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Red Bull perde performance e não usará Asa Duto na Turquia

Um efeito colateral da magnífica ideia da McLaren ao desenvolver a asa duto é que a concorrência foi obrigada a “correr atrás” do equipamento, gestado em 2009 e muito bem integrado ao MP4-25 em 2010. Para os adversários, isto significou, repentinamente, dedicar-se a outra área utilizando tempo útil em túnel de vento, em manufatura, no acerto em pista e na análise comparativa entre os dados encontrados no CFD, no túnel de vento e, finalmente, em pista.

Em suma, o mecanismo tornou-se uma distração extra para a concorrência.

Primeiro, a asa deu dor de cabeça à Ferrari, que estreia uma versão mais refinada na Turquia, mas perdeu algum “downforce” ao adotá-la. Agora, parece ter afetado a Red Bull, que a testou nas duas sessões livres hoje de manhã. A Asa deu o esperado ganhou de velocidade de ponta, mas a análise comparativa pós-treinos revelou que o duto comprometeu algum nível de downforce do RB6, e sua estreia foi adiada para o GP do Canadá.

Ainda assim, sem a bela idéia que é o duto incorporada ao seu belo carro, a Red Bull continua a equipe a ser batida amanhã e domingo.

Discussão

7 comentários sobre “Red Bull perde performance e não usará Asa Duto na Turquia

  1. Dutos, Dutos e Dutos… na minha simples e humilde opnião, deveria ser banido, mas deixamos para 2011 para ver o que acontece.

    Publicado por Jackson | 28/05/2010, 4:39 pm
  2. Conseguiremos aferir o “efeito duto” amanhã fazendo uma comparação entre os tempos de sexta-feira e os tempos de sábado das RedBull?
    Ou no sábado a configuração dos carros já mudaria os tempos completamente?
    Talvez tenhamos uma boa noção do “efeito duto” olhando os tempos do setor rápido feitos pelas RedBull na sexta-feira com os tempos do sábado.

    Publicado por Alexandre Pires | 28/05/2010, 4:41 pm
  3. O Circo precisa rever as regras!

    deixar tudo mais bem definido para 2011 em diante…

    Publicado por Lucas Túlio | 28/05/2010, 5:00 pm
    • Em alguns pontos a FIA realmente deixa a desejar na clareza do seu regulamento. Mas, por outro lado, se tudo estiver definido nos mínimos detalhes – o que pode e o que não pode, passaremos a ter carros iguais de diferentes cores com diferentes motores disputando um título. Dar um pouco de margem para novas criações é sempre muito bom para fomentar a competitividade entre as equipes. Acho que esse é um grande diferencial da F1 em relação à Indy, por exemplo. Lá, os carros são padrão. Não deixa de ser uma categoria muito competitiva e emocionante. Mas, historicamente, muitas inovações que hoje vemos em carros de rua vieram da F1 e isso, em muito, se deve à flexibilidade do regulamento.
      É lógico que recursos como esse do duto não viriam a ser utilizados em carros de rua, mas é sempre bom ver como os engenheiros e projetistas da F1 são capazes de encontrar soluções para aumentar a performance dos seus carros.
      Encontrar um meio-termo no regulamento, permitindo aos times criarem inovações que possam ser aplicadas à “vida real” mas que mantenham a competitividade e – muito importante – a participação do piloto como grande diferencial para o rendimento dos carros nesse grande show que é a F1, sempre deve ser levado em conta no momento de criar/modificar as regras do jogo.

      Publicado por Allan Wiese | 28/05/2010, 5:45 pm
    • É importante este tópico. O que o Allan coloca resume os impasses da categoria.
      Mas a meu ver, Allan, a Fórmula 1 perdeu a função de “laboratório” por não poder seguir os interesses da indústria de automóveis. Hoje a pesquisa automobilística está centrada em maior uso da eletrônica, da eletricidade, de motores elétricos, de conservação e aproveitamento energético, carros inteligentes e outros pontos de pauta. A Fórmula 1 estar momentaneamente incompatível com estes objetivos atuais. A categoria não pretende deixar de ser uma categoria com motores de combustão interna, com transmissão mecânica, câmbio de troca de marchas, freios a disco, volante com coluna direção assistida, suspensão tradicional e outras coisas. Mecanicamente a Fórmula 1 optou por estacionar. Por isso, hoje o diferencial está no desenho da carroceria.
      Mas este seria um assunto para um post a respeito de como seria a Fórmula 1 do futuro. O Los Angeles Auto Show Design Challenge 2008 propôs isto. A vencedora foi a Mazda com o seu Kaan, um monoposto que correria uma tal de E1 (Electric 1). http://www.mazdausamedia.com/concept_vehicle/mazda-kaan
      Abraços

      Publicado por Alexandre Pires | 28/05/2010, 6:33 pm
    • É verdade Alexandre. Pensava nisso ao escrever. Exemplos como a proibição da suspensão ativa (a muito tempo) ou do controle eletrônico de tração mostram isso. E é esse o ponto onde se considera que o piloto deve fazer diferença na competitividade. Sinceramente, eu sou meio nostálgico nesse ponto e não iria gostar nada se a categoria um dia chegasse ao ponto de termos carros como esse do link que você postou.
      Por isso também é meio contraditório o que o Rubinho falou, dizendo que o duto vai contra o espírito da categoria quando exige que o piloto atue em mais um ponto no momento de guiar o carro. Ele não se lembra mais de quando guiava carros com alavancas de câmbio ao invés de borboletas no volante para trocar as marchas?

      Mas iniciativas como o KERS no ano passado (e que volta ano que vem) mostram que a F1 se preocupa sim com inovações que possam ser aplicadas ao dia-a-dia, apesar de todas as restrições do regulamento.

      De fato é um terreno com fronteiras muito tênues…

      Publicado por Allan Wiese | 28/05/2010, 10:32 pm
  4. A Ferrari do Massa está desequilibradissima sai de frente sai de traseira parece asa delta em dia de tempestade..então com pneus duros..coisa que notei, para além do accionamento do F-duct com o joelho da Ferrari, de que já tinha falado ontem, que é um improvement, é que sempre que o usa o F10 fica sem balance, em Barcelona perderam carga aerodinâmica de forma brutal, ficaram muito mais longe das Red Bull que nos testes de inverno, e hoje o Massa não acertava com o carro.

    Hoje estava ansioso por ver se o tamanho, em termos de grossura do mesmo F-Duct da Ferrari, tinha aumentado e não continua fininho, assim como o da Sauber, o da McLaren tem mais do dobro do calibre, e mesmo o novissimo da Red Bull também é muito maior, a maior caudal de saída de ar, maior arrefecimento, mais ar frio mais neutralização do efeito do aleiron traseiro..

    Abraços

    Publicado por SennaCeccotto12 | 28/05/2010, 5:05 pm

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