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Trailer com novo filme sobre Ayrton Senna

Deus no Brasil, Rei no Japão. Talvez isto explique o fato de o tão festejado documentário sobre nosso Ayrton Senna já ter data de estreia marcada na terra do Sol: 8 de outubro deste ano.

O filme será dirigido pelo inglês Asif Kapadia, diretor premiado pela academia britânica de cinema e televisão (BAFTA.) e produzido pela Universal Pictures.

A grande expectativa em torno do filme fica por conta do material em vídeo posto nas mãos de Asif para a montagem; uma boa quantidade de material inédito provido pela FOM — que é ultra-protetora com seu material visual — e pela família do próprio Ayrton.

Estreia no Japão em 8 de outubro, “coincidentemente, na semana do GP japonês. Mas e no Brasil? Espera-se que também entre outubro e Novembro deste ano. Para saber mais, use o nosso querido Google Translate e confira o hotsitetwitter [clique] em japonês.

Hamilton participa de tributo a Ayrton Senna feito pela BBC

O Top Gear da rede de televisão inglesa BBC fez uma estupenda homenagem aos cinquenta anos de nosso Senna com a participação de seu fã número 1, Lewis Hamilton.

O entusiasmo e alegria de Lewis pilotando o MP4/4 são contagiantes e o mini documentário uma pequena obra prima.

16 anos sem Ayrton (documentário)

Uma breve biografia do mais poderoso carro da história da Formula 1

IMAGEM: F1 Racing.ukMP4-4 F (O MP4/4: inerte na entrada do Centro Tecnológico da McLaren em Woking)

No próximo final de semana, no tradicional Festival de Velocidade em Goodwood, na Inglaterra, Lewis Hamilton pilotará a McLaren de Ayrton Senna, dividindo-a com Bruno Senna, que a pilotará na sexta-feira e no sábado.

Ao contrário do ordinário MP4/24 desse ano, o seu parente distante dominou por completo a F1 há 21 anos atrás. Para se ter uma perspectiva histórica do domínio do MP4/4, os dois pilotos da McLaren — Senna e Prost — venceram 15 das 16 corridas daquela temporada, sendo dez dessas vitórias dobradinhas. Enquanto Ayrton e Alain lideraram 1.003 voltas, apenas dois outros pilotos foram capazes de ficar a 28 ínfimas voltas frente dos homens da McLaren. 15 das 16 provas tiveram um MP4/4 largando na pole-position. Somados, os dois pilotos marcaram 199 pontos contra 201 de todo o resto do grid. Até a confiabilidade foi superior, chegando a níveis modernos com apenas um abandono de Prost no GP da Itália por problemas de motor. Continuar lendo

Relembrando Ayrton

(IMAGEM: The Cahier Archive)senna1

A palavra chave nos sites de busca que tem trazido pessoas até o F1 Around hoje é “Senna”, o que é uma maneira delicada e sensível de a própria internet me obrigar a escrever sobre o aniversário de 15 anos da morte de Ayrton, o maior ídolo que o automobilismo brasileiro produziu em toda a sua história.

Não há muito o que se escrever sobre Ayrton sem que se caia nos clichês mais recorrentes sobre ele, tudo talvez já tenha sido dito e ponderado. Mas nos últimos dois anos a memória de Senna parece ter sido resgatada. Ele nunca pareceu tão presente entre nós e isso se deve, claro, a adoração de Lewis Hamilton pelo brasileiro.

Lewis tem muito do apelo de “entertainer” de Ayrton, uma fina habilidade sob o volante que explode em uma pilotagem ao mesmo tempo agressiva e espetacular. Lewis, no entanto, está longe de ter a mesma intensidade emocional que fluía de Ayrton, estando ele em pista ou não. Ele era um homem que parecia ter nascido apenas para pilotar um carro de Formula 1, nada mais. Sua trágica morte parece dar sentido a esse destino…

Mas muito mais do que a habilidade natural para pilotar um carro de Formula 1, Senna foi dos poucos homens na categoria a usar do seu prestígio, conquistado em pista, para corajosamente lutar e criticar o sistema político e “status quo” da categoria. Senna enfrentou tanto Jean Marie Balestre quanto Max Mosley e pagou sonoramente por isso…

Alguns podem ter melhores números que Senna na história da Formula 1, mas ao contrário de Ayrton, preferiram esconder-se por trás da indulgência e do comodismo que é o silêncio. O esporte nada deve a eles, muito pelo contrário.

Ayrton jamais se furtou a dizer o que pensava e essa coragem de expressar a sua verdade, além da rara habilidade de tornar uma corrida de Formula 1 uma experiência única, sempre lhe destinará um lugar entre os grandes.

As biografias de Senna

biografias-de-senna(BIOGRAFIAS DE SENNA: muitas no mercado, mas poucas com qualidade)

Está no Tazio que o jornalista inglês, Christopher Hilton, um dos maiores especialista em Ayrton Senna no mundo, lançou “Senna: an Interactive Voyage”, mais um livro sobre o piloto brasileiro. O novo livro — que é o sétimo escrito por Hilton sobre Senna — é uma edição de luxo com documentos pessoais do piloto brasileiro, como cartas, itinerários de treinos e fotos inéditas.

Desses sete livros escritos por Hilton, apenas um foi publicado no Brasil, “Ayrton Senna — a face do gênio —”, lançado em 1992 pela Editora Rio Fundo. A edição que eu tenho em mãos é uma reimpressão datada de 1994, que eu suspeito ser um daqueles caça níqueis que buscaram faturar em cima da trágica morte de Senna.

Apesar da tradução sofrível — que transforma a curva Beckets de Silverstone em um piloto — e do descuido no projeto gráfico, esse é para mim um dos mais interessantes livros sobre Senna editado no Brasil. Primeiro por que a perspectiva do livro é estrangeira, o que não permite que o seu conteúdo seja contaminado pelo mito do herói nacional construído no Brasil. Segundo porque o livro é anterior a morte de Ayrton e isso nos permite perceber o impacto do piloto na categoria antes de sua morte e posterior canonização. O interesse sobre o livro recai na observação do quanto a trágica morte de Senna aparou as arestas das inimizades e rivalidades adquiridas durante a sua vitoriosa carreira.

O livro de Hilton não nos poupa de ver o quanto Senna era perseguido e criticado por imprensa, pilotos, dirigentes, torcedores e fãs de fora do Brasil. Nem a sua religiosidade era perdoada. Para se fazer uma analogia com os dias de hoje, era algo muito semelhante com o ocorrido com Lewis Hamilton em 2008. A imprensa inglesa achava Senna arrogante pelo seu veto “ao boa praça” Dereck Warwick, que seria o seu companheiro na Lotus em 86. Os tifosi o vaiavam pelas surras impiedosas que a Ferrari sempre tomou do brasileiro; e os pilotos não perdiam uma única oportunidade para acusá-lo de direção perigosa.

Claro, parte das acusações era o mais puro nonsense, motivada por inveja ou simples rivalidade. Senna não era a unanimidade e o semideus do automobilismo de hoje, e esse rancor contra ele no fundo era a verdadeira medida de sua grandeza e muito menos uma projeção real de seu caráter.

Outro livro obrigatório sobre o piloto é “Senna — o herói revelado —”, do jornalista brasileiro Ernesto Rodrigues. O projeto editorial gráfico do livro é, em uma palavra, primoroso. A pesquisa feita por Ernesto na construção do livro, criteriosa, detalhada e caprichosa. O texto é correto, sem imaginação ou estilo, mas serve bem como sustentação ao tema.

Fatalmente você perceberá que Ernesto não tem tanta intimidade com a complexa dinâmica do universo da Formula 1 e que o ponto forte do livro é mesmo a abordagem da vida de Senna no Brasil. Entre muitas histórias, Rodrigues aborda em detalhes a tempestuosa relação de Senna com Piquet e de como nasceu a tensa inimizade entre os dois; o culto à celebridade em torno do Ayrton herói do Brasil; e o impacto da sua morte na alma do brasileiro comum.

Em um dado momento da leitura você possivelmente se irritará com a insistência de Ernesto em provar que Senna não era gay — como sugeriu Piquet em tom de piada — enumerando uma série de casos amorosos do piloto. Aí talvez fosse o caso de uma abordagem mais científica, psicológica, da personalidade de pilotos introvertidos como Senna e não inflar algo que no fundo não teria tanta importância.

Há muitas biografias de Ayrton Senna no mercado, mas se você deseja relembrar e pôr em perspectiva a carreira de um dos maiores mitos da Formula 1 e de toda a história do automobilismo, esses dois livros são essenciais e complementares.

O de Ernesto Rodrigues você encontrará em qualquer boa livraria no Brasil, o de Christopher Hilton apenas importando ou tendo a sorte, como eu tive, de encontrá-lo empoeirado em um sebo qualquer de sua cidade.

Lewis e Ayrton, de novo…

ARTIGO →

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O vídeo editado pela FIA e que foi exibido na festa de gala organizada para a entrega dos troféus de 2008, tem causado aqui e ali algumas controvérsias (o que na Formula 1, afinal, não gera controvérsia?). O vídeo é uma bem intencionada e singela homenagem da FIA a Lewis, revelando as semelhanças entre o jovem piloto e seu grande herói.

Mas há muita gente acusando a FIA de forçar a barra ao estimular comparações entre Ayrton Senna e Lewis Hamilton. No fundo, há um quê de ironia no início do vídeo. A voz de Senna aparece fantasmagórica, professando uma das grande qualidades de Ayrton, a capacidade de “aproveitar todas as chances, correr todos os riscos, para ter o prazer de ser P1 (position one, o número 1, o melhor!).”

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LEWIS E SENNA

Fábio Seixas e Flávio Gomes deram notinhas a respeito de uma pseudo declaração de Lewis Hamilton que afirmava ser “tão bom quanto Senna”. Eu esperaria um pouco para jogar tal afirmação do inglês na fogueira, que nesse momento é alvo da ira de alguns leitores dos dois jornalistas.

Eu li a declaração que está no site da RTL, rede de televisão alemã que transmite a Formula 1.

Em um primeiro momento, parece ser fidedigna, mas logo abaixo há uma matéria complementar suspeita, que aborda uma suposta declaração arrogante de Martin Whitmarsh, que teria dito que condições climáticas extremas junto às “habilidades superiores de Hamilton na chuva” podem favorecer a McLaren na reta final do campeonato.

O problema é que Martin Whitmarsh não usou tais termos em sua entrevista para a Autosport, fonte primária de onde a RTL com certeza arrancou a matéria. Whitmarsh usou o termo “fairless” que em uma tradução mais apropriada significa “destemido”.

Rapidamente, para mim, a matéria perdeu qualquer credibilidade e parece uma bela distorção.

É óbvio que pode ser uma baita verdade, o que revelaria um pouco do ego inflado de Lewis nos últimos tempos. Mas depois do falso boato que dava conta de que o piloto da McLaren havia encomendado por algumas centenas de libras a placa de um Porsche com personalizada escrita L3W1S, (que quer dizer “Lewis, o número 1”) eu prefiro não acreditar em tal declaração. Na primeira coletiva que participou imediatamente depois do boato correr a Internet, Hamilton negou irritadíssimo a falsa informação sobre a placa.

Eu tenha quase certeza que algum incauto jornalista fará essa pergunta ao inglês na próxima coletiva. Da boca dele e para uma prestigiosa Autosport, eu acreditarei.

O QUE FAZ VOCÊ GOSTAR DE FORMULA 1?

Há mais ou menos um mês e meio, o jornalista do TIMES, Ed Gorman, fez em seu BLOG uma interessante pesquisa com os seus leitores para escolher qual o melhor piloto de Formula 1 da atualidade. O Resultado, que trouxe no topo da lista de seus leitores Fernando Alonso, não foi obviamente surpresa para ninguém. Alonso tem hoje, sem dúvida, a melhor combinação entre experiência, velocidade, capacidade técnica e estratégica. O resultado final, com os cinco melhores, acabou assim:

1º FERNANDO ALONSO
2 º KIMI RAIKKONEN
3 º ROBERT KUBICA
4 º LEWIS HAMILTON
5 º FELIPE MASSA

Resultado justo para o homem que ousou destronar Michael Schumacher nos últimos anos de Formula 1 do alemão.

Com a temporada chegando a sua metade, o F1fanatic de Keith Collantine acabou elegendo os melhores pilotos da primeira metade temporada, encerrada com o GP Britânico. Robert Kubitza, pela excelente performance média nessa primeira parte da temporada com um carro menos competitivo que McLaren e Ferrari acabou encabeçando a lista de Keith. O resultado com os cinco melhores acabou assim:

1º ROBERT KUBICA
2 º KIMI RAIKKONEN
3 º LEWIS HAMILTON
4 º FELIPE MASSA
5 º FERNANDO ALONSO

O problema para mim, no caso do melhor da primeira metade da temporada foi no caso de Lewis Hamilton e Kimi Raikkonen. Cheguei a opinar no BLOG de Manuel Gomez que preferia ver Lewis como melhor da temporada pela simples fato de que eu não me guiava pela média de desempenho em corridas, mas na verdade pela quantidade de emoção que um piloto era capaz de proporcionar a uma corrida, além óbvio da capacidade competitiva desse piloto. Jordi de La Rosa, um dos leitores de Manuel acabou por me condenar, acusando-me de pouco objetivo em meu julgamento. Sob a argumentação do meu amigo Jordy, acabei por capitular e lhe conceder a razão.

Observando o título do post e também o texto, que até aqui parece um pouco confuso, você incidental ou mesmo costumeiro leitor, perguntará o que tem a ver essas eleições com a motivação central que faz os fãs de Formula 1 adorarem o esporte como questiona o título? A questão, no entanto motiva uma outra questão: Qual é o piloto que traz emoção genuína a Formula 1 hoje?

Eu duvido muito que você discorde que o jovem Lewis Hamilton é “o cara” nesse momento!

A verdade é que para mim a questão sobre quem é o melhor parece mais complexa do que a simples e tediosa enumeração de estatísticas. Para mim a Formula 1, como qualquer esporte, deve ser pensada também como o supra-sumo do entretenimento que compete pela atenção do telespectador com o cinema, programas gerais de televisão ou mesmo outros esportes.

E no que toca esse ponto, entretenimento, melhor “entertainer” do que Ayrton Senna a Formula 1 moderna ainda não viu. Para Schumacher deixo-o com a benevolência particular ao assumir que ele talvez tenha sido o piloto que melhor entendeu a Formula 1 em dada época e usou todo o esse conhecimento para dominá-la completamente durante tantos anos. Mas mesmo com tantos números a favor do alemão, o “entertainer” Senna ainda está no meu panteão particular.

O nosso “entartainer” atual, Lewis Hamilton, simplesmente destroçou a Ferrari nas duas últimas corridas de maneira tão espetacular que uma corrida depois da eleição de Keith Collantine, parece heresia não pô-lo como o melhor piloto da temporada até aqui.

E observando atentamente a decepcionante corrida de Fernando Alonso em contraste com a vitória espetacular e demolidora de Lewis no domingo, não tenho dúvidas de que até o reinado de Alonso pode estar severamente ameaçado se o espanhol não encontrar um bom carro nos próximos anos.

O NOVO SITE DA MCLAREN

A McLaren resolveu reformular o seu site, mas para os habitués como eu que visitam o site da equipe regularmente todos os dias, a reforma não passou de uma cirurgia plástica.

A maior parte do conteúdo, em vídeo, áudio e releases, continuam os mesmos. Não há também muitas novidades em termos de interação entre o fã e a equipe, um dos pontos fortes nos sites de equipes como a Renault, por exemplo, que disponibiliza um blog para que os fãs interajam entre si.

Visualmente não se pode negar que o site melhorou, mas ainda assim há que se dizer que mesmo visualmente, o site transmite a atmosfera muito formal da equipe, sobriamente inglesa, talvez refletindo muito do temperamento do seu dono, Ron Dennis, que adora chamar a sua equipe de “a Companhia”.

Há muito cinza e branco, com leves pitadas, aqui e ali, de um vermelho alaranjado, a cor oficial da Vodafone, patrocinadora majoritária da equipe.

Não há, como no site da Red Bull, o desafio para o internauta interagir e ir descobrindo o conteúdo a medida que avança pelo site, nem a descontração nas matérias. A formalidade é o tom até no conteúdo textual.

Eu nesse momento gosto muito do site da Honda. Todo o conceito de uma equipe verde, comprometida com o meio ambiente e com o impacto do homem na natureza, está ali, transmitido visualmente através de muito branco e verde, além da disponibilização de um conteúdo interessante e antenado com o internauta. O ponto alto é a Honda Racing TV, com matérias abordando tecnicalidades da equipe como toda uma operação de pit stop ou a comemoração dos 257 GPS do Rubens Barrichello, a melhor de todas.

Falta ao site da McLaren essa modernidade presente em outros sites. A equipe tem hoje o piloto com o maior apelo de mercado da Formula 1. Lewis é visto freqüentemente acompanhado de estrelas do rap, atores e apresentadores de televisão, celebridades que há algum tempo atrás seriam dificilmente conectadas ao mundo hermético da Formula 1. A equipe poderia valer-se disso para passar uma imagem mais jovem e moderna, menos sisuda e fechada, que é a que temos hoje. Modernizar o site seria um bom começo.

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