir fechar o domingo com o pneus bom do que ultrapassar.

    Enfim…
    F1 atual = Hermann Tilke + Bernie Ecclestone.

    Publicado por Bruno Said | 17/03/2010, 8:32 am
  6. Acho o fim esse negócio de grid invertido. É o supra sumo da artificialidade.

    O que deveria ser feito:

    1 – exterminar o que causa turbulência no carro de trás (seja lá o que for);
    2 – colocar bolas nos pilotos frouxos;
    3 – reformar (sem mudança de traçado) os circuitos clássicos de sempre;
    4 – calçar os carros com pneus menos eficientes.

    Se nada disso der certo, substituição imediata dos carros atuais por aqueles dos anos 80.

    Em último caso, deve-se mudar as regras, de modo que o campeão do mundo será o que tiver maior números de ultrapassagens! (isso não é sério!)

    Note-se que há sempre um artificialismo em qualquer medida para permitir tais ultrapassagens, já que limita-se a evolução natural das coisas.

    Outra observação, não se pode mesmo esperar ultrapassagens com carros de desempenho tão diferentes. Os carros mais rápidos vão ficar na frente o tempo todo e os mais vagarosos lá atrás e pronto, simples assim. Hoje temos, em tese, seis ou oito carros mais à frente de desempenho próximo, mas que no Bahrein não se colocaram em posição de ultrapassagem, fazer o quê?

    De qualquer sorte, é bom lembrar a quem esqueceu e advertir quem nunca viu: a F1 jamais foi palco de grande número de ultrapassagens.

    Vamos aguardar os próximos capítulos…

    Publicado por luiz carlos | 17/03/2010, 8:40 am
  7. Becken, vc foi no ponto. É exatamente o q eu penso. Entra regra sai regra e sempre tem corrida boa em Interlagos, com muita ultrapassagem. A verdade é q o elemento chuva, sempre dá as caras por lá, mas independente disso, sempre tem corrida boa, mesmo no seco.

    Da 19 provas do calendário, em relação, ultrapassagem, acho q a gente só pode ter expectativa para: Canadá (apesar de ser estreita para os padrões atuais), Spa e Interlagos.

    Com alguma possibilidade de Ultrapassagem: Austrália, Turquia, Monza e Suzuka.

    As demais depende da chuva. É muito pouco. E vai ficar todo mundo esperando 2011, pra saber se o difusor é o vilão atual.

    A questão de redução de eficiência de freios e volta do cambio manual, na minha opinião não combina com F-1(Desculpe Celso Gomes). Confesso q eu gosto tanto de F-1, q encontro muitos outros elementos q me faz assitir esse esporte e, claro, adoraria ver “trocentas” ultrapassagens, como na Indy, GP2, mas a falta delas, não vai diminuir meu interesse.

    Publicado por Alex-Ctba | 17/03/2010, 8:53 am
  8. ATENÇÃO, URGENTE: Uma nova regra é necessária já para a próxima corrida, os F1,
    carro vazio = 650 KG, com combustível= 850 KG
    é incrível que muitos pilotos tiveram que diminuir pois colocaram o mínimo de combustível nos tanques e se acelerassem não completariam a prova, pois na F1 “moderna” 5 quilos a mais faz uma diferença que pune os otários que estão assistindo.

    Publicado por Luiz Sergio | 17/03/2010, 8:59 am
  9. Um devaneio meu, mas a prova do Bahrein poderia ter sido bem diferente. Revendo a largada com calma eu vi q o Felipe sai bem se coloca na frente do Alonso. Depois ele trouxe o carro pra linha de dentro pra fechar a porta do Hamilton. O Alonso ameaçou seguir o Felipe, mas teve o reflexo pra perceber q ficar no lado limpo seria melhor, foi uma fração de segundos. Acho q se ele segue o Felipe, o Hamilton comia as duas Ferraris por fora. E aí teríamos uma bela corrida, com uma McLaren mais lenta, bloqueando as Ferraris. Teve tb o anti-climax da queda de rendimento do Vettel, o q não permitiu presenciarmos uma luta mais franca entre ele e as Ferraris.

    Publicado por Alex-Ctba | 17/03/2010, 9:09 am
  10. Meu pensamento vai mais no caminho que o Alex-Ctba portou. Sempre agfuardo ansiosamente Spa. As corridas são sempre ótimas, assim como em Interlagos.
    Também acho ótimas as corridas da Austrália e do Japão, e é fantástico ter novamente corridas no Canadá.
    Vai ser dutro assistir as corridas nos Kartódromos que eles estão criando.
    E tomara que não mudem as caixas de câmbio…eu já fui contra o Kers não ser utilizado.
    F1 = tecnologia…que se mudem as pistas!

    Publicado por Will | 17/03/2010, 9:10 am
  11. Concordo contigo Becken. Estas pistas modernas pistas do Mr. Tilke são um desastre. Interlagos, Spa, Monza, Silverstone, para citar apenas algumas das antigas, é que ainda proporcionam alguma emoção nesta entediante fila indiana da F1.
    Falam que eu sou “romântico” com relação a F1 aqui no blog, mas na verdade, pelo longo tempo que eu a acompanho, já vivi temporadas muito mais emocionantes do que estas que tenho visto já a muitos anos. Repito o que eu digo, tecnologia excessiva, tanto nos carrros, nas equipes e nas pistas “modernas” só fazem destruir a competitividade inerente ao esporte. O ccregazzoni fez uma ótima sugestão quanto ao uso da caixa manual. É um retrocesso tecnológico? Sem dúvida, mas seria mais uma maneira de colocar o homem no comando da máquina. Afinal quem compete é o homem, é ele que tem que mostrar talento especial para manejar essas velocíssimas máquinas. Menos aerodinâmica restritiva, menos controles eletrônicos e comunicações entre pilotos e boxes, partes mecânicas mais simpificadas.
    A única coisa que eu acho que deveriam sempre usar tecnologia de ponta é quanto à segurança dos pilotos. Isto sim tem o meu total apoio.
    Para que o esporte sobreviva e portanto gere lucros para os fabricantes, maior enfoque terá que ser dado ao controle do homem sobre a máquina, senão vira essa monotonia aí que já estamos de saco cheio de ver.

    saudações

    Publicado por celso gomes | 17/03/2010, 9:10 am
  12. SP: 95 ultrapassagens na Indy

    Confirmando a impressão que o Hélio Castroneves teve após a SP Indy 300, de que teria sido uma prova com muitas ultrapassagens em pista de rua, o site oficial tem números da prova e calculou 95. Veja outros detalhes aqui (http://bit.ly/cVvNlI) e comente.

    F1=?????????????????????

    Publicado por Luiz Sergio | 17/03/2010, 9:10 am
  13. “que se mudem as pistas!” => isso deve estar completamente errado segundo a Gramática!!!

    mas todo mundo entendeu, eu acho!

    Publicado por Will | 17/03/2010, 9:11 am
  14. Luiz Sergio,

    nem por isso achei uma corrida legal…

    Publicado por Will | 17/03/2010, 9:11 am
  15. eita nós, mudanças a vista na ferrari (isso porque ganhou hein?)
    Apesar de ter ganho gp do barein Ferrari acelera desenvolvimento chassis b do F10.

    Rumores de que o carro do time de Maranello passaria por uma mudança significativa foram levantados no início de janeiro, pela imprensa italiana, e agora confirmados pela revista “LAutosprint”.

    O periódico semanal revela mais detalhes sobre o trabalho da Ferrari, incluindo o fato de que Giuseppe Azzollini, um especialista na tecnologia CFD (Fluidodinâmica Computacional), fora contratado pela escuderia no final de 2009, após a saída da Toyota da F-1.

    De acordo com a publicação, o time agora trabalha em um desenvolvimento considerável no duplo difusor da F10, que não pode ser acomodado no layout atual do chassi.

    Acredita-se que o conceito de Azzolini para o difusor siga o design do TF100, carro da Toyota que seria utilizado neste ano, caso a equipe seguisse no grid.

    Para a próxima corrida, na Austrália, a Ferrari já deve vir com novas mudanças, já que antes do GP do Bahrein Fernando Alonso e Felipe Massa precisaram trocar seus motores, por precaução.

    Além disso, o piloto brasileiro afirmou que, na ocasião, pediram-no para economizar combustível por 30 voltas, devido a um superaquecimento no motor.

    “A temperatura do motor é resultado da aerodinâmica do carro, então temos que trabalhar para ter certeza de que não teremos mais esses problemas para as próximas corridas”, disse Stefano Domenicali, chefe da Ferrari.

    Publicado por wilson | 17/03/2010, 9:12 am
  16. Precisa ficar mais difícil de guiar, gerando mais erros.

    Menos aerodinâmica, menos grip, menos freio, suspensão mais dura, pista mais ondulada, enfim, complicar pra esse pessoal aí.

    Outra coisa: pra um piloto atual, o que vale mais, chegar em terceiro e manter o emprego ($$$), ou arriscar vencer, e perder a vaga?

    Publicado por Costanza Yada Yada (fernando-ric) | 17/03/2010, 9:15 am
  17. Bons Dias Meus F1 Freaks Like Me

    Esta matéria exigia de per si uma análise exaustiva cuidada e bem fundamentada, mas acho que a entrevista do Engenheiro, prova que às vezes um grave problema tem uma solução simples..

    Há duas coisas diferentes aqui a ultrapassagem, propriamente dita, que os pneus mais deficientes ajudariam por alongarem a zona de travagem e por serem mais instáveis, o cara diz mesmo hard tyre, isto é, mais duro, portanto menos aderência menos tracção menos estabilidade não tão fáceis de controlar mais nervosos, num ponto, carros mais difíceis de guiar igual mais erros de pilotagem ao que se soma as caixas semi-automáticas que obrigando o piloto a usar uma mão só no volante, o que faz toda a diferença por força de braço-isto lembra-me a panache do Ayrton Senna na curva peraltada no Cicuito da Cidade do México, que também traz o Prost à colação toda a gente se lembra que no ano anterior ao viranço do Senna, ao Prost tinha acontecido exactamente o mesmo muita gente dizia ora aí está a prova o Paulista muito superior ao Francês e tudo o mais…Senna dizia que a curva por ser peraltada podia ser feita a muita mais velocidade o “agarre” do Fórmula 1,na altura, permitiria só que ao mudar de velocidade na própria curva, CAIXA MANUAL, só se podia segurar o volante com a mão esquerda e dizia ele nenhum piloto tinha tanta força nessa mão nem os canhotos da altura..o formato do volante hoje em dia não é mais uma rodinha, como os nossos automóveis e sim parece que se está fazendo o teste da gordura corporal no ginásio…os pneus e vejam essa foto aí http://www.as.com/motor/foto/ferrari-gana-gasolina-paja/dasmot/20100317dasdaimot_3/Ies no fim da corrida o Ferrari tem os pneus em perfeita condições depois de 34 voltas a Brigedstone referia que nemhuma Scuderia poderia fazer no máximo 30 a partir daí o pneu teria graves problemas..numa foto de um post anterior “Fotos da vitória do Alonso”?? Alguém comentou vejam o deteriorados que estão os pneus da Ferrari nº 8, não era isso aquilo era a borracha que o Asturiano apanhou no fim, coisa que todo o mundo faz no fim das corridas, nessa foto que junto se vê que no final do GP as borrachas do Alonso estavam impecáveis…Nesse ano parece-me difícil haver mudanças a Ferrari esteve 9 meses aperfeiçoando o F10 para ele conservar os pneus conseguiu e agora ia deitar todo esse trabalho.. fora.. não tô vendo.

    O outro problema é o duplo difusor que não permite que os carros se cheguem uns nos outros e aí permaneçam durante muito tempo,que é o que confere adrenalina às corridas o cara colado no outro e nunca se sabendo se vai consegui quando e como é isso que prega as pessoas no ecrã…Ano passado a FIA fez a sua escolha preferiu beneficiar a Brawn a Toyota e demais equipes pequenas? só em resultado porque a Maior montadora do Mundo, a Toyota, tinha Budget ILIMITADO para F1 e Honda futura Brawn era a segunda que mais gastava nessa guerra nipónica houve um ano até que prescindiu de patrocínio para ser Verde?? As grandes Scuderia ou melhor tradicionais Ferrari McLaren Renault e BMW-menos essa no tempo que levava na F1..foram prejudicadas e deitaram um ano fora, há quem diga que o Titio Bernie tinha interesse económico na Brawn, vá-se la saber, o que ele sim fez foi tentar dar um doce para as mais fracas e ao mesmo tempo manter a Toyota, o duplo difusor “proíbe” por gerar muita turbulência que os carros cheguem perto uns dos outros e se mantenham aí, sem falar no cone de ar “beneficioso” para overtaking..

    Tema apaixonante mas sem fim..Engenheiro da entrevista carregado de razão.

    Também tem ligação ao tema pilotos melhores hoje em dia…

    Abraço

    Publicado por SennaCeccotto | 17/03/2010, 9:15 am
  18. Ferrari usará novo combustível esse ano.

    fonte: tazio

    Diante da proibição do reabastecimento na F-1, o consumo de combustível se torna fator predominante para uma equipe se tornar vencedora. Por isso a Ferrari, junto com a Shell, fornecedora oficial de gasolina para a escuderia, utilizarão um novo composto neste ano.

    De acordo com a empresa, a partir desta temporada a equipe italiana um carburante especial de segunda geração derivado de etanol, que provém da celulose.

    A característica principal deste combustível é que ele pretende oferecer o máximo de rendimento aos monopostos do time de Maranello com uma emissão de CO2 menor que a praticada pela gasolina convencional. De acordo com a Shell, este combustível emite 90% menos de gases do que os utilizados atualmente.

    A origem deste combustível é a palha de cereal não comestível. Ele é fabricado após um complexo processo de conversão de uma planta de Ottawa, no Canadá, que faz com que o componente se transformem etanol proveniente da celulose que se utiliza nos novos F10.

    Sheel e Ferrari trabalham nesta nova gasolina desde a metade do último ano e agora parecem ter atingido o resultado desejado: um combustível altamente eficiente, pouco poluente e que se adéqua ao regulamento da FIA.

    Publicado por wilson | 17/03/2010, 9:15 am
  19. Wilson – e sobre o tema do post? Nada?

    Publicado por Becken Lima | 17/03/2010, 9:21 am
  20. Outro fator importante que não está sendo considerado: a impossibilidade de ultrapassar criou uma geração de pilotos “adaptada” a esta situação. Se é praticamente impossível sequer aproximar-se de um carro rápido à frente isto significa que as ultrapassagens foram extintas da categoria. Prova disto foi a recente manifestação de alguns pilotos contra o fim do reabastecimento com o seguinte argumento: “tira a possibilidade de estratégias diferentes”. Em outras palavras: ficou mais difícil de se ultrapassar nos boxes.

    A ultrapassagem estratégica nos boxes, tantas vezes usadas pelo Schumi, sucks.

    Considerando-se apenas os últimos campeonatos, quantos vezes vimos o Massa ou o Heidfeld, por exemplo, a prova inteira em posições intermediárias sem sequer dar mostras de que estavam dispostos a tentar atacar o carro à frente?

    Daí, quando surge um Kobayashi, “ousando” tentar ultrapassar na F1, nos dá a ilusão de que voltaremos a assistir corridas de verdade. Pena que bastam umas duas corridas para enquadrar jovens talentos. Não há lugar para kamikazes nestas procissões.

    Publicado por Mauro Brisola | 17/03/2010, 9:22 am
  21. Becken teve um comentário meu que ficou preso :-(

    Não tem que se desculpar Alex, é a sua opinião e eu a respeito. Vc é um cara nascido e criado no boom da tecnologia via computador e tem suas razões para admirá-la, sem dúvida. Para mim que já vivi nos dois mundos é que faz diferença essa coisa de competição, sem artificialismos. A minha solução seria para máquinas mais simples e mais controláveis pelo homem.

    saudações especiais

    Publicado por celso gomes | 17/03/2010, 9:23 am
  22. O Keith Collantine, do F1Fanatic, colocou q o segredo do sucesso de Interlagos é pq ela é uma das pistas mais curtas do calendário, acho q só é mais extensa q Mônaco. Pistas mais curtas = carros mais juntos = mais ultrapassagens. Só q ele esqueceu-se de Spa, q é extensa e tb proporcionam bons pegas. O Becken, foi mais completo e sintetizou com perfeição:

    “É aqui, na topografia acidentada com aclives e declives em equilíbrio, junto com um miolo travado, mais uma reta torta em subida, mais uma reta seguida de um “S”, que se assistem as melhores corridas do ano e onde encontra-se o antídoto para a dificuldade de ultrapassagens, o mal moderno da F1.”

    E qdo mudaram o traçado de interlagos reduzindo dos 8Km para a metade, os saudosistas caíram de pau no desenho, dizendo q assassinaram o circuito e criticam até hj o novo traçado, ignorando as ótimas corridas q ano a ano acontecem lá. A verdade é q foi feito um desenho mágico, q contou com uma grande participação do Senna, q sugeriu o S q leva seu nome e é um traçado q não envelhece nunca, igual Spa, esta última q infelizmente perdeu a “bus stop” um outro excelente ponto de ultrapassagem, em q o Professor Prost dava uma verdadeira aula. Ninguem ultrapassava naquela freiada, nem o Senna, só o Professor.

    Assim como o baixinho Todt está trazendo grandes pilotos para compor o corpo de comissários, seria interessante, colocá-los para opinar nos traçados e não deixar a cargo apenas do Tilke, q fez o Autódromo mais sem sal do planeta em Abu Dhabi. Tenho medo do q vem da Coréia…

    Publicado por Alex-Ctba | 17/03/2010, 9:26 am
  23. É bem por aí… muito bom o texto! E, se analisarmos a fundo, aos poucos estamos sugerindo um retorno a F1 dos anos 80.

    Mas ainda acho que as coisas vão melhorar na F1 neste ano!

    Abraços.

    Publicado por André Mansano | 17/03/2010, 9:57 am
  24. se a Interlagos atual proporciona tanta emoção, imagina o circuito antigo, como seria…

    e quanto aos carros, há mais ou menos uns 3 anos eu penso que o grande problema está, além da tirbulência gerada pela aerodinâmica, nos freios.

    um F1 freia de 300Km/h a zero em 200 metros. se houvesse uma regulamentação no diâmetro dos freios, reduzindo estes a 50% do tamanho atual, os pilotos teriam que começar a frear antes, resultando em mais ultrapassagens no final das retas.

    é uma idéia…

    Publicado por Joshué Nunes Fusinato | 17/03/2010, 9:59 am
  25. A alta tecnologia tira o sabor de muitas coisas, na F1, maior prova da minha teoria, a tecnologia diminui a competitividade entre as equipes porque iguala as equipes. Em uma disputa onde deveriam existir menos ferramentas de precisão tecnológica, deixando a responsabilidade nas mãos dos pilotos e mecânicos, os computadores e sensores fazem o papel com perfeição, não deixando opção para erros ou acertos memoráveis que traria o glamour de uma corrida, as ultrapassagens.

    Evandro Lima
    http://visaoevandrolima.blogspot.com

    Publicado por Evandro Lima | 17/03/2010, 10:12 am
  26. Para mim é um mix mesmo, pistas, difusor, freios e pneus, pontos de ultrapassagem, voltaria o vácuo, freadas com menos aderência com possibilidade de disputa em todas as curvas, principalmente paro os pilotos com “balls”, e jogo de pneus limitados.

    O grid invertido é uma emoção falsa, mas pode ser interessante em alguns circuitos.

    Publicado por Alexandre Gomes | 17/03/2010, 10:17 am
  27. Os pneus da McLaren e da Ferrari…

    http://twitpic.com/193a4v

    Claro, que chiro de detritos, mas dá para ver o estado geral.

    Publicado por Alexandre Gomes | 17/03/2010, 10:30 am
  28. cheio@

    Publicado por Alexandre Gomes | 17/03/2010, 10:31 am
  29. Muita calma nessa hora…vamos esperar a Austrália, lá a corrida vai ser boa. Não é possível que o ‘Overtake Group’ não tenha melhorado nem um tiquinho o espetáculo!

    Publicado por Will | 17/03/2010, 10:38 am
  30. E tirar os pneus estreitos da frente, voltando os normais, para aumentar a aderência na aproximação do carro da frente.

    Publicado por Alexandre Gomes | 17/03/2010, 10:39 am
  31. Obrigado pela menção Will, mas de fato a situação parece preocupante. A gente ter q esperar essas poucas pistas ou então chuva no fds de GP, e ainda qualquer tentativazinha de ultrapassagem, ter q aguentar o Galvão falar: “Essa é a F1 q todos nós queremos”. Vai ser difícil assim pra Globo vender o produto pro povão…

    Publicado por Alex-Ctba | 17/03/2010, 10:43 am
  32. Creio que aerodinâmica e freios sejam fatores preponderantes, a eficiencia dos freios é absurda, claro que os pilotos alegariam a questão da segurança.. mas é questão de adaptação.

    a regra de pneus tambem é rídicula, se não houvesse a obrigatoriedade de se usarem os dois compostos as equipes poderiam usar estratégias distintas, como tentar fazer a corrida toda somente com os duros, ou duas paradas com os macios e creio que deveria ser permitida a utilização de 3 tipos de compostos, os duros com durabilidade limite para conclusão da prova, intermediários e super-macios (rápidos mas que se desgatam rápido).

    Será que vai ser publicado?

    Publicado por Felipinho | 17/03/2010, 10:54 am
  33. O problema desse “overtake group” é que ele é formado por engenheiros das equipes, e cada um tenta puxar a sardinha para seu lado, talvez se houvesse uma comissão independente, com participação de ex-pilotos daria mais resultado.

    Publicado por Felipinho | 17/03/2010, 10:59 am
  34. Fala pessoal, tudo bom. Fazendo meu debut aqui no blog do Becken.

    Só queria jogar um outro ingrediente nesta discussão.

    Algo que dificulta muito as ultrapassagens é a limitação de giros dos motores. Sem potência extra não tem como pegar vácuo e ultrapassar, ambos os carros ficam andando na mesma velocidade e por isso não vemos mais aquelas estilingadas de carros quando estão colados nos da frente.

    Minhas sugestões para a F-1 seriam:

    1- Fim do limite de giros dos motores
    2- redução da capacidade de frenagem dos carros
    3- fim do difusor duplo
    4- fim das pistas de abu dahbi/bahrein/malásia/catalunia/valencia/budapest/
    5- volta de hockenheim original/imola original/A1-ring/laguna seca
    6- entrada da indianápolis 500 no calendário (uma prova em oval seria fantástico)
    7- fim da obrigatoriedade de largar com os pneus usados na volta mais rápida
    8- mudança no formato de classificação. Volta do formato clássico, todos teriam 20 voltas para andar com o combustível e o pneus que quisessem.
    9- 2 pontos para o pole e 1 ponto para o piloto da volta mais rápida

    Acho que só por enquanto…
    Abraços a todos.

    Publicado por Cadu Tupy | 17/03/2010, 11:04 am
  35. Se Inter é perfeita para a F1 moderna então Algarve tb será .

    Publicado por JOÃO | 17/03/2010, 11:04 am
  36. Belo post,

    mas creio que reduzir a eficiencia dos freios também ajudaria.

    Publicado por Tião Gavião | 17/03/2010, 11:47 am
  37. JOÃO, acho o traçado do AIA muito interessante e concordo que seria muito bom para a F1, minha dúvida reside na largura dessa pista.

    Publicado por Will | 17/03/2010, 11:49 am
  38. Alex-Ctba,

    Sei de sua admiração pelo Senna, mas, se Interlagos nova é uma das melhores pistas do ano na F1, a antiga era talvez a melhor do planeta, e não sou eu que digo isso, são vários dos maiores pilotos brasileiros e estrangeiros (exceção feita ao Senna é lógico).

    Não digo que Senna matou Interlagos, apenas piorou seu traçado, e fez isso com aprovação do Bernie, portanto, a culpa não foi só dele.

    Fizeram o mesmo com vários dos mais desafiadores circuitos da história, uma pena.

    Publicado por ccregazzoni | 17/03/2010, 11:53 am
  39. Tá bacana o debate.

    Depois do almoço eu coloco minhas “teorias”.

    Publicado por Arlindo Silva | 17/03/2010, 11:55 am
  40. Não digo que Senna matou Interlagos, apenas piorou seu traçado, e fez isso com aprovação do Bernie, portanto, a culpa não foi só dele.

    Ah, tá… o Senna estragou Interlagos. Eu não sei qual categoria realizaria uma prova em um circuito com quase 8 Km de extensão, que era a velha Interlagos antes da reforma.

    Esqueçam esse saudosimso bobo. A pista é perfeita para o automobilismo moderno.

    Publicado por Becken Lima | 17/03/2010, 12:05 pm
  41. CCR

    Esse é o ponto. Esses críticos do novo traçado, não podem ignorar o fato de ano a ano termos corridas interessantes no novo traçado de Interlagos. E já são 20 anos de corrida nessa traçado. Esse ano vamos pra 21ª corrida e ainda se fala do antigo traçado. E eu seu q entre as opiniões de peso pró antigo traçado, tem a do Fittipaldi e do Piquezão. Mas será q seria possível uma corrida em uma pista de mais de 8km a 700m de altitude? Confesso q a pole seria fantástica, fazer todo esse trecho sem errar, seria pra poucos, mas a minha opinião é q as corridas são sempre ótimas lá.

    Publicado por Alex-Ctba | 17/03/2010, 12:10 pm
  42. Amigos,

    O avanço tecnológico da F1 é sua marca registrada.
    Tudo que se vê nas ruas, os carros de passeio, usam a tecnologia aprimorada na F1.
    O que torna as corridas monótonas para alguns é que na verdade elas são uma briga de engenharia. O melhor projeto é o que vai andar mais…
    Acho que qualquer retrocesso nessa área é absurdo, vai contra a essência da categoria.
    Mas, com relação ao regulamento imposto, aí sim, penso que esta é a chave para que haja mais destaque para os melhores projetos, e estes mostrem na pista todo seu desepenho.
    A Mclaren com seu desenho inovador foi cercada de críticas e talvez até mude seu projeto em virtude de regras que impedem o avanço da engenharia.
    E se Hamilton estivesse com seu carro 1 segundo mais rápido no Bahrein?
    Ninguém estaria reclamando de falta de combate, certeza!

    Abraço!

    Alcides – Curitiba

    Publicado por Alcides Araújo | 17/03/2010, 12:13 pm
  43. Becken,

    Seu artigo é excelente, parabéns.

    Não acho que a categoria PRECISA ter ultrapassagens para se tornar mais competitiva ou emocionante, basta ver o campeonato de 2008 com a luta Massa-Hamilton com campeonato de 1 ponto. Mas esta é uma caracteristica principal do esporte, e as ultrapassagens precisam estar lá.

    Acho que o melhor para a categoria já aconteceu: O FIM DO REABASTECIMENTO. Não pelo simples fato do fim deste, mas pq ele veio para mostrar a maior problema atual da F1, o excesso de perfeccionismo/profissionalismo da categoria.

    No fim, depois de quase duas decadas, temos o esporte no seu estado mais “bruto”. Estrategias de pista, sim. De box, nunca mais! Se manterem o fim do reabastecimento, basta fazerem ajustes aqui e ali retirando restrições (a da rotacao do motor é ABSURDA) e deixando a aerodinamica mais simples.

    Claro que a categoria precisa ser sempre segura, mas parece que depois da morte de Senna, isso virou um mantra indiscutível e que precisa a todo custo ser alcançado. Vide as regras de defesa de ultrapassagem (ABSURDA) e o traçado dos novos circuitos.. Largos, planos, repetitivos e chatos.

    Pelo menos o primeiro passo foi dado: Bye bye reabastecimento. Agora o alemão vai precisar suar a camisa. Inteligente foi o Jean Todt, que saiu de vez quando a mangueirinha de gasolina foi banida.

    Publicado por Patrick | 17/03/2010, 12:24 pm
  44. Honestamente, os grandes culpados pela falta de ultrapassagens na Fórmula 1 são so PATROCINADORES. Explico:

    Atualmente, vale mais completar a prova do que vencê-la, pq os patrocinadores exigem que sua marca apareça até o final da prova, durante todo o tempo possível na TV. Então, os pilotos arriscam menos as manobras, que são claramente possíveis. Fora que esses circuitos novas são verdadeiros kartódromos.

    Assim, não adianta ficar mudando regulamento. Nunca voltarão as ultrapassagesn se os pilotos não voltarem a ter liberdade para atacar.

    Publicado por Ylan Marcel | 17/03/2010, 12:41 pm
  45. Lá no post o Lima coloca um trecho escrito pelo aerodinamicista Frank Dernie , falando sobre os câmbios “automatic” , difusores…… Mas deve ser levado em consideração que nunca se teve uma F1 tão equilibrada como a dessa garotada , e se há um resíduo de ultrapassagem ainda é pq os carros possuem diferenças e só.

    Publicado por JOÃO | 17/03/2010, 12:42 pm
  46. “Ah, tá… o Senna estragou Interlagos. Eu não sei qual categoria realizaria uma prova em um circuito com quase 8 Km de extensão, que era a velha Interlagos antes da reforma.”

    Êita Becken,

    Calma aí, não disse que estragou, disse que piorou (é diferente) mas a pista é tão boa que as corridas continuam legais.

    Sei que é saudosismo querer corridas no antigo Interlagos, Hockeinhein e etc., mas que ia ser o máximo ia, retas de quilômetros, duvido que iam faltar ultrapassagens.

    Publicado por ccregazzoni | 17/03/2010, 1:20 pm
  47. Continuando com a minha ideia, acho que o pessoal da F1 terá que deixar o esporte mais livre, sem se preocupar em tantos detalhes, que, na verdade, só pioram o panorama da competição.

    A respeito do circuito de Interlagos, é um grande traçado, e não é a toa que sediou a final do mundo algumas vezes.
    Os pilotos gostam de lá, e não é só o Massa e o Rubens não, é uma grande quantidade.
    Por isso, este ano tende a ser chato no começo e no final.
    Porque?
    Vejam, a temporada começou no Bahrein, um circuito totalmente ao estilo Tilke e ainda com mais curvas que deixam os carros mais lentos (aí some o peso da gasolina…)
    Depois vem um pouco de emoção, Austrália, Malásia, Espanha, a fase européia, com alguns circuitos de qualidade, outros não, e aí vem chatice pura..
    Cingapura, Coréia do Sul (essa não conhecemos)…
    depois Brasil, que teria que ser a última e Abu Dhabi, uma das piores..
    Ano passado a única emoção foi Button tentando ultrapassar Webber, e nem conseguiu, se não me engano..

    Bom, a questão é que ninguém mudará nada se os pilotos não fizerem algo, e, como bem sabemos, é difícil que isso aconteça..

    Abraço; Tomás

    Publicado por tomasf1 | 17/03/2010, 1:44 pm
  48. Becken,

    Esse assunto dá um livro. A pelo menos 15 anos que a categoria vive com o fantasma da dificuldade de se ultrapassar.

    A grande novidade é que agora as equipes, capitaneadas pela FOTA, cairam em si e compreenderam que sem ultrapassagens na pista fica faltando emoção, ainda que os carros hoje estejam num nível de equilíbrio e competitividade poucas vezes visto na história da F1.

    Vamos por partes :

    1. Carros

    Acho que as idéias de Frank Dernie estão equivocadas.

    A redução da aderência mecânica estava no cerne da introdução do pneus sulcados, que foram um grande mal para a categoria porque dramatizaram o desenvolvimento da aerodinâmica para recuperar a aderência perdida pelos pneus, tendo como resultado carros tão sensíveis que não conseguem andar atrás de outros em curvas sem que sua eficiência seja perdida.

    Para se fazer uma ultrapassagem é fundamental estar perto. Parece óbvio mas é exatamente aí que a coisa complica. Os carros não conseguem andar juntos por causa da turbulência gerada pelo carro da frente. A razão é aerodinâmica e não mecânica.

    Até nos ovais da Indy esse problema se manifestou e as ultrapassagens estavam cada vez mais difíceis. A solução lá foi a adoção de uma nova asa traseira que gera menos turbulência. Não ficou bom, mas melhorou bastante.

    Na F1 os carros são mais complexos e as soluções também devem ser mais complexas, mas na minha opinião a questão fundamental passa por aí. Revisão da aerodinâmica.

    2. Pistas

    Porque se passa em Interlagos ? Porque a última curva de verdade antes da reta é a junção (feita em 2 marcha) e a freada do “S” do Senna é forte.

    Na F1 moderna só se passa se essas condições forem satisfeitas.

    No passado quando os carros não tinham essa eficiência de frenagem poderia se pensar em ultrapassagens em qualquer freada, hoje apenas nas grandes reduções de velocidade existe espaço para esse tipo de manobra.

    Barcelona, que é a corrida mais chata do calendário, tinha uma curva feita em 5 marcha antes da reta e uma freada no final que não é forte. Criaram uma variante antes da reta que dimunuiu a velocidade da última curva, mais não mexeram na freada no final da reta, então ninguém passa.

    Silverstone, Suzuka e Hungaroring padecem do mesmo mal. Logo não é algo associado ao Hermam Tilke, que na Turquia e na Malásia fez pistas onde é possível que se façam ultrapassagens.

    Por outro lado Monza possui uma freada forte no final da reta, mas a última curva antes da reta (a parabólica) é de alta velocidade, logo os carros entram na reta muito afastados.

    Sem que os carros sofram alterações os circuitos que não tiverem essas caracteristicas, de curvas de baixa antes das retas e freadas forte no final das mesmas, não vão ter ultrapassagens.

    3. Avanços Tecnológicos

    A F1 é o ponto alto do automobilismo. Não vejo o menor sentido os carros voltarem a usar cambios mecânicos e pedais de embreagem, quando até um Pálio e um Gol no Brasil podem ser comprados com o câmbio automatizado que foi criado e desenvolvido pela F1.

    Hoje empresas como Mercedes e BMW quase não possuem mais modelos com o câmbio manual e embreagem. Mesmo nas marcas de alto volume, os modelos um pouco mais sofisticados praticamente aboliram o pedal de embreagem.

    Em cada 10 Corollas ou Civic´s vendidos no Brasil, 7 saem da fábrica com câmbio automático. As borboletas atrás do volante são vendidas como upgrade de tecnologia ao associar o sistema aos carros de F1.

    Tire-se essa caracteristica de sofisticação e modernidade da categoria e ela de certa forma perde o sentido e grande parte da magia que exerce no público.

    Não se corrige um erro cometendo outro. Existem outras formas de trazer de volta as ultrapassagens na categoria.

    O fim do reabastecimento e a consequente diminuição das ultrapassagens nos boxes (que ninguém acha a melhor coisa do mundo) talvez obrigue os dirigentes a colocarem a mão definitivamente nessa ferida.

    Um abraço,

    Sirlan Pedrosa

    Publicado por Sirlan Pedrosa | 17/03/2010, 1:47 pm
  49. Tomas, eu li direito e vc colocou na mesma frase “emoção” e “Espanha” ?

    Lá pode ser emocionante pra vc por outros motivos, os quais desconheço, mas a corrida, invariavelmente é monótona. A não ser qdo chove. Arrisco a dizer q a prova é mais chata do q a da Hungria. Abu Dhabi pelo menos tem aquela trecho dos boxes q a gente fica torcendo pra ver quem vai errar e acertar o muro :D

    Publicado por Alex-Ctba | 17/03/2010, 1:51 pm
  50. Sirlan, não tinha lido o seu comentário antes de responder ao Tomás, ainda bem q vc concorda comigo qto a monotonia da Espanha, já tava começando a achar q eu tava ficando louco hehehe.

    Perfeita a análise da fórmula do sucesso para ultrapassagem em relação a pistas e Interlagos tem ainda um elemento a acrescentar, a inclinação da pista na freada do S do Senna, o trecho é em descida, depois tome aceleração até a freada da reta oposta. Fora alguns trechos do miolo. Quem for “cabra macho” dá pra passar tb.

    Publicado por Alex-Ctba | 17/03/2010, 2:06 pm
  51. a maior parte de coisas boas na vida ou que deram certo, que marcaram história foi feito de coisas simples. Em muitos campos, muitas áreas atualmente está se procurando fazer mudanças de forma a simplificar as coisas.

    Então o caminho é simples na verdade, como alguns já disseram.

    A f1 é altamente tecnológica? certo, mas não precisa ser do outro mundo.
    Deveria haver padronização certas coisas.
    Por ex. freios, deveriam ser padrão para todas as equipes.
    Motor: liberado seu desenvolvimento dentro dos padrões atuais – limitação giro, v10, etc…
    Chassi: liberado cada uma desenvolvor o seu dentro de um limite e regulamento bem específico.
    Eletrônica: permitida, mas bem restrita.
    Cambio: pedal não né? mas sem tanta sofisticação, com margem a erro. Neguinho errou, travou.
    Parada p/ reabastecimento: uma parada obrigatória.
    Pneus: bem duros e pode trocar quantas vezes quiser.
    Difusor: banido, bem como qualquer coisa que venha ser adaptado com tal função
    Asa dianteira e traseira: sem direitos a elementos aerodinamicos diferenciados em cada equipe, modelo padrão e pronto.
    Circuitos: não tem muito que fazer nesse campo afinal existem contratos em vigor e alguns por um bom tempo, mas que no futuro se tivesse como base Imola, Spa, Interlagos, Laguna Seca (com subidas, descidas, etc)

    Classificação: mudaria, todo mundo junto e depois cada um dos doze primeiros (metade do grid) faria, teria duas voltas cronometradas do jeito que quisesse e então faria-se uma média do seu tempo.

    Publicado por wilson | 17/03/2010, 2:14 pm
  52. Sirlan.

    Todos os seus pontos são válidos, mas o interesse das equipes e os comerciais é o que mais estraga esse avanço ao caminho das ultrapassagens e do espetáculo.

    Veja, a Ferrari não quererá que as regras sejam mudadas de formão tão brusca como é o necessário para termos mais ultrapassagens, a razão seria simples, estão gastando milhões num carro que aparentemente é vencedor e em 2011 terão apenas que fazer um upgrade e tirar o difusor duplo, triplo, o que seja ele. Então baterá o pé e dirá que não quer, o mesmo valeria para Red Bull, Mercedes e Mclaren.
    E mesmo com Overtake Group isso seria de escolha política como foi, então ninguém quis melhorar de verdade, queriam apenas mudar sem causar grandes trantornos a eles mesmos.

    Promotores dos eventos não quererão mudar suas pistas para se ajustar aos moldes de pistas competitivas como Spa, Interlagos entre outras, gastariam milhões e visto que em sua maioria só podem ser grandes lavanderias pelo prejuízos homéricos que rendem aos seus interessados, acho díficil que os promotores sérios queiram gastar mais para se adequar suas pistas, e muitas nem tem lugar para isso.

    Por fim FOM e seus contratos carrissímos que apertam os dois lados mais interessados financeiramante, as equipes e promotores sérios, onde sempre ouvimos dizer que Spa vai sair, Suzuka que retornou a pouco, Montreal e Silverstone que foram chantageadas em 2009 e só voltaram por pressões maiores, e as que disseram adeus como Ímola, A1ring, BrandsHatch, Portugal, Argentina, Estados Unidos, França e etc…
    Todas sucumbiram aos contratos absurdamente caros que a FOM lhes impôs ou a modernizações estúpidas e as vezes sem sentido pelos mesmo.

    Resumindo, assistimos porque gostamos e mesmo sendo ridiculamente chata ainda estamos ligados na TV, no dia em que desligarmos a TV e esvaziarmos os autódromos a coisa mudará de figura, precisarão mudar, se não mudar morrerão abraçados com as formulas americanas que sucumbiram diante do espetáculo que são stocks cars deles, que lotam e proporcionam prazer em seus fans e ganham adépitos em todo munda cade vez mais.
    E infelizmente esse ano foi batido recordes de audiência em vários países, até no Brasil.

    Alex o MSN ? :)

    Publicado por Claudemir Freire | 17/03/2010, 2:39 pm
  53. por isso que gosto do campeonato ingles de turismo, do australiano, da indy, dos pesadões da truck e assim vai, ah tem o maserati trofeo, gran turismo da fia, o de rali que a gente vê um monte de rodada

    Publicado por wilson | 17/03/2010, 2:52 pm
  54. Claudemir

    Correria, segunda, fico com o moleque, pq a mulher tem curso a noite, terça é dia de futebol com a rapaziada e fizemos um churras ontem, sai 00:30 da quadra, Hj tem coringão na Libertadores contra o Cerro do Paraguai. Aqui no serviço eu tenho tempo pra isso, mas eu não tenho notebook e é td bloqueado aqui no PC. Preciso comprar meu notebook urgente. Acho q ficou pra amanhã mesmo, mas não se preocupe q está na minha lista de prioridades :D

    Abs

    Publicado por Alex-Ctba | 17/03/2010, 3:04 pm
  55. Poxa Claudemir, precisava falar tanto a verdade? É que às vezes ela dói…a gente assiste por que a gente é meio louco mesmo!

    Publicado por Will | 17/03/2010, 3:10 pm
  56. Só tem um jeito. Sorteia o grid. Os treinos serviriam apenas para acertar o carro e garantir a largada(regra dos 107%). Ai não teria jeito o cara teria de partir para o ataque. Menos assim o sortudo de carro rapido que largasse na frente faria um verdadeiro passeio.

    Publicado por Claudio | 17/03/2010, 3:26 pm
  57. Só sei que banir o cambio semi automatico nao tem nada a ver. Basta ver a Formula Indy. 95 ultrapassagens durante a corrida em São Paulo.

    Publicado por Itamar Morais | 17/03/2010, 3:55 pm
  58. “Hj tem coringão na Libertadores contra o Cerro do Paraguai.”

    Esquece isso moço, e entra no MSN.

    Will, fazer o que, somo fans.

    Publicado por Claudemir Freire | 17/03/2010, 3:57 pm
  59. Bom…
    è preciso um conjunto de ações para tentar trazer o espetáculo de volta..

    1) banir os difulsores afinal na australia ano passado com excessão da Brawn de Jenson e do Rubens que largou mal,teve bastante ultrapassagens entre as demais equipes.

    2)Limitar a aficiencia dos freios fazendo-se obrigatório o inicio da frenagem a uns 80 metros antes da curva aí sim,quem for mais piloto poderá retardar a freada e passar em uma curva de baixa por exemplo.

    3)Ter devolta as caixas de britas nos circuitos.mas bem extença para segurança dos pilotos, assim quem rodar não consegue voltar denovo e voltariamos a ter abandonos por erros,pois hoje piloto sai da pista vai lá fora toma potencia no motor e ainda volta para a pista.

    4) Voltar aqueles bicos colados no chão como os carros de 92 e 93,exceto benneton,pois não me lembro de carros com essa caracteristicas ter dificuldade para ultrapassar como esses com bicos tubarão.

    5)Mudança nos treinos de classificação liberar as 4 tentativas como antigamente pois assim o piloto que fosse mais macho e saisse no finzinho sem ter o direito de errar em uma volta lançada,poderia ficar com a pole.

    6) Congelamento na aerodinamica,sem esse negócio de barbatana ou coisa parecida,fazer um carro padrão e que pudece ser desenvolvido de acordo com essas limitações.

    5) Teto orçamentário,o projeto padrão da FIA sai por X e as equipes podem gastar nele até Z

    Talvez isso de inicio fosse ter reflexos nas pistas,o problema é que a categoria quer espandir seus lucros e apenas isso,se se preocupacem mesmo com o esporte não estariam levando a formula 1 para paises totalmente enexpressivo no automobilismo,como Turkia,Corea do Sul,Bharein,Malasia,Cingapura,Abhu Dhabi , enfim…
    Confesso que sou um fã ardoroso da categoria,mas chega uma hora que a gente vai enchendo o saco de sempre a mesma história…
    Não foi por essa formula 1 que me apaixonei e acredito que muitos de voces concordam comigo,talvez seja hora de dar um tempo e encontrar,algo melhor pra fazer aos domingos ou tentar ver beleza em outros esportes.
    Abços!!

    Publicado por Mayko | 17/03/2010, 5:06 pm
  60. ———————–
    Senna matou interlagos.
    ———————–

    Até onde eu sei, Senna era piloto.
    Mas parece que alguém não sabe disso.

    Publicado por djow | 17/03/2010, 5:12 pm
  61. O Overtaking Working Group da FIA precisa disso:

    https://f1around.wordpress.com/2010/03/17/aqui-na-zona-sul-de-sao-paulo-o-antidoto-para-a-falta-de-ultrapassagens-na-f1/

    Se nesse blog há tanta informação e sugestões no sentido de se resolver o problema, começo a desconfiar da competência desse grupo aí da FIA.

    Concordo com o que foi dito: Esse grupo de trabalho precisa ser coordenado e inegrado por ex-pilotos, sem a interferência de membros das equipes que sempre puxam sardinha no tocante a quebra/interpretação das regras.

    Acho que um dos pontos principais, além da famigerada turbulência, é a questão da eficiência demasiada dos freios. Ultrapassagem, ao meu ver, é uma questão de disputa de freada. Ultrapassagem que se dá antes do ponto de freada, é porque o carro a frente é inferior em termos de performance. Agora, carros próximos qualitativamente, disputam posições através do quanto o piloto A ou B respeita mais o ponto de freada e o ataque à tangência de uma curva.

    Hoje em dia todos freiam “dentro” da curva. Tanto Alguersuari como Schumacher.
    Mas mesmo entre uma disputa de pilotos top’s, cada um terá o seu limite, e o que for mais além…

    Portanto, de início acho que poderiam sim diminuir a eficiência dos freios. Já seria um começo, já que os difusores estão com os umbigos roxos para 2011.

    Por outro lado, a questão se complica na medida em que a F1 sempre foi e sempre será um lugar onde gênios da engenharia jamais se curvarão a limites. Virus mutantes mesmo. A FIA, se não tratar a questão dasultrapassagens na F1 com um belo antídoto (olha a Vacina Interlagos aí Becken!), sempre será enrolada por transformações, inovações e soluções das grandes equipes.

    Publicado por Iomau | 17/03/2010, 5:21 pm
  62. Djow.

    O “S” do Senna em Interlagos nao é so por homenagem ao piloto, foi também idéia dele juntar a reta dos boxes com a reta oposta, criando o famoso “S”.
    Nunca lhe passou pela cabeça porque subida do lago ao invés de descida, afinal, ali eles descem e nao o contrario.

    Pesquise e voce vera.

    Publicado por Claudemir Freire | 17/03/2010, 5:27 pm
  63. Becken, vc praticamente matou a charada, circuitos como Interlagos é a resposta, como bem explicou o Sirlan. Agora q tal um post com as melhores sugestões, ou as mais coerentes na sua visão, dentre tantas q foram desenvolvida aqui nesse excelente debate? Faz só um ctrl c / ctrl v, mais sua opinião…

    Reformular o traçado dos autódromos, acho q não vai rolar, mas se há projeto de novas pistas como India e Russia, é bom q se observe com carinho para o desenho de Interlagos.

    Abs

    Publicado por Alex-Ctba | 17/03/2010, 5:31 pm
  64. “Esqueçam esse saudosimso bobo. A pista é perfeita para o automobilismo moderno.”

    Sim, Becken. Esqueçamos também as ultrapassagens, coisa abominada pelo automobilismo moderno, e voltamos ao ponto de partida, à estaca zero. Ou façamos 19 GPs no Brasil…

    Esse debate/passatempo não daria em nada prático nem que parisse um ovo-de-colombo.
    Se fosse pra valer eu diria:

    1. para propor/fazer algo diferente é preciso pensar diferente.

    2. não dá para voltar no tempo; pensemos então em algo ultra-moderno ou pós-moderno, porque esse “automobilismo moderno” está fazendo água há tempos.

    Abs.

    Publicado por Anselmo Coyote | 17/03/2010, 6:35 pm
  65. Pistas sem ultrapassagens, o uso obrigatório de agua na pista tipo chuva.

    Publicado por Luiz Sergio | 17/03/2010, 8:01 pm
  66. Todos sabem o que precisa ser feito pra tornar a corridas mais emocionantes. Se não o fazem é o porque não querem.

    Publicado por Beatle Ed | 17/03/2010, 8:28 pm
  67. Becken, faz alguma coisa pra gente corrigir os erros de tipografia!

    Publicado por Beatle Ed | 17/03/2010, 11:00 pm
  68. Por isso que ninguém gosta do tilkódromos, supostamente criados para gerar ultrapassagens…

    Alguém já imaginou o Tilke desenhando uma pista no estilo de Interlagos? Agora me responde: de onde ele tirou que Abu Dhabi facilitaria ultrapassagem?

    A verdade é que a F-1 tem medo de reduzir a eficiência dos freios. Com a aerodinâmica, eles fazem uma miscelânea e constroem os monopostos mais horrorosos do planeta. Reduzem a potência do motor e deixam o carro mais fácil de guiar. Aumentam a aderência mecânica quando reduzem a aerodinâmica (+x – x = 0). Mas no freio ninguém mexe.

    As pistas do Tilke não funcionam mas o cara continua desenhando adoidado. A regra dos pneus da Bridgestone não funcionam, mas ela continua sendo aplicada.

    Agora depois do GP do Bahrein eles vêm reclamar que o fim do reabastecimento pode deixar as corridas chatas, sendo que as corridas eram chatas quando o reabastecimento era permitido.

    Parece que a cada ano eles acham algo diferente, e tentam melhorar alguma coisa aqui, ano que vem tentam melhorar outra coisa lá, no outro ano tenta ver se o problema é aquele outro. E o que está acontecendo agora é uma crise psicológica, a F-1 começa a duvidar de sua capacidade de se fazer melhor, e no desespero surgem todos os tipos de ideias quebra-galho que se possa imaginar. O Kova Louco chegou a sugerir o fim da bandeira azul! Meu Deus, a Fórmula 1 tá perdendo a razão, tá perdida, tá tonta, tá ficando irracional…

    Publicado por Felipe Maciel | 17/03/2010, 11:44 pm
  69. Felipe Maciel (e amigos),

    Eu concordo com o que disse o Maciel. E acho que a minha tese é complementar a isso.

    A criatividade na F1 se foi e o problema da falta de emoção ficou. Essas tentativas de solução são variações sobre o mesmo tema. É o cachorro se virando de um lado para o outro, em vão, para pegar o próprio rabo – não vai acontecer.

    As soluções estão onde sempre estiveram, prontas para serem descobertas por mentes pensantes e criativas. Mas as pessoas envelheceram, os cérebros ficaram obesos, elas se esgotaram, se tornaram conservadoras e tementes ao novo e ao inovador.

    Abandonemos os projetos obsoletos de carros elétricos cujos protótipos já estavam, há 40 anos, nas páginas das antigas revistas 4 Rodas. Vamos direto à energia nuclear, por exemplo…

    Para fazer diferente é preciso pensar diferente, olhar para onde ninguém olha, contemplar, quebrar paradigmas, pular etapas, ter coragem de dar um passo além… Mas isso se tornou impossível na F1 sob esse modelo de gestão que tolhe a criatividade e a iniciativa.

    O Domenico de Masi disse, em palestra de lançamento do livro “O ócio criativo”, ao empresário que paga um garoto para ser ascensorista de elevador que seria melhor ele pagar o garoto para ficar em casa, só pensando em como ajudar a empresa a crescer e solucionar seus problemas.

    Ele está certo. Todos que entram num elevador sabem apertar o botão do andar para onde quer ir. Prender uma pessoa num caixote daqueles para exercer essa tarefa é um desrespeito à complexidade e criatividade humanas. É muito desperdício.

    Toda idéia nova é prontamente rechaçada por alguém que muitas vezes sequer a ouviu direito.

    O resultado é isso que estamos vendo. Somos tarados e por isso não abandonamos a F1, porque, na verdade, ela ja era.

    Abs.

    Publicado por Anselmo Coyote | 18/03/2010, 1:17 am
  70. Não sou nenhum expert em materia de F1, mas qualquer espectador mais atento pode indicar facilmente meia duzia de fatores que impedem as ultrapassagens na F1 moderna. Como todos os pontos foram mto bem argumentados e explicados pela galera mais entendida dos blogs de automobilismo que eu conheço, só irei por meu ponto de vista.

    Basicamente um carro de F1 não anda no vácuo do carro que vai imediatamente a sua frente nas curvas, pois a perca de downforce é grande, impossibilitando uma tentativa de ultrapassagem mais à frente.

    Minha ideia para resolver esse problema seria a volta do conceito “Carr0-Asa”. Pois esse conceito aerodinâmico banido da F1 por motivos de segurança, permite que o carro como um todo tenha um perfil que gere downforce, assim (acredito eu) um carro poderia diminuir a distância para o carro à frente ao contornar uma curva, possibilitando que este se aproveite do vácuo na reta conseguindo assim uma melhor aproximação para uma manobra de ultrapassagem.

    Eu penso também que uma redução no poder de frenagem dos carros seria interessante. Antecipando o ponto de frenagem, um piloto poderia arriscar frear além do limite contando com seu arrojo para segurar o carro na pista.

    A volta da suspensão ativa. Esse é um fator interessante, se eu não mto me engano as procissões da F1 moderna começaram no inicio dos anos 90 com a Williams FW14 (ou 12 não lembro ao certo). Esse sistema permite uma estabilidade impar para o carro sob praticamente qualquer condição de pista (ondulações). Melhorando incrivelmente a aderência mecânica dos carros.

    Acredito que o retorno da suspensão ativa e do conceito aerodinamico “Carro-Asa”, somado a uma redução significativa do poder de frenagem dos carros poderiam deixar as corridas mais “animadas”.

    Publicado por iDavid | 18/03/2010, 6:28 am
  71. Concordo com o iDavid,eu citei isso em meu comentario o carro com nariz colado no chão..
    não tinha esse problema de downforce,eles vinham colado em curva de baixa curva de alta reta…
    Erá muito divertido.
    A Yndi por exemplo ainda usa este conceito e se tem segurança nos carros,talvez a formula 1 precise olhar para seu passado para se fazer um novo futuro pois do jeito que está acredito que muito pouco poderá ser feito e vamos acabar por deixar de acompanhar as corridas

    Como disse o Coyote somos tarados e sadomasoquistas,pois há quase vinte anos não temos um piloto campeão,temos que torcer para os outros….

    Publicado por MAyko | 18/03/2010, 4:38 pm

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