//
você está lendo...
ARTIGOS

16 anos sem Ayrton (documentário)

Discussão

17 comentários sobre “16 anos sem Ayrton (documentário)

  1. Becken, não dá para deixar de falar de Ayrton Senna hoje. Acabo de ver imagens dele no youtube com minha filha de 9 anos, que é fã de Felipe Massa e sempre me pergunta quem foi esse tal de Ayrton Senna….A cabeça viajou e voltou ao fim de semana dezesseis anos atrás….:

    A Globo já passava os treinos de sábado ao vivo, mas naquele 30 de abril eu tinha aula de produção mecânica na Escola Técnica.

    Era a aula que mais gostava porque afinal vestíamos o macacão e colocávamos a mão na massa, mexendo em tornos, fresas, plainas, etc. Para nós que vivíamos tendo aulas teóricas era o máximo.

    Um colega chegou mais tarde na aula, acho que quase duas horas atrasado, porque tinha ficado para ver o treino. Senna era o pole e isso não era novidade. O que chamava atenção era um acidente com um piloto novato que ele não sabia o nome, disse que achava que “o cara tinha morrido”. Eu me achava um expert em corridas e pensei comigo : Claro que não morreu, ninguém mais morre em carros de F1, afinal eles são muito seguros. O André deveria ter visto o acidente do Alliot no México dois anos antes, aquele sim foi feio, e o francês ainda correu a prova. Ele não sabe mais o último a morrer numa corrida foi o Palleti em 82. O De Angelis não conta, era um treino particular.

    Mas “o cara tinha morrido mesmo….”. Era Ratzenberg, morto nos treinos na curva Villeneuve pilotando uma Simtek.

    No domingo tudo normal, acordei cedo, li os jornais e fiquei pensando como seria a corrida. Quase nove da manhã, gravador de VHS no ponto, Rodrigo com os amigos no terraço perguntando se já havia começado a volta de apresentação. Meu pai comendo na cozinha e perguntando quem estava na frente, antes mesmo da largada. Tudo normal, como todas as manhãs de domingo com corrida de F1.

    Na largada um acidente. Droga, safet car na pista e mais algums minutos para a coisa começar. Senna na frente, como sempre. Tudo normal. O jovem alemão Shumaccher vem a seguir com o Benneton, parece bem e venceu as últimas duas corridas, se bem que no Japão ele não teve a concorrência de Senna, que teve o prazer de ter sido jogado fora da pista pelo seu sucessor na Mclarem. Terá sido orientação de um magoado Ron Dennis ???

    Relargada. Agora sim ! Vamos ter corrida ! Tudo como previsto, o brasileiro e o alemão se afastam na ponta. As Ferrari até que vem bem, o Damom Hill também consegue acompanhar a turma, talvez não seja tão ruim assim…

    Pedaços de Williams na pista, ora o Damon Hill era ruim mesmo, acaba de estatelar o carro no muro…e novamente vamos ter safet car. Droga.

    Não…. não é Hill não…é o Senna….Galvão confirma o que a imagem já mostra. Droga, a corrida acabou. Não torço para Senna, mas sem ele o Alemão vai passear como fez no Japão. Sem falar que vamos ter mais umas 5 voltas de bandeira amarela. Eu só assisto isso porque gosto muito, porque se for analisar mesmo a coisa ta ficando cada vez mais chata. Que saudade dos carros turbo e do grande Piquet.

    Parece que a coisa é mais grave. Ambulâncias na pista. Senna sai de helicóptero. Até ontem tinha certeza que ninguém mais morria nesses carros fantásticos e seguros, mais hoje já não tenho tanta certeza assim. A coisa é grave mesmo. O Cabrini deixa a transmissão e vai para o hospital.
    Na pista, como previsto o Alemão leva a coisa com facilidade, corrida chata. Se ao menos as Ferrari estivessem melhores….

    Acaba a corrida mas a transmissão não para. Só se fala no acidente de Senna. Definitivamente não é um domingo normal.

    As notícias são cada vez mais pessimistas, até que Roberto Cabrini anuncia pelo telefone que Ayrton Senna morreu.

    A noite vou para a casa da namorada e “minha sogra” está inconsolável, não sabe a diferença de um pneu para uma asa, mais se sente triste com a morte do grande brasileiro. Num determinado momento fala

    – Pena que foi o Senna, antes fosse aquele outro que é muito chato….como é mesmo o nome dele ???

    Ela se referia a Piquet, claro. Pensei comigo : Piquet não. Esse era meu ídolo e teria doído muito mais….

    Na época eu era fã de Piquet e não gostava muito de Senna. Admirava e sabia no fundo que ele era o melhor, mais não gostava dele não.

    Dezesseis anos depois sou mais admirador de Senna hoje que na época de sua morte. Hoje tenho uma visão do esporte muito mais completa e vejo “O ABSURDO DE PILOTO QUE SENNA FOI”.

    Depois de ter visto na pista homens do calibre de Fittipaldi, Piquet, Prost, Lauda, Jones, Rosberg, Mansel, Shumacher, Hakkinen, Villeneuve, Alonso, Hamilton, Vettel….posso afirmar com convicção :

    Nada se comparava a Senna….

    Publicado por Sirlan Pedrosa | 01/05/2010, 2:21 pm
    • Sirlan,
      eu também…
      … era mais fa de Piquet
      … não gostava muito do Senna
      … fiquei um pouco triste com a morte dele, mas nada além disso.
      … reconheço hoje que ninguém se compara a Senna.

      Publicado por Vito | 01/05/2010, 9:03 pm
  2. Muito bom o documentario, mais faria mais sucesso entre mais brasileiros se podessem postar uma versão dublada, nem todos tem como entender tudo o que é dito nesse belo documentario.

    Publicado por Danniel Silveira | 01/05/2010, 2:23 pm
  3. Ele foi o melhor piloto da historia da F-1 !

    Sem dúvida, nada se comparava ou se compara a ele !

    “Podem ser encontrados aspectos positivos até nas situaçoes negativas, e é possivel utilizar tudo isso como experiência para o futuro, seja como piloto, seja como homem”
    (Ayrton Senna da Silva)

    Publicado por Lucas Túlio | 01/05/2010, 3:57 pm
  4. simply the best!!!

    Ayrton Senna… nas pistas imbativel… na vida insubstituivel…

    Publicado por Jorge Costa | 01/05/2010, 5:18 pm
  5. Algo que poucos pilotos fariam:

    Publicado por Willian | 01/05/2010, 6:16 pm
    • Meu grande amigo Willian , tenho certeza que teve um ato muito acima deste que muito bem você lembra e apresenta .
      Foi a tentativa inútil de David Purley de salvar Roger Williamson das chamas no GP da Holanda em 72 ou 73 não me recordo .
      Cena que ” nós ” acompanhamos ao vivo , foi terrível , desesperador , só ele , mais ninguém , enquanto os outros pilotos , não estavam ” nem aí ” .

      Publicado por Marco | 01/05/2010, 8:45 pm
  6. Sempre houve e haverá discussões sobre quem foi o melhor, o mais completo e blablablá. No final, tudo descamba para o subjetivismo mesmo, então… piloto digno de admiração para mim é aquele piloto espetacular, o cara que faz o show. Prost era um pilotaço, mas dava sono de ver. Senna fazia o possível e o impossível na pista, o cara guiando era de encher os olhos.

    Saudades daqueles tempos.

    PS: putz Sirlan, que relato magnífico.

    Publicado por Vitor, o de Recife | 01/05/2010, 9:11 pm
  7. 16 anos?

    Que coisa, como me lembro daquele dia. Na verdade o fim de semana foi todo muito esquisito. Alguma coisa parecia realmente fora de controle.

    A morte de Ratzenberg, Barrichelo no muro, as batidas na largada e por fim o acidente de Senna.

    Pra tudo parecia haver uma explicação lógica, quando vi a imagem da carenagem da Simtek se soltando pensei: Putz! Equipe nova, sem dinheiro…

    Na batida de Rubens imaginei que por ele ser inexperiente ainda não conhecia bem o limite do carro.

    Mas como explicar Ayrton Senna morrer guiando uma Williams? Na “reta torta” da Tamburello?

    Realmente até hoje eu acho isso muito estranho.

    Publicado por Beatle Ed | 01/05/2010, 9:25 pm
    • Foi mesmo Beatle Ed, o evento todo foi um desastre após outro. Alguns chegaram até a serem esquecidos. justamente por não resultarem em nenhuma fatalidade mais grave. Mas aquele acidente do Pedro Lamy com o Johnny Herbert (era ele que estava na Benetton naquele momento?) foi bem feio. Se não me engano, também houve um atropelamento nos boxes – naquela época, a área de box era um carnaval, não havia limite de velocidade (inclusive teve aquela volta mais rápida do Senna em 1993… cruzando pelos boxes). Depois de San Marino, implantaram um limite.

      Incrível como a F1 era extremamente perigosa comparada com hoje e nem nos dávamos conta. Só a imagem daquele cockipit da Williams que dava para ver o ombro do piloto é assustadora hoje em dia.

      Publicado por Vitor, o de Recife | 01/05/2010, 9:47 pm
    • Bem observado Vitor.

      A impressão que se tinha na época era que era tudo super seguro, que a tecnologia havia chegado a tal nível de excelência e que era praticamente impossível alguém se acidentar muito seriamente num F1.

      Hoja me causa arrepios pensar o quão exposto ficava o piloto.

      O capacetes eram de uma simplicidade quase espartana!

      Mas pensar que foi uma solda mal feita por um mecânico negligente o que tirou a vida de Ayrton ainda é inacreditável.

      Publicado por Beatle Ed | 01/05/2010, 11:11 pm
  8. ninguém fala do que aconteceu no gp depois do de San Marino, em Mônaco 94? Pois bem:

    O dia em que a F1 mudou para pior…

    Ontem se completaram 16 anos da morte de Senna no Gp de San Marino de 1994. Isto não é novidade para ninguém, mas foi o início do que seria uma verdadeira epopéia para buscar uma maior mudança na Fórmula 1. Ratzenberg e Senna haviam ido embora, e o fim de semana no GP de Mônaco se aproximava, o que prometia ser um dos GPs mais tensos de toda a história da F1…

    O GP de Mônaco de 1994 foi tomado pela onda da morte de Ayrton Senna na corrida anterior, obviamente. Homenagens borbulhavam por todas as partes e era possível notar, ali, o quanto seria importante uma prova sem tragédias para a F1.

    Para ajudar na difícil tarefa de relatar este acontecimento que será narrado em seguida pelo grande Lemyr Martins, e com uma análise pós-texto minha, sugiro que prestem atenção, para o dia em que a F1 mudou, drasticamente, em uma questão de horas, um rascunho do que é agora:

    Faltavam poucos segundos para primeira sessão de treinos livres quando Karl Wendlinger apontou na saída do túnel para sua última volta. De repente, os pneus cantaram e uma fumaça azulada saiu debaixo do carro. Wendlinger só pôde cruzar os punhos sobre o volante, para não receber diretamente o impacto da colisão frontal contra o guard-rail.

    O Sauber C13 foi largando destroços pelo caminho e, quando parou, a cabeça de Wendlinger tombou inerte sobre o ombro direito.

    Eu fotografava o treino mecanicamente dos jardins do Cassino de Monte Carlo, 30 metros acima da pista, num ângulo que acabou sendo privilegiado no registro da tragédia. Do meu lado alguém gritou desesperado, “est mort”.

    A Fórmula 1 entrou em pânico. Nos bastidores era unânime a sensação que seria muito difícil superar outra tragédia quinze dias depois do fatídico GP de San Marino, em que tinham morrido o austríaco Roland Ratzemberg e o tricampeão Ayrton Senna.

    A confusão tomou conta do Principado. Pelos telefones do centro de imprensa, centenas de correspondentes adiantavam ao mundo a epígrafe do piloto.

    Karl Wendlinger era austríaco, solteiro, tinha 26 anos. Com 35 GPs em seu currículo, nunca vencera na F-1 e seu melhor resultado era o quarto lugar, posição em que havia recebido a bandeirada em três oportunidades.

    Bernie Eccletone, então presidente da Associação dos Construtores, Max Mosley, presidente da Federação Internacional de Automobilismo, e os donos de equipes estavam atônitos. Desde a morte do italiano Riccardo Paleti, no GP do Canadá de 1982, haviam se passado 12 anos felizes sem tragédia nas pistas. O temor do cancelamento do GP de Mônaco, defendido pela unanimidade da imprensa italiana, era uma possibilidade real.

    Com uma mão agarrada a gola da minha jaqueta e a outra no telefone, o jornalista basco Jose-Mari Boss, tentava me convencer a ‘matar’ Karl Wendlinger. Como só eu havia fotografado o acidente, ele me achava apto a dar o atestado de óbito ao piloto. O espanhol era apenas mais um entre as duas centenas de jornalistas confusos e aterrorizados em Mônaco naquele dia.

    (Resumo do GP de Mônaco 94:)

    Alguns suspeitavam que Wendlinger já havia sido retirado morto do carro. Outros o mataram no caminho do hospital de Nice. Havia os que publicaram que o austríaco tinha vida vegetativa e sua morte seria noticiada após o grande prêmio, quando o desligariam dos aparelhos.

    Enquanto o cérebro de Wendlinger era mantido sem sonhos e sem reflexos, numa silenciosa célula da UTI do hospital de Nice, o caldeirão fervia em Monte Carlo. Os donos do circo não dormiam. Mantinham-se numa vigília nervosa, discutindo apreensivos o futuro de seus negócios. Valia tudo para exorcizar o azar e desviar os petardos contra os perigos da Fórmula 1 arremessados até do Vaticano.

    A FIA prometia dar mais segurança aos carros e anunciava que a Federação e os Construtores da F-1 se comprometiam em criar um regulamento de segurança válido por cinco anos.

    O clima ainda ficava mais carregado nas vielas do Principado com a legião de fãs de Ayrton Senna, que levantavam altares onde depositavam coroas de flores e acendiam centenas de velas.

    Veio então a notícia de que Wendlinger ainda estava vivo no domingo pela manhã. Para os mais pragmáticos, o suspense cedera lugar à certeza de que haveria corrida e, se houvesse velório, seria depois do grande prêmio.

    No costumeiro briefing dos pilotos com as autoridades da corrida, três horas antes da largada, foram impostos procedimentos radicais. O diretor da prova, instruído por Bernie Ecclestone e Max Mosley, recomendou todo o cuidado. Nenhum piloto deveria expor-se a riscos desnecessários.

    A FIA e os Construtores sabiam que só uma corrida tranqüila espantaria a bruxa.
    Foram tantas as recomendações que o piloto Gerhard Berger ironizou: “Só faltou eles proibirem as ultrapassagens”.

    Às 15:30 horas foi dada a largada e, as 17:20, Michael Schumacher cruzou a linha de chegada, depois de 328 kms na liderança. O pódio foi festivo. O príncipe Albert entregou a taça ao alemão, numa cerimônia vista por mais de um bilhão de telespectadores no mundo inteiro. A Fórmula 1 estava salva.

    No hospital de Nice, Karl Wendlinger retomava consciência. Dez meses depois, no GP do Brasil, a Sauber entregou-lhe um carro para o austríaco provar que estava vivo. Ele competiu em mais cinco grandes prêmios e abandonou a categoria.- Lemyr Martins

    Imagino que você aí do outro lado esteja se perguntando porque pus o título de ”O dia em que a F1 mudou para pior…”. Pois bem, não é fácil dizer isso. Como bem ilustra o texto, faziam-se 12 anos de ausências de morte nas pistas de F1. Eis que um dia morrem dois pilotos e no GP seguinte a essa fatalidade quase é o terceiro.

    Precisou de tudo isso para a FIA colocar tudo “em regra”, fazer pistas mais seguras e métodos mais eficientes? Parece que sim, e juro que sinto vergonha alheia quando vejo que o mais importante nesses casos de vida ou morte, não é a vida do piloto mas sim como ficaria a imagem da F1 com isso, como os patrocinadores reagiriam ou como isto e aquilo e blá,blá,blá…

    Sabemos que o GP em San Marino marcou o começo de uma nova era na F1, uma era mais segura (afinal Senna foi o último a morrer nas pistas da F1 até o atual ano) mas, por outro lado, preocupada com a sua imagem e todas as coisas burocráticas que se possam imaginar.

    Eu não tenho dúvidas que esses dois indivíduos da foto acima são os responsáveis pelo circo que a F1 é hoje em dia. Mosley acabou se dando mal, por conta de seus próprios atos, mas Ecclestone, o “tímido” dono da Brabham e ex-chefe de Piquet acabou virando o grande jogador da partida.

    Porém, nada se pode fazer. Se vemos a F1 mais “empacotada” a cada dia, não é culpa nossa. Ninguém jamais esquecerá o que aconteceu naquele fim de semana sangrento em San Marino e alguns lembrarão do ocorrido em Mônaco.

    A verdade é que, se a F1 mudou para pior, é com vocês discutir isso na seção de comentários. Investigar o passado as vezes nos dá a impressão de que, dia a dia, uma camada fina de interesses vai se sobrepondo a F1 em si. Só digo uma coisa, um dia vai acabar, e não falta muito…

    http://theformula1.wordpress.com/2010/05/02/o-dia-em-que-a-f1-mudou-para-pior/

    Publicado por tomasf1 | 02/05/2010, 2:27 am
  9. Show de documentário, ótimo mesmo. Ainda não havia visto.

    Ele foi o maior que vi correr. Só o compararia a Fangio.

    Se puder, passa no meu blog, preparei duas menções à data.

    Abraço!

    Publicado por Marcel Pilatti | 02/05/2010, 1:17 pm
  10. Direto do blog do Livio Oricchio,

    Um S do Senna em alta seria fantasico!!

    ” Olá amigos:
    A fartura de informações a respeito do novo traçado de Silverstone nos permitiu compreender tratar-se de uma pista espetacular. Não acharam? Nunca entendi um circuito sem ao menos uma seção de alta velocidade.

    Silverstone, não. Há vários trechos altamente seletivos, onde um piloto mais capaz tem como ganhar, na base apenas do talento, alguns décimos de segundo em relação aos adversários. Imagino que a maioria dos pilotos vai gostar.

    Estou falando tudo isso porque já está mais que na hora de promover uma mudança significativa no traçado de Interlagos. A primeira providência seria introduzir um seção de alta velocidade, desejo dizer ao menos uma curva de alta velocidade, o que incrivelmente não possui.

    A maioria dos circuitos passou por alterações nos últimos anos ou é mesmo novo no calendário. Vamos dar nome aos bois: Sakhir, em Bahrein; Catalunha, Barcelona; Silverstone, Inglaterra, Hockenheim, Alemanha; Hungaroring, Hungria, e Spa-Francorchamps, Bélgica. Todos tiveram suas extensões ampliadas.

    Com o aumento da velocidade média dos carros, pistas curtas como Interlagos, com seus 4.309 metros, os tempos de volta atingiram a casa do 1min10s. É muito pouco. Não contribui para o espetáculo. Ao menos para o padrão do show da Fórmula 1. Nos circuitos ovais esse tempo é bem menor ainda, mas a proposta lá é outra.

    Está na hora de a administração de Interlagos, os responsáveis pelo GP do Brasil, prefeitura e promotores, estudarem um novo traçado para Interlagos, que mantenha o que há de bom na pista, como seu relevo acidentado, ampliá-lo em extensão e, essencialmente, oferecer-lhe o que mais falta, curvas rápidas.

    Pouca gente sabe disso: quando Ayrton Senna foi ver o que se estava fazendo em Interlagos em 1989, adequando-o para São Paulo receber de volta a Fórmula 1, ficou decepcionado com o que viu justamente no S do Senna. “Não foi isso que eu sugeri. Vocês fizeram uma curva de segunda marcha e eu imaginei um S de alta, em descida. Não é nada disso.” Quem estava do seu lado, na oportunidade – tive essa sorte -, sabe do que estou falando.

    Por que não resgatar o projeto original de Ayrton Senna, repensar o trecho e fazê-lo para distinguir os mais dos menos competentes, corajosos? Outra opção viável e sem custos fora da realidade para executar é fazer a reta que antecede o Laranjinha transformar-se num S de alta, o que valorizaria ainda mais o próprio Laranjinha. Estive inúmeras vezes em Interlagos visando especificamente esse estudo. Levei para Charlie Whiting, no GP da Austrália ainda do ano passado, sugestões do que fazer em Interlagos.

    São dois exemplos possíveis de serem executados do ponto de vista técnico, sem deslocamento excessivo de terra e custo dentro do que a Prefeitura, me parece, poderia investir. Muitas outras opções de mudanças no traçado surgiriam a partir do momento que a Prefeitura decidisse levar adiante o projeto. Chegou a hora de Interlagos também ter um circuito moderno, compatível com o avanço da Fórmula 1, a exemplo do que fez a maioria dos autódromos do calendário. “

    Publicado por Lucas Túlio | 02/05/2010, 6:24 pm
  11. Machuca até hoje.

    Muito boa a abertura do documentário, com a pintura do capacete.

    Publicado por Rodrigo Pedrosa | 03/05/2010, 2:48 pm
  12. Senna foi o maior piloto da F1 moderna….

    Tinha um talento sobrenatural, mas não era só isto

    Tinha também uma garra, uma determinação, um desejo de vitória que deixava todos impressionados

    Para muitos beirava a obsessão…e talvez fosse

    Para mim isto não importa….o que importa é que ele nos brindava todos os domingos com performances espetaculares….era um verdadeiro show; resultado de um mix de técnica, arrojo, velocidade, agressividade…..e finalizava na maioria das vezes com vitórias

    Nos mostrou muitas vezes que o impossível é questão de ponto de vista….pode ser impossível para uns, para outros não

    E o melhor de tudo: fazia questão de mostrar que cada vitória sua, era uma vitória do Brasil.

    Sinto um grande orgulho de ser seu conterraneo e um privilegiado por poder ter acompanhado sua trajetória.

    Obrigado Ayrton Senna.

    Para quem não viu: AYRTON SENNA DEFENSIVE DRIVING MASTERCLASS
    “chegar é uma coisa, ultrapassar é outra”

    [ ]´s

    Publicado por Márcio R. | 03/05/2010, 6:47 pm

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: