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O melhor entre os piores

Lá, escondido no fundão do grid, Heikki Kovalainen vem firmemente tornando-se a “estrela” do purgatório da F1 — o melhor entre os piores que pilotam a “F1 B.”

Junto com Trulli, Heikki vem fazendo um grande trabalho desenvolvendo a Lotus do nosso amigo Sirlan Pedrosa e do Mike Gascoyne. Além do bom trabalho, sua intensa disputa interna com Jarno vem, a cada prova, pendendo para o seu lado. A classificação em Mônaco foi o grande “highlight” de Heikki diante do invencível Trulli — que em toda a carreira jamais houvera largado atrás de um companheiro de equipe nas ruas do principado, nem mesmo de Alonso nos duros tempos de Renault.

Talvez este seja o sinal de que Heikki esteja, finalmente, se recompondo. O finlandês foi mentalmente destruído na sua primeira temporada pela Renault ainda sob o comando de Flavio Briatore, e dividir uma equipe com Lewis Hamilton na McLaren não é a melhor maneira de restabelecer a couraça e a confiança necessárias para se ser um piloto de F1 em alto nível.

Gosto de Heikki e entre os“retirantes” das grande equipes presentes na zona fantasma, ele é o grande exemplo de resiliência. Discretamente, faz uma bela temporada.

Jornal finlandês garante Heikki na Lotus ao lado de Trulli

IMAGEM: McLaren/Divulgação

Nosso amigo Heikki Kulta — praticamente o nosso correspondente na Finlândia — garante na sua coluna de hoje no diário finlandês Tarun Sonomat que o ex-companheiro de Lewis Hamilton na McLaren, Heikki Kovalainen, fará par com Jarno Trulli na ressuscitada Lotus em 2010.

A presença de Trulli na equipe era dada como certa, dada a amizade do piloto italiano com o atual diretor técnico da equipe, o britânico Mike Gascoyne. Continuar lendo

Kovalainen de volta à Renault?

Pelo menos é o que está estampado na capa do ótimo site Confidential-Renault, especializado na equipe francesa. Há, no entanto, uma condição para que o finlandês retorne para Enston: será preciso que a Renault mantenha 51% do controle acionário na negociação que desenrola-se com potenciais compradores. Continuar lendo

Se você ainda tem dúvidas de que Kimi irá para a McLaren… (Vídeo)

Nessa entrevista dada para a BBC logo após a prova de Cingapura, Heikki Kovalainen parece completamente entregue aos rumores de que ele não estará na McLaren em 2010. Em nenhum momento o finlandês é convincente, mesmo rendendo homenagem aos esforços da equipe.

Mesmo que nos lembre da dificuldade que tem com tanque cheio e pneus mais duros — “são mais difíceis para mim que para Lewis” — Heikki confessa que o seu erro na classificação no sábado talvez tenha comprometido todo o seu final de semana.

Se o desânimo de Heikki é revelador, preste atenção nos 20 segundos finais da entrevista seguinte que o chefe da McLaren, Martin Whimarsh, dá para o competente Jake Humphrey (ele tem 31 anos e dá um banho em Galvão Bueno e Cia). Perguntado objetivamente sobre os crescentes rumores de que Kimi está voltando para a Mclaren, Martin tem uma reação ao mínimo esquisita…

O que vocês acham?

À caça da segunda vitória, McLaren atualiza MP4/24 novamente e pressiona Heikki

IMAGEM: McLaren/Divulgação heikkiunderpressure(HEIKKI: Com Kubica, Heidfeld e Rosberg no mercado, o finlandês precisa melhorar desempenho)

Para quem ama saber tudo de Formula 1 os últimos dois dias trouxe um variado e delicioso cardápio de notícias para satisfazer a todos os gostos. Além da parceria da USF1 com o Youtube, a Autosport, revelou que o apoio de McLaren, Ferrari, Red Bull e Toyota foram essenciais na absolvição da Renault — o que atesta a unidade dos membros da FOTA —, mas os reportes mais interessantes vêm mesmo dos lados de Woking.

Com três bons pilotos dando sopa no mercado — Heidfeld, Kubica e Rosberg — a McLaren parece ter finalmente encostado o “average” Heikki Kovalainen contra a parede. O Chefe da equipe, Martin Whitmarsh, revelou ontem que o “objetivo estabelecido para o finlandês nesse final de semana é a vitória, o que junto a outros bons resultados lhe ajudaria a assegurar a permanência na equipe.”

Nesse final de semana Heikki não tem desculpa. A McLaren promete estar forte em Valência, continuando com o seu impressionante ritmo de desenvolvimento que permitirá à rapaziada em Woking levar para Valência dois carros com mais refinamentos aerodinâmicos — como uma asa frontal, assoalho traseiro novo, além do redesign da suspensão.

É preciso esperar circuitos propriamente ditos — como Spa e Monza — para confirmar que a equipe consertou definitivamente o MP4/24, mas eu imagino que a equipe tenha finalmente sincronizado com mais acuidade os resultados alcançados nos simuladores com os dados recolhidos em pista.

Se confirmado mais um passo em Valência nessa recente ascensão, quem quiser ser campeão terá na equipe prateada um duro competidor nessas últimas 7 corridas.

McLAREN: QUASE LÁ

(FOTO: Brawn GP/Divulgação)maclaren-quase-la(LEWIS: vitória teoricamente distante em Melbourne, mas a equipe vai se recuperando)

A McLaren parece ter dado um pequeno passo rumo ao paraíso e em direção ao grupo das equipes tops nos últimos dois dias de testes na Espanha. O time de Woking levou novos componentes aerodinâmicos para Jerez ontem, um novo difusor e uma asa dianteira redesenhada, o que evoluiu sensivelmente a performance da equipes em bons décimos.

Lewis Hamilton iniciou a semana rodando na casa de 1m19.513 e Heikki finalizou-a com um encorajador 1m17.946, evoluindo em quatro dias 1.567 segundo. Mais borracha no asfalto e menos vento certamente ajudaram a equipe, mas ela parece ter dado um passo que, teoricamente, a embolaria na primeira metade do grid.

O site da revista Autosport tem uma esclarecedora leitura dos testes de Barcelona, que analisa longas e curtas pernas de voltas. Em voltas com o tanque carregado, o grid está separado por aproximadamente 1.8 segundo, com a Brawn liderando a procissão meio segundo a frente e a McLaren seguindo na última posição. Com os carros mais leves, rodando em pernas de voltas curtas, a diferença do primeiro para o último aumenta para 2.0 segundos, com a Brawn ainda meio segundo firme na liderança e a McLaren agora embolada no grupo intermediário.

Equacionando-se as duas sessões de testes em Jerez e Barcelona, é possível especular que MP4/24 não faria feio nas duas primeiras partes da classificação no sábado, mas falharia em disputar as primeiras filas do grid, o que sob as novas regras de pontuação da Formula 1, obrigaria a equipe a lidar com estratégias arriscadas, jogando com a tradicional imprevisibilidade da traiçoeira pista do circuito de Melbourne.

Certamente a equipe coletou dados que ainda podem ser produtivos para afinar o carro durante os primeiros testes livres já na Austrália, mas disputar vitórias parece ainda um sonho intangível para Lewis e Heikki.

SERÁ QUE MASSA PRECISA DE TANTAS AJUDAS PARA GANHAR UM CAMPEONATO?

Comentando no post “Punições e controvérsias no Japão o leitor Shikus, fez uma interessante observação “de que se o Massa não ganhar o campeonato esse ano jamais o fará.” Eu presumo que Shikus refira-se às ajudas que Massa vem recebendo ao longo da temporada e as que potencialmente receberá nas duas últimas corridas do ano.

Não há como calcular de forma acurada quantos pontos a FIA depositou na conta do piloto brasileiro esse ano, mas segundo meus cálculos grosseiros, Felipe herdou das decisões da FIA esse ano algo em torno de 16 pontos:

VALÊNCIA: com 25 segundo adicionados ao seu tempo como decorrência de uma possível punição por sair dos boxes de forma perigosa, o piloto da Ferrari fatalmente cairia para terceiro, somando 6 pontos. 6 pontos somados com mais 2 pontos perdidos por Lewis Hamilton, a conta em Valência chega a 8 pontos herdados em favor do brasileiro.

SPA: A penalização de Hamilton o relegou à terceira posição. O inglês perdeu então 4 pontos. Esse total pode ser somado a mais 2 da posição herdada por Felipe Massa pela vitória chegando a um toda de 6 pontos.

FUJI: É aonde é mais difícil ser  fazer um cálculo aproximado que possa recuperar em favor de Hamilton os danos feitos por uma má decisão da FIA. Massa bateu em seu concorrente direto na luta pelo título e mesmo com o acidente, era bem provável que Hamilton houvesse marcado 1 ponto que Massa conseguiu recuperar. Mesmo o pontinho herdado da penalização a Sebastien Bourdais teve direta ação de Massa.

Como a quantidade de variáveis que podem mudar o resultado na corrida do Japão é alta eu daria apenas 2 pontos em favor de Hamilton.

OUTRAS AJUDAS.

Nas últimas corridas, em termos de pontos há certo equilíbrio entre os companheiros de Hamilton e Massa. Mas Kimi mostrou-se sempre mais mortal que Heikki no combate direto com Lewis, capaz de arrancar pontos preciosos e, o mais importante, induzir o inglês ao erro em situações de extrema pressão. É um luxo para o brasileiro ter um campeão do peso de Kimi ao seu lado e isso pode ser decisivo.

Para encerrar a legião dos “Amigos do Massa”, a cereja no bolo do piloto brasileiro veio de onde menos se esperava ontem. Alonso declarou ao diário AS que “se puder ajudar a alguém, sem dúvida que ajudará a Massa.”

A reação não pareceu muito bem vista por alguns fãs do piloto espanhol, e até as feridas ainda abertas pela passagem do supremo herói espanhol pela McLaren podem dar uma mãozinha ao brasileiro na reta final. O que resta perguntar é se Massa para ganhar esse campeonato precisa de tal assistência.

HEIKKI: VITÓRIA NECESSÁRIA

(HEIKKI empata o duelo entre Ferrari e McLaren esse ano 5×5)

Ah, sim… a maioria da torcida brasileira dirá que Felipe Massa merecia vencer por sua largada espetacular e posterior administração da corrida. Mas automobilismo nem sempre é um esporte em que o meritório paga com vitória. É o conjunto, o equilíbrio máximo entre os desempenhos do equipamento e do piloto que produz o melhor resultado e a McLaren, pilotada por Heiky Kovalainen foi melhor.

Se a questão é mérito, ponha-se então no lugar de Heikky Kovalainen. O finlandês quase foi mandado embora da Renault no ano passado, sofreu os diabos para se adaptar a equipe e ao R27 e não teve um décimo da indulgência que Nelsinho Piquet tem de Briatore nesse momento. Mesmo assim, com uma tonelada de pressão nos ombros, Heikky trabalhou duríssimo para se recuperar durante a mesma temporada e pôr no bolso o experiente Fisichella. Nesse ano Heikky tem enfrentado uma série de problemas mecânicos e pênaltis na McLaren e seu desempenho está quase sempre abaixo do supertalentoso Lewis Hamilton.

Heikky merece cada louro de sua vitória no domingo por tudo o que tem assimilado de suas dificuldades nessas duas temporadas. É a grande capacidade de resiliência do finlandês que lhe deu um lugar na McLaren e que lhe rendeu um valioso tributo no domingo.

Ao Felipe Massa, depois da quebra do motor a três voltas do final, resta o consolo de ver como a Ferrari vibra com ele ao invés de com o tedioso Raikkonen. É óbvio, vendo a torcida de todo o staff da Ferrari no momento em que ele ultrapassava Heikky e Hamilton na largada, que ele é o preferido no coração da equipe. Resta ao Felipe transformar o afeto de seu time em estabilidade, algo no qual Raikkonen é claramente superior.

O LÍDER HAMILTON: Lewis começou a corrida com 4 pontos de vantagem para o seu perseguidor direto no campeonato, e depois de perder o duelo na largada para Massa e ter um pneu furado, acabou a corrida com 5 pontos de vantagem para o seu perseguidor direto, agora Raikkonen. Se hipoteticamente nem ele nem Massa tivessem tido os seus respectivos problemas mecânicos, a diferença teria sido reduzida para apenas 2 pontos no campeonato. Se por ventura a estratégia no segundo stint da McLaren, que deixaria Lewis mais 3 ou 4 voltas na pista para descontar a diferença para Felipe desse certo e ele voltasse na frente do brasileiro, a diferença no campeonato subiria para 6 pontos. No fundo, depois do grave problema na corrida, Lewis pode considerar a sua corrida praticamente uma vitória em que ele manteve a liderança e ainda ampliou a vantagem. É por isso que ainda acho que ele é o favorito.

FERRARI x McLAREN: Você, amigo leitor, deve ter lido durante todo o fim de semana que a McLaren daria um passeio na Ferrari por conta do apertado, curto e lento circuito na Hungria ser claramente favorável aos carros da McLaren. Depois do ritmo de corrida de Felipe a diferença não ficou tão clara assim. A questão na verdade não se refere às filosofias de design de cada equipe, mas sim a maneira como cada uma trata os seus pneus.

A Ferrari parece mais branda no trato com os seus pneus, enquanto a McLaren parece mais agressiva e destrutiva.

É nesse ponto que a Bridgestone vem desempenhando um papel fundamental no equilíbrio de forças do campeonato nesse ano. Os pneus escolhidos pela fornecedora japonesa para a Hungria foram os macios e ultra-macios e o que se viu foram as duas equipes muito equilibradas, com uma variação mínima por volta de um décimo de segundo a favor da Ferrari no calor Húngaro.

Na Alemanha, aonde a McLaren e Lewis Hamilton tiveram um desempenho devastador, os pneus escolhidos foram os duros e os macios e o que se viu foi a Ferrari sofrendo absurdamente com a falta de aderência e desempenho.

A equação hipotética funciona da seguinte maneira: quanto mais duros os pneus e mais frio o tempo, mais favorável à McLaren será uma corrida; inversamente, quanto mais mole e mais quente o tempo, mas favorável à Ferrari.

FERRARI PRESSIONA A BRIDGESTONE: Aldo Costa, diretor técnico da equipe italiana, fez reclamações públicas na semana passada face a escolha dos tipos de compostos feita pela Bridgestone para a Alemanha, afirmando que os pneus muito duros, que não apresentaram nenhum desgaste, foram inadequados para aquela pista e que sua equipe, assim com outras no grid, sofreu com a falta de aderência e competitividade.

A Bridgestone já escolheu os tipos de pneus para as próximas três corridas:

GP da Europa:…..Soft Super-soft

GP da Belgica:…..Hard Medium

GP da Itália:………Hard Medium

O temeroso na situação é que a Bridgestone foi parceira e fornecedora da Ferrari durante anos, quando a Formula 1 tinha dois fornecedores de pneus. As duas empresas ainda têm uma relação comercial, de divulgação, muito próxima, com a Bridgestone usando a Ferrari como protagonista dos seus anúncios ao redor do mundo.

A declaração de Aldo Costa não é nada a não ser a velha e costumeira pressão Ferrarista na fornecedora japonesa. Tendo isso em mente, é bom ficarmos atentos para que a Ferrari não use mais uma vez a sua influência para jogar com o campeonato a seu favor na escolha dos compostos para as últimas quatro corridas do campeonato.

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