//
você está lendo...
ARTIGOS

Nova Asa traseira Móvel: Tecnologia que leva a F1 para trás

Neste último pacotão de mudanças anunciadas pela FIA, uma sugestão feita pela nossa querida FOTA (Associação das Equipes de Formula 1) parece ter desagradado tanto fãs quanto pilotos.

Para substituir a discutível asa duto desenvolvida pela McLaren, a FOTA sugeriu um complexo sistema composto de uma asa traseira com um “flap” móvel, acionado eletronicamente apenas quando o piloto, à caça de um adversário (quem se defende não poderia acionar a asa), estivesse a 1 segundo de diferença. O sistema seria desativado imediatamente depois que o piloto pressionasse o pedal do freio.

Seria permitido o uso na classificação, mas não nas primeiras duas voltas das corridas.

Como vocês podem ver acima o sistema que ainda está em desenvolvimento é complexo, confuso e estimula muitas discussões.

A primeira é quanto à artificialidade da ultrapassagem gerada por esta nova asa, algo que vimos acontecer quando da adoção do KERS. Mark Webber, o mais ácido nas críticas até aqui, acredita que ultrapassagem deveria envolver mais habilidade natural que uma combinação de botões apertados no display do volante.

A segunda é quanto a constante padronização de áreas de desenvolvimento na F1. Ao contrário da Asa Móvel sugerida pela FOTA, a “Asa Duto” da McLaren é uma das idéias mais simples e genialmente originais já introduzidas na categoria.

Não exigiu muito, apenas o instinto de um engenheiro capaz de transferir conceitos da aviação para a F1.

À parte a aplicação da ideia, a Asa Duto também gerou boas discussões internet afora, estimulando boa exposição e publicidade para a categoria.

Mesmo por trás de toda a suposta tecnologia necessária para sua aplicação e acionamento, a ideia da FOTA é, paradoxalmente, retrograda e conflitiva com o espírito inovador que sempre marcou a história da F1.

Discussão

22 comentários sobre “Nova Asa traseira Móvel: Tecnologia que leva a F1 para trás

  1. Um asa móvel é melhor que uma “asa duto”, afinal a segunda tenta emular a primeira, tal qual asas flexíves.

    O problema não é parte técnica, mas o regulamento esportivo para o uso da mesma.

    Publicado por highdownforce | 25/06/2010, 6:36 pm
  2. Olá,

    Bem, com todo o respeito que eu tenho ao blogueiro Becken, acho que a choradeira é pq tão tirando o doce da maclaren. Primeiro pq SIM é uma revolução e parece que ninguem conseguiu copiar com eficiencia, Segundo, sou contra padronizações, acho que os “truques” aerodinamicos, criados por engenheiros criativos deveriam ser é estimulados.

    Então, padronizar asas, pra que o fulano ganhe mais km´s e assim consiga ultrapassagens, é loucura, e cada vez mais grandes pilotos ficam despretigiados, isso vai igualar mais otimos pilotos com pilotos regulares, como dito, um ‘passo atrás’ pra quem gosta de talento e espetáculo.

    Abraço

    Publicado por Anderson Dorneles | 25/06/2010, 6:52 pm
    • Bem, com todo o respeito que eu tenho ao blogueiro Becken, acho que a choradeira é pq tão tirando o doce da maclaren.

      Eu acho que vc só tem essa opinião por que, me desculpe, vc não entendeu o real conceito do que está escrito.

      ;)

      Publicado por Becken Lima | 25/06/2010, 7:05 pm
  3. Acho que nunca chegaremos a uma conclusão de “como aumentar as ultrapassagens”. Só uma máquina do tempo mesmo.

    Publicado por Alfred Newman | 25/06/2010, 6:54 pm
  4. Simples, chaves para ultrapassagens é: Sem F-Duto, sem Difusores, sem asas móveis, carros mais estaveis sem muitos efeitos aerodinamicos falicitam o VACUO, o que gera menos trepidação para o carro que vem atras, falicitando assim a ultrapassagem, e lógico, redução da asa dianteira para as que vimos até 2008.
    Quanto essa Asa traseira, é mesmo ridiculo o que tentam impor para buscar ultrapassagens, todo ano muda a categoria, ta parecendo Stock Car…

    Publicado por Jackson | 25/06/2010, 7:05 pm
    • concordo com voce jackson. Eu padronizaria varias coisas na F1, deixaria as equipes se virarem com coisas como escolha pneus (se a pirelli disponibilizar uns 3 compostos diferentes já é uma grande ajuda para nós apreciadores) poderem colocar a quantidade gasolina que quiserem (uma parada, duas, tres – o que fosse lógico para elas) mas no aspecto tecnico e regulamentar tudo igual.
      Kers padrão para todas, freios (e menos eficientes que os atuais) asa dianteira, asa traseira e penduricalhos que forem permitidos) igual para todos
      Deixaria livre chassis e motor, que é o diferencial da F1 em relação a outras como indy, etc.

      Publicado por MASSA vs carros troféu Linea (BY EU) | 26/06/2010, 2:19 pm
  5. O conceito “video game” que está se apoderando também da F1 é o que me deixa mais perplexo. Tudo que eles pensam é baseado no apertar de botões pelos pilotos e criar artificialmente maneiras de se melhorar o grande mal que aflige a categoria máxima do automobilismo, a falta de competitividade.

    Que coisa mais exdrúxula essa de manipular a aerodinamica dos carrros, para que em condições específicas e herméticas, sejam realizadas ultrapassagens? Onde é que entra ai a habilidade e o talento do ser humano em poder sentir, por sí próprio, a hora adequada em poder lutar por posições com os outros oponentes?

    Quem irá monitorar este dispositivo que irá ser acionado quando o competidor estiver a 1 seg. ou menos do outro, o Charles Whiting da FIA? Haverá uma sala de controle cheio de monitores para cada carro na corrida ou haverão sensores de distância? Isso só pode ser uma grande piada. Façam então como os aviões não tripulados onde um tripulante(?), confortavelmente instalado, em uma sala de operações, realiza todas as operações da máquina. E no caso dos aviões até se justifica, porque o intuito é poupar vidas

    Onde é que entra ai a habilidade e o talento do ser humano em poder sentir, por sí próprio, a hora adequada em poder lutar por posições com os outros oponentes?

    Pô, parece que quanto a gente mais reza, mais assombração aparece!! Cruzes!!

    saudações

    Publicado por celso gomes | 25/06/2010, 7:10 pm
    • Ótimo comentário, Celso!

      O que me deixou perplexo é que foi uma ideia que brotou da FOTA, não da FIA. A FOTA tende a ser bem prática na sugestão de regras e mudanças técnicas, mas desta vez eles foram por um caminho absolutamente contrário a este histórico…

      Publicado por Becken Lima | 25/06/2010, 7:17 pm
    • Alguns pilotos ironizam a aprovação das asas .
      Kubica é um que é contra a asa móvel , seu argumento é o de que as corridas já estão bem competitivas .
      ” Muito mais do que em 2007 , quando iniciei na F1 e as ultrapassagens eram , bem mais raras ” , diz o polonês .

      Publicado por Marco | 25/06/2010, 10:16 pm
  6. O carro da Ferrari está andando bem. Mas ficou ainda mais feio. Meus Deus…

    Publicado por F-1 | 25/06/2010, 7:30 pm
  7. Aerofólio traseiro móvel + Aerofólio Dianteiro móvel + KERS + Pneus Slick + Motores Turbo hum…. pode até ficar legal… eu adicionaria uma Redução Drástica no poder de Frenagem dos carros… duvido se n iam ter mais ultrapassagens…

    Agora condordo que ficaria mto artificial.

    Aproposito a F-Duct da Maclaren foi demais…
    Temos que tirar o chapeu pra Equipe Prateada.

    Publicado por iDavid | 25/06/2010, 7:42 pm
  8. “Ao contrário da Asa Móvel sugerida pela FOTA, a “Asa Duto” da McLaren é uma das idéias mais simples e genialmente originais já introduzidas na categoria.”

    Becken, deixando a torcida de lado, você há de concordar que Asa móvel é bem, mas bem mais barato do que implementar o tal duto…

    As condições de uso da Asa Móvel é que são controversas…

    Publicado por Thiago | 25/06/2010, 7:55 pm
    • ->
      Becken, deixando a torcida de lado, você há de concordar que Asa móvel é bem, mas bem mais barato do que implementar o tal duto…
      ->

      Afirmação relativa. O que torna caro a implementação do F-Duto é a falta de treinos e, principalmente, a homologação dos carros exigida pela FIA, da forma como é hoje. O F-Duto é um dos sistemas mais interessantes que já foram criados na categoria e é extremamente barato pois não utiliza nada de tecnologia eletrônica. Trata-se apenas de canalizar o ar para onde ele deve ir. Simples, prático e muitíssimo barato.

      Publicado por djow | 25/06/2010, 9:23 pm
    • Caro Djow,

      Treinos liberados e alterações nos chassis são carissimos.

      Fazer uma asa móvel não representa nada importante no orçamento das equipes.

      Eletrônica é muito caro para desenvolver, mas muito barato para usar, e não se desenvolveria muita coisa para aplicar a asa móvel.

      Um abraço,

      Sirlan Pedrosa

      Publicado por Sirlan Pedrosa | 25/06/2010, 10:25 pm
  9. não acho uma coisa muito inteligente a se fazer, a idéia até parece ser interessante porem como de costume isso vai abrir varias brechas no regulamento, podendo uma equipe se distanciar muito das outras, para mim o ideal era não mudar o regulamento com isso as equipes trabalhariam somente no refinamento do carro ficando todas mais parelhas, e não acredito muito no aumento de ultrapassagens, para isso ocorrer é só fazer pistas melhores que elas voltarão e outra coisa colocar pneus bem mais duros com isso menos aderência acho que aumentaria o desafio.

    Publicado por julio | 25/06/2010, 9:18 pm
  10. Olá,

    Desculpe becken se eu entendi errado. Não revisei sei blog pra saber, mais ano passado vc era favor ou contra o difusor duplo feito pela Brawn?

    Acho que agora vc entendeu oq eu quis dizer.

    Abraço

    Publicado por Anderson Dorneles | 25/06/2010, 9:44 pm
    • A favor:

      Em resumo, os adversários de Brawn GP, Williams e Toyota, estão em pânico, pois não tiveram a coragem de arriscar e adotar uma solução como a da Brawn. Um difusor é algo complexo, que se banido, poderia afetar toda a estrutura do carro, jogando fora todo um projeto. A Brawn deve ser recompensada pela esperteza em saber ler e interpretar as regras, encontrando uma brecha preciosa — e também pela coragem ao seguir adiante em seu projeto, algo que parece ter fascinado até a Charlie Whiting, responsável departamento técnico da FIA.

      A culpa, portanto, mais uma vez, deve ser depositada somente na conta da FIA e de seus péssimos redatores.

      https://f1around.wordpress.com/2009/03/26/razoes-por-tras-da-guerra-dos-difusores/

      Publicado por Becken Lima | 25/06/2010, 11:53 pm
  11. A simplicidade é sempre o melhor caminho.

    A implementação do F-duto é simples, e até agora nehum risco de mover o joelho.

    Publicado por Alexandre Gomes | 25/06/2010, 9:55 pm
  12. Becken,

    Eu confesso que ainda não tenho opinião formada sobre esse tema.

    Uma coisa porém é muito positiva : depois de anos com uma F1 onde ninguém passava ninguém, a questão da ultrapassagem hoje parece estar no cerne das mudanças propostas. E isso é muito bom, mesmo que tenham errado na dose.

    O F-Duto é uma idéia genial (o ar que entra pelo cockpit serve para atuar como uma válvula para permitir ou não a passagem do ar que entra pelo airbox e “estola a asa”). Acontece que é perigoso, porque a calibração é muito complexa, a ação e a mudança no comportamento da asa não é imediato, e a manipulação através da perna é muito menos intuitiva e natural para o piloto.

    Se é para permitir que todos tenham o F-Duto, melhor mesmo a asa móvel que é muito mais barata e fácil de instalar e operar. Só não usam hoje porque o regulamento não permite, mas a aplicação é muito fácil de realizar.

    O gerenciamento do uso da asamóvel, que para nós parece complexo num primeiro momento, é muito fácil de ser implementado pela FIA nos carros, já que hoje a central eletrônica é padronizada. Na prática o piloto vai ter uma luzinha que vai avisar que ele pode usar o sistema e pronto. Os critérios que vão fazer essa luz acender ele não vai nem se importar muito, é uma função da eletrônica embarcada gerenciar esses parâmetros e liberar o uso.

    O que me incomoda é o piloto da frente não poder usar para se defender. Isso acaba criando uma situação artificial na disputa, e isso é muito ruim do ponto de vista esportivo.

    Por outro lado, se os dois pilotos que disputam a posição usam o sistema, ele perde o sentido de existir como facilitador de ultrapassagens.

    Talvez uma limitação da quantidade de uso na corrida….umas 5 ou 6 vezes independente de se estar próximo ou não de outro carro…aí funcionaria como um “modo turbo aerodinâmico” que cada piloto poderia gerenciar da forma que achasse melhor.

    É uma coisa para ser avaliada e discutida, analisar os prós e contras.

    Não tenho opinião formada ainda, mas o fato de chegarem a medidas tão extremas para facilitar as ultrapassagens mostra que a estratégia está correta, talvez a tática esteja errada, mas a estratégia está certa e isso é muito bom.

    Um abraço,

    Sirlan Pedrosa

    Publicado por Sirlan Pedrosa | 25/06/2010, 10:20 pm
    • Se tivesse opinião formada então…

      perfeito!

      Publicado por Felipinho | 26/06/2010, 5:24 pm
  13. – É video game ?
    Poe um botão que acione um nitro no carro que sai fogo.
    Fala serio, cada vez mais artificial.

    Publicado por Felipe F. | 26/06/2010, 2:49 pm
  14. Com essa regra, talentoso não vai ser o piloto que fizer ultrapassagens, mas sim aquele que defender posições…

    Publicado por Allan Wiese | 28/06/2010, 10:34 am

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: