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ARTIGOS

A Ferrari e o seu patrocínio tabagista: será justo com os adversários?

Eu tenho certeza que o mais desinformado de nós, fãs de F1, sabe que os códigos de barras que adornam os carros da Ferrari e os macacões dos seus pilotos é, SIM, propaganda subliminar que faz parte do acordo publicitário entre a gigante tabagista Philip Morris e a equipe de Maranello.

Portanto, a nota da Ferrari negando a acusação e sugerindo que a ilustração é parte da pintura do carro não passa daquela anêmica reação jurídica obrigatória à acusação da Comissão de Saúde Pública Europeia de que a equipe veicula publicidade tabagista.

Eu não vou entrar no mérito da legalidade da publicidade — um tema um tanto complexo para um mero blog de F1 —, mas sim trazer o tema mais para o nosso universo.

Imaginem que em meio à crise econômica mundial que atinge em cheio a categoria, muitas equipes não titubeariam em selar o mesmo tipo de acordo com outras companhias da indústria tabagista: a questão então é, será justo que, em dez anos de contrato, a Philip Morris pague 1 bilhão de dólares para a mais importante, poderosa, rica e prestigiosa equipe da história da F1 enquanto o resto do grid diz amém ao acordo anti tabagista?

Para que vocês tenham uma perspectiva melhor, esse tipo de benesse oferecido apenas à Ferrari frente à concorrência acaba gerando um circulo de vantagens pró Maranello: a grana faturada de forma eticamente discutível acaba sendo utilizada contra os adversários de mãos atadas pelo acordo anti tabagista — uma dinâmica muito parecida com o acordo especial que a Ferrari tem com a FOM em que a equipe leva uma fatia maior do bolo de proventos distribuídos por Bernie Ecclestone e cia.

Será justo? Será que essas benesses não alimentam ainda mais a recente declaração de Max Mosley de que a Ferrari, com o mesmo “budget” médio da F1, não seria tão competitiva?

Um dado para dar estofo a opinião de vocês — levantado pela “Motor Und Sport” — revela que enquanto a Ferrari tem um “staff” de 900 funcionários dedicados à equipe, McLaren, Mercedes e Red Bull contam com quase metade, 500 cada uma.

Opiniões serão bem-vindas na sessão de comentários.

Discussão

69 comentários sobre “A Ferrari e o seu patrocínio tabagista: será justo com os adversários?

  1. justo é claro que nao é vide a Renaut que nunca se recuperou da perda da Mildseven e a Mclaren da West, os caras devem injetar uns 100~150 milhoes na Ferrari por ano (officialmente uns 65mi) só pra manter aqueles codigos de barra.

    Publicado por Joao | 30/04/2010, 10:20 am
  2. Becken, respondo essa pergunta com outras duas: É interressante para a F1 uma Ferrari fraca igual a Williams atual?

    E apesar das benesses para o time de Maranello, não temos atualmente, 4 ou 5 equipes capazes de vencer corridas ?

    Publicado por Alex-Ctba | 30/04/2010, 10:28 am
    • Becken, respondo essa pergunta com outras duas: É interressante para a F1 uma Ferrari fraca igual a Williams atual?

      Absoultamente, não, Alex. Eu particularente penso que um dos valores intrinsecos da F1 jaz na presença da mítica Ferrari na categoria, mas eu tenho curiosiodade em ver ela competir nos mesmos termos da outras.

      Publicado por Becken Lima | 30/04/2010, 10:33 am
    • “Eticamente Questionável” é quando se faz algo que não parece certo e não há regras a respeito.
      O patrocínio da Ferrari é algo PROIBIDO! Existem regras bem claras sobre isso. E é evidente que é propaganda pois a Philip Morris “doa” dinheiro a Ferrari.

      Dizer que não deve cortar tal patrocinio para evitar que a Ferrari se torne decadente com a Willians e como não punir Hamilton quando ele faz as loucuras dele na pista alegando que ele “dá espetáculo”. O cara emparelha com outro dentro do box, joga o Weber fora da pista na saída do Safety-car e tudo bem… porque ele deixa a corrida mais emocionante! Ahhh… pelamor…

      OS FINS NÃO JUSTIFICAM OS MEIOS…

      Publicado por Vito | 01/05/2010, 9:33 pm
    • Interessante não é, mais a equipe Ferrari sem seu grande orçamento, ficaria em um nível bem inferior a Williams.
      FIA, aceita dar certos benefícios a Ferrari italiana pois parece que é também italiana, a FIA é uma filial da maFIA.

      Publicado por Luiz Sergio | 30/04/2010, 6:34 pm
  3. Pode nao ser justo, mas nao é necessariamente a falta de dinheiro o problema de algumas equipes.

    Nos ultimos anos, ferrari nao foi a equipe com maior verba da F1. Nos ultimos anos, mclaren sempre teve orçamento maior que a ferrari, além de outras como toyota, ex-honda.

    Essas equipes, mesmo sem patrocinio tabagista, nao podem reclamar de falta de dinheiro.

    Publicado por henrique | 30/04/2010, 10:42 am
  4. Eu procurei fazer uma pesquisa aqui com pessoas que nao sao fans radicais da formula 1 como nos.
    e mostrei a foto da ferrari e perguntei o que era aquilo.

    100 % nao acertou.

    respostas: É o lay-out da equipe.
    É um codigo de barra
    Nao sei – a maioria

    Publicado por flavio henrique | 30/04/2010, 10:43 am
  5. Ok, mas a própria restrição aos testes, o congelamento do desenvolvimento dos motores e a consequente limitação de giros, acaba meio q nivelando os grandes times. Uma equipe acaba se sobressaindo, na criatividade dos seus engenheiros, como o caso do F-Duct da McLaren, ou em manter um gênio no staff, como o caso do Newey pela Red Bull. Talvez o impacto de um orçamento astronômico como o da Ferrari, não seja tão grande com as atuais restrições impostas pela FIA.

    Publicado por Alex-Ctba | 30/04/2010, 10:43 am
  6. João, são 100 milhões de dolares por ano.

    Becken, não há o que impeça a Sauber de receber patrocínios da BAT por exemplo, o que não pode ocorrer é a propaganda subliminar ou direta nos carros da equipe. E se isso foi costurado pela equipe de Marketing das empresas Ferrari e Philip Morris de forma que ainda perdure mesmo com a proibição de veiculação direta é méritos deles e não demérito.

    Quando tinham empresas como a japonesa Mild Seven, West e Luck Strike em suas respectivas equipes que perduraram anos na categoria e poderiam usufruir dos mesmos regalos da Ferrari, porque essas equipes não costuraram acordos de forma que fosse bom para as empresas tabagistas?

    Para mim é legal e não é injustiça alguma com as demais, acho que as demais equipes foram e são menores e tem o tratamento de marketing das empresas a sua volta que merecem.

    Se a Lotus fechar com uma empresa de bebidas alcoólica por 100 milhões de dolares por temporada é injusto, ou é capacidade ?

    Lembrando que alccol e direção são coisas que não combinam mesmo.

    Publicado por Claudemir Freire | 30/04/2010, 10:47 am
    • Claudemir, vc foi bem elegante, desenvolvendo um belo comentário para substituir o seco e direto: “Quem pode mais chora menos” :D

      Publicado por Alex-Ctba | 30/04/2010, 11:00 am
    • Poxa, Alex.

      Você estragou meu comentário subliminar. :)

      Eu não vejo pelo lado financeiro um problema e muito menos pelo lado de marketing, se a Philip Morris quiser ficar lá até 2020 problema deles, méritos da Ferrari e incompetência das demais.

      E se o dinheiro que gira em participações e marketing na categoria 37% é da Ferrari, vai se fazer oque ? São os maiores mitos da história automobilistica mundial e no grid não tem nenhuma equipe que chega a 10% do que ela é.

      Obs.

      Não sou Ferrarista, aliás não gosto do modus operandis da equipe.

      Publicado por Claudemir Freire | 30/04/2010, 11:08 am
    • e a mclaren com o Jonnie Walker totalmente politicamente incorreto.
      a melhor fase da william foi com a Camel, a da lotus com a John players, e a honda com a BAR.

      Publicado por Joao | 30/04/2010, 1:10 pm
    • A Formula 1 em si é politicamente incorreta. Esse não é o tema central da pergunta no post.

      Publicado por Becken Lima | 30/04/2010, 1:13 pm
  7. Engraçado como essa história acaba deixando mais explícitas as dificuldades da Ferrai:
    A equipe tem o dobro de funcionários, o maior orçamento do grid, dois dos melhores pilotos da F1 atual, e ainda assim está atrás de Red Bull e Mclaren na questão de melhor carro.
    Alguma coisa está errada…
    Talvez a Ferrari precise e muito desse patrocínio extra para compensar a incompetência de sua equipe de funcionários.
    A solução talvez seria usar esse dinheiro para conseguir 500 profissionais que façam o que 900 não conseguem fazer.

    Publicado por Gustavo Perim | 30/04/2010, 11:01 am
  8. Essa questão ética é complicada mesmo. Ultrapassando a legislação, podemos pensar se um patrocínio de uma empresa de cigarro é menos ético que a de uma fabricante de cerveja (Kingfisher, Force India) ou de uísque (Johnnie Walker, até há algum tempo na McLaren). Afinal, o cigarro pode matar, mas, já que estamos falando de carros, não há muitas mortes no trânsito vinculadas ao tabaco. Já às bebidas alcoólicas…

    Não sou perito em legislação europeia, mas a priori, não vejo nada de errado no vínculo entre Philip Morris e Ferrari: há um acordo comercial entre as duas, a primeira estampa sua marca com as devidas restrições. Assisto Fórmula 1 desde quando nasci, sempre torci por pilotos (Senna, Emerson) que corriam em carros fantasiados de maço da Marlboro e nem por isso fumo (aliás, nunca fumei).

    Numa visão mais ampla ainda, vejo a própria lógica do patrocínio como execrável, ao associar o fetiche da imagem ao fetiche da mercadoria. É o ápice da crueldade do capitalismo tardio, da sociedade do espetáculo. A condenação do cigarro, para mim, tem mais a ver com o biopoder foucaultiano, que funciona como um bode expiatório do sistema.

    Publicado por Daniel Médici | 30/04/2010, 11:06 am
    • Daniel,
      Boa argumentação mas eu discordo.
      O ponto é: existe um regulamento que proibi vinculação de empresas ligadas ao tabagismo em carros de F1 e a Ferrari faz isso! Pronto, corta fora!
      No passado, outros pilotos usavam marcas de cigarro nos carros porque nao era proibido. Agora é!
      Com relação a bebidas alcolicas (até onde sei), não há uma regra, assim inicia-se uma discussão sobre etica… daí já seria coisa para outro post…

      Publicado por Vito | 01/05/2010, 9:55 pm
    • Faço uma ressalva, a Kingfisher é uma companhia aérea.
      Concordo contigo, que seja questionável esse tipo de proibição voltado ao tabagismo.
      A formula 1, é um esporte de apelo de juventude, carros rápidos, pilotos jovens e de vida social intensa. Vemos ali energéticos tão presentes na vida noturna fazendo parte de pelo menos cinco equipes. Enfim, várias coisas relacionadas com baladas, festas e afins. Cria-se aí uma enorme dicotomia. Você tem carros cada vez mais seguros, mas ao mesmo tempo estampa nos carros campanhas que vão chocar com segurança, como bebidas alcóolicas.
      O marketing trabalha com o sonho, com a associação. A maioria dos leitores de textos especializados, tem seu senso crítico, observa com outro olhar, mas a população tem esse olhar lúdico. Quanto a Marlboro, essa associação é muito facil, pois é só chegar na padaria da esquina, e ver uma placa grande em cima da estante de cigarros com um assoalho de carro vermelho, que quase identifica ser um Ferrari e o nome Marlboro ao lado.
      Quanto a ser justo, fica difícil dizer o que é ou não, principalmente quando se é sabido que as equipes trabalham e buscam o limite da legalidade, e se usam do benefício da dúvida quando não se tem esse limite.

      Publicado por Laysson | 03/05/2010, 1:38 pm
  9. Não vejo dessa maneira, Becken.

    A Ferrari tem benefícios financeiros? Claro que sim! Mas nenhuma equipe dá retorno tão bom aos patrocinadores quanto ela.

    Como bem disse o Claudemir, outras equipes também poderiam utilizar a inteligência e bolar estratégias de marketing semelhantes. Nada as impede de fazê-lo. Claro que o valor não seria o mesmo pelo “glamour” da Ferrari, mas isso, assim como o fato dela contar com quase o dobro de funcionários não desmerece a equipe, muito pelo contrário!

    Se busquemos igualdade, então que seja completa. Igualdade não seria apenas Red Bull, McLaren e Mercedes se igualarem à Ferrari, mas todas as equipes estarem iguais. Por que essas três equipes podem ter 500 funcionários e outras 200, por exemplo?

    Então, também é injusto com elas. Igualdade de condições seria todos correrem com o mesmo equipamento. Mas eu penso que isso não seria mais Fórmula 1…

    Publicado por Willian | 30/04/2010, 11:25 am
  10. Ôpa, Ôpa…

    Que bom Becken, discutir sobre justiça, ética e igualdade na F1.

    Pois é, se você está perguntando se é justo, a resposta evidentemente é não. Não é justo coerente, ético e aceitável que isso aconteça, aliás, é de uma cara de pau sem tamanho a resposta da Ferrari, coisa de mafioso.

    Mas é a tal coisa, na F1, vale tudo, manda quem pode e obedece quem tem juízo, ou seja, manda a Ferrari e obededecem a McLaren, Mercedes, Redbull, Renault, Willians e etc., não necessariamente nessa ordem, mas quase.

    Por isso, se alguém quiser reclamar alguma coisa, deve antes olhar os antecedentes de cada equipe na história da F1. Quase todas tem o rabo preso, e, por isso não ficam fazendo muita reclamação contra a Ferrari, ou seja, estamos aqui discutindo o “sexo dos anjos”.

    Entendam de uma vez por todas: Ética, igualdade, justiça, solidariedade, são valores tão distantes da F1 quanto a visão de um judeu ortodoxo da visão de um ativista do Hamas. Sintetizando, todos acham que estão certos desde que seus interesses estejam sendo atendidos, mas, no fundo, todos estão errados, pois, só visam seus ganhos se lixando para os princípios esportivos e a imagem da categoria.

    Lógico, vão aparecer alguns defendendo a Ferrari e outros criticando, mas, a verdade é que esses também são torcedores, com suas paixões, portanto, sem razão. Prova disso é que tem gente até hoje que acredita e defende piamente coisas como:

    a) McLaren não espionou Ferrari.

    b) Alonso não sabia da batida do Nelsinho.

    c) Senna não bateu no Prost e Prost não bateu no Senna por vingança e mesquinharia, respectivamente, e sim porque eram grandes campeões em busca da vitória.

    Portanto, caros senhores, se a Ferrari é a mais “esperta” e poderosa, problema é das outras que não são, como diria o filósofo Bezerra da Silva: “Malandro é malandro e mané é mané”. Isso é putaria, isso é picaretagem, isso é enganação, isso é manipulação, isso é em essência a F1 atual.

    Acompanhamos porque adoramos velocidade, tecnologia e ver o circo pegar fogo. Quando a vantagem é para nosso piloto/equipe achamos o máximo, quando não é ficamos indignados, só isso.

    Prova disso foi a discussão sobre a ultrapassagem do Alonso no Massa, muitos defenderam somente levando em consideração a legalidade, mas poucos se interessaram em discutir a ética por trás da manobra, aliás, para maioria, é isso mesmo, exploda-se a ética, o importante é meu piloto preferido ganhar.

    Coisa dos tempos atuais, de competição predatória e individualismo exacerbado.

    O esporte na atualidade, ao invés de unir as pessoas em torno de certos valores, desune, quase ninguém se importa mais com ganhar limpa e honestamente, e sim em ganhar. Desde que possamos tirar sarro dos que torcem pelo outro piloto tudo bem (vejo isso aqui sempre depois dos GP’s).

    Me desculpem se pareço hipócrita, mas é uma constatação da qual não gosto muito.

    Publicado por ccregazzoni | 30/04/2010, 11:48 am
    • ccregazzoni
      Com todo respeito, na grande maioria das vezes, acho seus comentários excessivamente ácidos.
      Mas este foi fantástico! Para mim, isso não é hipocrisia de sua parte, e sim SABEDORIA (capacidade de entender os fatos além do que eles realmente são).
      Comentários assim que tornam este forum tão fantástico.

      Publicado por Vito | 01/05/2010, 10:02 pm
  11. Becken,
    (Tema interessante de se discutir. Obrigado por jogar essa discussão.)

    Injusto com as outras equipes?? De forma alguma.

    O sucesso na F1 é pautado por dois pilares, Ou grana, ou competência, ou os dois.

    A Brawn ano passado não tinha grana, mas achou o pulo do gato.
    A Mclaren, tem grana, e esse ano descobriu também um pulo-do-gato.

    É sempre assim. Não é questão de injustiça, A PHL MRS achava que valia a pena manter o contrato com a Ferrari. Se fosse o contrário, a Ferrari teria que se virar. E conseguiria. Ou vc acha que eles não arranjariam outro Title Sponsor na mesma proporção de valores.

    O Budget da Ferrari é maior, por sua marca valer mais. E a marca Ferrari vale mais, pelo seu estrondoso sucesso com os carros esporte, e não tanto pelo seu desempenho na F1. Isso é meramente comercial.

    A Mclaren decidiu entrar no ramo dos carros esporte, para tentar se capitalizar disso no futuro, e muito provavelmente conseguirá.

    Mas acho que independente do tabaco, o budget da Ferrari seria o mesmo.
    Agora, transformar Budget em um carro vencedor, aí são outros quinhentos. E eu como Ferrarista, sofro muito.

    Fernando

    Publicado por Ffigueiredo | 30/04/2010, 12:29 pm
  12. Claro, busquem acordos iguais! Mais fácil do que investigar UM único acordo, até porque se trata de um acordo da Ferrari. A diferença é que a marca da Marlboro já alcançou um status tão alto que não necessita ter escrito letra por letra o nome da marca pra que as pessoas reconheçam. E quando se junta à Ferrari, ganha muito mais visibilidade ainda, até por causa do longo acordo que as partes tem.

    Até parece que se outras equipes pusessem marcas subliminares de Mild Seven, West, BAT, etc, teriam o mesmo exito. Só falta alguém sugerir estampar uma pseudo-marca da Derby em uma das outras equipes.

    E essa de justificar a mesada que a Ferrari leva da FOM, se os caras querem dar, mesmo não gostando disso, o dinheiro é deles então fazem o que bem entendem. Mas, se é por conta da história, a Williams também é parte importantíssima da história da F1. Nos anos 70, 80 e 90, praticamente na mesma época em que a Ferrari era um time médio, só que com nome forte, a Williams era um timaço. Agora os caras tão em dificuldades financeiras e a FOM nem olha pros caras. Isso que eu não concordo, a Ferrari nem precisa e recebe a mais, enquanto que a Williams que precisa e também tem um valor e apelo histórico tão grandes vai à mingua, esperando o dia em que surja um magnata salvador ou acabar…

    Publicado por Alan McLaren | 30/04/2010, 12:34 pm
  13. Olha essa propaganda subliminar com os códigos de barra vem desde que foi proibido a propaganda tabagista na Fórmula 1. É só fazer um levantamento da pintura dos carros da Ferrari desse tempo prá cá.
    Então pergunto, porque só esse questionamento agora?
    As benesses concedidas a Ferrari justas não são, mas na onde há justiça na F1? Justiça Real passa ao longe na F1, o que vale é claro é o dinheiro e a FOM com o seu Bernie deve levar algum de forma subliminar da Philips Morris.
    Um abraço a todos.

    Publicado por Diego | 30/04/2010, 12:38 pm
  14. Maledito Askimet, estou fora do debate…

    Publicado por ccregazzoni | 30/04/2010, 12:39 pm
  15. Eu li isso ontem em algum portal, nem lembro qual…

    Só sabe que se trata de cigarro quem conhece e se envolve com Formula 1 o resto nem sabe, como fez uma pesquisa um amigo ai pra cima….

    Propaganda de tabaco é proibida e hoje em dia fumar em locais fechados também é proibido, mas alguém já bateu um carro por estar fumando?? a bebida alcolica é permitida e faz muito mais estragos em questão de acidentes do que o cigarro.

    Acho besteira alguém reclamar por causa de um código de barras. Os pilotos da McLaren usam a marca Johnny Walker em seus capacetes e isso é 100% permitido. pura bobagem vir HOJE em dia a tona isso sendo que faz muito tempo que é proibido.

    besteira!

    A Ferrari ganha uma maior fatia do bolo da FOM merecidamente, faz quantos anos que a Ferrari disputa a F1, 61 anos?? e a segunda equipe mais velha, quantos anos, 30? 35?

    Publicado por Marcelo (Cascavel) | 30/04/2010, 1:09 pm
  16. Ainda não li o post, mas quase morri de rir ao ver como o Globo.com traduziu “Royal College Of Physicians”…vejam abaixo:

    “A acusação ganhou força quando John Britton, membro do Royal College Of Physicians (associação nacional de físicos do Reino Unido), destacou ao “The Times”, que a distribuição das cores utilizadas pela Ferrari, assim como o design, “lembram a parte inferior de um pacote de Marlboro””

    (link: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Formula_1/0,,MUL1582423-15011,00-FERRARI+PODE+SER+INVESTIGADA+POR+FAZER+PROPAGANDA+SUBLIMINAR+DE+CIGARROS.html)

    Publicado por Will | 30/04/2010, 1:35 pm
  17. ccregazzoni,

    “Malandro é malandro e mané é mané”. Isso é putaria, isso é picaretagem, isso é enganação, isso é manipulação, isso é em essência a F1 atual.

    Assinando em baixo!

    Publicado por Lucas Túlio | 30/04/2010, 1:37 pm
  18. Respondendo ao Post:

    “Será justo? Será que essas benesses não alimentam ainda mais a recente declaração de Max Mosley de que a Ferrari, com o mesmo “budget” médio da F1, não seria tão competitiva?”

    Resposta 1: a vida não é justa Becken!

    Resposta 2: Alimentam sim e eu concordo com ele. Os italianos fazem menos com mais!!!

    Publicado por Will | 30/04/2010, 1:43 pm
  19. É um tema sensível. Mas fumar é uma opção de cada um, desde que não incomode os outros.

    A Marlboro é possivelmente a marca de cigarros mais conhecida no mundo. Layout Vermelho. A mesma cor que a Ferrari.
    É daquelas marcas que qualquer pessoa sabe dizer do que se trata, da mesma forma que o touro vermelho representa a ReD Bull. Tem uma imagem muito forte. É natural que aquele código de barras e os riscos nos macacões, façam a semelhança com a Marlboro.

    Mas agora a questão. Será que outra equipa, com um código de barras, por exemplo, da Mild Seven teria o mesmo tipo de conhecimento que a Marlboro passa? Acho que não.

    É um tema sensível. E isto só vem ao cimo da conversa porque actualmente, está dificil arranjar patrocinadores. E quem tem aquele que passa mais dinheiro por muito mais tempo, naturalmente é vitima de inveja.

    Não me admira que daqui por uns tempos , algumas equipas tenham também um código de barras.

    Se o cigarro é prejudicial e mata, também o álcool é prejudicial e mata. Se é para uns, é para outros.

    Publicado por Marco Gonçalves | 30/04/2010, 1:47 pm
  20. “…será justo que, em dez anos de contrato, a Philip Morris pague 1 bilhão de dólares para a mais importante, poderosa, rica e prestigiosa equipe da história da F1 enquanto o resto do grid diz amém ao acordo anti tabagista?”.

    Enquanto houver cavalo São Jorge não andará a pé. Ele, que é santo. Agora imaginem a cosa nostra. E é só. O resto é perfumaria.

    Abs.

    Publicado por Anselmo Coyote | 30/04/2010, 1:58 pm
  21. Comparações com prejuízos causados a saúde entre o tabagismo e o alcoolismo beiram a loucura. Existem agências anti-tabaco pr que o cigarro gera uma morbimortalidade absurda, incomparavelmente maior que o alcoolismo.

    Publicado por Will | 30/04/2010, 2:04 pm
  22. A preocupação é legítima, o questionamento no meio da F1 não é.

    Se baniram a publicidade de cigarros, deveriam ter feito direito e proibido os códigos de barra.

    Se quiserem proibir agora, que o façam.

    Isso nada tem a ver com a F1, é uma questão de saúde pública.

    Publicado por Will | 30/04/2010, 2:08 pm
    • Concordo em partes Will.

      Com certeza a limitação em relação a publicidade do tabaco é válida e um caso de saúde pública. Neste ponto vc está coberto de razão.

      Só que os caras que fizeram a lei proibiram o tabaco de expor suas marcas, não de patrocinar eventos esportivos.

      Deveriam rever a lei e proibir os tabageiros de PATROCINAR eventos. Proibir as equipes de captar patrocínio deste tipo de empresa.

      Mas a lei não proibia isso. Proibia de exibir a marca. E isso eles não fizeram. Então injusto não é.

      Quanto ao fato que a propaganda é subliminar, isso é subjetivo.

      Fernando

      Publicado por Ffigueiredo | 30/04/2010, 2:57 pm
    • Tens razão Fernando, e acho que qualquer medida nesse sentido acabaria ferindo princípios constitucionais da maioria dos países.

      Publicado por Will | 30/04/2010, 4:07 pm
  23. Quem pode mais, chora menos.

    Publicado por Jayme | 30/04/2010, 2:41 pm
  24. “Um dado para dar estofo a opinião de vocês — levantado pela “Motor Und Sport” — revela que enquanto a Ferrari tem um “staff” de 900 funcionários dedicados à equipe, McLaren, Mercedes e Red Bull contam com quase metade, 500 cada uma.”

    ***DOWNSIZING URGENTE***

    Maranello virou um cabide de emprego, acho q vou mandar um curriculum…

    Publicado por Alex-Ctba | 30/04/2010, 2:56 pm
    • Alex,

      Se der certo avisa o pobre contadorzinho aqui viu.

      Quem sabe tem uma boquiha lá pra mim também rsrsrs.

      Ao menos já sei que Ferrari S.P.A. signfica società per azioni rsrsrsrs

      Fernando

      Publicado por Ffigueiredo | 30/04/2010, 2:59 pm
  25. Mclaren ainda rodou 2 anos depois da proibição total no circo da F1.

    Renault 3 anos.

    Honda 2 anos.

    Foram competentes 0 bastante em manter a restrição que vigorava?

    Sim.

    Ferrari.

    Manteve e se possível manterá, vide as leis vigentes de incentivo ao esporte que não deve ter a mesma restrição da lei de propaganda.

    Sendo assim 1 bilhão nos últimos 10 anos, se transformou em dedução de impostos.

    Quem foi incompetente agora? Quem não ofereceu os mesmas idéias?

    Publicado por Claudemir Freire | 30/04/2010, 3:07 pm
  26. Depois de ver defenderem a propaganda de cigarros na F1 só porque fumar e dirigir não causa acidentes, ao msm tempo em q se usa esse argumento pra atacar a publicidade do alcool, foi o suficiente pra mim.

    Alcool e tabagismo fazem mal e ponto. Tudo bem achar que a propaganda de alcool deva ser proibida, tbm concordo. Mas justificar a propaganda de tabaco porque o álcool é mais perigoso ao dirigir, usando os riscos elevados de misturar imagens voltadas à bebidas com carros ultra velozes não dá!

    E como disseram aí, a Ferrari tem 61 anos de F1, a McLaren tem 44, a Williams 30 e poucos. Mas vale lembrar que antes da era Schumacher, McLaren e Williams mandaram na F1 por duas décadas. E vendo a Williams do jeito que vai, precisando muito mais de ajuda do que a Ferrari, vejo que a FOM não liga nenhum pouco para décadas de 70, 80 e porque não, primeira parte de 90… E nesse período a F1 não deixou de ser F1, só porque a Ferrari não ganhava nada. Ou quando a Brabham vencia, por exemplo, a categoria mudava de nome???

    Publicado por Alan McLaren | 30/04/2010, 3:11 pm
  27. As outras equipes também poderiam ter feito o mesmo que a Ferrari fez. Na verdade, existia um acordo entre os times de que nenhum deles mais seria patrocinado por tabaqueiras após a temporada de 2006.

    Entretanto, a Ferrari continuou fazendo menção, mesmo que indireta a Marlboro. Mas… Porque os outros times não reclamaram disso, e ao contrário, aceitam sem qualquer oposição essa prática de Maranello?!?

    Uma coisa que tem de ser considerada é que, sem a Marlboro, a Ferrari teria de arranjar um outro ou outros grandes patrocinadores, e isso afetaria… as outras equipes! O poder de negociação delas com potenciais ou atuais patrocinadores seria diminuído caso a Ferrari tivesse que arranjar um patrocínio “blue-chip”, pois é inegável que a Ferrari, por ser a equipe mais tradicional, com maior torcida, etc, etc, etc tem um apelo maior para um patrocinador do que uma Renault por exemplo.

    Taí a McLaren que não me deixa mentir. Em 1996 perdeu o patrocínio de quase 25 anos com a Marlboro, no exato momento em que essa passou a contar com Michael Schumacher no time. Em 2006, a Vodafone só saiu da Ferrari porque queria se transformar no “title sponsor” do time mas não conseguiu. E agora, a Ferrari, ao trazer Don Alonso das Astúrias “roubou” da McLaren o patrocínio do Santander.

    Dito isso, eu acho que os outros times são coniventes com essa situação porque em determinado ponto isso lhes é favorável.

    Com relação aos valores de orçamento maiores, quantidade de funcionários (lembrando que a Ferrari, diferentemente de Red Bull e McLaren, fabrica os seus próprios motores, o que relativiza um pouco esses números apresentados), é uma questão totalmente discutível Becken.

    Esse esporte, assim como o Futebol por exemplo nunca foi socialista e nem nunca será. Sempre existiu o time com mais profissionais e o time com menos profissionais, com maiores talentos ou com mais possibilidades de contratar os melhores talentos. Se fosse pra ser justo, então todos deveriam ter o mesmo número de mecânicos da Hispania, mesmo tamanho de fábrica, mesma quantidade de ítems fabricados, mesmas ferramentas, mesmo orçamento, etc, etc, etc.

    A McLaren bolaria e implementaria um F-Duct se tivesse ao invés de 40 funcionários, apenas 3 no seu departamento de P & D?!? Provavelmente não. A equipe sequer pensaria em levar a idéia adiante (se é que teria a idéia) porque estaria desperdiçando recursos valiosos (tempo de profissionais e dinheiro) para prosseguir com a idéia.

    Sinceramente, essa teoria de Max Mosley por si só é extremamente incoerente com tudo o que acontece, aconteceu em termos de automobilismo até hoje. Ele próprio sabe que são palavras ao vento.

    Por fim, e pra responder de um modo definitivo a pergunta proposta no post: Não é injusto com os adversários. Não estamos num cenário onde todos os times exceto a Ferrari estão em condições de igualdade de recursos e patrocínios. E além disso, todos além de aceitar as benesses para a Ferrari também possuem suas vantagens uns sobre os outros.

    Publicado por Arlindo Silva | 30/04/2010, 3:44 pm
    • Belo comentário, Arlindo. Congrats! ;)

      Publicado por Becken Lima | 30/04/2010, 3:55 pm
    • Arlindo, somente para complementar sobre o assunto;

      O número de funcionários da Ferrari é bem maior, tbm devido a tradição e ao marketing que necessita, Staff entre outros departamentos, diferente de uma RedBull que entrou pra valer como equipe em 2005…

      Publicado por Jackson | 01/05/2010, 12:33 pm
  28. Se utilizando apenas suas cores em padrão semelhante a código de barras a marca X consegue publicidade, méritos da marca. Quantas outras teriam o mesmo sucesso?

    De qualquer jeito é a velha história: a “malícia” está nos olhos de quem vê.

    Publicado por KBK | 30/04/2010, 4:31 pm
  29. Em primeiro lugar o automobilismo é feito de patrocinio, precisa dele. Então creio que esta medida de proibir empresa tabagista de patrocinar equipes, provas e eventos em qualquer esporte é uma medida leonina e quer tampar o sol com peneira. Existem tantas outras injustiças a acontecer por todos os cantos do mundo e os “homens do poder” tergiversam com comentários esdrúxulos e vazios. A sociedade tem que parar com esta hipocrisia e ver que temos problemas mais sérios a resolver e deixar as empresas estamparem os seus produtos (que são permitidos em lei) nas corridas de automóveis, motos, etc. pois é a essência do meio automobilístico.

    Publicado por Fernando Kesnault | 30/04/2010, 5:03 pm
  30. “será justo que, em dez anos de contrato, a Philip Morris pague 1 bilhão de dólares para a mais importante, poderosa, rica e prestigiosa equipe da história da F1 enquanto o resto do grid diz amém ao acordo anti tabagista?”

    Não existe nada contra mensagens subliminares. Nada impede que a McLaren ostente, de forma velada, um patrocínio tabagista da West por exemplo.

    As equipes selaram o acordo anti-tabagismo não por serem boazinhas mas sim porque em 2006 foi proibida a propaganda do tabaco em grande parte do mundo. Em 2007, a Ferrari ostentou o Marlboro em apenas duas provas, Bahrein e China e depois nunca mais. Ou seja, os patrocinadores do tabaco iriam diminuir suas cotas, por isso as equipes pularam fora disso.

    O que a Ferrari faz não é nada demais. Nada impede que os outros façam o mesmo.
    Se a Ferrari tem competencia em sugar (muito) dinheiro para estampar um código de barra no carro, parabéns a eles.

    Em tempo: concordo que a Ferrari é um desperdício. Com o staff deles e o dinheiro a mais eles deveriam dominar tudo.

    Publicado por Lucas | 30/04/2010, 5:20 pm
  31. achei a nota da Ferrari engraçadíssima. posso até imaginar os caras escrevendo o texto e rindo muito.

    respondendo à pergunta do post, acho justo sim. as demais equipes que se virem para ter um bom parceiro, como é a Phillip Morris, aproveitando todas as brechas do regulamento.

    Publicado por andre melo | 30/04/2010, 5:27 pm
  32. Becken,

    O comentário do Arlindo resume muito do meu pensamento.

    Só acho que essa parceria com a Phillip Morris deve estar chegando ao fim, afinal o valor auferido com o patrocínio em um determinado momento não vai compensar o “dano a imagem” causado a Ferrari por associar seu nome a um produto cada vez mais combatido pela sociedade.

    A resposta da Scuderia chega a ser cômica de tão cara-de-páu….

    Um abraço,

    Sirlan Pedrosa

    Publicado por Sirlan Pedrosa | 30/04/2010, 5:39 pm
    • Sirlan – Dizem que o acordo pode ser renovado!

      Publicado por Becken Lima | 30/04/2010, 6:09 pm
    • Becken,

      Me rendendo ao sistema novo de respostas….

      Acho uma pena a Ferrari renovar com a Marlboro. No passado era até charmoso e sinônimo de sucesso ter seu nome associado a marca do Cawboy. O mundo mudou e hoje tem um efeito muito deletério para quem ostenta a marca deles.

      É um contrasenso falar em uma Ferrari hybrida a curto prazo em função do meio ambiente, e ao mesmo tempo continuar atrelada a industria de tabaco.

      Na verdade a Ferrari nem precisa deles. Com o retorno que a marca oferece na mídia e o prestígio que agrega conseguiriam repor o espaço sem grande esforço.

      É mais fácil os italianos substituirem a Marlboro que a Sauber conseguir um patrocinador apenas para as asas.

      Um abraço,

      Sirlan Pedrosa

      Publicado por Sirlan Pedrosa | 30/04/2010, 7:12 pm
    • Sirlan, eu conversei com a assessoria da Ferrari no ano passado e eles acreditavam que a parceria seria renovada por mais cinco anos – até 2016.

      Publicado por Willian | 30/04/2010, 6:47 pm
  33. Achei a pintura de 2007 e nos testes de 2008 as mais bonitas, e com os códigos de barra em 2007 tbm mais compátiveis, estes estão passando um pouco dos limites, mas é aquilo, quem pode mais chora menos, e as outras empresas “cumpriram o acordo” pq quiseram, POIS SABIAM MUITO BEM QUE EXPLORAR PROPAGANDA NOS PAÍSES SOMENTE NO BAHREIN, MONACO, CHINA E ABU DHABI… NÃO ERA LUCRO E NEM RETORNÁVEL, ainda mais hoje, nesses países a Ferrari usa o código de barras…
    Mas os leigos não sabem que o código de barras é Marlboro, fiz isso hoje aqui no escritório, só sabiam os que são loucos por F1… os que acompanham, não sabiam…. mas sou a favor de PATROCINADORES… de onde eles vem, não me interessa… então,,, MILD SEVEN, CAMMEL, LUCKY STRIKE, WEST, ENTRE OUTROS, SAIRAM PQ QUISERAM….

    Publicado por Jackson | 30/04/2010, 6:01 pm
  34. Olá foristas, é a 1ª vez mas já leio o blog há uns bons meses, aqui vai uma perspectiva do outro lado do Atlântico.

    1) Versão oficial na justiça, é um código de barras (CdB), mentira? não, logo pode lá estar, as minhas calças têm CdB e não fazem patrocínio a Malmeborro.

    2) Na realidade é um rico patrocínio, mas não está lá implícita a marca da PM, logo continua a ser legal, se faz ou não lembrar um maço? Talvez mas quem nunca viu aquelas ilusões de 2 caras ou 1 candeeiro?

    3) Se estiverem assim tão apertados, muito fácil, a PM inventa uma marca de isqueiros em que o símbolo é aquele CdB já resolvem o problema e toda a gente continua a associar à Malmeborro, em Portugal existe um sistema parecido, não se podem fazer patrocínios no desporto a bebidas alcoólicas, mas o nosso campeonato é a liga “Sagres”, temos uma taça “Carlsberg Cup” e 2 dos principais clubes são patrocinados pela “Super Bock”, porquê? “Sagres zero”, “Super bock sem álcool” e “Carlsberg” tb sem álcool.

    4)É de mim ou a Mild Seven até à bem pouco tempo patrocinou a Renault como “team spirit”? O símbolo era o mesmo! Quem não se lembra da Arrows e do “benson & edge” que passou a ser be on edge?

    5)Alargando para outro desporto motorizado: Moto GP, a Honda não andou anos com a pintura à Lucky Strike mas sem o nome lá? A ducati não tem exactamente o mesmo problema da ferrari, alguém se queixou?

    6) Os carros não podem ter, mas os circuitos estão carregados de marcas de tabaco em tudo que é ponte, curva e bancada!

    7) Os médicos, tendo-os eu como pessoas inteligentes e bem informadas demoraram 5 anos a chegar à ferrari?

    Conclusão: Ou isto foi mas é uma jogada da PM+Ferrari para promover a sua marca em milhares de sitios na net e em jornais de forma gratuita, porque sabem de antemão que não dá em nada, ou realmente lembraram-se de ir chatear a equipa, que legalmente penso que ainda se chama “Squadreria Ferrari Marlboro”, mas não conseguem nada porque os criativos das duas empresas têm o patrocinio tão bem fundamentado e cheios de escapes se alguma coisa correr mal eles safam-se sempre, e inevitavelmente metem no bolso da Malmeborro só com esta noticia dinheiro para pagar mais 2 ou 3 épocas de patrocinios!

    PS: Becken desculpa lá o longo post, mas como foi a 1ª vez tive que me esmerar para não ficar mal xD

    abc

    Publicado por André Correia | 30/04/2010, 6:02 pm
    • Ótimo, post, André. ;)

      Publicado por Becken Lima | 30/04/2010, 6:08 pm
    • André,

      tive a mesma idéia…
      Se for joga de Marketing da Ferrari junto da Marlboro para ficar em evidência e mais pessoas associem o código de barras ao cigarro Marlboro, olha que não duvido, veja mesmo neste blog a quantidade de comentários deste assunto, imagina a repercussão mundial e como vc disse, sabendo que não dará absolutamente nada…

      Publicado por Jackson | 01/05/2010, 12:40 pm
    • Foi exactamente isso que pensei, mais, foi a 1ª coisa que pensei quando li a noticia na Autosport. Há muitas pessoas que não são aficionadas ou até que nem gostem de desportos motorizados, mas acabam por ver F1, nem que seja ocasionalmente, quando vão aos cafés, em casa de amigos, … . Outros mesmo que gostando de ver não fazem a mínima do que o CdB é, e isto pode ter sido a tentativa de fazer mostrar que o Marlboro de antigamente continua lá, mas só com aspecto diferente. Embora existam faixas etárias que continuam fora com esta jogada, minha mãe é obrigada a ver comigo, mas nem com esta notícia ela sabe, porque tá fora do mundo dos computadores, mas como a Marlboro quer atingir um público-alvo que ainda esteja a formar a mentalidade, se for deles é bem jogado. Porque muito que queiramos a minha mãe nunca fumou e não é agora que vai fumar!

      Saudações

      Publicado por André Correia | 02/05/2010, 12:39 pm
  35. é pah logo no 1º comentario fui bloqueado pelo aski… que grande cena!

    Publicado por André Correia | 30/04/2010, 6:06 pm
  36. SAGA ANTI-FERRARI PARTE II

    Co-Argumentista Chicotinho Mosley e seu perpétuo ressabio pelo Luca o ter posto a andar.

    Publicado por SennaCeccotto | 30/04/2010, 7:24 pm
  37. Semiótica e mensagem subliminar, compreensão do subconsciente e das aptidões da mente são um tema muito vasto, intrincado e de uma complexidade milhões de vezes superior à tecnologia de um F1.
    Se as pessoas se apercebessem realmente e com conhecimento de causa da influência das inúmeras marcas, símbolos e das suas políticas de comunicação, bem como das estratégias e objectivos por detrás delas, grande parte dos símbolos teria que desaparecer. O problema é que a mente humana não funcionaria sem linguagem simbólica também. Mas regular isso seria entrar na esfera da liberdade individual. Mas também essa última depede do grau de conhecimento, codificação e descodificação de cada um e dos seus valores e crenças adquiridas. Enfim um tema em que é melhor nem entrar, porque nunca mais se sairá dele. Finalmente e só como reflexão em que é que a Foster é melhor que a Marlboro? Conseguem estabelecer um juízo moral? Há uma escolha? Uma AIG faz melhor à humanidade que a Marlboro.
    O dinheiro saudita é mais saudável que a nicotina?

    Publicado por Ernesto Sousa | 01/05/2010, 7:53 am
  38. Semiótica e mensagem subliminar, compreensão do subconsciente e das aptidões da mente são um tema muito vasto, intrincado e de uma complexidade milhões de vezes superior a um F1.
    Se as pessoas se apercebessem realmente e com conhecimento de causa da influência das inúmeras marcas, estratégias e objectivos por detrás delas, símbolos e das suas políticas de comunicação, grande parte dos símbolos teria que desaparecer. O problema é que a mente humana não funcionaria sem linguagem simbólica também. Mas regular isso seria entrar na esfera da liberdade individual. Mas também essa depede do grau de conhecimento, codificação e descodificação de cada um. Enfim um tema em que é melhor nem entrar, porque nunca mais se sairá dele. Finalmente e só como reflexão em que é que a Foster é melhor que a Marlboro? Conseguem estabelecer um juízo moral? Há uma escolha? Uma AIG faz melhor à humanidade que a Marlboro.
    O dinheiro saudita é mais saudável que a nicotina?

    Publicado por Ernesto Sousa | 01/05/2010, 7:54 am
  39. Pessoal,

    Se juntarmos os dois comentários em seqüência feitos por Ffigueiredo e Alan McLaren lá no alto, teríamos outra questão importante, além daquela proposta pelo Becken.

    O privilégio gozado pela Ferrari junto à FIA e à FOM favorece a Ferrari na indústria de esportivos de rua?

    Para responder esta pergunta teríamos de começar por outra: Qual seria o melhor lugar para a afirmação de novos concorrentes na indústria de esportivos de rua? Penso ser a Fórmula 1. Acredito que a Ferrari não tenha nenhum interesse nisso. Agora, como a Ferrari conseguiu ser favorecida pela FIA e pela FOM é outra pergunta e seria ingenuidade pensar que seja por causa do pretenso renome da fábrica de Maranello. Aí chegamos na Williams.

    Realmente a Williams conseguiu um nome durante 3 décadas de destaque na F1. Esse feito não habilitaria a equipe a se lançar no mercado de esportivos? Já que muitos abonados provavelmente diriam sim caso fossem perguntados se gostariam de ter um carro esportivo Williams (imagina uma versão de rua do FW14B).

    De repente vemos um grande nome como o da Williams encolhendo (ou sendo encolhido?) aos olhos da FOM e da FIA e nada é feito. A desculpa é que só a Ferrari é insubstituível. Balela!

    Será que não há muito mais por trás da história da McLaren buscar ser uma fabricante em série de carros esportivos? Ou ainda, muito da história recente da equipe não teve a ver justamente com o fato de estar buscando se tornar um concorrente no mercado de carros esportes?

    O insucesso dos japoneses também é só uma questão de fracasso esportivo? Ou foi também um fracasso comercial ao não conseguir firmar um nome no imenso mercado europeu de carros esportes? Os japoneses queriam ganhar corridas de Fórmula 1 ou queriam ganhar mercado ganhando corridas de Fórmula 1? Alguém acha que a Ferrari olhou isso com bons olhos? Os orçamentos de Toyota e Honda eram monstruosos também, vieram pra ganhar.

    Poderíamos resumir assim a história: enquanto a Fórmula 1 tinha apenas times que eram lembrados pelas marcas de maço de cigarro e um que era lembrando pela marca de carros esportivos a paz estava selada. O time de carros esportivos até podia se dar o luxo de ser mediano por 3 décadas. Quando alguns times deixaram de ser o carro da Gold Leaf, o carro da Marlboro (tanto faz quem fabricasse), o carro da John Player, o carro da Lukes Strike, o carro da Camel, enfim, tobacco cars, e passaram a ser conhecidos como, por exemplo, Lotus, McLaren, Williams, aí então, o cavalinho empinou e começou esta conversa fiada de ‘ser’ o nome da Fórmula 1. E não por acaso já vimos a Lotus desaparecer, agora estamos vendo a Williams minguar e a McLaren a lutar muito pra não ser a próxima da fila.

    Outras equipes das quais não me recordo podem também ter minguado por ter ganho um nome que daria renome no mercado de carros esportivos. Se alguém lembrar, nos conte. Ou tentaram entrar na Fórmula 1 mas logo saíram.

    Talvez a política deficitária imposta pelo ‘f1 supremo’ a todas as equipes exceto a de Maranello seja fruto de uma engrenagem bem azeitada pra tranqüilizar a Ferrari de que a Fórmula 1 não produzirá concorrentes na indústria de sport cars…

    Abraços

    Publicado por Alexandre Pires | 01/05/2010, 8:19 am
  40. Os comentários de Arlindo Silva e de André Correia estão ótimos! Parabéns!!!

    Publicado por Rodrigo Kezen Leite | 01/05/2010, 1:31 pm
  41. De todas as respostas cara de pau by Maranello, essa foi a pior de todas! O tal código de barras só serve para enfeiar o carro… e injetar milhões de dólares, claro.

    Mas não deixa de ser surpreendente como a Marlboro ainda continua na F1 e pague tão caro para exibir tão discretamente a sua marca.

    Publicado por Vitor, o de Recife | 01/05/2010, 9:04 pm
  42. Espero que todo este dinheiro e estrutura não maqueie a competência da equipe.

    Publicado por Alexande Magnos | 02/05/2010, 8:28 am
  43. Imaginem o dia em que proibirem propagandas de bebidas energéticas. O que será da melhor equipe da temporada que tem o nome Red Bull em sua razão social???

    Vai mudar o nome para Dolly Team???? Com as cores da Itubaína?

    Publicado por Christino | 03/05/2010, 2:48 pm
  44. Bons dias Meus F1 Freaks Like Me

    A Daimler – proprietária entre outras muitas coisas da Marca de Automóveis Mercedes-Benz- decidiu entrar este ano em Full-Time and All-over, antes era só fornecedor de propulsores, é em termos puramente financeiros 10X maior que o Grupo Fiat, detentora da Ferrari desde o Acordo dos Anos oitenta-noventa celebrado entre o Imperatore Enzo e l´Avvocato Giovanni Agnelli. Ninguém acha ou achou injusto que numa “Guerra” entre montadoras, como a Toyota essa sim e como in natura fabricante de automóveis a maior do Mundo, a Daimler seja muito maior e por isso possa alocar muitos mais meios que a própria Ferrari. A questão está em que mais dinheiro melhor bólide? Não é verdade..O dinheiro Árabe da McLaren é menos poluído que o da Ferrari tenho dúvidas..A Fórmula 1, é o somatório de muita coisa, às vezes o melhor piloto não ganha ao melhor engenheiro e nem este ao melhor Projetista, por muito que o Button este ano queira demonstrar que no ano passado o triunfo também era dele.A piada da coisa é que até pode juntar os três Alonso, Brawn e Newey numa só escuderia e ela até poderia nem ganhar como já aconteceu na história quando juntou o melhor piloto o melhor engenheiro e o melhor projectista e veio alguém com uma ideia genial e ganhou desses três. Se a questão fosse só dinheiro a Toyota teria ganho quando competiu com orçamentos ilimitados..

    O problema vem e é sobretudo político, do Mr. MAXimiliam Mosley que é filho de um antigo apoiante do Partido Nazionale-Socialist mais conhecido como Nazi, de quem ele herdou não só o ideário assim como costumes pouco abonatórios e reminescentes, embora o que cada um faça em sua casa é problema dele desde que não seja crime..o triple M. se lembrou nos seus epílogos que a F1 seria muito melhor e justa ( se fosse para prejudicar a Ferrari Eureka então…) se toda a gente corresse com os mesmos orçamentos, ideia socialista que o papai partilhava embora não fosse muito Nazionale, um inglês apoiando um tedesco não era o mais curial naquelas épocas, ideia tonta porque a F1 é inspiração, é evolução tecnológica, é superação dos limites é ir atrás de uma ideia louca que às vezes se torna genial e muitas vezes ou todas isso custa muito dinheiro..Se os orçamentos fossem equiparados teria surgido o RW08 esse ano? ou o fundo plano do Colin Chapman ou motor Turbo com a Renault, as suspensões activas e tanta mais coisa que se tornou possível porque cada um canalizava o seu dinheiro para onde achava que este renderia mais no futuro..ganhando corridas de automóveis ou fabricando uma peça para a industria.

    O problema com a Ferrari e a Marlboro surgiu porque como nesse mês há eleições gerais no Reino Unido a Associação, ou Ordem dos Médica, aproveitando que a corrida em Silverstone está também próxima vão tentar num golpe de efeito mediático impedindo que a Ferrari corra com o código de Barras..ou impedir mesmo que a Scuderia possa correr..vamos ver no que vai dar..

    Esse GP da Catalunya que nunca mais chega..

    Abraço

    Publicado por SennaCeccotto | 04/05/2010, 1:00 pm
  45. por isso , que esta falindo a formula 1 , acabo o dinheiro da industria tabagista………..

    Publicado por sidinei zancanaro | 25/09/2014, 3:24 pm

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