//
arquivos

A HISTÓRIA DA FORMULA 1

Esta categoria contém 4 posts

MP4-C12: o novo super esportivo da McLaren

IMAGEM: carmagazine/Reprodução MP4-12C b(MP4-12C: uma ilustração em 3D do super esportivo  da McLaren)

Eu imagino que Ron Dennis e a sua obsessão patológica por perfeição e limpeza tenham levado à loucura a equipe encarregada do desenvolvimento do seu novo super esportivo — o P11 agora intitulado MP4-12C. Aparentemente o resultado não será nada menos que soberbo.

Sim, há uma ambição meio desmedida em sua intenção de transformar o seu super esportivo em uma espécie de “Ferrari inglesa,” mas não duvide de um homem que em 18 anos no comando da McLaren, obteve mais sucesso na Formula 1 em termos de resultados que o alcançado durante todos os anos que Enzo Ferrari esteve no comando da equipe de Maranello (Ron Dennis: 2765.5 pontos  X  Enzo Ferrari   1475 pontos).

Já o carro trará todas as interfaces tecnológicas presentes nos últimos super esportivos — interação com a internet via conexões wireless, acesso ao Google maps, download de MP3, etc — e certamente alguns das últimas inovações desenvolvidas para a Formula 1: talvez o KERS (não há confirmação ainda!) e uma suspensão variável que parece ser parente do J-DAMPER — o amortecedor inercial desenvolvido pela McLaren em conjunto com a Universidade de Cambridge e que pode ser uma das grandes inovações na Formula 1 dos últimos anos.

O motor é um mistério, mas espera-se que o MP4-12C seja empurrado por um V8 de 6.2 litros desenvolvido e construído in-house — algo que explicita a seriedade em construir um carro com DNA 100% McLaren.

Especula-se que quarta-feira seja o dia da apresentação oficial do carro, que custará a módica soma de US$ 264.000 cada unidade. A McLaren Automotive gastou uma montanha de dinheiro no desenvolvimento do carro, algo em torno de US$ 264 milhões, dinheiro que financiou os serviços de Frank Stephenson, ex-Diretor de designer da Ferrari.

Junto com a apresentação do carro a companhia talvez anuncie o investimento de aproximadamente US$ 492 milhões em uma nova fábrica automotiva a ser construída ao lado do seu quartel-general em Woking — investimento proveniente da Ásia e do Oriente – médio.

Anúncios

Valência: a grande chance de Barrichello…

IMAGEM: Brawn/Divulgação rubenstowin(RUBENS: Sua grande chance de vencer na temporada será hoje)

Pelo menos esse é o consenso entre quem está lá no paddock. A grande pista para se apontar o Rubens como o favorito é o seu tempo no Q2 — 1 décimo mais rápido que Lewis Hamilton — em conjunto com a estimativa de 3 a 4 voltas que ele permanecerá na pista após a 1ª parada de Hamilton e Heikki Kovalainen nos boxes.

Resta saber quanto do tempo de Lewis no Q2 é representativo pela quantidade mínima de voltas que ele deu nessa fase da classificação…

Para vencer, no entanto, Rubens terá que remar muito. O primeiro desafio para confirmar o favoritismo será a largada. Ele terá a vantagem de estar no lado limpo da suja pista de Valência, mas contra carros devidamente armados com o KERS a vantagem é, teoricamente, quase inexistente.

O segundo desafio — como apontada pelo Carlos T, na sessão de comentários — será a capacidade de Rubens de manter um ritmo consistente sob o forte calor mediterrâneo que lhe permita perseguir durante 17 ou 18 voltas as duas McLarens — além de gana para superar um eventual jogo de equipe entre os pilotos de Woking.

Se a briga pela vitória resumir-se as duas McLarens, restará saber se Heikki será agressivo o suficiente para superar Lewis na largada ou para comboiá-lo durante toda a primeira perna de corrida e aproveitar a sua voltinha de vantagem de combustível para tomar a liderança. Assim como para Rubens, falta a Heikki consistência, o que pode lhe tirar o emprego ao fim dessa temporada. A largada é a sua grande chance…

De Rubens para trás a grande expectativa mesmo é quanto ao “Ménage e Trois” entre Vettel, Button e o distante Webber, os homens na caça direta pelo título. Será curioso ver que papel o “cinKERSizado” Raikkonen — muito agressivo nas últimas largadas —, o bicampeão Alonso e o filho de Keke Rosberg desempenharão nessa briga.

Minha aposta para vencer é o provável desempregado Heikki, e o coringa dessa vez é mesmo Barrichello.

A história da Formula 1 – 1ª Parte – 1900/1950

Introdução

Existe melhor maneira de fomentar o amor a Formula 1 do que contando um pouquinho de sua história para os novos aficionados? Não, não existe.

Os textos que aqui contam essa história são breves e resumidos e não pretendem mergulhar com profundidade de detalhes na longa e rica história da categoria, mas sim servir como um guia para que o próprio leitor vá descobrindo por si mesmo, no futuro, o quão rico é o esporte em fatos e acontecimentos.

No futuro, talvez com mais tempo a disposição, eu mergulhe em fatos com mais detalhes.

As fontes primárias usadas foram os textos escritos por Christine Blachford, editora do Sidepodcast, e que fazem parte de uma mini série que aborda a história da Formula 1. A cada semana teremos novo capítulo que cobrirá uma década e assim se seguirá até o ano 2000.

Para iniciar, uma breve passagem pelo automobilismo primitivo pré-1950 — ao automobilismo que viu surgir o lendário Tazio Nuvolari e também novas tecnologias desenvolvidas pela Alemanha de Adolf Hitler.

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

A história da Formula 1 – 1ª Parte – 1900/1950

tazioTAZIO NUVOLARI: a primeira grande estrela da história do automobislimo

A Formula 1 moderna e toda a sua história escrita nos livros dos recordes como conhecemos inicia-se em 1950, mas a sua verdadeira essência pode ser traçada desde o fim do século XIX e início do século XX na Europa.

Naquela época as competições envolviam carros pesados, os pilotos eram acompanhados por mecânicos por conta do alto índice de quebras e sa pistas eram simples estradas que singravam o interior da França.

Diante dessas condições, a primeira corrida propriamente dita ocorreu em um trajeto entre Paris e Bordeaux (e a prova chamou-se, adivinhem, Paris-Bordeaux!) que completou a distância de 1200 km. O vencedor levou 48 horas para cobrir tal distância e as maiores velocidades chegaram a “impressionantes” 29.9 milhas por hora.

Em 1901 tivemos a primeira corrida com o nome “Grande Prêmio” em seu título: o Grande Prêmio da França, ocorrido em Le Mans e que cobriu a distância de 700 milhas com picos de velocidades que chegaram a 63 milhas por hora.

Durante a Primeira Guerra Mundial — que envolveu a maioria dos países nos quais o automobilismo estava nascendo — as corridas foram suspensas e muitos dos pilotos dirigiram-se para os Estados Unidos para competir na Indy 500. Logo depois da primeira grande guerra, os Grandes Prêmios começaram a se realizados em Le Mans e Lyon, estabelecendo assim a França como o principal hospedeiro do esporte a motor.

As corridas então espalharam-se pela Europa, com o principado de Mônaco e também a Bélgica hospedando os seus próprios Grandes Prêmios. Àquela época, já havia algumas forças dominantes no esporte, Ferrari Mercedes Benz e Bugatti, que estavam muito a frente de seus competidores em termos tecnológicos.

Pouco antes da Segunda Guerra Mundial o interesse geral em automobilismo decaiu como nunca, muito de acordo com a situação econômica mundial que passava pela grande depressão e também pela restrição imposta pela geografia da guerra naquele momento.

Mesmo com a guerra dificultando a evolução do automobilismo, ainda assim, Adolf Hitler, o principal agente motivador do conflito, foi um dos principais instigadores ao desenvolvimento da tecnologia que acabou sendo utilizada nas corridas, com ambas as grandes marcas alemãs, Audi e Mercedes, sendo beneficiadas por incentivos do governo alemão na época.

Com tais incentivos, os alemães desenvolveram e introduziram novas tecnologias no mundo das corridas, como a pesquisa em aerodinâmica e a mistura de combustíveis. Tais esforços transformaram os alemães na nova força dominante do primitivo automobilismo na época, tirando o poder das mãos de italianos e franceses.

Nesses anos, a grande estrela das corridas era o piloto italiano Tazio Nuvolari, que iniciou sua carreira em motos e era capaz de vencer em qualquer carro que pilotasse. O lendário italiano venceu a primeira corrida que tinha a classificação em seu formato — o Grande Prêmio do Mônaco em 1933 — mas a sua grande conquista foi o Grande Prêmio da Alemanha realizado em Nurburgring em 1935, vencido a bordo de um defasado Alfa Romeo contra os mais avançados carros de competição da época.

Tazio Nuvolari pode ser considerado, então, a primeira grande estrela do automobilismo dentro da tradição como o conhecemos hoje.

(FONTES: Sidepodcast e Wikipedia)

A história da Formula 1 – 2ª Parte – 1950/1960

IMAGEM: Cahier Archive fangio(JUAN MANUEL FANGIO: a força dominante na década de 50)

A história da Formula 1 – De 1950 a 1960

Logo após a Segunda Guerra Mundial, a FIA iniciou o campeonato mundial de automobilismo como conhecemos hoje. O campeonato foi nomeado “Formula A” e seria mudado para “Formula 1” logo depois. A palavra “Formula”, contida em seu nome, faz referência ao corpo de regras que um carro produzido por uma equipe precisa seguir para poder competir no campeonato.

A distância mínima foi alterada inicialmente de 500Km para 300km, o que significava ter mais circuitos à disposição para os Grades Prêmios. A primeira corrida desse recém fundado campeonato foi realizada na Inglaterra no circuito de Silverstone e  a prova foi vencida pelo italiano Giusepe Farina pilotando uma Alfa Romeo 158. Para conquistar o primeiro campeonato oficial na história da Formula 1 sobre Juan Manuel Fangio, Farina ainda venceu os Grandes Prêmios da Bélgica, Itália e Suíça.

O estilo de pilotagem na época era visivelmente desajeitado e os pilotos pareciam curvadamente inconfortáveis em seus cockpits, o que dificultava o controle do carro. O novo campeão Farina desenvolveu um novo estilo de pilotagem, com os braços firmes e estendidos ao segurar o volante, o que acabava oferecendo mais base de apoio e relaxamento durante a pilotagem. O estilo fez sucesso e acabou sendo adotado por quase todos os pilotos.

Após a vitória de Giusepe Farina no primeiro ano da Formula 1, Juan Manuel Fangio tornou-se a força dominante na década, vencendo cincos título por cinco equipes diferentes, feito jamais alcançado por nenhum piloto na história.

Uma das mudanças de equipes de Fangio veio exatamente depois de um dos mais trágicos acidentes em toda a história do automobilismo, que vitimou 80 pessoas em uma prova de 24 horas em Le Mans. Fangio pilotava um dos carros da Mercedes Benz que após o retirou-se das competições na Formula 1.

Ainda existem controvérsias se a Mercedes abandonou as competições por não ter competidores à altura ou se o motivo principal foi realmente o acidente de 1955, mas os afastamento da equipes da Formula 1 durou até a década de 90.

Um dos grandes rivais de Fangio na época foi o lendário inglês, Stirling Moss. Moss é considerado um dos maiores pilotos da história da Formula 1, apesar da ironia de jamais ter vencido um campeonato.

Em 1958 Moss foi parado por outro inglês, Mike Hawthorn. Hawhorn pilotava uma Ferrari e derrotou Moss que o combatia em um dos carros mais belos da Formula 1, o lendário Vanwall. Conflitos internos dentro da equipe italiana foram o suficiente para provocar o afastamento definitivo de Hawthorn da Formula 1, que veio a morrer tragicamente logo depois de sua aposentadoria em um acidente automobilístico, mas longe das competições.

O Reino Unido começou então a ser reconhecido como o lar do automobilismo no início da categoria, apesar de suas origens fora da ilha Britânica. Cada vez mais pilotos britânicos juntavam-se à categoria e cada vez mais engenheiros britânicos os auxilliavam. Como conseqüência do sucesso britânico, o início da década de 60 viu o verde escuro de suas equipes ser adotado como a cor oficial da Formula 1.

(FONTES: Sidepodcast e Wikipedia)

%d blogueiros gostam disto: