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Schumacher ou Prost: qual trajetória Alonso seguirá na Ferrari?

IMAGEM: Ferrari/Divulgação alain(PROST pilota um dos mais belos carros da história da F1)

Nosso amigo Daniel Gomes escreveu dois soberbos posts traçando paralelos entre as chegadas de Michael Schumacher e Fernando Alonso à Ferrari que eu recomendo a leitura. Ao fim dos dois posts, que são um esplêndido “Tour de Force” dentro da história recente da Formula 1, chega-se à conclusão de que não estamos assim tão longe de uma segunda Idade das Trevas na categoria, com o melhor piloto no melhor carro dominando o esporte, tediosamente, ano após ano.

Eu não pretendo mergulhar nos pormenores das coincidências históricas como fez, admiravelmente, o editor do Splash N´Go e minha impressão é mais genérica e centrada na atmosfera emocional e nos dramas por trás da chegada de Alonso. Mas para mim, é a chegada de Alain Prost, no início da década de 90, o modelo ideal para se traçar tal paralelo com o espanhol hoje.

Comparando Fernando diretamente com Prost, é possível perceber que os dois são animais políticos, capazes de manipular público, imprensa e dirigentes de forma fria e calculista, partindo para batalhas mentais públicas com adversários para desestabilizá-los dentro das pistas.

Assim como com Prost, há sempre um subtexto nas declarações de Alonso. Schumacher jamais usou de tais táticas, seu approach era mais auto-centrado e discreto, evitando ao máximo qualquer exposição emocional desnecessária.

Outro ponto é a motivação pessoal que levou às contratações de Prost e Alonso. Fernando chega à Ferrari trazendo a mesma mágoa e carga dramática que Prost quando saiu da mesma McLaren. O francês, assim como Alonso hoje, acusara a equipe e a fornecedora de motores — a Honda na época — de engenhar um complô para beneficiar Ayrton Senna.

Alain saiu magoado de uma equipe que tornara sua antes da chegada de Ayrton em batalhas homéricas com Nick Lauda, assim como Alonso, que idolatrava a McLaren.

Por fim, lá no fundo, eu não acho que Alonso dominará a Formula 1 como fez Schumacher do início para o meio dos anos 2000 — a Ferrari não é politicamente a mesma e os adversários são muito melhores que os da era Schumacher. Tendo a crer que Alonso na Ferrari será um meio termo, com indiscutíveis flashes de genialidade entremeados com momentos tensos, principalmente quando ele for batido por Massa ou quando a equipe fizer uma salada mista em um de seus pit stops.

Duvido também que Alonso seja demitido sumariamente como foi Prost da Ferrari, depois de o francês envolver-se em uma guerra pública com Cesare Fiorio, dirigente da equipe na época. Mas não tenho dúvida que, devidamente sentado em um carro Ferrari, Alonso será o homem mais perigoso da F1 nos próximos anos.

Uma breve biografia do mais poderoso carro da história da Formula 1

IMAGEM: F1 Racing.ukMP4-4 F (O MP4/4: inerte na entrada do Centro Tecnológico da McLaren em Woking)

No próximo final de semana, no tradicional Festival de Velocidade em Goodwood, na Inglaterra, Lewis Hamilton pilotará a McLaren de Ayrton Senna, dividindo-a com Bruno Senna, que a pilotará na sexta-feira e no sábado.

Ao contrário do ordinário MP4/24 desse ano, o seu parente distante dominou por completo a F1 há 21 anos atrás. Para se ter uma perspectiva histórica do domínio do MP4/4, os dois pilotos da McLaren — Senna e Prost — venceram 15 das 16 corridas daquela temporada, sendo dez dessas vitórias dobradinhas. Enquanto Ayrton e Alain lideraram 1.003 voltas, apenas dois outros pilotos foram capazes de ficar a 28 ínfimas voltas frente dos homens da McLaren. 15 das 16 provas tiveram um MP4/4 largando na pole-position. Somados, os dois pilotos marcaram 199 pontos contra 201 de todo o resto do grid. Até a confiabilidade foi superior, chegando a níveis modernos com apenas um abandono de Prost no GP da Itália por problemas de motor. Continuar lendo

O NOVO SITE DA MCLAREN

A McLaren resolveu reformular o seu site, mas para os habitués como eu que visitam o site da equipe regularmente todos os dias, a reforma não passou de uma cirurgia plástica.

A maior parte do conteúdo, em vídeo, áudio e releases, continuam os mesmos. Não há também muitas novidades em termos de interação entre o fã e a equipe, um dos pontos fortes nos sites de equipes como a Renault, por exemplo, que disponibiliza um blog para que os fãs interajam entre si.

Visualmente não se pode negar que o site melhorou, mas ainda assim há que se dizer que mesmo visualmente, o site transmite a atmosfera muito formal da equipe, sobriamente inglesa, talvez refletindo muito do temperamento do seu dono, Ron Dennis, que adora chamar a sua equipe de “a Companhia”.

Há muito cinza e branco, com leves pitadas, aqui e ali, de um vermelho alaranjado, a cor oficial da Vodafone, patrocinadora majoritária da equipe.

Não há, como no site da Red Bull, o desafio para o internauta interagir e ir descobrindo o conteúdo a medida que avança pelo site, nem a descontração nas matérias. A formalidade é o tom até no conteúdo textual.

Eu nesse momento gosto muito do site da Honda. Todo o conceito de uma equipe verde, comprometida com o meio ambiente e com o impacto do homem na natureza, está ali, transmitido visualmente através de muito branco e verde, além da disponibilização de um conteúdo interessante e antenado com o internauta. O ponto alto é a Honda Racing TV, com matérias abordando tecnicalidades da equipe como toda uma operação de pit stop ou a comemoração dos 257 GPS do Rubens Barrichello, a melhor de todas.

Falta ao site da McLaren essa modernidade presente em outros sites. A equipe tem hoje o piloto com o maior apelo de mercado da Formula 1. Lewis é visto freqüentemente acompanhado de estrelas do rap, atores e apresentadores de televisão, celebridades que há algum tempo atrás seriam dificilmente conectadas ao mundo hermético da Formula 1. A equipe poderia valer-se disso para passar uma imagem mais jovem e moderna, menos sisuda e fechada, que é a que temos hoje. Modernizar o site seria um bom começo.

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